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De Munique a Mumbai: 7 torres de escritórios não construídas que redefinem o futuro dos espaços de trabalho verticais

À medida que as cidades continuam a se expandir verticalmente, as torres de escritórios permanecem como um dos símbolos mais visíveis da ambição arquitetônica e da evolução urbana. Não mais definida exclusivamente pela eficiência ou pela imagem corporativa, a arquitetura contemporânea dos espaços de trabalho está sendo reimaginada como um ecossistema híbrido — que equilibra densidade e iluminação natural, produtividade e bem-estar, tecnologia e integridade material e espacial. Os seguintes projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, revelam como profissionais de arquitetura em diferentes continentes estão repensando a tipologia da torre, transformando a verticalidade em uma oportunidade de conexão, adaptabilidade e sustentabilidade.

Do Shivalik Curv e Embassy Zenith, na Índia, onde forma e movimento se combinam para redefinir a identidade do horizonte urbano, ao Dungen, na Suécia, um edifício de escritórios de baixa altura feito de madeira que reflete a tranquilidade de um bosque, cada projeto explora como os ambientes de trabalho podem se tornar mais flexíveis, humanos e conscientes do ponto de vista ambiental. Em Kiev, o APEX Business Center se posiciona como um catalisador para a vitalidade urbana, enquanto a BNI Tower PIK 2, em Jacarta, transforma a torre corporativa em um símbolo cristalino de crescimento. Em Munique e Ancara, conceitos de uso misto como o Highrise Hufelandmark e o Rhythm Ankara exploram o escritório como parte de uma paisagem urbana mais ampla, onde trabalho, lazer e vida pública se cruzam.

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Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a?

Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?

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A origem dos parques de Santiago, segundo Romy Hecht

Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Romy Hecht, decana do College UC e autora de El alma del verdor de Santiago (Orjikh editores, 2025), obra na qual investiga a natureza da paisagem da capital chilena, examinando suas origens e identificando os agentes responsáveis pelo cultivo de espécies exóticas e pela elaboração de geometrias de plantio que, uma vez enraizadas, construíram a identidade e o caráter de Santiago.

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Encenando a Cultura: O/A Arquiteto/a como Curador/a

A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.

Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.

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Criando as Cidades do Amanhã: O Futuro da Construção Sustentável

A rápida urbanização, impulsionada pelo crescimento populacional, está entre as grandes megatendências que transformam a maneira como as cidades são construídas. O mundo ganha uma nova cidade do tamanho de Madri a cada semana — e essa tendência persistirá pelas próximas décadas. Para atender a essa demanda de forma sustentável, é necessária uma abordagem colaborativa e baseada no pensamento sistêmico para a construção.

Vencedor do Prêmio RIBA Stirling e Parque da Fé na Albânia: A Semana em Revista

Os desdobramentos arquitetônicos desta semana destacaram como o design funciona como uma forma de infraestrutura social e cultural, conectando cuidado, comunidade e contexto em diferentes escalas. Da reinterpretação do modelo de almshouses em Londres à transformação de portais urbanos em Phnom Penh e Tirana, a arquitetura refletiu um interesse compartilhado por espaços que promovem conexão e adaptabilidade. Paralelamente a essas obras urbanas e infraestruturais, novos projetos culturais em Paris e Hanói exploraram como os museus e espaços de espetáculos podem renovar instituições públicas por meio da experimentação material e da flexibilidade espacial.

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Ponte Danjiang, do escritório Zaha Hadid Architects, aproxima-se da conclusão antes de sua inauguração em 2026, em Taipei, Taiwan

O escritório Zaha Hadid Architects foi anunciado como o vencedor do concurso internacional para a Ponte Danjiang em 2015. Na época, a proposta de projeto buscava minimizar o impacto visual da ponte ao utilizar um único mastro estrutural de concreto para sustentar um vão estaiado de 920 metros de extensão. A construção daquela que viria a ser a ponte estaiada assimétrica de mastro único mais longa do mundo começou em 2019. Em outubro de 2025, o último segmento do tabuleiro metálico da ponte foi instalado, conectando as margens leste e oeste do estuário do Rio Tamsui, em Taiwan, pela primeira vez e confirmando a data de inauguração para 12 de maio de 2026.

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Sedimentos em Movimento: Rios como Catalisadores Arquitetônicos e Culturais

Os rios geram uma tipologia arquitetônica singular, interligada por diretrizes projetuais de prática material, adaptação ambiental, simbolismo cultural e imaginação. Cada sistema fluvial produz um ecossistema único no qual água, solo, vegetação e assentamentos urbanos convergem para formar uma rede viva. Projetar nesse ambiente exige a capacidade de ler o movimento em vez de resistir a ele, de construir sobre terrenos incertos e de compreender a permanência como um equilíbrio dinâmico. Diferentemente do horizonte estático do mar, o rio nunca está parado. Ele ensina os/as arquitetos/as a pensar em termos de transições, e não de fronteiras, e a projetar como parte de uma paisagem em constante evolução.

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As curvas podem abrir caminho para uma melhor experiência do hóspede?

Profissionais de arquitetura e design em todo o mundo estão expandindo os limites do design contemporâneo, e a Corian® Solid Surface está sendo moldada, curvada e flexionada para viabilizar as visões mais ousadas de arquitetos/as e designers.

Em espaços de hotelaria, por exemplo, cada superfície tem o potencial de moldar a experiência do/a hóspede desde o primeiro instante de acolhimento. Designers visionários/as utilizam seu talento para contar a história de um lugar, transmitir a emoção de uma estética e expressar a essência de uma marca. Com o material adequado, é possível influenciar profundamente a atmosfera e a funcionalidade de um espaço para os/as visitantes, utilizando desde balcões de recepção elegantes e acolhedores até áreas de banho relaxantes que remetem a spas, ou painéis escultóricos retroiluminados imponentes como tela de criação.

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Para além do bem-estar: soluções de design em banheiros públicos que proporcionam privacidade e higiene

O projeto de banheiros públicos esteve historicamente vinculado à satisfação de uma necessidade comum de higiene, saúde e bem-estar nas comunidades. Condensando diferentes espaços, materiais e elementos de asseio em suas tipologias, a arquitetura dos banheiros públicos vem se adaptando às demandas atuais de higiene, cuidado e estética. Elementos como lavatórios, vasos sanitários e bebedouros, além de sistemas de divisórias, chuveiros, trocadores ou salas de amamentação, protagonizam a dinâmica desses espaços. Seja em aeroportos, parques, clínicas, hotéis ou outros locais, esses componentes buscam proporcionar privacidade e conforto, desenvolver soluções eficientes de limpeza e integrar critérios de acessibilidade com o apoio de ferramentas e tecnologias contemporâneas.

OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul

O projeto Busan Slope Housing, do escritório OMA, aborda a reurbanização urbana nas encostas íngremes de Busan, na Coreia do Sul, inspirando-se na complexidade topográfica e nos padrões históricos de assentamento da cidade. Desenvolvido em colaboração com o Festival de Arquitetura de Busan e o Departamento de Habitação e Arquitetura, o projeto explora estratégias para repensar os bairros de encosta, ao mesmo tempo que responde tanto às necessidades contemporâneas de moradia quanto aos legados sociais e espaciais dessas áreas. Em vez de substituir essas áreas por conjuntos convencionais de edifícios altos, o OMA propõe uma estrutura flexível e sensível ao contexto, que integra tipologias contemporâneas de habitação com a estrutura herdada do local.

OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul - Imagen 1 de 4OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul - Imagen 2 de 4OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul - Imagen 3 de 4OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul - Imagen 4 de 4OMA revela projeto de revitalização de encosta em Busan, Coreia do Sul - Mais Imagens+ 4

Eduardo Souto de Moura e OODA revelam projeto de nova torre em Tirana, Albânia

Eduardo Souto de Moura e OODA revelaram o projeto da Oricon Tower, um arranha-céu de uso misto com 180 metros de altura planejado para Tirana, na Albânia. Localizado próximo à Bond Tower, recentemente concluída pelo OODA, o projeto faz parte da transformação urbana em curso sob o Plano Diretor Tirana 2030, que prevê um núcleo urbano mais denso e conectado. A torre abrigará escritórios, residências, áreas comerciais e um hotel, contribuindo para a evolução do horizonte da cidade e funcionando como um novo portal urbano entre o centro histórico de Tirana e seus distritos ocidentais em expansão.

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Transformando casas geminadas: patrimônio e modernidade nos bairros históricos de Montreal

Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, abriga um vasto acervo de arquitetura residencial histórica, em sua maioria datada do século XIX e início do século XX. Esses exemplares são particularmente abundantes em alguns de seus bairros centrais, como o Plateau Mont-Royal. Curiosamente, sua preservação não é por acaso; é o resultado de décadas de defesa ativa por parte de figuras influentes que reconheceram o valor do ambiente construído da cidade, como Phyllis Lambert e Blanche Lemco Van Ginkel. Esforços como os delas foram fundamentais em batalhas históricas de preservação que ajudaram a garantir o atual apoio municipal. Hoje, a cidade conta com um conjunto de leis abrangentes de proteção ao patrimônio histórico, concebidas para salvaguardar a integridade de seus bairros históricos.

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Buildner anuncia os vencedores do Kinderspace 2025 e a próxima chamada para inscrições

A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.

Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.

Aeroporto Internacional de Techo, projetado por Foster + Partners, é inaugurado em Phnom Penh, Camboja

O escritório Foster + Partners concluiu o Aeroporto Internacional Techo em Phnom Penh, no Camboja, marcando um novo capítulo na visão do país para o crescimento sustentável e para a melhoria da conectividade regional. Localizado a 20 quilômetros ao sul do centro da cidade, o terminal do aeroporto abrange 235.500 metros quadrados e constitui a peça central de um masterplan de 24 quilômetros quadrados. Inspirado na arquitetura vernacular e na paisagem tropical do Camboja, o projeto integra referências culturais e soluções de eficiência ambiental para criar uma porta de entrada contemporânea, porém enraizada no contexto local, para as viagens internacionais. A primeira fase, que inclui o terminal principal e o píer norte, foi inaugurada em 2025, enquanto o píer sul tem conclusão prevista para 2030.

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A Bienal de Arquitetura do Chile revive as ruínas de uma igreja como pavilhão temporário

Entre 25 de setembro e 5 de outubro de 2025, a XXIII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile foi realizada em Santiago. Sob o título "DUPLA EXPOSIÇÃO: (re)programar · (re)adaptar · (re)construir", o evento foi estruturado em torno da ideia de "entender a arquitetura não como a produção do novo, mas como a capacidade de reativar o que já existe". Com base nessa premissa, a equipe curatorial, composta por Ángela Carvajal e Sebastián López (Anagramma Arquitectes) em conjunto com Óscar Aceves, concebeu um circuito de oito sedes localizadas no centro de Santiago. O objetivo era reativar e recuperar espaços urbanos por meio de uma série de atividades públicas gratuitas que atraíram cerca de 70.000 visitantes. Entre os locais reativados, destacaram-se as ruínas da Igreja de San Francisco de Borja. Incendiado durante a onda de protestos sociais de outubro de 2019, o local abrigou um pavilhão temporário que serviu de espaço para palestras, leituras, instalações artísticas, debates e encontros comunitários.

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MAD Architects apresenta “Breathing Cells” na Bienal de Seul 2025

"Breathing Cells", uma instalação do escritório MAD Architects, está em exibição na Songhyeon Green Plaza, em Seul, como parte da 5ª Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul. A convite do diretor da Bienal, Thomas Heatherwick, a instalação foi inaugurada em 26 de setembro de 2025 e permanecerá em exibição até 18 de novembro. Alinhada ao tema curatorial "Radicalmente Mais Humano", a obra apresenta uma visão alternativa para os futuros ambientes urbanos, onde a arquitetura se comporta mais como um organismo vivo do que como um objeto estático.

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Os secadores de mãos de plasma frio se tornarão o novo padrão ouro na higiene dos banheiros?

Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.

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A Cidade Corporativa: Três Modelos de Desenho de Cidades-Empresa

Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.

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Espaços imersivos: quando a arquitetura se torna experiência

Nas salas das Ninfeias no Musée de l'Orangerie em Paris, Claude Monet concebeu uma galeria em 360 graus onde o público visitante se vê envolto por paisagens contínuas, dissolvendo as fronteiras entre pintura e ambiente. Ali, ele buscou não apenas representar a natureza por meio de seu estilo marcante, mas construir uma atmosfera, um estado perceptivo que se habita literalmente. A arquitetura, tradicionalmente associada à materialidade e à permanência, ganha assim uma nova dimensão de tempo, movimento e experiência sensorial.

De maneira semelhante, quando a arquitetura contemporânea transforma seus planos em superfícies ativas, ela expande essa busca por imersão e presença, agora amplificada pela tecnologia. Na entrada da nova Mammut Tower da SOPREMA em Oberroßbach, Alemanha, a arquitetura e a narrativa digital convergem. Projetado e executado por ASB GlassFloor, o recém-concluído saguão é um ambiente imersivo que combina vidro, luz e som em uma experiência espacial e sensorial completa, demonstrando como as tecnologias interativas podem se tornar materiais arquitetônicos por direito próprio.

Os escritórios de arquitetura da Bélgica pelas lentes de Marc Goodwin

O fotógrafo Marc Goodwin expandiu seu Atlas of Architectural Atmospheres para a Bélgica, registrando os espaços de trabalho de escritórios de arquitetura em Antuérpia, Bruxelas e Gante. A série inclui grandes escritórios, como B-architecten, POLO e Binst Architects, além de escritórios de menor escala, como Studio Okami, Stand Van Zaken e Bruno Spaas Architectuur. Muitos deles ocupam edifícios com múltiplas camadas históricas, que vão de antigas oficinas a cinemas, e de depósitos a estruturas à beira-mar.

Além de fotografar os estúdios, Goodwin fez a mesma pergunta a cada escritório: "O que constitui um bom espaço de escritório e uma boa cultura de trabalho para você?" Suas respostas acompanham as imagens, oferecendo uma perspectiva de como os/as arquitetos/as definem a atmosfera de seus ambientes de trabalho. O Studio Okami descreve seu local de trabalho como um "home office fora de casa", enquanto o Brut destaca o papel das refeições compartilhadas e da vegetação para suavizar o espaço de sua cobertura.

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Fondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma

No dia 25 de outubro de 2025, a Fondation Cartier Pour l'Art Contemporain abrirá suas novas instalações ao público com uma exposição inaugural composta por obras de seu próprio acervo, intitulada Exposition Générale. Localizado no coração de Paris, o novo espaço ocupa um edifício de estilo haussmanniano que outrora abrigou o Grands Magasins du Louvre, recentemente reimaginado por Jean Nouvel. Concebido como uma arquitetura dinâmica com essa estrutura de cinco plataformas móveis, o edifício foi projetado para expandir as possibilidades de um espaço de exposição tradicional. Esses mecanismos visam acolher todas as formas de expressão visual, incluindo fotografia, cinema, artes cênicas, ciência e artesanato, em um espaço que ressoa com a vida urbana de Paris e dialoga com questões de planejamento urbano e ecologia. Sob essas premissas, a mostra inaugural reúne mais de 600 obras de mais de 100 artistas em uma cenografia contemporânea projetada pelo Formafantasma.

Fondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma - Image 1 of 4Fondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma - Imagem de DestaqueFondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma - Image 2 of 4Fondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma - Image 3 of 4Fondation Cartier reabre em edifício projetado por Jean Nouvel em Paris com exposição do Formafantasma - Mais Imagens+ 36

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Casas de hóspedes e lições de generosidade: espaços de hospitalidade na América rural

Os espaços de hospitalidade refletem a forma como diferentes culturas articulam generosidade, cuidado, pertencimento e identidade. Em contextos urbanos dinâmicos, isso se traduz em hotéis, sistemas de serviços e comodidades selecionadas que moldam diretamente a experiência de quem os visita. Esses espaços traduzem o cuidado em formas mensuráveis, onde o sucesso está associado à eficiência, ao luxo e à identidade da marca.

Na América rural, no entanto, a hospitalidade opera sob outra lógica. Nesses ambientes, o cuidado se fundamenta no trabalho e na comunidade, ao mesmo tempo que responde diretamente às geografias ecológicas e culturais específicas. A distância, a infraestrutura limitada e as redes sociais estreitas exigem formas de arquitetura que sejam flexíveis e autossuficientes. Os projetos respondem às variações climáticas, aos materiais locais e a uma cultura onde o apoio mútuo costuma começar entre vizinhos. Nessa paisagem, os limiares arquitetônicos da hospitalidade emergem de maneiras adaptativas e, ainda assim, inesperadas.

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Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica

A diplomacia cultural refere-se ao uso da expressão cultural e do intercâmbio criativo para promover a compreensão e construir relacionamentos entre as nações. Nesse contexto, a arquitetura desempenha, há muito tempo, um papel de destaque. Para além de suas dimensões funcionais e estéticas, ela serve como meio de comunicação — uma linguagem pela qual os países expressam identidade, valores e ambições no cenário global.

A arquitetura opera como uma forma de soft power — de caráter persuasivo, e não coercitivo —, permitindo que as nações projetem influência por meio de sua presença material. De embaixadas modernistas no pós-guerra a pavilhões monumentais em exposições mundiais, governos e instituições reconhecem o potencial do ambiente construído para moldar percepções. Ao contratar profissionais de destaque na arquitetura e adotar linguagens projetuais específicas, os países utilizam a arquitetura para sinalizar modernidade, tradição, inovação ou estabilidade.

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