A República do Togo apresenta seu primeiro pavilhão na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia 2025 com o projeto intitulado Considering Togo's Architectural Heritage. A curadoria do pavilhão inaugural é do Studio NEiDA, escritório de arquitetura e pesquisa cofundado pela arquiteta Jeanne Autran-Edorh e pela curadora Fabiola Büchele. Com sedes em Lomé e Berlim, o estúdio se dedica a processos de projeto equitativos, aplicando uma perspectiva afrocêntrica ao discurso arquitetônico contemporâneo. A exposição, sediada no Squero Castello em Veneza, investiga as narrativas arquitetônicas do Togo desde o início do século XX, com foco nos temas de conservação e transformação.
Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.
No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.
O diagrama esquemático para desenvolver uma seção de parede baseada em tectônica eco-resiliente.
É consenso que o surgimento de musgo ou vegetação na superfície de um edifício é sinal de negligência, deterioração ou falta de manutenção. E essa premissa não é totalmente infundada: pequenas fissuras em materiais tradicionais podem levar a infiltrações de água, pontes térmicas ou até mesmo patologias estruturais. Mas e se essa presença orgânica não fosse uma falha, mas sim o resultado de uma coevolução entre a arquitetura e o ambiente? Essa inversão de perspectiva foi magistralmente antecipada por Lina Bo Bardi na Casa Cirell, em São Paulo, onde musgos, orquídeas e vegetação espontânea faziam parte da intenção arquitetônica desde os primeiros esboços. O uso de revestimento de pedra bruta e superfícies expostas permitiu que a casa se integrasse ao terreno. Projetos mais recentes aprofundaram ainda mais essa relação entre a matéria construída e a vida vegetal, como os jardins verticais de Patrick Blanc e o Bosco Verticale de Stefano Boeri, que transformam fachadas em ecossistemas verticais, redefinindo o envelope arquitetônico como uma infraestrutura viva capaz de filtrar poluentes, absorver calor e promover a biodiversidade.
A HouseEurope!, uma organização sem fins lucrativos registrada e voltada para a promoção da transformação social e ecológica do ambiente construído da Europa, recebeu o OBEL Award de 2025. Apresentado anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation, o prêmio reconhece contribuições arquitetônicas com potencial de impulsionar mudanças significativas. Alinhado com o tema deste ano, "Ready Made", o júri do prêmio selecionou a HouseEurope! por seus esforços em conscientizar e fomentar o engajamento público em torno da necessidade de uma mudança nas práticas de construção e habitação em toda a Europa.
O futuro da indústria da arquitetura reserva inúmeras possibilidades à medida que as pesquisas na área avançam. Entre as inovações está a capacidade de tornar estruturas acusticamente invisíveis, absorver a energia de terremotos ou captar eletricidade a partir dos sons ao redor. Atributos dessa natureza podem ajudar a redefinir a funcionalidade e a sustentabilidade das edificações. Profissionais de arquitetura e cientistas estão na vanguarda dessa criação. O que torna isso viável são metamateriais que podem oferecer métodos alternativos para projetar edifícios de qualidade.
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, que conta com um fundo de prêmios de 100.000 EUR.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Render do Complexo Esportivo Shah Alam. Imagem cortesia de Populous
Populous, em colaboração com o escritório malaio HIJJAS Architects + Planners, divulgou o projeto do novo Complexo Esportivo Shah Alam em Selangor, na Malásia. Como elemento central do plano diretor do Kompleks Sukan Shah Alam (KSSA), o estádio fica no coração de uma área de requalificação de 188 acres liderada pelo Populous, cujo objetivo é transformar o local em um importante destino público e cívico. Inaugurado originalmente há mais de 25 anos, o atual Estádio Shah Alam tem sido um marco importante na história esportiva do país. A nova proposta preserva a silhueta do estádio original, ao mesmo tempo que introduz melhorias técnicas e arquitetônicas contemporâneas para atender às demandas atuais e futuras. As obras de requalificação, que incluem a demolição da antiga estrutura, estão planejadas para ocorrer ao longo de 48 meses, com previsão de conclusão para 2029.
O Pavilhão do Líbano na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a terra como um lugar de memória, inteligência e resistência. Intitulada The Land Remembers, a exposição é apresentada pelo Collective for Architecture Lebanon, composto por Lynn Chamoun, Elias Tamer, Shereen Doummar e Edouard Souhaid, e assume a forma de uma instituição pública fictícia: o Ministério da Inteligência da Terra. O pavilhão aborda a crise ecológica em curso no Líbano sob uma ótica arquitetônica, enquadrando o ecocídio como uma injustiça tanto ambiental quanto social. Inserido na estrutura curatorial deste ano, Intelligens: Natural. Artificial. Collective., o projeto propõe uma reavaliação de como a arquitetura se relaciona com paisagens degradadas. Nesta entrevista com os/as editores/as do ArchDaily durante a Bienal, os/as curadores/as explicam como o projeto impulsiona um questionamento sobre o compromisso fundamental da arquitetura com a terra.
Em comemoração ao Dia Mundial do Brincar, em 11 de junho, acaba de ser inaugurado o Play Pavilion, projetado pelo/a arquiteto/a britânico/a Peter Cook em colaboração com o LEGO Group. O pavilhão está localizado ao lado da Serpentine South, nos Kensington Gardens, em Londres. Desenvolvido em conjunto com Pablo Wheldon e Cong Ding, o pavilhão resulta de uma colaboração entre a Serpentine, o LEGO Group, a The Royal Parks e a CONSUL. O projeto dá continuidade aos esforços mais amplos da Serpentine de conectar arquitetura, design e engajamento público por meio de instalações temporárias no parque.
Após duas Exposições Internacionais — Broken Nature: Design Takes on Human Survival (2019), que explorou a relação humana com os fenômenos naturais, e Unknown Unknowns (2022), que examinou os limites do conhecimento científico —, a Triennale Milano agora convoca as comunidades cultural, científica e artística globais a confrontar a questão urgente da desigualdade.
Em uma época na qual o risco de extinção de espécies, guerras e desequilíbrios geopolíticos crescentes pairam sobre o nosso futuro, Inequalities propõe lançar um novo olhar sobre a esfera das relações humanas e as crescentes desigualdades que a atravessam.
Renderização externa da torre "Out of the Box". Imagem cortesia de MVRDV
O MVRDV divulgou imagens do "Out of the Box", uma torre residencial de 12.025 m² em Tianmu, um dos bairros mais ao norte de Taipé. Projetado para a Win Sing Development Company, o projeto teve início in 2019 e foi desenvolvido a partir de um sistema de elementos padronizados distribuídos digitalmente com base em critérios como habitabilidade, eficiência e acesso a serviços comunitários. Esses elementos se expressam na fachada irregular e em grelha da torre, que apresenta um revestimento de mármore em camadas.
Projetado pelo escritório David Chipperfield Architects, o Muzej Lah, um novo museu de arte contemporânea, deve ser inaugurado no verão de 2026 em Bled, na Eslovênia. Localizado no sopé dos Alpes Julianos, o museu abrigará a coleção de arte da Fundacija Lah, desenvolvida ao longo de mais de três décadas pelos filantropos eslovenos Igor e Mojca Lah. A coleção será aberta ao público pela primeira vez com a inauguração da instituição.
A proposta de torre de uso misto na 175 Third Street é o quinto edifício planejado em quatro lotes dentro do empreendimento Gowanus Wharf, no Brooklyn, em Nova York. Com vistas para Manhattan e para a Estátua da Liberdade, o projeto de aproximadamente 100.000 m² (1.080.000 sq ft) inclui habitação de interesse social, espaços comerciais e para artistas, áreas de ginástica, espaços sociais e de lazer, culminando em uma cobertura com áreas de convivência e piscina externa. O projeto também prevê uma esplanada pública à beira-mar de cerca de 2.600 m² (28.000 sq ft) projetada pelo escritório Field Operations, destinada a contribuir para a recuperação ecológica do Canal de Gowanus, dando continuidade à transformação mais ampla deste bairro industrial. Outros colaboradores do projeto incluem os escritórios dencityworks | architecture, AKRF, bucharest.studio, DeSimone, Ettinger Engineering Associates, Fried Frank, Hatfield Group, Impact Environmental e Jenkins and Huntington.
À medida que os bairros urbanos continuam a evoluir, o design desempenha um papel fundamental em moldar como os edifícios respondem à urbanização, às demandas funcionais e ao caráter de seu entorno. Interligados, esses elementos orientam a transformação da vida urbana e influenciam como os novos empreendimentos se relacionam com seu contexto — uma dinâmica claramente visível no Central District de Seattle. Considerado há muito tempo um polo histórico da comunidade afro-americana da cidade, o projeto Africatown Plaza propõe uma abordagem abrangente que integra o desempenho arquitetônico com a ressonância comunitária, utilizando o envelope do edifício como principal meio de expressão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143076/sistemas-de-fachadas-metalicas-com-ressonancia-comunitaria-o-caso-do-africatown-plazaEnrique Tovar
As inscrições para o Built by Nature Prize 2025 já estão abertas. A premiação reconhece projetos concluídos — novas construções, reformas e ampliações — que demonstrem liderança no uso de madeira sustentável e construção com materiais de base biológica. Com o objetivo de destacar as melhores práticas globais, o Prêmio oferece a profissionais de arquitetura e equipes de projeto a oportunidade de obter visibilidade internacional e contribuir para o debate em constante evolução sobre a construção regenerativa. O prazo para envio de propostas vai até as 23h59 (CET) do dia 8 de junho de 2025. As inscrições podem ser feitas pelo site builtbn.org/prize.
Desi Training Center / Studio Anna Heringer. Image Courtesy of Studio Anna Heringer
“The times they are a-changin’” (os tempos estão mudando), cantava um jovem Bob Dylan em 1964, capturando um país tomado por protestos por direitos civis e pelas tensões da Guerra Fria. Quase uma década depois, David Bowie voltou o olhar para dentro de si com “Ch-ch-ch-ch-changes” (mudanças, mudanças, mudanças), uma abordagem pessoal sobre identidade e reinvenção, em meio ao colapso das promessas da contracultura e à aceleração da globalização. Já nos anos 1990, Tupac Shakur trouxe a conversa de volta para as ruas, escancarando as realidades da injustiça racial e da violência sistêmica com um lembrete direto: “That’s just the way it is, things are never gonna change” (é assim que as coisas são, elas nunca vão mudar).
Três vozes, três décadas, três maneiras de confrontar a mudança. Se a arte — aqui, por meio da música — tem historicamente funcionado tanto como espelho quanto como grito em tempos de turbulência, é legítimo perguntar: como a indústria da construção tem respondido a um mundo em constante transformação, um mundo que clama, com urgência, por novas direções? A arquitetura tem, de fato, se engajado com as necessidades da sociedade ou apenas reforçado a lógica dos sistemas econômicos vigentes? Hoje, enfrentamos uma confluência entre crise planetária e fragmentação social: o planeta aquece, as desigualdades persistem e se aprofundam, os dados se multiplicam, as identidades se fraturam. Nesse contexto, a arquitetura já não pode se dar ao luxo de se limitar à experimentação formal ou aos imperativos do mercado. É chamada a repensar — com clareza, responsabilidade e imaginação — o que construímos, com o quê construímos, como construímos e, sobretudo, para quem.
Calçada do campus. Render. Imagem cortesia de stantec
Stantec, empresa de consultoria em arquitetura, engenharia e meio ambiente, foi selecionada como vencedora de um concurso internacional organizado pela State Tax University (STU) para redesenhar o edifício de seu campus principal. A estrutura foi parcialmente destruída em 2022, durante as fases iniciais da guerra. A chamada internacional de projetos foi lançada em novembro de 2024, gratuita e "aberta a todos os escritórios de design, empresas de arquitetura e arquitetos/as autônomos/as de todas as partes do mundo". O objetivo do concurso era desenvolver um edifício educacional do século XXI, descrito como um "espaço progressivo e confortável para o aprendizado, a pesquisa e o lazer dos/as estudantes, baseado em padrões educacionais inovadores", conforme consta no anúncio da competição.
Fundada em 2022 pelo consultor de arte Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma de exposições que celebra a convergência de arte, design e arquitetura no Brasil e no exterior. Ao realizar mostras em espaços modernistas públicos e privados, suas edições anteriores destacaram as conexões globais estabelecidas por brasileiros/as a partir do século XX. Após três exposições em São Paulo, a "ABERTO 4 – Brazil After Le Corbusier" marca sua primeira edição internacional, realizada na Maison La Roche de Le Corbusier, em Paris, de 14 de maio a 8 de junho de 2025. A exposição apresenta cerca de 35 peças de design e arte de artistas brasileiros/as, destacando a conexão seminal de Le Corbusier com a arquitetura modernista brasileira e explorando sua influência sobre mentes criativas da cena contemporânea nacional. Edições anteriores da ABERTO contaram com a participação de mais de 100 artistas do Brasil e do exterior, em residências projetadas por Oscar Niemeyer (2022), Vilanova Artigas (2023), e Ruy Ohtake e Chu Ming Silveira (2024).
Søren Pihlmann é o curador do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. A exposição, encomendada pelo Danish Architecture Center, é intitulada Build of Site e foca na exploração de práticas arquitetônicas sustentáveis sob a ótica do reuso e do aproveitamento de recursos. A proposta de Pihlmann transforma o Pavilhão Dinamarquês existente, localizado em um complexo de edifícios históricos nos Giardini da Bienal, em um espaço de exposição ativo para experimentação de materiais. A instalação destaca técnicas que incorporam elementos reciclados e de base biológica. O pavilhão oferece a visitantes a oportunidade de observar processos experimentais em andamento, testemunhando como os recursos construtivos são criativamente reimaginados para novos usos. Nesta entrevista realizada no local, a equipe de redação do ArchDaily conversou com o curador sobre as ideias por trás do projeto e os desafios que sua execução representa.
As inscrições para o German Design Awards 2026 estão abertas globalmente. Sob o tema Connecting Global Excellence, a premiação faz um convite não apenas para participar, mas para se engajar — com ideias, com lugares e com pessoas. A convocatória deste ano é acompanhada por uma nova série de Design Masterclasses em Zurique e Copenhague, criadas em colaboração com as plataformas DAAily, oferecendo espaços para compartilhar, aprender e conectar. No momento em que a região de Frankfurt RheinMain se prepara para assumir o palco global como Capital Mundial do Design 2026, o German Design Awards 2026 reflete todo o espectro do design contemporâneo — da inovação visionária à continuidade cultural. O prêmio funciona tanto como um espelho de nosso diverso panorama do design quanto como um catalisador para transformações inovadoras em todas as disciplinas.