A curadora de arquitetura, escritora e editora alemã Kristin Feireissfaleceu em 20 de abril de 2025. Com uma carreira de mais de quatro décadas, Feireiss desempenhou um papel significativo na promoção do debate público internacional sobre arquitetura, desenvolvimento urbano e transformação social.
Nascida em 1942, Feireiss estudou história da arte e filosofia na Universidade Johann Wolfgang Goethe, em Frankfurt. Em 1980, cofundou o "Aedes Architecture Forum" em Berlim com Helga Retzer, estabelecendo a primeira galeria de arquitetura privada da Europa. Após o falecimento de Retzer em 1984, Feireiss continuou a desenvolver o Aedes, transformando-o em uma plataforma de reconhecimento internacional. Desde 1994, em colaboração com Hans-Jürgen Commerell, ela curou mais de 350 exposições e catálogos, expandindo o alcance e o impacto do fórum. Em 2009, a dupla também fundou o "ANCB The Aedes Metropolitan Laboratory", que recebeu o Prêmio de Inovação Alemão em 2010.
Expo Osaka 2025 abriu oficialmente suas portas em 13 de abril em Osaka, no Japão. A exposição das Filipinas para esta edição inaugurou com um pavilhão projetado pelo escritório de arquitetura Carlo Calma Consultancy Inc., liderado por uma equipe filipina, em parceria com a empresa japonesa Cat Inc. como arquiteta executiva, que também foi responsável pelo gerenciamento do projeto. Intitulado "Woven", o pavilhão reflete as conexões do país com a natureza, seu patrimônio cultural e seus valores comunitários. Com o tema "Natureza, Cultura e Comunidade: Tecidos Juntos por um Futuro Melhor", o pavilhão busca destacar a criatividade, a diversidade e as aspirações das Filipinas para o desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que convida os/as visitantes a se engajarem com suas prioridades culturais e ambientais.
O escritório global de arquitetura Populous divulgou recentemente imagens do projeto de um novo centro de treinamento para o New York Liberty em Greenpoint, no Brooklyn. O projeto de US$ 80 milhões é uma iniciativa liderada pelas próprias atletas, desenvolvido para e em colaboração com a equipe profissional de basquete feminino. O novo edifício terá 75.000 pés quadrados (cerca de 7.000 m²) de área e oferecerá vistas para o horizonte de Manhattan. Além de funcionar como centro de treinamento de basquete, a instalação também foi projetada para apoiar o engajamento comunitário e ampliar o impacto da equipe em toda a cidade de Nova York.
Por meio de seus projetos não construídos, obras executadas e pesquisas, as ideias de Amancio Williams surgem como resultado de uma profunda compreensão das tendências mais avançadas de seu tempo, refletindo sobre o projeto de arquitetura, o urbanismo e o planejamento urbano. Ao explorar diversos temas, conceitos e até mesmo materiais, ele busca criar um universo pessoal que interpreta o presente com um olhar voltado para o futuro, ao mesmo tempo internacional e marcadamente argentino. Sua proposta "La ciudad que necesita la humanidad" apresenta edifícios lineares e em camadas suspensos a 30 metros do solo, incorporando desde espaços de escritórios até vias e trens magnéticos em diferentes níveis de uma única estrutura. O arquivo de Amancio Williams no Canadian Centre for Architecture (CCA), em Montreal, documenta sua carreira como arquiteto e designer desde a década de 1940 até o final dos anos 1980. O acervo registra sua produção em mais de 80 projetos de arquitetura, urbanismo e design, bem como a administração de seu escritório de arquitetura e suas atividades profissionais. Composto por desenhos e esboços, maquetes de apresentação, registros fotográficos — incluindo fotos de maquetes, obras concluídas, imagens de referência, reproduções fotográficas de plantas e fotos de canteiros de obras —, o arquivo está disponível para consulta, oferecendo mais detalhes.
Marianne McKenna e Shirley Blumberg, sócias-fundadoras do escritório KPMB Architects, foram anunciadas como as laureadas de 2025 com a Medalha de Ouro do Royal Architectural Institute of Canada (RAIC), a maior distinção da organização. O prêmio homenageia profissionais cujo trabalho e influência deixaram uma contribuição duradoura para a arquitetura canadense. A entrega oficial da Medalha de Ouro do RAIC acontecerá durante a Conferência de Arquitetura do RAIC, em junho.
Riga Bosques, um projeto multifamiliar para locação (build-to-rent) no distrito de Santa Fe, na Cidade do México, conta com 110 apartamentos residenciais projetados pelo arquiteto Enrique Macotela
Quando as sementes que floresceriam na BoConcept foram plantadas pelos marceneiros Tage Mølholm e Jens Ærthøj na pequena cidade dinamarquesa de Herning, em 1947, seus fundadores dificilmente poderiam prever que a recém-criada empresa de mobiliário se tornaria, com o tempo, uma líder global em design escandinavo contemporâneo.
E, de fato, foi o que aconteceu. Atualmente, a BoConcept opera 300 lojas exclusivas em mais de 65 países, e muitas de suas peças – da minimalista, orgânica e ergonômica cadeira Adelaide, desenhada por Henrik Pedersen, à mesa de jantar Santiago com tampo de cerâmica e traços clássicos, de Morten Georgsen – tornaram-se referências tanto para profissionais de design de interiores quanto para consumidores atentos à estética. Seu alcance global é respaldado por franqueados dedicados, como Carlos Salamonovitz, que recentemente trouxe a visão da BoConcept para um novo projeto residencial na Cidade do México.
Fundado em Guangzhou em 2007 por He Jianxiang e Jiang Ying, o escritório O-office Architects (源计划建筑师事务所) busca, por meio de uma prática projetual baseada em pesquisa, construir um novo discurso espacial que conecte o crescimento acelerado e a cultura regional. Mantendo o rigor e a contenção profissional, o escritório persegue a essência do espaço interior e da vida urbana, amplamente perdidos na atualidade. O O-office compreende o projeto de arquitetura como uma construção e uma jornada dentro de uma urbanização difusa, buscando estabelecer um conjunto de estratégias integradas que transitam por diferentes escalas e disciplinas. A preservação da história e da memória urbana no Delta do Rio das Pérolas, aliada à investigação sobre novas formas de habitação urbana, constituem o foco recente de projeto e pesquisa do escritório. A prática regional singular do O-office tem atraído ampla atenção da mídia especializada nacional e internacional, com obras e ensaios publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como The Architecture Review (Reino Unido), Architectural Record (EUA), L'Architecture d'Aujourd'hui (França), CASABELLA (Itália) e Architectural Journal (China), além de diversas publicações internacionais dedicadas ao estudo e a estudos de caso da arquitetura contemporânea chinesa.
Os projetos do O-office receberam inúmeros prêmios nacionais e internacionais de arquitetura e design, destacando-se a indicação do Museu de Fotografia de Lianzhou como um dos três finalistas do Prêmio Internacional RIBA (RIBA International Prize) de 2024, concedido pelo Royal Institute of British Architects. Além disso, o portfólio de reconhecimentos do escritório inclui a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia) em 2020 e 2022, o Prêmio Internacional de Excelência do RIBA em 2021 (RIBA International Award for Excellence), o Prêmio de Arquitetura de Cidade Humanista Sanlian em 2020, uma menção honrosa (Highly Recommended) no prêmio New into Old de 2017 da revista The Architecture Review, e a indicação ao Prêmio Suíço de Arquitetura BSI em 2016. Em 2015, o escritório foi nomeado pela revista norte-americana Architectural Record como uma das dez principais firmas de arquitetura de vanguarda do mundo (Design Vanguard) e, em 2020, foi eleito pela prestigiosa revista domus como um dos 50 melhores escritórios de arquitetura do mundo.
Entre as obras concluídas do O-office, destacam-se o Centro de Artes e Esportes da Escola Secundária Hongling em Shenzhen, a Escola Experimental Hongling, a Plantação de Chá de Duichuan em Gaoming (Foshan), a Comunidade Artística iD Town em Shenzhen, o Colégio Mingde em Shenzhen, o Museu de Fotografia de Lianzhou, além de uma série de projetos de pesquisa e prática em habitação coletiva desenvolvidos em parceria com a Vanke (como o complexo residencial Songshan Lake, os apartamentos Base Bo Yu em Guangzhou e a Comunidade Criativa de Tianhe). Destacam-se também os centros culturais desenvolvidos em colaboração com a Fundação Cultural e Artística EMGdotART em Guangzhou, Pequim e Xangai, bem como o Pavilhão Palazzo Zen em Veneza, Itália, concluído em 2014. Atualmente, os projetos em andamento incluem o complexo integrado do corpo de bombeiros e terminal de ônibus de Dongjiao em Liwan (Guangzhou), centros de arte rural em Linhai (Zhejiang) e Kaiping (Guangdong), e a renovação da Escola Primária de Langtou em Huadu (Guangzhou).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143094/vagas-em-guangzhou-o-office-architects-arquiteto-a-de-projeto-arquiteto-a-arquiteto-a-assistente-especialista-em-midia-e-pesquisa-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
O legado arquitetônico do Porto é moldado há muito pelo peso da história e pela clareza da forma. Da obra de Álvaro Siza à densa rede de escritórios que emergem das escolas da cidade, o Porto oferece uma mistura única de continuidade e reinvenção. Aqui, a arquitetura não é apenas uma questão de projeto, mas muitas vezes de resistência — de trabalhar sob restrições, desenhar com precisão e navegar por um ambiente construído marcado pela permanência e pela aversão ao espetáculo.
No entanto, diante desse contexto persistente, uma nova geração de profissionais da arquitetura vem redefinindo o campo com discreta determinação. Frequentemente atuando em espaços compartilhados, esses escritórios equilibram autonomia com colaboração, além de um detalhamento meticuloso com preocupações urbanas mais amplas. Seus estúdios costumam refletir esse ethos: modestos em escala, definidos pelo reuso adaptativo e enraizados na realidade material da cidade. Nesses espaços de trabalho, a arquitetura se desdobra como um processo — às vezes especulativo, às vezes pragmático —, mas sempre reflexivo de uma prática profundamente local e cada vez mais global.
Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globaise prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143190/insights-da-comissao-de-arquitetura-e-design-da-arabia-saudita-e-da-iniciativa-designathonEnrique Tovar
A Buildner divulgou os resultados do seu Denver Single Stair Housing Challenge, um concurso internacional de projeto que convidou profissionais de arquitetura, design e planejamento urbano a explorar soluções inovadoras para a habitação multifamiliar de alta densidade. Os/as participantes tiveram como tarefa reimaginar a tipologia comum de blocos com acesso por ponto único (point access block) — frequentemente caracterizada por circulação vertical concentrada em um núcleo compacto — e transformá-la em um ambiente residencial mais sustentável, voltado para a comunidade e adaptável. Embora o concurso tenha focado em terrenos em Denver, Colorado, suas discussões são relevantes para contextos urbanos em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo.
A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.
A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.
A BoConcept combina herança, simplicidade, artesanato, funcionalidade e qualidade no cerne de sua filosofia de design
As origens modestas da BoConcept – empresa de mobiliário fundada em 1947 pelos jovens marceneiros Jens Ærthøj e Tage Mølholm na pacata cidade de Herning, na Jutlândia – contrastam fortemente com sua posição como um ícone do design dinamarquês. Ao resgatar e refinar os pilares da tradição, simplicidade, marcenaria artesanal, funcionalidade e qualidade ao longo de 70 anos, a marca tornou-se o nome de mobiliário dinamarquês mais reconhecido globalmente. Esse sucesso se materializa em peças atemporais como a poltrona Imola, de estilo mid-century (inspirada na forma de uma bola de tênis desconstruída), e no minimalismo acolhedor de seu sofá Bellagio – sem mencionar a presença de mais de 300 lojas em mais de 65 países.
A Trienal de Arquitectura de Lisboa anunciou os 20 ateliês selecionados para o Prêmio Début 2025, iniciativa que reconhece práticas emergentes no cenário internacional. Nesta edição, foram recebidas 75 candidaturas válidas, provenientes de 28 países — um retrato da diversidade e do alcance global da premiação.
Voltado a profissionais com até 40 anos, o Début recebe propostas tanto por inscrição direta quanto por indicação: dezenas de especialistas da crítica, curadoria e prática arquitetônica são convidados a nomear até três nomes. O processo de seleção envolve três etapas: uma shortlist de 20 nomes, cinco finalistas e, por fim, a escolha da prática vencedora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1028984/trienal-de-lisboa-divulga-selecionados-para-o-premio-debut-2025-e-apresenta-novo-trofeu-assinado-por-alvaro-sizaArchDaily Team
Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o momento de conhecer os três grandes vencedores!
O posto de combustível é uma tipologia arquitetônica que passou por transformações significativas desde a sua criação. Inicialmente, essas estruturas eram simples pontos de reabastecimento na beira da estrada, projetados com foco na funcionalidade e não na estética. À medida que a cultura do automóvel se expandiu, os postos de combustível evoluíram para acomodar novas tecnologias, transformações nas paisagens urbanas e mudanças nos comportamentos de consumo. Com o tempo, deixaram de ser apenas paradas utilitárias para se tornarem núcleos de serviços, integrando restaurantes, motéis e espaços de lazer, em resposta às crescentes demandas do transporte contemporâneo.
No final do século XX, no entanto, a padronização generalizada dos postos de combustível fez com que passassem a ser percebidos como "não-lugares", conceito cunhado pelo antropólogo Marc Augé para descrever espaços de transição que carecem de significado social ou cultural. Com projetos uniformes e foco na eficiência, os postos de combustível tornaram-se intercambiáveis, reforçando seu papel como infraestrutura puramente funcional, em vez de intervenções arquitetônicas significativas. Essa padronização também marcou o distanciamento de uma era em que os postos serviam como marcos visuais reconhecíveis, contribuindo para uma paisagem homogeneizada e desprovida de identidade local.
"Divers" de David Martin no Complexo da Cascata de Yerevan. Imagem por Besides the Obvious via Shutterstock.
Situada entre os picos majestosos do Cáucaso e as paisagens fascinantes do Oriente Próximo, a Armênia é uma nação pequena, mas intensamente orgulhosa, moldada por montanhas escarpadas e vulcões antigos. Sendo um dos países mais antigos do mundo, suas raízes remontam ao século VI a.C., situando-se no cruzamento de impérios—persa, romano, bizantino e otomano. No entanto, ao longo de séculos de transformações, a Armênia preservou sua identidade singular, esculpida em seu idioma, em sua arquitetura e em suas ricas tradições culturais—o que lhe rendeu o título evocativo de "a terra das pedras".
A funcionalidade é indispensável ao projetar, mas criar a atmosfera certa é crucial — especialmente em banheirose cozinhas, onde alguns acabamentos, tonalidades e metais bem escolhidos podem transformar completamente o ambiente e favorecer a composição de um espaço coeso. Conceitos como beleza, qualidade e variedade orientam grande parte do processo de design dessas áreas, estimulando o que se poderia chamar de busca pela perfeição em todas as dimensões. A interação desses fatores aprimora tanto a composição visual quanto a experiência de uso, moldando um cenário equilibrado e atraente que se adapta à constante evolução das linguagens da arquitetura e do design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142821/criando-uma-aura-de-perfeicao-com-acabamentos-metalicos-intensos-em-interiores-modernosEnrique Tovar
O escritório OMA / David Gianotten venceu o concurso para revitalizar o histórico Estádio Selman Stërmasi e seu entorno no centro de Tirana, Albânia. Construído originalmente em 1956, o estádio agora está sendo redesenhado não apenas para expandir as instalações de futebol existentes, mas também para promover conexões mais fortes entre os bairros vizinhos em Tirana. Com a revitalização, o estádio busca ser um elemento de ligação fundamental entre as áreas de Blloku e Komune a Parisit.
Convidamos você a participar do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025. Em sua nona edição, atribuímos aos nossos leitores a responsabilidade de reconhecer e premiar os projetos que causaram o maior impacto na profissão. Ao votar nos projetos, você passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados reconhecendo os projetos mais relevantes do último ano construídos em países de língua portuguesa. Faltam apenas alguns dias para encerrar a etapa de votação que selecionará, dentre os 15 finalistas, os três grandes vencedores do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025
Os usuários registrados podem votar em seu projeto favorito uma vez por dia. A etapa de votação encerra no dia 9 de abril às 23h59 (GMT-3).
https://www.archdaily.com.br/pt/1028738/ultimos-dias-para-votar-nos-finalistas-do-premio-archdaily-brasil-obra-do-ano-2025ArchDaily Team
Uma mesa-redonda moderada organizada pelo Aga Khan Award for Architecture, pelo Holcim Foundation Awards, pelo EUmies Awards, pelo Mies Crown Hall Americas Prize, pelo OBEL Award e pelo Ammodo Architecture Award acontecerá em Veneza durante a semana de abertura da 19ª Bienal de Arquitetura. Esse consórcio de seis prêmios de arquitetura, juntamente com arquitetos e arquitetas de nível internacional associados às premiações, se reunirá na sexta-feira, 9 de maio de 2025, no Ocean Space da TBA21–Academy para debater o impacto global dos prêmios de arquitetura e seu potencial para promover mudanças significativas. Sob o título "Beyond the Prize", o evento tem como objetivo propor uma reflexão crítica sobre o propósito, a trajetória e o potencial dessas premiações diante dos desafios sociais e ambientais contemporâneos.
A proposta dos escritórios de arquitetura Garcés de Seta Bonet e MARVEL venceu o concurso para adaptar e expandir o Tres Xemeneies (Três Chaminés), uma antiga usina termoelétrica que se tornará o polo Catalunya Media City em Barcelona, Espanha. Com o projeto vencedor, as duas equipes buscaram preservar o legado histórico do local e, ao mesmo tempo, criar um espaço capaz de evoluir e moldar possibilidades futuras. Com início previsto para o verão europeu de 2025 e conclusão estimada para 2027/2028, o projeto prevê uma série de recursos e serviços voltados a fomentar a inovação, a criatividade, a tecnologia, a capacitação e exposições de cultura digital.
Às vezes, as soluções mais simples são as mais revolucionárias e impactantes. Durante a crise energética no Brasil, em 2002, o mecânico Alfredo Moser desenvolveu uma maneira acessível e eficaz de iluminar ambientes internos durante o dia. Usando apenas uma garrafa PET instalada no telhado, preenchida com água e alvejante, ele aproveitou a refração da luz solar para levar claridade a espaços antes imersos na escuridão. Em moradias autoconstruídas, onde sucessivos anexos muitas vezes comprometem a entrada de luz natural e ventilação, essa solução faz toda a diferença. Batizada de "lâmpada de Moser", a invenção gera iluminação equivalente a uma lâmpada de 60W e se espalhou pelo mundo, através de diversas reportagens. Desde então, o projeto continuou a evoluir e se adaptar às necessidades das comunidades atuais, transformando vidas por meio de uma solução que é tão simples quanto altamente inteligente.
O que um bacalhau pode oferecer à arquitetura? Ou melhor, que lições sobre meio ambiente e assentamentos humanos podemos aprender com a história da pesca? É esta improvável questão que está por trás do livro Arquitetura do Bacalhau, de André Tavares e Diego Inglez de Souza, publicado pela Dafne Editora e recentemente lançado no Brasil.
Na entrevista a seguir, conversamos com Tavares sobre as infraestruturas ligadas à pesca do bacalhau e sua relação com o território, o trabalho e a produção arquitetônica. A partir de uma abordagem original — que conecta arquitetura, ecologia, fisiologia dos peixes e história industrial —, os autores propõem uma leitura do espaço construído ancorada nos ecossistemas que o sustentam. Longe de ser um olhar nostálgico sobre o passado, a pesquisa aponta para a urgência de repensar a arquitetura no contexto das transformações ambientais em curso, evidenciando como as construções humanas moldam e são moldadas pelos ecossistemas naturais marinhos.