Localizada no distrito histórico de Diriyah, amplamente reconhecido como o berço do primeiro Estado saudita, a Grande Mesquita projetada pelo escritório X Architects faz parte da transformação em curso que está tornando a região um importante destino cultural em Riad. Concebido no âmbito do empreendimento Diriyah Gate II, o projeto se situa na interseção entre a preservação do patrimônio e a reurbanização urbana em grande escala, colaborando com um plano diretor mais amplo que inclui museus, instituições cívicas, bairros residenciais e espaços públicos. Nesse contexto, a mesquita é pensada não apenas como um local de culto, mas também como uma âncora urbana integrada ao tecido em constante evolução do distrito.
Vista aérea da área do Port Vell onde o Liceu Mar será construído. Imagem cortesia de Gran Teatre del Liceu e Port de Barcelona
A cidade de Barcelona anunciou as cinco equipes finalistas selecionadas para a próxima fase do concurso internacional para o Liceu Mar, um novo espaço cultural planejado para a orla de Port Vell. Promovido pelo Gran Teatre del Liceu em colaboração com o Porto de Barcelona, o projeto é concebido como uma segunda sede para a instituição histórica, ampliando seu papel artístico e cívico ao mesmo tempo em que fortalece sua presença internacional. Ao reunir um grupo de escritórios de reconhecimento internacional e forte atuação local, a lista de finalistas reforça a relevância global do projeto. O anúncio da proposta vencedora está previsto para o outono de 2026.
Diante da realidade de que as mudanças climáticas estão tornando as cidades cada vez mais inabitáveis, os cidadãos e cidadãs enfrentam a escolha entre abandonar ou transformar seus ambientes. Os projetos não construídos reunidos neste artigo oferecem alternativas transformadoras para cidades mais habitáveis, combinando estratégias de construção, arquitetura e paisagismo em parques urbanos e espaços intersticiais suburbanos. Funcionando como laboratórios ecológicos, essas propostas incorporam uma perspectiva multiespécies ao processo de projeto, adotando uma concepção de tempo mais adequada ao desenvolvimento dos ecossistemas.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.
A Fundação OBEL anunciou "Systems' Hack" como o foco de seu ciclo de 2026, estabelecendo a estrutura conceitual que orientará as atividades da fundação e a seleção do próximo Prêmio OBEL. Fundada em 2019, a OBEL reconhece o potencial da arquitetura de atuar como um agente tangível de mudança social e ecológica positiva, apoiando abordagens que expandem a forma como o ambiente construído é definido e moldado. O tema de 2026 convoca a arquitetura a se engajar criticamente com os sistemas que sustentam a sociedade contemporânea, incluindo infraestrutura, energia, alimentação, água, educação e informação, e a examinar como essas redes interconectadas podem ser reconfiguradas em resposta a desafios globais acelerados.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram os sete projetos finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 - Mies van der Rohe Awards, viabilizado pelo programa Europa Criativa, da União Europeia. A seleção ocorre após o anúncio das 410 obras indicadas em novembro e de uma lista de 40 projetos pré-selecionados revelada no início de janeiro. Dos sete finalistas, cinco concorrem na categoria Arquitetura e dois na categoria Emergente. De acordo com o júri presidido por Smiljan Radić, as propostas finalistas representam contribuições exemplares para o futuro da arquitetura europeia, demonstrando como a disciplina é capaz de responder de forma simultânea a condições locais específicas e a desafios sociais, culturais e ambientais mais amplos. O conjunto de obras selecionadas abrange desde intervenções em antigas áreas industriais, pequenos povoados e zonas urbanas periféricas até projetos cuidadosamente calibrados em grandes cidades. Em meio a esses diversos contextos, os projetos evidenciam como a arquitetura pode transformar cenários esquecidos ou comuns em espaços inclusivos e de alta qualidade para convivência, aprendizado e troca social.
Cortesia de Kengo Kuma & Associates e Field Operations
O Brandywine Conservancy & Museum of Art, localizado próximo à Filadélfia, dedica-se a promover as conexões naturais e culturais entre as paisagens, os sítios históricos e artistas da região. A Conservancy protege terras e recursos hídricos em todo o Vale de Brandywine e outras áreas de conservação prioritárias, ao passo que o Museu abriga uma coleção de arte americana, com destaque para a pintura de paisagem e natureza-morta, o retrato e a ilustração. Em 6 de maio de 2026, a instituição anunciou um projeto para transformar seu campus de 15 acres, incluindo a reforma do edifício histórico do museu, um novo anexo projetado por Kengo Kuma & Associates e intervenções de conservação e paisagismo da Field Operations que criarão uma reserva de 325 acres aberta ao público, com dez milhas (cerca de 16 km) de trilhas.
Mais de três décadas após ter sediado o evento, Barcelona se prepara para receber o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 Barcelona (UIA2026BCN), trazendo a comunidade global de arquitetura de volta à cidade entre 28 de junho e 2 de julho de 2026. Organizado sob o tema "Tornar-se. Arquiteturas para um Planeta em Transição", o Congresso deve reunir aproximadamente 10 mil participantes de mais de 130 países, incluindo profissionais da área, pesquisadores/as e estudantes. Em vez de se limitar a um único local, o evento se desdobrará em múltiplos espaços ao longo da orla mediterrânea, entre eles o complexo das Três Chaminés, posicionando a própria cidade como uma plataforma ativa de intercâmbio, debate e programação pública.
A University of Toronto revelou o projeto do Edifício Temerty, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelo MVRDV e pela Diamond Schmitt Architects, em colaboração com o escritório Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus Scarborough da University of Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Faculdade de Medicina Temerty, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Edifício de Ciências Médicas da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços de uso comum. O início das obras no local está previsto para o segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios começando em julho.
Ao longo da história, a transferência de cidades capitais frequentemente esteve associada a momentos de ruptura política, mudança de regime ou construção simbólica de uma nação. De Brasília a Islamabad, novas capitais eram muitas vezes concebidas como instrumentos de poder centralizado, controle territorial ou projeção ideológica. Nas últimas décadas, no entanto, um conjunto diferente de fatores passou a moldar essas decisões. Em vez de se limitarem a questões de segurança ou representação, as transferências contemporâneas de capitais estão cada vez mais ligadas a pressões estruturais, como concentração demográfica, saturação infraestrutural, risco ambiental e gestão de recursos a longo prazo. À medida que as regiões metropolitanas se expandem além de sua capacidade de suportar o crescimento populacional e as funções administrativas, os governos recorrem à reconfiguração espacial para enfrentar desequilíbrios urbanos sistêmicos.
Demolição do Estacionamento C. Imagem via Redes Sociais
Os edifícios de estacionamento projetados por Christian Kerez ao longo do Caminho da Pérola no Bahrein estão sendo demolidos como parte de uma iniciativa de requalificação urbana em andamento em Muharraq. Notícias locais informam que a remoção dos estacionamentos está vinculada a um plano mais amplo de reorganização da área histórica e de melhoria do acesso a importantes locais de patrimônio, incluindo a Casa de Sheikh Isa bin Ali. Embora a extensão total da intervenção não tenha sido detalhada oficialmente, as informações disponíveis indicam que várias estruturas do projeto — composto por quatro partes — foram afetadas e que as obras já estão em segurança.
O Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", projetado pelo escritório de arquitetura LANZA atelier, com sede na Cidade do México, será aberto ao público em 6 de junho de 2026 no Serpentine South, em Londres.
In Other Worlds. Still do filme Planet City (2021), de Liam Young. Imagem cortesia de Liam Young
O Barbican Centre anunciou a abertura de *In Other Worlds*, uma grande exposição imersiva do/a arquiteto/a especulativo/a, cineasta e artista Liam Young, em cartaz de 21 de maio a 6 de setembro de 2026. Ocupando três locais distintos dentro do complexo do Barbican — a entrada da Silk Street, a galeria The Curve e o Car Park 5 —, a mostra transformará o marco cultural brutalista em uma sequência de ambientes cinematográficos que examinam arquitetura, infraestrutura, futuros climáticos e urbanismo planetário. Desenvolvido em colaboração com escritores/as, cientistas, cineastas, músicos/as e performers, o projeto reúne projeções em grande escala, instalações de LED, ambientes sonoros, narrativas gráficas, figurinos e artefatos especulativos para explorar como a ficção e a narrativa espacial podem moldar debates sobre mudanças ambientais e tecnológicas.
Nesta semana, revisitamos as ideias que moldam o desenho das cidades do século XXI, com um olhar voltado para um horizonte temporal mais amplo do que o que caracterizou o design moderno. Esses exemplos do desenho urbano contemporâneo apontam para as cidades do amanhã, buscando refletir a memória coletiva e a identidade social ao mesmo tempo em que enfrentam os desafios climáticos atuais. De um novo museu no Panamá inspirado na tradição arquitetônica latino-americana a uma instalação inflável sobre a ponte mais antiga de Paris, no rio Sena, projetos construídos e não construídos resgatam a arquitetura como um repositório de memória coletiva, enquanto outros exploram seu potencial transformador sob a ótica do bem-estar contemporâneo. Nesta compilação semanal de notícias, apresentamos projetos em andamento no Panamá, em diversos países africanos, na França, no Canadá, na Itália, na Austrália e nos Estados Unidos.
O Heatherwick Studio e o SPPARC apresentaram a primeira fase da transformação do Olympia, um histórico complexo de exposições na região oeste de Londres, em um destino cultural de uso misto. Inaugurado originalmente em 1886, o marco vitoriano está passando por uma revitalização em grande escala que visa reconectar o terreno de 14 acres (cerca de 5,6 hectares) com a cidade ao redor por meio de novos espaços públicos, locais de interesse cultural, programas de hospitalidade e instalações comerciais. A inauguração é marcada pela conclusão de uma nova cobertura pública, que introduz uma circulação de pedestres elevada e serve como portal de entrada para o plano diretor mais amplo, além de emoldurar novas vistas da histórica cobertura do Olympia. A intervenção faz parte de um plano diretor abrangente que será implementado ao longo de 2026 e 2027.
Concéntrico é um laboratório de inovação urbana que convida à reflexão sobre a cidade por meio da arquitetura e do design. Desde 2015, já realizou mais de 180 intervenções em Logroño, na Espanha. A nova temporada 2025/2026 do festival amplia esse espírito experimental com três convocatórias internacionais que colocam em prática as ideias do livro Concéntrico: Laboratorio de Innovación Urbana (Park Books, 2025). Por meio dessas chamadas, a organização busca aprofundar três linhas de pesquisa — o efêmero, o ecológico e o simbólico — para imaginar diferentes maneiras de habitar a cidade. Os projetos vencedores das convocatórias desta edição serão desenvolvidos, construídos como instalações urbanas e apresentados em uma exposição durante o festival, que acontecerá em Logroño de 18 a 23 de junho de 2026.
Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.
A praticamente uma semana do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, o comitê organizador divulgou informações oficiais sobre a Olimpíada Cultural do evento: um programa de arte e cultura que acompanha os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O programa é reconhecido pelo COI como um dos três pilares do Movimento Olímpico, ao lado do esporte e da educação. Concebida como uma ampla plataforma que envolve territórios, instituições e comunidades por toda a Itália, a Olimpíada Cultural busca destacar os Alpes Italianos e o patrimônio cultural de Milão, ao mesmo tempo em que promove os valores olímpicos por meio da arte, da história e da participação ativa além dos locais de competição oficiais.
O escritório David Chipperfield Architects divulgou novas imagens da Arena de Hóquei no Gelo de Milão, uma das sedes esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026. O projeto, atualmente em fase de testes, foi encomendado à Arup e ao David Chipperfield Architects em 2021. As primeiras imagens da arena em formato de anfiteatro elíptico foram divulgadas em 2022, antes do início da construção em 2023, cuja conclusão estava prevista para 2025. O novo espaço para eventos esportivos e culturais tem capacidade para 16 mil pessoas (12.000 sentadas e 4.000 em pé) e é a peça central de um projeto mais amplo de revitalização urbana originalmente desenvolvido pelo escritório Foster + Partners para Milano Santa Giulia, um distrito no sudeste de Milão, a poucos quilômetros do centro da cidade e conectado à rede ferroviária de alta velocidade e a rodovias.
The Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que o arquiteto, educador e escritor irlandês Níall McLaughlin receberá a Royal Gold Medal for Architecture de 2026. Concedida em nome de Sua Majestade, o Rei, a Royal Gold Medal está entre as mais importantes distinções internacionais em arquitetura, reconhecendo contribuições contínuas para o avanço da disciplina por meio de obras construídas, ensino e discurso crítico. Ao anunciar a premiação, o RIBA destacou a longa influência de McLaughlin na prática e na pedagogia arquitetônica, citando uma carreira que se estende por mais de três décadas e reflete um compromisso constante com as dimensões cultural, ambiental e social da arquitetura.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.