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Semeando o futuro e redefinindo o impacto da arquitetura

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O que importa mais: olhar para o passado ou para o futuro? Reconhecer trajetórias consolidadas ou fomentar caminhos ainda em construção? Talvez esta não seja uma pergunta com resposta única. Tradicionalmente, os prêmios de arquitetura funcionam como dispositivos de consagração, reconhecendo obras concluídas, carreiras consolidadas e soluções já testadas, na maioria das vezes sob uma perspectiva retrospectiva. Mas o que aconteceria se o reconhecimento deixasse de ser um fim em si mesmo e passasse a funcionar como um agente catalisador, investindo menos no que já foi feito e mais no que está por vir?

Portas em grande escala: destaques do Concurso de Melhor Porta Pivotante 2026

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Ao deslocar a rotação das dobradiças tradicionais e distribuir o peso verticalmente, as portas pivotantes foram desenvolvidas para responder a um desafio arquitetônico específico: como movimentar painéis de portas grandes e pesados com precisão, durabilidade e o mínimo de interferência visual. Esses sistemas permitem que as portas ganhem dimensões significativas em termos de escala, peso e ambição material, frequentemente diluindo a fronteira entre porta, parede e superfície arquitetônica. Com o tempo, essa inovação técnica expandiu o papel das portas na arquitetura, permitindo que funcionassem não apenas como pontos de acesso, mas também como limiares espaciais, dispositivos de composição e elementos expressivos na envoltória do edifício.

Para destacar essa evolução, a FritsJurgens criou o Best Pivot Door Contest, com o objetivo de apresentar projetos nos quais a precisão da engenharia e a intenção arquitetônica convergem. Fundada nos Países Baixos, a empresa é reconhecida internacionalmente por seus sistemas pivotantes embutidos, capazes de suportar portas excepcionalmente grandes e pesadas. Esses sistemas proporcionam a arquitetos/as maior liberdade em termos de escala e materialidade, mantendo a precisão, a confiabilidade e a clareza arquitetônica.

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

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Prêmio Europeu de Habitação Coletiva abre inscrições para sua segunda edição

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A habitação coletiva é uma marca registrada da Europa. Em sua segunda edição, a premiação busca projetos que evidenciem seu impacto social e os marcos regulatórios e de políticas públicas que os viabilizam. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de abril.

A modernidade pós-industrial gerou uma ampla gama de modelos de habitação coletiva que deixaram uma marca duradoura nas cidades europeias e na história da arquitetura: desde os Hofs de Viena e a Weissenhofsiedlung até a Unité d'habitation de Le Corbusier e as obras apresentadas na Interbau de Berlim.

Os excessos do movimento moderno projetaram uma longa sombra sobre a habitação social — um estigma que a pós-modernidade não foi capaz de dissipar. Contudo, desde a virada do milênio, novas formas de habitação coletiva têm ressurgido, reconectando-se com os ideais do Estado de bem-estar social diante das pressões da urbanização, das tensões do mercado imobiliário e da urgência ecológica.

Obra do Ano 2026: Começa a premiação da melhor arquitetura do mundo hispânico

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A arquitetura da América Latina e da Espanha é testemunho da riqueza e diversidade de culturas, tradições, necessidades e soluções que definem esses territórios. Com mais de 700 projetos construídos em países de língua espanhola publicados no ArchDaily em Español, chegou o momento de explorar, debater e escolher os favoritos para o prêmio Obra do Ano 2026.

Em sua décima sétima edição, o Obra do Ano reafirma seu lugar como o maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade. A partir de hoje, 24 de março, as leitoras e os leitores assumem a responsabilidade de escolher as melhores obras arquitetônicas de 2025.

Durante as próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossa comunidade percorrerá centenas de projetos construídos em países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

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Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

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Ideologia do Desempenho: Sustentabilidade e os Limites da Eficiência

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nosso campo de atuação.

O projeto moderno de sustentabilidade baseia-se na promessa de que tecnologias em evolução podem conciliar o crescimento urbano e econômico com a responsabilidade ecológica. Segundo as métricas desenvolvidas pelas profissões do ambiente construído e as políticas adotadas por governos, o progresso é tangível e acelerado: edifícios consomem menos energia por metro quadrado do que uma geração atrás, veículos emitem menos poluentes por quilômetro e a infraestrutura urbana é mais integrada e mensuravelmente mais limpa em muitas cidades. No entanto, o consumo total de recursos continua a aumentar. A sustentabilidade, como é praticada hoje no âmbito das profissões do ambiente construído, tornou-se uma estratégia para otimizar o consumo, em vez de reduzi-lo. Enquanto a profissão não estiver disposta a questionar a escala e a estrutura da demanda, em vez de apenas a eficiência com que essa demanda é atendida, suas conquistas mais celebradas continuarão aquém do problema que pretendem solucionar.

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De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública

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As instituições culturais representam um campo ativo para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas continuam a questionar o papel dos edifícios públicos na configuração da vida urbana. Nesta edição do Unbuilt, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma série de projetos que abordam museus, centros de exposições e edifícios diplomáticos como locais de encontro público. Em vez de tratar esses programas como tipologias rígidas, essas propostas os abordam como cenários espaciais em constante evolução, por meio dos quais as cidades se relacionam com a história, o conhecimento e a representação.

Em diferentes geografias, de Wenzhou e Helsinque a Belgrado, Debrecen, Cidade do México e Nuremberg, as propostas exploram distintas respostas à arquitetura cultural contemporânea. Elas variam desde a reutilização adaptativa de estruturas industriais e ideológicas até novos edifícios integrados a frentes marítimas, parques e bairros residenciais. Enquanto algumas propostas enfatizam a continuidade com os contextos históricos, outras experimentam estruturas mais leves, estratégias ambientais ou novas relações entre as atividades internas e o espaço público. Juntas, oferecem um panorama de como as instituições culturais estão sendo reimaginadas em diversas condições urbanas.

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Construindo o Futuro: Como os saberes vernaculares estão moldando a arquitetura contemporânea

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Em diferentes climas e culturas construtivas, diversos projetos contemporâneos estão trabalhando com as formas locais de construir a partir de novas abordagens. Paredes de terra, estruturas de bambu, limiares sombreados e processos de construção coletiva estão sendo reconsiderados não como meras referências, mas como ferramentas para lidar com as condições que a arquitetura enfrenta hoje e continuará enfrentando no futuro.

Nesses projetos, o conhecimento vernacular se manifesta por meio de decisões práticas: como resfriar um edifício sem o uso de máquinas, como construir com o que está disponível no entorno, como facilitar a manutenção de uma estrutura e de que forma manter o conhecimento construtivo dentro da comunidade que irá utilizá-la. As condições que tornam esse conhecimento indispensável não estão por vir. Elas já estão presentes.

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Uma adição responsável: Formas HIMACS obtêm certificação SCS para conteúdo reciclado

Aliando estética, desempenho e versatilidade, a HIMACS se consolida como a superfície sólida de escolha para muitos/as arquitetos/as e designers. Dando um passo além, toda a linha padrão de cubas e lavatórios HIMACS agora conta oficialmente com a certificação SCS, contendo no mínimo 8% de conteúdo reciclado pré-consumo. Essa certificação eleva o apelo técnico e visual do material ao oferecer uma opção mais sustentável sem comprometer a qualidade ou a funcionalidade.

De bancadas de banheiro com cubas integradas a ilhas de cozinha com pias embutidas rente à superfície, os formatos HIMACS oferecem um equilíbrio perfeito entre estilo e função. Cada componente se integra perfeitamente à superfície HIMACS ao redor, criando um acabamento contínuo e sem rejuntes que é, ao mesmo tempo, elegante e fácil de manter.

O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily

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Muito antes de a arquitetura assumir a forma de paredes, coberturas ou cidades, ela reunia as pessoas em torno do fogo. A simples fogueira foi um dos primeiros dispositivos espaciais da humanidade: um lugar de calor, alimento, contação de histórias e rituais. Ao seu redor, o espaço tomava forma pela proximidade, e não pelo fechamento; pela presença compartilhada, e não pelo uso prescrito. O fogo organizava os corpos em círculo, promovia alianças e transformava a sobrevivência em vida coletiva. Hoje, essa lógica ancestral persiste: a arquitetura tem o potencial de aproximar as pessoas não ao ditar como devem se reunir, mas ao criar as condições que tornam possível o estar junto.

Este mês, o ArchDaily explora Estar Junto e a Criação do Lugar, um tema que examina a arquitetura como um suporte para a inclusão, o cuidado e o pertencimento. O tema se alinha à primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, prêmio que aborda o cuidado sob uma perspectiva coletiva, concentrando-se em espaços que estimulam melhores formas de convivência. Olhando além dos espaços de encontro icônicos, a cobertura editorial considera ambientes do cotidiano — de mercados públicos e mesas coletivas a praças de bairro, terceiros lugares, contextos domésticos e ambientes digitais ou híbridos de convivência remota. Em vez de tratar o estar junto como um programa rígido, o especial questiona como o desenho do espaço pode apoiar a abertura, a diversidade e a vida coletiva sem impor formas homogêneas de encontro.

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Dominando a arquitetura interdisciplinar e o urbanismo sustentável na UC Berkeley

Atualmente, o aprendizado e o intercâmbio interdisciplinares são mais importantes do que nunca para enfrentar os desafios ambientais, sociais e urbanos cada vez mais complexos.

A cada verão, o College of Environmental Design (CED) da Universidade da Califórnia, Berkeley, torna-se um laboratório intensivo para exploração arquitetônica, paisagística e urbana. Por meio de dois programas complementares — o Design + Innovation for Sustainable Cities (DISC) e os Summer Institutes —, Berkeley oferece um currículo imersivo fundamentado no rigor disciplinar, no intercâmbio intencional e em uma cultura institucional compartilhada. Juntos, esses programas refletem a histórica estrutura multidisciplinar do CED, na qual a arquitetura, a arquitetura paisagística, o planejamento urbano e o desenho urbano prosperam e colaboram sob o mesmo teto.

Repensando o arranha-céu: 5 torres não construídas da comunidade ArchDaily

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A arquitetura de edifícios em altura continua sendo um instrumento fundamental para acomodar a densidade em ambientes urbanos em rápida evolução. Tradicionalmente definida pela eficiência e repetição, a torre vem sendo cada vez mais reexaminada como um sistema espacial e organizacional mais complexo. Em diferentes geografias, arquitetos e arquitetas testam como as estruturas verticais podem ir além de funções únicas para incorporar programas em camadas, estratégias ambientais e novas formas de ocupação.

A seleção a seguir reúne projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily, destacando uma variedade de abordagens para a torre contemporânea. De empreendimentos de uso misto e edifícios residenciais em altura a propostas ecológicas especulativas, essas obras refletem uma mudança contínua na forma como a arquitetura vertical é concebida. Tais torres dialogam com questões mais amplas de privacidade, coexistência, adaptabilidade e integração urbana.

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Sobre a água, a encosta e a floresta: arquitetura elevada na América Latina

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Na América Latina, o solo raramente é apenas uma superfície sobre a qual se constrói. Pode ser a margem de um rio, uma encosta íngreme, o chão úmido de uma floresta, uma paisagem inundável ou um território sob pressão ecológica. Em muitos casos, carrega uma história de comunidades que já sabiam como responder a essas condições, construindo sobre palafitas, plataformas ou sobre a água, muito antes de a arquitetura contemporânea formular as mesmas perguntas.

Esses projetos dão continuidade a esse diálogo. Eles interagem com condições que se movem, absorvem, sofrem erosão e crescem, em vez de tratar o solo como algo a ser nivelado ou controlado. A elevação permite que a arquitetura se adapte sem se impor completamente: a água pode passar por baixo, a vegetação pode permanecer e as encostas mantêm sua condição original. Em cada caso, a decisão de elevar a estrutura está atrelada a fatores específicos: água, umidade, topografia, vegetação ou recuperação ecológica, além do conhecimento de como construir a favor do entorno, e não contra ele.

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Projetar para o tempo: o envelhecimento dos materiais como estratégia de projeto

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A figura de Titono na mitologia grega propõe uma reflexão sobre o paradoxo da permanência. Ao suplicar a Zeus pela imortalidade, ele se esqueceu de pedir a juventude eterna, o que resultou em uma vida de envelhecimento sem fim. Com o passar do tempo, seu corpo se deteriora, transformando a própria imortalidade em um fardo. A narrativa sugere uma contradição fundamental: a permanência, quando desvinculada da capacidade de mudança, deixa de ser uma qualidade desejável. Em vez de estabilidade, gera uma decadência acumulada sem adaptação.

Historicamente, a arquitetura frequentemente caiu na chamada "Armadilha de Titono". Os materiais são especificados para resistir ao tempo, os sistemas são detalhados para evitar transformações e os edifícios são concebidos como imagens estáticas. No entanto, essa busca pelo estático raramente sobrevive à realidade das intempéries. Entre o momento do projeto — frequentemente associado a representações precisas e controladas — e a vida útil de uma edificação, as superfícies inevitavelmente sofrem desgaste, mudam de aparência e perdem seu acabamento original. O envelhecimento costuma ser interpretado como uma perda, em vez de ser incorporado como parte da linguagem arquitetônica.

Sem Solo Firme: Três Abordagens para Construir Abaixo do Nível do Mar em Roterdã

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Arquitetos e arquitetas calibram cuidadosamente sua relação com a terra, ajustando as fundações ao solo, ao lençol freático, ao clima, aos riscos e à cultura. Estacas de madeira cravadas, plataformas de terra batida e lajes de concreto moldadas in loco são, cada uma, respostas a um conjunto específico de condições do terreno, e cada uma molda a arquitetura que dele emerge. A maneira como um edifício se conecta com a terra determina sua durabilidade e seus limites, pois as fundações estão entre as decisões projetuais mais impactantes que um/a arquiteto/a pode tomar.

A cidade de Roterdã fica aproximadamente um metro abaixo do nível do mar, uma condição estruturante que molda a vida cotidiana na segunda maior cidade dos Países Baixos e que se tornou uma preocupação crescente diante da instabilidade das condições costeiras. A cidade ocupa o delta dos rios Reno e Mosa, uma paisagem que nunca foi naturalmente seca, mas que se mantém funcional graças a séculos de intervenção hidráulica. Os conselhos de águas (water boards) desta região estão entre as instituições democráticas mais antigas do mundo, criados no século XIII para gerenciar a drenagem coletiva da água e que ainda hoje operam como órgãos eleitos com atribuições técnicas. Com o aumento do nível do mar e com as chuvas no norte da Europa cada vez mais imprevisíveis e extremas, Roterdã enfrenta um risco significativamente maior de ressacas costeiras e inundações urbanas causadas pela sobrecarga da infraestrutura de drenagem.

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Vida e obra de Lilly Reich, segundo Laura Martínez de Guereñu e Anna Ramos

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Nicolás Valencia conversa com Anna Ramos, diretora da Fundação Mies van der Rohe, e a arquiteta e pesquisadora Laura Martínez de Guereñu, autora de ⁠Lilly Reich in Barcelona: The Materialization of a Neglected Authorship⁠.

Martínez de Guereñu estuda a obra que Lilly Reich e Mies van der Rohe construíram em parceria criativa: desde a famosa Sala de Vidro na exposição de Habitação de Stuttgart e o Café de Veludo e Seda na exposição A Moda Feminina de Berlim, ambas em 1927, até sua obra-prima na seção alemã da Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Pavilhão representativo da Alemanha.

Arquitetura de terra no Chile com Soledad Díaz de la Fuente e Robert Newcombe

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Nicolás Valencia conversa com a dupla chileno-britânica Soledad Díaz de la Fuente e Robert Newcombe, coautores de ⁠Guia de arquitetura de terra do vale do Loncomilla: San Javier⁠ e Material didático - arquitetura de terra do vale do Loncomilla: San Javier.⁠

Ambos os livros são um registro inédito de arquiteturas de terra no vale do Loncomilla, no Chile, destacando mais de 40 obras que evidenciam as possibilidades desse modo de construir como uma alternativa real e sustentável.

Estão abertas as indicações para o Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily China

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O ArchDaily China completa 11 anos este ano. O design fundamentado na cultura e no território chineses tornou-se parte essencial do intercâmbio global de arquitetura, consolidando-se como um tema de grande relevância no cenário internacional de desenvolvimento da arquitetura e do design. O ArchDaily China leva informações e consultoria global de arquitetura e design para leitores/as chineses/as, além de apresentar a arquitetura e o design da China para o mundo. Mantemos firme nossa intenção original de ser uma plataforma aberta que beneficia o público, tornando o setor de arquitetura e design mais inclusivo e igualitário.

Este ano, renovamos o convite ao público leitor chinês, com a expectativa de que todos/as possam participar da seleção do Prêmio Obra do Ano 2026 na China. Por meio de uma votação imparcial e descentralizada, cada participante atua como membro do júri, selecionando os projetos de arquitetura e design chineses mais representativos para a comunidade global. Nas próximas três semanas, o processo de seleção será dividido em duas etapas. Na primeira fase, a votação contemplará 455 projetos publicados no último ano, e os 15 mais indicados passarão para a lista de finalistas. Na segunda fase, esses 15 projetos de destaque serão votados novamente para definir o grande vencedor, o segundo e o terceiro colocados do ano.

O Prêmio Obra do Ano 2026 na China é apresentado por Dornbracht, marca reconhecida por seus designs inovadores para arquitetura, presentes internacionalmente em cozinhas e banheiros.

Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON

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Fundado como um escritório que atua na interseção entre arquitetura e projetos de base comunitária, o pk_iNCEPTiON está sediado em Maharashtra, Índia. O estúdio, um dos vencedores do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, desenvolve escolas rurais, casas, bibliotecas e edifícios públicos, sempre com foco na organização espacial e na adaptabilidade. Atuando em diversos contextos sociais e climáticos, o pk_iNCEPTiON aborda o projeto com uma atenção minuciosa ao movimento, à escala e à relação entre a forma construída e o espaço livre.

Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON - Imagem 1 de 4Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON - Imagem 2 de 4Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON - Imagem 3 de 4Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON - Imagem 4 de 4Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON - Mais Imagens+ 17

O sombreamento pode se tornar energia? De fachadas passivas a envoltórias produtivas

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Como principal interface entre os espaços internos e o ambiente externo, as fachadas desempenham um papel central tanto no desempenho quanto na expressão arquitetônica dos edifícios. Cada vez mais, elas deixam de ser vistas como envelopes estáticos para se tornarem mediadoras ativas entre clima, energia, uso e estética. Em contextos urbanos densos, no entanto, elas também ganham relevância por outro motivo: enquanto as superfícies de cobertura costumam ser limitadas, fragmentadas ou já ocupadas por equipamentos técnicos, os envelopes verticais permanecem amplamente subutilizados em termos de produção de energia.

Fórum, Depósito, Labirinto: Rumo a uma ecologia plural de museus

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato para ensaios baseados em argumentos sobre questões críticas que moldam nossa área.

Tradicionalmente, a visita a um museu é uma ocasião programada, com uma sequência claramente roteirizada. A chegada é marcada de forma cerimonial — por escadarias monumentais ou limiares, por bilheterias e balcões de informações, por um audioguia e um conciso prefácio institucional sobre missão e história. Esse caráter deliberado de "ocasião especial" decorre da forma como os museus foram concebidos por muito tempo: intencionalmente excepcionais, rigidamente curados e organizados em torno de um arco narrativo específico. Nesse modelo, o museu assume uma voz de autoridade — seu conhecimento é profundo, validado e deve ser respeitado, não contestado —, enquanto a arquitetura e a coreografia reforçam uma maneira única de entrar, aprender e lembrar.

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Quando a arte veio primeiro: experimentos espaciais que moldaram a arquitetura na América Latina

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Muitas das ideias espaciais que hoje associamos à arquitetura contemporânea, ao uso coletivo e à experiência corporal não se originaram apenas nos edifícios. Na América Latina, esses conceitos foram frequentemente explorados primeiro por meio da arte, em um momento em que artistas questionavam ativamente como o espaço poderia ser ocupado, compartilhado e vivenciado para além das formas tradicionais.

Em meados do século XX, a região passou por uma rápida urbanização e por profundas transformações sociais. Esperava-se cada vez mais que a arquitetura respondesse à vida pública, à coletividade e a novas maneiras de habitar o espaço. Paralelamente, a arte oferecia um campo de experimentação mais flexível, menos condicionado pela função, pelas regulamentações ou pela permanência. Como resultado, muitas questões espaciais foram testadas por meio de práticas artísticas antes de passarem a integrar o pensamento arquitetônico.

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