O escritório MVRDViniciou as obras do Centro de Convergência UE TUMO, uma nova instalação educacional e de pesquisa em Yerevan, na Armênia. Localizado no Parque Tumanyan, o edifício de cinco andares expandirá o campus do TUMO, oferecendo espaços para educação tecnológica e criativa gratuita para adolescentes e adultos, além de áreas de pesquisa e de coworking para empresas de tecnologia e design. Situado em um afloramento montanhoso acima do desfiladeiro do rio Hrazdan, o projeto responde à topografia do entorno, estabelecendo conexões visuais com a cidade, o desfiladeiro e o Monte Ararat. A construção começou oficialmente em 24 de fevereiro, com a presença de representantes locais e internacionais.
Snøhetta, em colaboração com o Beijing Institute of Architectural Design (BIAD), venceu o concurso internacional para projetar o Museu de Arte de Pequim no distrito de Tongzhou, em Pequim. O início oficial das obras ocorreu em 31 de dezembro de 2025, com conclusão e abertura ao público previstas para 2029. Concebido como um novo marco para a região leste da cidade, o museu fará parte da estratégia de desenvolvimento cultural e cívico de Tongzhou como subcentro de Pequim. O projeto marca a segunda grande comissão cultural do Snøhetta na capital chinesa, sucedendo a Biblioteca de Pequim, inaugurada em 2023 e que, desde então, tornou-se uma referência fundamental para a arquitetura cívica contemporânea na cidade.
Render de Qalandiya. Imagem cortesia de RIWAQ – Centre for Architectural Conservation
Qalandiya: the Green Historic Maze, desenvolvido pelo RIWAQ – Centre for Architectural Conservation, foi premiado com o Grande Prêmio no Holcim Foundation Awards 2025, em reconhecimento à sua abordagem sensível e profundamente contextualizada de conservação do patrimônio na Palestina, sendo selecionado entre os 20 vencedores da edição deste ano. Localizado em Qalandiya, ao norte de Jerusalém, o projeto reativa o centro histórico de uma vila há muito afetada pela fragmentação política, pelo abandono e pela desconexão espacial. Por meio de uma estratégia de reabilitação gradual, o projeto restaura estruturas deterioradas utilizando conhecimentos tradicionais, alvenaria de pedra local e materiais nativos, transformando o tecido abandonado em espaços públicos ativos, ao mesmo tempo que reforça a resiliência ambiental por meio de estratégias climáticas passivas e infraestrutura baseada na paisagem.
O papel público da arquitetura surge como tema central em anúncios recentes, projetos institucionais e programas profissionais. A escolha do/a designer do Pavilhão Serpentine 2026 coloca a arquitetura em primeiro plano como um espaço de encontro público e investigação material, ao mesmo tempo que grandes projetos cívicos e culturais apontam para um investimento renovado em instituições que apoiam a educação, o intercâmbio e a continuidade urbana. Paralelamente a esses desenvolvimentos, programas de prêmios internacionais e iniciativas alinhadas a políticas públicas continuam a situar a arquitetura em debates mais amplos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e impacto a longo prazo, destacando como as decisões de projeto — tanto em escala íntima quanto monumental — respondem a desafios ambientais e cívicos compartilhados.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.
The Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que o arquiteto, educador e escritor irlandês Níall McLaughlin receberá a Royal Gold Medal for Architecture de 2026. Concedida em nome de Sua Majestade, o Rei, a Royal Gold Medal está entre as mais importantes distinções internacionais em arquitetura, reconhecendo contribuições contínuas para o avanço da disciplina por meio de obras construídas, ensino e discurso crítico. Ao anunciar a premiação, o RIBA destacou a longa influência de McLaughlin na prática e na pedagogia arquitetônica, citando uma carreira que se estende por mais de três décadas e reflete um compromisso constante com as dimensões cultural, ambiental e social da arquitetura.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.
Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.
Cortesia de Kengo Kuma & Associates e Field Operations
O Brandywine Conservancy & Museum of Art, localizado próximo à Filadélfia, dedica-se a promover as conexões naturais e culturais entre as paisagens, os sítios históricos e artistas da região. A Conservancy protege terras e recursos hídricos em todo o Vale de Brandywine e outras áreas de conservação prioritárias, ao passo que o Museu abriga uma coleção de arte americana, com destaque para a pintura de paisagem e natureza-morta, o retrato e a ilustração. Em 6 de maio de 2026, a instituição anunciou um projeto para transformar seu campus de 15 acres, incluindo a reforma do edifício histórico do museu, um novo anexo projetado por Kengo Kuma & Associates e intervenções de conservação e paisagismo da Field Operations que criarão uma reserva de 325 acres aberta ao público, com dez milhas (cerca de 16 km) de trilhas.
La Biennale di Veneziainaugurou a nova sede de seu Arquivo Histórico – Centro Internacional de Pesquisa em Artes Contemporâneas no Arsenale, transferindo as coleções de arquivos e as atividades de pesquisa da instituição para um complexo restaurado em um de seus principais locais de exposição. A abertura apresenta uma nova sede permanente para o arquivo, reunindo instalações de conservação, pesquisa, consulta pública e programação cultural no histórico Arsenale. Para marcar a ocasião, a La Biennale organizou uma programação de três dias com performances, palestras, conversas e visitas públicas, destacando o papel do arquivo no ecossistema mais amplo de exposições, festivais e iniciativas educacionais da instituição.
Vinte anos após sua idealização, a controversa Tour Triangle, projetada por Herzog & de Meuron em Paris, está em fase de conclusão. A torre triangular, toda em vidro, localizada no 15º arrondissement da cidade, atingiu sua altura máxima de 42 andares em 24 de abril de 2026. O avanço do projeto foi marcado por oposição, entraves financeiros e disputas judiciais antes do início das obras em 2022. A torre de 180 metros de altura é hoje o terceiro edifício mais alto dentro dos limites da cidade de Paris, atrás apenas da Torre Eiffel, com 330 metros de altura, do The Link, com 231 metros, em La Défense, e da Tour Montparnasse, de 210 metros. O edifício manterá esse título por tempo indeterminado devido à proibição de arranha-céus restabelecida em 2023 pela prefeita Anne Hidalgo, após persistente oposição a edifícios altos na cidade. O avanço recente das obras foi documentado pelo fotógrafo Stefano Candito, abrangendo desde vistas urbanas do edifício até registros detalhados de sua estrutura quase concluída.
A praticamente uma semana do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, o comitê organizador divulgou informações oficiais sobre a Olimpíada Cultural do evento: um programa de arte e cultura que acompanha os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O programa é reconhecido pelo COI como um dos três pilares do Movimento Olímpico, ao lado do esporte e da educação. Concebida como uma ampla plataforma que envolve territórios, instituições e comunidades por toda a Itália, a Olimpíada Cultural busca destacar os Alpes Italianos e o patrimônio cultural de Milão, ao mesmo tempo em que promove os valores olímpicos por meio da arte, da história e da participação ativa além dos locais de competição oficiais.
O escritório David Chipperfield Architects divulgou novas imagens da Arena de Hóquei no Gelo de Milão, uma das sedes esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026. O projeto, atualmente em fase de testes, foi encomendado à Arup e ao David Chipperfield Architects em 2021. As primeiras imagens da arena em formato de anfiteatro elíptico foram divulgadas em 2022, antes do início da construção em 2023, cuja conclusão estava prevista para 2025. O novo espaço para eventos esportivos e culturais tem capacidade para 16 mil pessoas (12.000 sentadas e 4.000 em pé) e é a peça central de um projeto mais amplo de revitalização urbana originalmente desenvolvido pelo escritório Foster + Partners para Milano Santa Giulia, um distrito no sudeste de Milão, a poucos quilômetros do centro da cidade e conectado à rede ferroviária de alta velocidade e a rodovias.
Concéntrico é um laboratório de inovação urbana que convida à reflexão sobre a cidade por meio da arquitetura e do design. Desde 2015, já realizou mais de 180 intervenções em Logroño, na Espanha. A nova temporada 2025/2026 do festival amplia esse espírito experimental com três convocatórias internacionais que colocam em prática as ideias do livro Concéntrico: Laboratorio de Innovación Urbana (Park Books, 2025). Por meio dessas chamadas, a organização busca aprofundar três linhas de pesquisa — o efêmero, o ecológico e o simbólico — para imaginar diferentes maneiras de habitar a cidade. Os projetos vencedores das convocatórias desta edição serão desenvolvidos, construídos como instalações urbanas e apresentados em uma exposição durante o festival, que acontecerá em Logroño de 18 a 23 de junho de 2026.
Diante da realidade de que as mudanças climáticas estão tornando as cidades cada vez mais inabitáveis, os cidadãos e cidadãs enfrentam a escolha entre abandonar ou transformar seus ambientes. Os projetos não construídos reunidos neste artigo oferecem alternativas transformadoras para cidades mais habitáveis, combinando estratégias de construção, arquitetura e paisagismo em parques urbanos e espaços intersticiais suburbanos. Funcionando como laboratórios ecológicos, essas propostas incorporam uma perspectiva multiespécies ao processo de projeto, adotando uma concepção de tempo mais adequada ao desenvolvimento dos ecossistemas.
Mais de três décadas após ter sediado o evento, Barcelona se prepara para receber o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 Barcelona (UIA2026BCN), trazendo a comunidade global de arquitetura de volta à cidade entre 28 de junho e 2 de julho de 2026. Organizado sob o tema "Tornar-se. Arquiteturas para um Planeta em Transição", o Congresso deve reunir aproximadamente 10 mil participantes de mais de 130 países, incluindo profissionais da área, pesquisadores/as e estudantes. Em vez de se limitar a um único local, o evento se desdobrará em múltiplos espaços ao longo da orla mediterrânea, entre eles o complexo das Três Chaminés, posicionando a própria cidade como uma plataforma ativa de intercâmbio, debate e programação pública.
A University of Toronto revelou o projeto do Edifício Temerty, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelo MVRDV e pela Diamond Schmitt Architects, em colaboração com o escritório Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus Scarborough da University of Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Faculdade de Medicina Temerty, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Edifício de Ciências Médicas da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços de uso comum. O início das obras no local está previsto para o segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios começando em julho.
O escritório Practice for Architecture and Urbanism (PAU), em colaboração com a HNTB e a HOK, foi selecionado como a equipe de projeto para a requalificação da Penn Station, em Nova York. O projeto faz parte de um esforço contínuo para reorganizar e expandir um dos polos de transporte ferroviário mais movimentados da América do Norte, com o objetivo de melhorar a circulação de passageiros, aumentar a capacidade e modernizar a infraestrutura existente da estação. Os trabalhos de projeto e desenvolvimento estão em andamento, e a previsão é que a construção comece em 2027. Localizada em Midtown Manhattan, a Penn Station ocupa o terreno da estação original da Pensilvânia, projetada por McKim, Mead & White e concluída em 1910.
A Fundação OBEL anunciou "Systems' Hack" como o foco de seu ciclo de 2026, estabelecendo a estrutura conceitual que orientará as atividades da fundação e a seleção do próximo Prêmio OBEL. Fundada em 2019, a OBEL reconhece o potencial da arquitetura de atuar como um agente tangível de mudança social e ecológica positiva, apoiando abordagens que expandem a forma como o ambiente construído é definido e moldado. O tema de 2026 convoca a arquitetura a se engajar criticamente com os sistemas que sustentam a sociedade contemporânea, incluindo infraestrutura, energia, alimentação, água, educação e informação, e a examinar como essas redes interconectadas podem ser reconfiguradas em resposta a desafios globais acelerados.
À medida que a escassez de moradia e os desafios de acessibilidade financeira se intensificam nas cidades globais, o debate arquitetônico desta semana se concentra em como o design, as políticas públicas e as estratégias adaptativas se cruzam para moldar o futuro da vida urbana. As iniciativas vão desde movimentos de base e reformas legislativas destinadas a expandir o acesso à habitação até modelos inovadores que repensam a propriedade, o desenvolvimento e o engajamento comunitário. Paralelamente, arquitetos e arquitetas estão reimaginando estruturas e bairros existentes, transformando escritórios subutilizados, marcos históricos e edifícios inacabados em espaços de uso misto, com relevância cultural ou de acesso público. Em diferentes escalas, essas histórias ilustram como a arquitetura lida com a escassez, o valor e as prioridades sociais, demonstrando sua capacidade de não apenas produzir novos edifícios, mas também de recalibrar os ambientes urbanos de modo a equilibrar patrimônio, sustentabilidade e experiência humana.
A Casa Batlló, em Barcelona, revelou o terceiro andar restaurado do edifício, abrindo ao público pela primeira vez a última residência original preservada da transformação realizada por Antoni Gaudí no imóvel entre 1904 e 1906. Liderada pelo arquiteto de restauro Xavier Villanueva e desenvolvida ao longo de três anos por meio de um processo de conservação de caráter arqueológico, a intervenção recupera um ambiente doméstico amplamente intacto que permaneceu habitado por descendentes da família Batlló por mais de um século. Adaptado em uma série de salas privadas para reuniões, eventos culturais e experiências, o apartamento restaurado combina a preservação do patrimônio com uma intervenção contemporânea de design de interiores de Paola Navone – OTTO Studio, estabelecendo um novo programa para um dos marcos arquitetônicos mais reconhecidos de Barcelona.