Mohieldin Gamal

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Asmara Heritage Project: documentando um projeto colonial que se tornou símbolo nacional da Eritreia

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Asmara, a capital da Eritreia, está situada a mais de 2.300 metros acima do nível do mar, em um planalto na borda da escarpa do Vale do Grande Rift. Embora localizada em um país pouco conhecido pelo turismo de massa, a cidade ganhou fama por sua arquitetura singular. Em julho de 2017, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO, inscrita sob o título "Asmara: Uma Cidade Modernista Africana" — o primeiro sítio urbano modernista a ser tombado em sua totalidade no mundo, e o primeiro Patrimônio Mundial explicitamente modernista da África. Seu valor patrimonial resultou de uma complexa convergência de dois aspectos da história da Eritreia: um período de intensa construção colonial, impulsionado pelas ambições imperiais da Itália na África, e um longo período de relativo isolamento que preservou a cidade de remodelações urbanas.

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Arquitetura como Construção Nacional: Modernismo e Independência na África

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa desenvolvida por Cobe Notes x ArchDaily.

Lançada em setembro de 2024, a série Rediscovering Modernism in Africa somou-se a um crescente interesse global por este tema. Antes sub-representado nos debates arquitetônicos, o trabalho de profissionais da arquitetura e da pesquisa, tanto no continente quanto no exterior, vem revelando a história dessas obras modernas de alta qualidade. Tais edificações refletem o esforço de projetistas em conceber uma arquitetura adaptada ao contexto local a partir de conceitos e tecnologias globais, coincidindo com as profundas transformações políticas decorrentes da independência da maioria dos países africanos.

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A Maison du Peuple: a reapropriação do brutalismo para a construção nacional

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Quando os países africanos conquistaram sua independência do domínio colonial europeu em meados do século XX, a construção nacional envolveu muito mais do que estabelecer novos governos e instituições políticas. Os novos Estados soberanos também precisavam estabelecer uma identidade edificada que os diferenciasse de seu passado colonial, e a arquitetura tornou-se uma ferramenta crucial nesse processo. Em todo o continente, edifícios cívicos monumentais, universidades, centros de convenções e instituições culturais foram encomendados para personificar o progresso e a unidade nacional. No entanto, isso criou uma contradição fundamental: muitos desses edifícios adotaram linguagens arquitetônicas modernistas e brutalistas de origem europeia, sendo que alguns foram inclusive projetados por profissionais de arquitetura das antigas potências coloniais. A Maison du Peuple em Ouagadougou, Burkina Faso, oferece um exemplo particularmente revelador de como uma linguagem arquitetônica associada à Europa pôde ser apropriada e transformada em uma expressão de independência pós-colonial.

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Guia de arquitetura de Birmingham: esplendor industrial e experimentação moderna

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A arquitetura de Birmingham reflete a história da cidade como um dos primeiros centros industriais da Inglaterra. A riqueza gerada na cidade e na região circundante deu origem à imponência da era vitoriana no século XIX. Os intensos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial causaram destruição generalizada. A esse período seguiu-se uma rápida reconstrução entre as décadas de 1950 e 1970, que introduziu o modernismo racional e a ambição brutalista que hoje caracterizam grande parte do centro da cidade. Algumas décadas mais tarde, o apagamento urbano retornou a Birmingham, trazendo consigo a revisão de decisões tomadas em meados do século XX. Notadamente, o Bullring Centre e a Biblioteca de Birmingham foram demolidos para dar lugar a novos projetos do século XXI, acrescentando novas camadas de riqueza ao ambiente construído da cidade.

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Fazer cidade por meio da participação: lições do Utopian Hours 2026

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Quem tem direito à cidade? Os escritos de Henri Lefebvre questionam as estruturas que controlam o espaço urbano e, em vez disso, colocam a população no centro das tomadas de decisão. Suas ideias influenciaram a maneira como a arquitetura e o desenho urbano são praticados, impulsionando a participação comunitária e o co-design. Estes têm sido alguns dos temas mais proeminentes no Utopian Hours 2026, o festival de desenvolvimento urbano, cuja primeira parte foi realizada na cidade holandesa de Roterdã para marcar sua edição de décimo aniversário.

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Ecologias do Reparo: Reconciliando Nossa Relação com a Água

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Ola Hassanain é uma arquiteta e artista sudanesa atuante nos Países Baixos, que participará da Bienal de Arquitetura Pan-Africana em Nairóbi, Quênia, no final de 2026. Essas três localidades narram histórias sobre a relação do ambiente construído com a água. Elas ilustram os embates contínuos entre as forças amorfas da natureza — personificadas por rios e mares — e as tentativas humanas de moldá-las e controlá-las. Na maioria dos casos, trata-se de esforços de extração. As catástrofes ocorrem como resultado do excesso dessas tentativas, de sua má gestão, ou de ambos os fatores combinados.

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MASS: Um modelo de arquitetura sem fins lucrativos a serviço da sociedade

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Na época em que este texto foi escrito, um artigo de Martyn Evans perguntava "A arquitetura está em crise?". No mesmo ano, Reinier de Graaf publicou o livro "Architecture Against Architecture", no qual expôs quatorze problemas da profissão e da disciplina. A questão de uma crise na arquitetura é perene. No que se refere à arquitetura como profissão, esse debate costuma vir à tona especialmente quando crises econômicas são previstas ou já estão em pleno curso. Paralelamente, persistem questionamentos sobre a eficácia da arquitetura em lidar com os problemas mais urgentes do planeta e da sociedade — habitação, mudanças climáticas e desenvolvimento humano. Uma iniciativa que busca enfrentar essas questões é o MASS, fundado em Ruanda pouco tempo após a crise financeira de 2008. A pista está no próprio nome, uma sigla para Model of Architecture Serving Society (Modelo de Arquitetura a Serviço da Sociedade). O MASS foi criado como uma forma diferente de praticar a arquitetura.

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Futuros Alternativos: Cinco Marcos Modernistas Reimaginados para o Século XXI

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O modernismo na arquitetura foi, talvez, a primeira filosofia de projeto de edifícios verdadeiramente global. Surgido no início do século XX, seus primeiros expoentes foram grandes nomes europeus, como Le Corbusier, Walter Gropius, e Mies van der Rohe. Em 1923, Le Corbusier publicou sua obra teórica seminal, conhecida em português como Por uma arquitetura. A novidade e a rejeição da história eram preceitos centrais do modernismo, manifestando-se no uso de novos materiais, como o aço e o concreto, que propiciaram uma liberdade de expressão formal sem precedentes.

Em meados do século XX, o modernismo foi adotado em todo o mundo por nações que se recuperavam da Segunda Guerra Mundial e superavam o legado do colonialismo. O movimento tornou-se a linguagem da reconstrução e da afirmação nacional, fortalecido por sua rejeição ao passado. Sua ênfase na tecnologia se adequava a esse "admirável mundo novo" da indústria, do desenvolvimento em larga escala e das novas tipologias arquitetônicas. Um século após seu surgimento, o próprio modernismo tornou-se o legado. À medida que os edifícios se tornam obsoletos ou atingem o fim de sua vida útil, cresce a valorização do patrimônio histórico dessas estruturas, tanto como objetos de design quanto como símbolos do espírito da época em que foram construídos. Apresentamos aqui cinco edifícios modernistas de cinco regiões diferentes que passam por propostas de reutilização adaptativa. Se outrora a forma seguia a função, aqui, a função deve seguir a forma.

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Hôtel de la Paix: Uma abordagem alternativa ao patrimônio moderno no Togo

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No final de 2024, um evento foi realizado nos jardins do recém-reformado Palais de Lomé, de época colonial, na capital do Togo. Estudantes da faculdade de arquitetura de Lomé participaram dos primeiros Encontros de Arquitetura de Lomé (RAL #1), com curadoria do Studio NEiDA, escritório transdisciplinar, que incluiu palestras, exibições de filmes, oficinas e visitas a edifícios. Uma exposição paralela exibiu a produção arquitetônica mais significativa da história do país. O objetivo do evento era explorar o patrimônio arquitetônico do Togo, marcando o início de uma jornada que cruza fronteiras e levanta questões sobre a conservação do patrimônio moderno. Ao contrário de edifícios coloniais como o próprio Palais de Lomé, que costumam ser mais valorizados e prontamente restaurados, edifícios modernos negligenciados — como o Hôtel de la Paix — exigem abordagens criativas e de base (bottom-up) para recuperar sua antiga vitalidade.

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Elevando a Terra: Resgatando e Aprimorando um Material de Construção Indígena

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Com vinte metros de altura e quatro mil anos de idade, o Deffufa Ocidental se impõe sobre os pomares de tamareiras adjacentes e as ruínas de uma antiga cidade no deserto. Trata-se de um antigo edifício religioso e administrativo próximo à atual cidade sudanesa de Kerma. Sua importância reside não apenas em sua idade e escala, mas também no fato de ser uma das construções de tijolos de adobe mais antigas do mundo. Como atestam as casas de adobe vizinhas, a terra é um material de uso contínuo desde a antiguidade até os dias de hoje. Apesar disso, as discussões sobre sistemas construtivos contemporâneos têm ignorado amplamente esse material essencial. No entanto, alguns escritórios de arquitetura no continente africano estão mudando esse cenário.

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Deir ez-Zor: Cultivando a esperança por meio da documentação do patrimônio

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A histórica cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, enfrentou uma parcela desmedida de calamidades após o início da guerra em 2011. Após sofrer a destruição causada por violentos combates entre grupos armados e o governo central, além da ocupação pelo Estado Islâmico, o terremoto de fevereiro de 2023 trouxe ainda mais danos. Por trás das manchetes, no entanto, encontra-se uma cidade milenar que remonta suas origens aos primórdios da civilização às margens do Rio Eufrates, com uma arquitetura viva dos períodos otomano e do Mandato Francês. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o projeto Deir ez-Zor Heritage Library busca revitalizar a cidade e apoiar uma reconstrução sensível por meio da documentação e promoção de seu patrimônio edificado.

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Modernismo Etíope: Arquitetura de Meados do Século na Capital da África

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Em janeiro de 2026, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize foi concedido ao escritório australiano Architectus pela conservação do Africa Hall em Adis Abeba, Etiópia. O prêmio reconhece que edifícios modernistas, outrora vistos como vanguarda da arquitetura, estão se deteriorando e são pouco valorizados pelo público. A situação na África reflete esse sentimento global, sendo esta a primeira vez que um edifício no continente foi agraciado com a honraria. O prêmio também coloca sob os refletores o rico inventário modernista da Etiópia, que marca seu papel de protagonismo continental nos meados e final do século XX.

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Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara

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Em alguns idiomas, a própria palavra para edifício (como *immeuble*, em francês) refere-se à sua imobilidade. A disciplina de engenharia relacionada às edificações é denominada *estática*. Assim, a arquitetura está intimamente associada ao que é fixo e imóvel. No entanto, para milhões de pessoas nômades em todo o mundo, os abrigos devem ter uma estrutura leve e essencialmente móvel, enquanto o lar é a vasta paisagem onde residem. Esses estilos de vida, que carregam séculos de tradição, são constantemente ameaçados pela atração exercida pela vida sedentária em vilas e cidades. Na Tunísia, um projeto reconhece o risco de perda desse patrimônio e busca melhorar as condições de vida de pastores/as nômades.

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Guia de arquitetura de Tashkent: dez edifícios do modernismo híbrido soviético

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Situada ao longo da histórica Rota da Seda na Ásia Central, Tashkent é uma cidade com uma longa história que remonta a milhares de anos. Sua arquitetura histórica é conhecida pelos pátios, cúpulas e cerâmicas azuis, típicos do patrimônio timúrida. Hoje capital do Uzbequistão, a cidade foi incorporada ao Império Russo no século XIX, antes de se tornar uma república soviética. Durante o período em que integrou a União Soviética, a cidade transformou-se em um modelo de modernização, celebrando as conquistas socialistas na Ásia. Um terremoto devastador em 1966 acelerou esse processo à medida que a cidade era reconstruída, dando origem a muitos dos monumentos modernistas pelos quais Tashkent é conhecida hoje.

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Espólios modernos: recuperando materiais de construção em locais de demolição

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A economia circular, o que inclui o reúso de materiais de construção, está se tornando rapidamente um componente fundamental na luta contra as emissões de carbono. Isso pressupõe projetar para minimizar resíduos e utilizar materiais que possam ser reaproveitados ao final da vida útil da edificação. Em contrapartida, o reúso de componentes provenientes de edifícios parcial ou totalmente demolidos também pode reduzir o desperdício e evitar as emissões de carbono que seriam geradas pela produção de materiais virgens. Para além das questões de sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais de construção tem uma história secular, motivado tanto por razões simbólicas quanto por pura necessidade.

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Narrativas do modernismo sírio: redescobrindo o Centro de Pesquisas Marinhas

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No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.

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Tendências de design de interiores de 2025

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.

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Modernismo Marroquino: A Arquitetura de Jean-François Zevaco

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O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.

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