
Situada ao longo da histórica Rota da Seda na Ásia Central, Tashkent é uma cidade com uma longa história que remonta a milhares de anos. Sua arquitetura histórica é conhecida pelos pátios, cúpulas e cerâmicas azuis, típicos do patrimônio timúrida. Hoje capital do Uzbequistão, a cidade foi incorporada ao Império Russo no século XIX, antes de se tornar uma república soviética. Durante o período em que integrou a União Soviética, a cidade transformou-se em um modelo de modernização, celebrando as conquistas socialistas na Ásia. Um terremoto devastador em 1966 acelerou esse processo à medida que a cidade era reconstruída, dando origem a muitos dos monumentos modernistas pelos quais Tashkent é conhecida hoje.
Os esforços de reconstrução após o terremoto atraíram arquitetos/as e especialistas de várias regiões da URSS. O plano urbano adotou estratégias de zoneamento dispostas ao longo de dois eixos principais: um núcleo governamental situava-se na interseção, enquanto os edifícios culturais se estendiam para leste e oeste. Desse modo, os novos edifícios modernistas deveriam ocupar pontos proeminentes da malha urbana. Além disso, suas formas e funcionalidades foram concebidas para conectá-los aos seus contextos. Muitos edifícios foram posicionados de frente para praças públicas, refletindo o ideal socialista de encontro coletivo.

















