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A Maison du Peuple: a reapropriação do brutalismo para a construção nacional

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Quando os países africanos conquistaram sua independência do domínio colonial europeu em meados do século XX, a construção nacional envolveu muito mais do que estabelecer novos governos e instituições políticas. Os novos Estados soberanos também precisavam estabelecer uma identidade edificada que os diferenciasse de seu passado colonial, e a arquitetura tornou-se uma ferramenta crucial nesse processo. Em todo o continente, edifícios cívicos monumentais, universidades, centros de convenções e instituições culturais foram encomendados para personificar o progresso e a unidade nacional. No entanto, isso criou uma contradição fundamental: muitos desses edifícios adotaram linguagens arquitetônicas modernistas e brutalistas de origem europeia, sendo que alguns foram inclusive projetados por profissionais de arquitetura das antigas potências coloniais. A Maison du Peuple em Ouagadougou, Burkina Faso, oferece um exemplo particularmente revelador de como uma linguagem arquitetônica associada à Europa pôde ser apropriada e transformada em uma expressão de independência pós-colonial.

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O país hoje conhecido como Burkina Faso passou para o domínio francês em 1901, após a resistência dos mossi ser superada e Ouagadougou ser capturada. A colônia do Alto Volta Francês foi constituída e integrada à federação da África Ocidental Francesa. Em 1960, o território conquistou a independência juntamente com outros dezesseis Estados africanos, fundando a República do Alto Volta. A mudança de nome para Burkina Faso ocorreria mais tarde, em 1984, sob a presidência de Thomas Sankara.

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Sobre este autor
Cita: Gamal, Mohieldin. "A Maison du Peuple: a reapropriação do brutalismo para a construção nacional" [The Maison du Peuple: Reclaiming Brutalism for Nation-Building] 21 Ago 2026. ArchDaily em Português. (Trad. Romullo Baratto) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1183536/a-maison-du-peuple-retomando-o-brutalismo-para-a-construcao-nacional> ISSN 0719-8906

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