A Assembleia Geral do Bureau International des Expositions (BIE) em Paris aprovou oficialmente o Dossiê de Registro para a Expo 2030 Riade, confirmando formalmente a Arábia Sauditacomo anfitriã da próxima Exposição Mundial. Com este marco, terá início a próxima fase de preparativos, incluindo o convite oficial aos países participantes por canais diplomáticos. Coincidindo com a aprovação, foi revelado o masterplan inicial para o local da Expo, projetado pelo LAVA, o Laboratory for Visionary Architecture. Agendado para ocorrer de 1º de outubro de 2030 a 31 de março de 2031, o evento será realizado em uma área em Riade, projetada para receber mais de 40 milhões de visitas e acolher mais de 195 nações participantes.
District 11 em Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Renderização externa. Imagem cortesia de HWKN
O escritório de arquitetura HWKN foi contratado pela Al Marwan Real Estate Development para projetar onze edifícios distintos para um novo bairro comercial no centro de Sharjah, a terceira cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos. O distrito, que contará com escritórios, espaços comerciais, cafés, creche, instalações de saúde, institutos especializados e uma mesquita, foi totalmente pesquisado, conceituado e planejado com o uso de Inteligência Artificial (IA).
A República do Togo apresenta seu primeiro pavilhão na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia 2025 com o projeto intitulado Considering Togo's Architectural Heritage. A curadoria do pavilhão inaugural é do Studio NEiDA, escritório de arquitetura e pesquisa cofundado pela arquiteta Jeanne Autran-Edorh e pela curadora Fabiola Büchele. Com sedes em Lomé e Berlim, o estúdio se dedica a processos de projeto equitativos, aplicando uma perspectiva afrocêntrica ao discurso arquitetônico contemporâneo. A exposição, sediada no Squero Castello em Veneza, investiga as narrativas arquitetônicas do Togo desde o início do século XX, com foco nos temas de conservação e transformação.
Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.
Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.
Nicolás Valencia conversa em Lima com os arquitetos peruanos Mariana Jochamowitz e Nicolás Rivera sobre a Revista A da Pontificia Universidad Católica del Perú e sua participação na Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2024 com a oficina "Clímax, Fanzine para uma comunidade em crisis".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142678/mariana-jochamowitz-e-nicolas-rivera-por-que-fazer-fanzines-de-arquiteturaArchDaily Team
No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.
Como o design de interiores contemporâneo cria experiências diferentes de acordo com seus materiais? Como a adaptabilidade e a reutilização de certos materiais permitem gerar atmosferas contrapostas e/ou complementares dentro de um mesmo espaço? Alinhada às texturas, proporções, cores ou propriedades de cada material, a arquitetura de interiores compreende atualmente a oportunidade de criar ambientes onde a materialidade desempenha mais do que um papel estético. Prestando atenção especial à experiência final de seus usuários e usuárias, o El Equipo Creativo se propõe a combinar projetos em que a paisagem, a natureza, a cultura e a arte se destacam em composições de interiores que acolhem amplos programas e públicos.
O diagrama esquemático para desenvolver uma seção de parede baseada em tectônica eco-resiliente.
É consenso que o surgimento de musgo ou vegetação na superfície de um edifício é sinal de negligência, deterioração ou falta de manutenção. E essa premissa não é totalmente infundada: pequenas fissuras em materiais tradicionais podem levar a infiltrações de água, pontes térmicas ou até mesmo patologias estruturais. Mas e se essa presença orgânica não fosse uma falha, mas sim o resultado de uma coevolução entre a arquitetura e o ambiente? Essa inversão de perspectiva foi magistralmente antecipada por Lina Bo Bardi na Casa Cirell, em São Paulo, onde musgos, orquídeas e vegetação espontânea faziam parte da intenção arquitetônica desde os primeiros esboços. O uso de revestimento de pedra bruta e superfícies expostas permitiu que a casa se integrasse ao terreno. Projetos mais recentes aprofundaram ainda mais essa relação entre a matéria construída e a vida vegetal, como os jardins verticais de Patrick Blanc e o Bosco Verticale de Stefano Boeri, que transformam fachadas em ecossistemas verticais, redefinindo o envelope arquitetônico como uma infraestrutura viva capaz de filtrar poluentes, absorver calor e promover a biodiversidade.
A HouseEurope!, uma organização sem fins lucrativos registrada e voltada para a promoção da transformação social e ecológica do ambiente construído da Europa, recebeu o OBEL Award de 2025. Apresentado anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation, o prêmio reconhece contribuições arquitetônicas com potencial de impulsionar mudanças significativas. Alinhado com o tema deste ano, "Ready Made", o júri do prêmio selecionou a HouseEurope! por seus esforços em conscientizar e fomentar o engajamento público em torno da necessidade de uma mudança nas práticas de construção e habitação em toda a Europa.
Lesley Lokko, arquiteta escocesa-ghanesa, curadora da 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza e a primeira mulher negra a receber a Royal Gold Medal do RIBA, lançou recentemente o Nomadic African Studio, um programa educacional voltado para jovens arquitetos/as. A iniciativa é organizada pelo African Futures Institute (AFI), fundado por Lokko, e se inspira em sua experiência ao estabelecer o Biennale College Architettura em 2023 — um programa voltado para estudantes de pós-graduação, recém-formados/as, acadêmicos/as em início de carreira e profissionais emergentes explorarem novas possibilidades na educação em arquitetura, que também terá continuidade na edição de 2025. O Nomadic African Studio consiste em uma série de estúdios itinerantes com duração de um mês, totalmente financiados, realizados em todo o continente africano, definindo suas localizações com base em "temas, e não em lugares". A primeira edição está programada para começar em julho de 2025, em Fez, no Marrocos.
O calor extremo é uma das consequências mais urgentes e de crescimento mais rápido das mudanças climáticas, especialmente nas cidades. As áreas urbanas são particularmente vulneráveis porque retêm o calor nos materiais de construção e nas vias urbanas, criando condições perigosas para a população. À medida que as temperaturas continuam a subir e as ondas de calor se prolongam, as cidades enfrentam o desafio de se manterem habitáveis diante dessa ameaça intensificada.
Localizada no sul da chamada "Land Down Under", Melbourne é uma cidade que resiste a definições simplistas. Enquanto refinadas fachadas vitorianas confrontam ruelas cobertas de grafite, jardins públicos meticulosamente cuidados coexistem com antigos galpões industriais transformados em cafés, estúdios e espaços culturais. É justamente nesse contraste entre o planejamento deliberado e a apropriação espontânea que reside a essência arquitetônica da metrópole.
Sua história começa com o povo aborígene Kulin, que por milênios habitou as margens do Rio Yarra, desenvolvendo complexos sistemas de gestão da terra, espiritualidade e organização social. Com a chegada dos colonizadores britânicos em 1835, iniciou-se o capítulo da cidade moderna — um processo marcado não apenas pelo crescimento e desenvolvimento urbano, mas também por violência, deslocamento forçado e apagamento cultural. Os efeitos desse legado ainda são sentidos hoje, mesmo diante dos esforços contemporâneos de reconhecimento e reconciliação.
O futuro da indústria da arquitetura reserva inúmeras possibilidades à medida que as pesquisas na área avançam. Entre as inovações está a capacidade de tornar estruturas acusticamente invisíveis, absorver a energia de terremotos ou captar eletricidade a partir dos sons ao redor. Atributos dessa natureza podem ajudar a redefinir a funcionalidade e a sustentabilidade das edificações. Profissionais de arquitetura e cientistas estão na vanguarda dessa criação. O que torna isso viável são metamateriais que podem oferecer métodos alternativos para projetar edifícios de qualidade.
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, que conta com um fundo de prêmios de 100.000 EUR.
Pavilhão ESPARTAL / ELE Arkitektura, GA Estudio, Florencia Galecio e Juan Gubbins. Imagem cortesia de TAC! Festival de Arquitectura Urbana
O Festival de Arquitetura Urbana TAC! é realizado anualmente na Espanha com o objetivo de aproximar a arquitetura contemporânea do público por meio de instalações em várias cidades, incluindo Granada, San Sebastián, Valência, Vigo e San Fernando. Organizado pelo Ministério da Habitação e Agenda Urbana em colaboração com a Fundación Arquia, o festival busca promover a experimentação na arquitetura por meio da construção de pavilhões temporários para eventos e encontros culturais. A edição de 2025 do festival acontecerá em dois locais: Casa Mediterráneo, em Alicante, e Plaza Stagno, em Las Palmas de Gran Canaria. Os pavilhões são selecionados anualmente por meio de uma chamada aberta voltada a jovens arquitetos/as de até 45 anos. As propostas vencedoras deste ano já foram anunciadas: o projeto ESPARTAL, de ELE Arkitektura, GA Estudio, Florencia Galecio e Juan Gubbins; e DE ROCA MADRE, de Alejandro Carrasco Hidalgo, Eduardo Cilleruelo Terán, Alberto Martínez García e Andrea Molina Cuadro.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Pense em uma cadeira projetada para uma sala de reuniões. Sua altura, a postura ereta que proporciona e sua linguagem material são escolhas deliberadas — sinalizam presença, foco e certo grau de formalidade em um espaço onde decisões importantes são tomadas. Ao substituir essa cadeira por um sofá baixo e macio, toda a dinâmica espacial se transforma: o foco se dispersa, a postura relaxa e as hierarquias se dissolvem. Cada cadeira, banqueta ou sofá é mais do que uma simples maneira de preencher o espaço. Trata-se de um dispositivo projetado para um tipo específico de interação, uma postura definida, um ritmo particular de uso. Quando esses propósitos são ignorados, até mesmo os interiores com a curadoria mais cuidadosa podem parecer fragmentados ou incoerentes. O mobiliário desempenha um papel invisível, mas fundamental, na modelagem do comportamento das pessoas, de como se sentem e do tipo de trabalho que ali se realiza.
Render do Complexo Esportivo Shah Alam. Imagem cortesia de Populous
Populous, em colaboração com o escritório malaio HIJJAS Architects + Planners, divulgou o projeto do novo Complexo Esportivo Shah Alam em Selangor, na Malásia. Como elemento central do plano diretor do Kompleks Sukan Shah Alam (KSSA), o estádio fica no coração de uma área de requalificação de 188 acres liderada pelo Populous, cujo objetivo é transformar o local em um importante destino público e cívico. Inaugurado originalmente há mais de 25 anos, o atual Estádio Shah Alam tem sido um marco importante na história esportiva do país. A nova proposta preserva a silhueta do estádio original, ao mesmo tempo que introduz melhorias técnicas e arquitetônicas contemporâneas para atender às demandas atuais e futuras. As obras de requalificação, que incluem a demolição da antiga estrutura, estão planejadas para ocorrer ao longo de 48 meses, com previsão de conclusão para 2029.
Inside Out, Downside Up Pavilion / Slaatto Morsbøl. Imagem cortesia de Copenhagen Architecture Forum Copenhagen Architecture Forum (CAFx)
A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague acontecerá de 18 de setembro a 19 de outubro de 2025. Organizado pelo CAFx (Copenhagen Architecture Forum), o evento marca a transição do antigo e anual Copenhagen Architecture Festival para uma plataforma mais ampla de exploração arquitetônica. O tema da edição inaugural, "Slow Down" (Desacelerar), convida os/as participantes a refletirem sobre como o ritmo acelerado da vida moderna afeta o ambiente construído. De acordo com a organização, essa mudança temática incentiva a projeção de espaços que promovem a sustentabilidade, a longevidade e um envolvimento consciente com o nosso entorno. Alinhada a essa visão, a organização lançou no início do ano uma convocatória aberta para propostas de pavilhões que incorporassem princípios de design circular e, ao mesmo tempo, servissem como polos de programação pública durante o evento. Duas propostas vencedoras — estruturas modulares projetadas por Slaatto Morsbøl e Tom Svilans x THISS Studio — foram selecionadas, trazendo, cada uma, uma abordagem distinta para a desaceleração arquitetônica.
Pavilhão dos Emirados Árabes Unidos na Expo Osaka 2025. Imagem cortesia de UAE Expo Office
O Pavilhão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) na Expo 2025 Osaka, intitulado "Earth to Ether", apresenta uma experiência imersiva e multissensorial que narra a história dos Emirados Árabes Unidos, desde o seu patrimônio cultural e valores fundamentais até suas inovações voltadas para o futuro. Inspirado pela simbólica tamareira, o pavilhão reimagina o areesh, uma forma tradicional de arquitetura vernacular emiratense, combinando subprodutos agrícolas das tamareiras com técnicas refinadas de marcenaria japonesa. Inaugurado em abril de 2025, sob o tema "Designing Future Society for Our Lives", o pavilhão está localizado na zona "Empowering Lives". Projetado para dialogar com esse tema mais amplo, o Pavilhão dos EAU oferece uma programação diversificada e exposições interativas, servindo como uma plataforma colaborativa para a cocriação de soluções que "impulsionam o progresso coletivo".
Aeroporto Internacional de Tampa. Imagem cortesia de Hensel Phelps e HNTB, em associação com Gensler
De Bangkok a Billund, uma nova onda de anúncios de projetos de arquitetura está remodelando a forma como os espaços de trabalho, cultura, mobilidade e vida pública são concebidos. Na Noruega, na Tailândia, nos Estados Unidos, na Dinamarca e na Austrália, essas propostas refletem uma ênfase cada vez maior na integração tecnológica, na construção sustentável e em ambientes flexíveis e preparados para o futuro. Seja projetando polos de produção para profissionais de criação digital, campi de mídia adaptáveis ou paisagens cívicas repletas de história e intenção ecológica, cada proposta oferece uma visão de como a arquitetura está evoluindo para dar suporte a indústrias emergentes, programação cultural e novas formas de engajamento público. Esta edição do Architecture Now reúne uma seleção de projetos anunciados recentemente que destacam a interseção entre design, tecnologia e inovação em um contexto global.