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Um módulo restaurado da Nakagin Capsule Tower, de Tóquio, entra em exibição de um ano no MoMA

O Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York sediará uma exposição dedicada à Nakagin Capsule Tower, obra do arquiteto japonês Kisho Kurokawa, de 10 de julho de 2025 a 12 de julho de 2026. Intitulada The Many Lives of the Nakagin Capsule Tower, a mostra apresenta uma retrospectiva dos 50 anos de existência do edifício. Construída no distrito de Ginza, em Tóquio, em 1972 e desmantelada em 2022, a torre é representada por meio de materiais contextuais, desenhos originais, gravações de arquivo e uma cápsula totalmente restaurada. A exposição convida à reflexão sobre como as cidades lidam com edifícios antigos e com a rápida transformação das áreas urbanas. Os diversos materiais que documentam a evolução contínua da torre ao longo de cinco décadas incentivam o público a refletir sobre como a arquitetura pode perdurar ao assumir novos papéis e funções além de seu propósito original.

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Compreendendo o ecobrutalismo: o paradoxo entre estrutura, sustentabilidade e estilo

Espera-se que o ambiente construído reduza as emissões de carbono, apoie a biodiversidade e responda às transformações nas condições ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece habitação para as comunidades e reflete seus valores culturais. Nesse cenário de transição, um estilo arquitetônico outrora criticado ressurge em uma forma nova e surpreendente. O Brutalismo, há muito associado à gravidade institucional e à austeridade material, está agora sendo reformulado sob uma ótica ecológica. Esse movimento híbrido, conhecido como eco-brutalismo, combina a força do concreto com a vegetação e estratégias de projeto sensíveis ao clima. O resultado é um conjunto de espaços visualmente impactantes, conceitualmente complexos e cada vez mais populares entre designers, urbanistas e o público em geral. Este movimento engloba não apenas a linhagem direta do Brutalismo dos anos 1960, mas também projetos contemporâneos que, embora não sejam estritamente brutalistas, compartilham de sua honestidade material, escala monumental e uso de formas expressivas de concreto.

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Mapeamento como design: uma abordagem baseada em recursos para o design rural nos Estados Unidos

Em 1982, em uma conferência sobre construção com terra em Tucson, Arizona, uma apresentação incomum desafiou tudo o que os/as arquitetos/as pensavam saber sobre recursos rurais. Em vez de focar em técnicas construtivas, o apresentador, o arquiteto Pliny Fisk III, estendeu uma série de mapas desenhados à mão que revelavam algo extraordinário: o Texas rural não era escasso em recursos, como sugeria o senso comum, mas sim incrivelmente rico em materiais. Os mapas mostravam cinzas vulcânicas ideais para concreto leve, depósitos de caliche que se estendiam por vastos territórios e florestas de mesquite que podiam fornecer tanto pisos de madeira de alta densidade quanto isolamento térmico. Essa revelação redefiniu as noções predominantes de valor na arquitetura.

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Benthem Crouwel e Snøhetta revelam projeto para a Casa de Cultura e Administração em Delfzijl, Países Baixos

A Casa de Cultura e Administração, um novo complexo cívico projetado pelo escritório Benthem Crouwel Architects em colaboração com o Snøhetta, está tomando forma gradualmente na cidade holandesa de Delfzijl. Localizado na praça Molenbergplein, o projeto reúne funções culturais e administrativas em um gesto arquitetônico unificado que visa fortalecer o tecido urbano de Eemsdelta. As visualizações atuais marcam um avanço na fase de projeto estrutural. O refinamento técnico e financeiro continuará ao longo do verão, e a aprovação final do conselho municipal está prevista para outubro de 2025.

Movimento Internacional Swimmable Cities defende o direito de nadar em cursos d'água urbanos

Swimmable Cities é uma aliança de 153 organizações signatárias em 59 cidades de 22 países que apoia o movimento global por cursos d'água urbanos próprios para banho. Diante do avanço da urbanização, das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, a iniciativa busca recuperar rios e portos como espaços públicos onde as comunidades possam desfrutar e se beneficiar do banho. A organização defende que as vias fluviais urbanas sejam seguras, saudáveis e acessíveis tanto para banhistas quanto para a vida silvestre, demandando uma colaboração transfronteiriça para desenvolver estratégias de melhoria e coletar dados para avaliar a "balneabilidade". Esse apelo torna-se ainda mais relevante diante do aumento das temperaturas globais e das crescentes desigualdades no acesso à infraestrutura pública nas grandes cidades. A carta de 10 pontos do movimento começa com a afirmação do "direito ao banho", celebrando a cultura do nado urbano e reconhecendo a importância histórica da água.

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Vila na Cidade Vertical: Tai Hang e a Sobrevida do Vernáculo de Hong Kong

A arquitetura vernacular em Hong Kong originou-se como uma série de pequenos assentamentos costeiros — comunidades simples, semelhantes a vilas, que refletiam a identidade primordial da cidade como um polo pesqueiro. Essas vilas litorâneas eram tipicamente compostas por casas de baixa altura e estrutura de madeira, agrupadas ao redor de templos, formando comunidades coesas e intimamente ligadas aos ritmos das águas.

Um exemplo notável é Tai Hang, um dos primeiros assentamentos estabelecidos pelo povo Hakka em Hong Kong. Originalmente situada ao longo de um canal de água que descia das montanhas próximas em direção ao mar, a área servia como um ponto vital de lavagem para os moradores da vila — daí seu nome, que significa literalmente "Grande Drenagem". Antes de grandes obras de aterro marítimo, Tai Hang ficava muito próxima da linha de costa. Hoje, localiza-se a quase 700 metros terra adentro.

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Em diálogo com a natureza: uma jornada arquitetônica por instalações na paisagem na Dinamarca e na Noruega

O design escandinavo há muito é admirado por sua estética minimalista e funcionalidade, que valorizam as coisas simples, com raízes profundas no conceito de Hygge. Esta reverência vai além do design de interiores, estendendo-se também ao mundo natural, o que resulta em projetos de arquitetura e instalações paisagísticas de alta qualidade que estreitam a conexão humana com ambientes intocados. Em vez de impor grandes estruturas ao meio ambiente, a abordagem escandinava propõe intervenções sutis e precisas. Estes projetos não buscam dominar, mas sim estabelecer um diálogo com a paisagem existente, valendo-se de um desenho sensível para potencializar suas formas, cores e texturas intrínsecas. O objetivo é complementar e valorizar a natureza, criando espaços funcionais que, ao mesmo tempo, aprofundam a relação de quem os visita com o entorno.

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Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.

Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais. 

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Casas na Argentina: coberturas verdes que fundem arquitetura e paisagem

Na busca por criar um diálogo fluido entre a arquitetura e a paisagem circundante, o estudo da topografia traduz o reconhecimento e a investigación sobre a aplicação de materiais, estratégias autossuficientes, soluções de baixa manutenção e projetos paisagísticos que se integrem ao entorno natural e minimizem o impacto ambiental das obras. Mais do que apenas registrar as diferenças de níveis, orientações solares, ventos predominantes ou inclinações de escoamento dos terrenos, diversos/as profissionais de arquitetura na Argentina demonstram interesse em desenvolver soluções arquitetônicas capazes de se adaptar às geografias naturais e restaurar o vínculo entre a natureza e o ser humano.

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Museu do Arroz: Arquitetura enraizada na memória rural e na ecologia

Localizado em uma fazenda no sul da Índia, o Museu do Arroz ocupa o andar superior da casa de Syed Ghani, inserido na verdejante paisagem agrícola de Mandya — uma região moldada por construções de tijolos, vegetação abundante e conhecimentos agrícolas ancestrais. Syed Ghani, agricultor, historiador e museólogo, tem se dedicado a preservar variedades nativas de arroz por meio da conservação de sementes, de sua reprodução e de iniciativas educacionais. Com o apoio de agricultores e agricultoras locais, ele ajudou a recuperar mais de mil variedades nativas de arroz (paddy), salvaguardando uma parte essencial do patrimônio agrícola da Índia.

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As maiores cidades do mundo em 2025 por população

Todos os anos, o Dia Mundial da População é celebrado em 11 de julho, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre diversas questões demográficas, como a importância da urbanização, da igualdade de gênero, da pobreza, da saúde e dos direitos humanos. Em 2025, sob o tema "Empoderando a Juventude para Construir as Famílias que Desejam", as Nações Unidas chamam a atenção para a maior geração de jovens da história, da qual uma grande parte está atingindo a maioridade em contextos de rápida urbanização. Os centros urbanos continuam sendo fundamentais para a compreensão desses padrões demográficos, à medida que as cidades continuam a atrair populações em busca de oportunidades, estabilidade e acesso a serviços essenciais. Hoje, mais da metade da população global reside em áreas urbanas, uma parcela que deve aumentar para 66% até 2050.

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RIBA anuncia os vencedores do Prêmio Nacional de 2025: 20 projetos de arquitetura, de retrofits a marcos culturais

The Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os 20 vencedores do RIBA National Awards 2025, que reconhece as contribuições mais significativas para a arquitetura em todo o Reino Unido. Concedida anualmente desde 1966, a premiação celebra a excelência em projeto e oferece um panorama valioso das tendências arquitetônicas, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos vencedores deste ano distribuem-se por todo o território nacional, da Ilha de Wight à Escócia e à Irlanda do Norte, e representam uma ampla variedade de tipologias e escalas, desde grandes edifícios institucionais até intervenções residenciais e comunitárias de menor escala.

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De Tessalônica a Augsburg: Arquitetura Atual e Anúncios de Novos Projetos por Populous, HENN, SLA e Outros

À medida que as cidades em todo o mundo lidam com prioridades sociais, ambientais e culturais em constante evolução, anúncios recentes de projetos revelam como a arquitetura tem sido cada vez mais concebida tanto como infraestrutura cívica quanto como catalisadora da identidade coletiva. Desde o novo projeto de estádio do escritório Populous em Tessalônica, que atenua as fronteiras entre o esporte e a vida urbana, até o palco cultural transparente do HENN em Augsburg, que convida à participação comunitária, essas propostas ilustram a ampliação do papel da arquitetura para além de sua função imediata. Em Luxemburgo, o trabalho do Schmidt Hammer Lassen para o Banco Europeu de Investimento reinventa os espaços institucionais por meio da sustentabilidade e do patrimônio, enquanto a nova comunidade insular do SLA e da GHD em Toronto impulsiona um urbanismo adaptado ao clima e baseado na natureza. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode promover um impacto ecológico, cultural e cívico de longo prazo.

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ULI Americas Awards for Excellence distinguem dez propostas urbanas, com o Chile como único representante regional

O Urban Land Institute (ULI), uma organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa e educação sobre o desenvolvimento imobiliário e territorial, anunciou em 24 de junho os dez projetos vencedores do ULI Americas Awards for Excellence 2025. A premiação reconhece a excelência na arquitetura e no design de projetos urbanos, com foco especial na execução integral de cada um, desde o planejamento até a operação, incluindo seus impactos social, ambiental e econômico.

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A Arquitetura do Rewilding: Projetando para a Recuperação de Ecossistemas

À medida que a instabilidade climática reformula as prioridades projetuais, a arquitetura é cada vez mais atraída para os debates ecológicos, não como espectadora, mas como participante. Entre os conceitos que ganham força está o de rewilding (ou renaturalização), uma prática fundamentada na restauração de ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, da remoção de barreiras e do reequilíbrio da presença humana na paisagem. Embora frequentemente associado à biologia da conservação, o rewilding também abre novos imaginários espaciais e arquitetônicos — que desafiam as noções convencionais de permanência, autoria e uso.

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OMA conclui a sede da JOMOO em Xiamen, China

O OMA concluiu a sede da JOMOO em Xiamen, marcando o primeiro campus corporativo de escritórios da maior empresa de louças sanitárias da China. Situado no limite do distrito empresarial central da cidade, o edifício reflete a transformação contínua da JOMOO em uma marca global. O projeto foi liderado pelo sócio do OMA, Chris van Duijn, ao lado dos/as arquitetos/as de projeto Lingxiao Zhang e Chen Lu. Segundo Chris van Duijn, a sede faz parte de uma trajetória mais ampla no trabalho do OMA em cidades chinesas em rápido desenvolvimento, como Hangzhou, Xiamen e Shenzhen, onde o escritório continua a explorar novas relações entre a arquitetura de torres e seu contexto urbano.

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Exposição de projetos do Studio Gang inspirada em enxertia hortícola é inaugurada no Aedes Berlin

O Studio Gang é um escritório de arquitetura e design urbano fundado em 1997 por Jeanne Gang, com sede em Chicago e filiais em Nova York, San Francisco e Paris. Composto por mais de 100 profissionais, incluindo arquitetos/as, designers e planejadores/as, o escritório é conhecido por sua abordagem de projeto baseada em pesquisa. Na sexta-feira, 11 de julho, o Aedes Architecture Forum em Berlim inaugurará uma exposição sobre o trabalho do Studio Gang, organizada em colaboração com a revista AW Architektur & Wohnen. Sob o título Studio Gang: The Art of Architectural Grafting, a mostra explora a metodologia de projeto do escritório por meio de seis projetos recentes.

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Gire para Vencer: Prazo Prorrogado para o Desafio Global WinDesign

Enel, líder global em energia renovável, lançou o "WinDesign", um concurso internacional que convida profissionais e estudantes talentosos/as das áreas de engenharia, arquitetura e design a imaginarem e projetarem novas turbinas eólicas. O objetivo é desenvolver projetos de turbinas que se integrem de forma mais harmoniosa às paisagens onde serão instaladas, fortalecendo, assim, seu papel na transição energética.

Henning Larsen projeta campus de taipa de pilão para academia de jovens em Uganda

O escritório Henning Larsen, em colaboração com o Siimi Design Studio, sediado em Kampala, revelou o projeto de um novo campus modular para a El Cambio Academy, uma instituição de educação e futebol juvenil localizada em Masaka, Uganda. O projeto está sendo desenvolvido utilizando a taipa de pilão na construção, com tijolos produzidos no próprio local a partir de terra escavada na área. Atualmente em obras, a primeira fase inclui um dormitório masculino, com conclusão prevista para o verão de 2025. O campus de 1.280 metros quadrados foi projetado para abrigar 60 crianças e jovens de 9 a 16 anos, oferecendo instalações para educação formal e treinamento esportivo.

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Foster + Partners revela plano diretor de regeneração urbana para o distrito de Putuo, em Xangai

Foster + Partners venceu o concurso para transformar o distrito de Putuo, em Xangai. O plano diretor de 3,2 quilômetros quadrados foca na regeneração urbana da área ao redor da Estação Ferroviária de Xangai Ocidental, criando uma nova porta de entrada para a cidade mais populosa da China. Estruturado em torno de importantes modais de transporte, o projeto inclui dois corredores de pedestres paralelos que conectam a estação ao Templo Zhenru e a um novo centro urbano planejado em um terreno atualmente não urbanizado. O plano diretor dá sequência às propostas de 2024 para o empreendimento de uso misto de Changfeng, dentro do polo de Finanças, Ciência e Tecnologia do distrito de Putuo, que integra o Plano Diretor de Xangai 2035.

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Rama Estudio: “Ter completado 10 anos de arquitetura no Equador é digno de comemoração”

Nicolás Valencia conversa em Quito com as arquitetas equatorianas Carolina Rodas e Carla Chávez e o arquiteto Felipe Donoso, fundadores do premiado escritório ⁠Rama Estudio⁠, sobre o livro ⁠"Los primeros diez años. Crítica de obra", publicado em 2024 pela Flap.

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O sal como material de construção: repensando a vida dos minerais e resíduos na arquitetura com Mále Uribe

Diante dos desafios ambientais, políticos, econômicos e sociais atuais, a experimentação com materiais na arquitetura convida a reconhecer a importância de investigar e analisar as propriedades dos elementos construtivos e compreender o papel do design espacial e de seu entorno imediato. Embora existam diversos tecidos, plásticos e até mesmo resíduos de várias fontes que são reciclados e ganham uma nova vida útil, o debate sobre o uso do sal como material de construção abre espaço para fomentar práticas mais sustentáveis para reduzir o impacto da indústria sobre o meio ambiente, bem como para investigar a nova vida de minerais descartados e resíduos de mineração para aplicação na arquitetura.

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"A cidade não pode ser compreendida a partir da tela": IA e infância no desenho urbano

Nem tendência passageira, nem ameaça permanente: o alarme inicial está se dissipando. A inteligência artificial vem sendo cada vez mais adotada como uma ferramenta estratégica que, quando integrada de forma responsável, pode ser extremamente valiosa — sobretudo em processos participativos de desenho urbano focados na infância e na juventude.

Para explorar essa intersecção entre tecnologia, cidades e novas gerações, conversamos com Dolores Victoria Ruiz Garrido, arquiteta e fundadora do Little Architects, programa que ela criou há mais de uma década na Architectural Association (AA) em Londres. Com mais de 15 anos de experiência em urbanismo participativo, ela enfatiza que a IA pode ser uma ferramenta poderosa quando utilizada de forma ética e intencional — especialmente para enriquecer a educação e os processos de design voltados para a comunidade. No entanto, ela alerta: "A cidade não pode ser compreendida a partir da tela — ela deve ser apreendida pelo corpo, pelo caminhar e pelo maravilhamento. Antes de gerar imagens impressionantes ou visualmente belas para transformar a cidade, devemos ensinar a lê-la: a observar, compreender e conectar-se emocionalmente com ela."

Tecnologia e fluxos de trabalho com IA: como estão transformando a prática arquitetônica?

A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.

Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.

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