Projeto da Torre Oricon por Eduardo Souto de Moura e OODA. Renderização externa. Imagem cortesia de Plomp
Eduardo Souto de Moura e OODA revelaram o projeto da Oricon Tower, um arranha-céu de uso misto com 180 metros de altura planejado para Tirana, na Albânia. Localizado próximo à Bond Tower, recentemente concluída pelo OODA, o projeto faz parte da transformação urbana em curso sob o Plano Diretor Tirana 2030, que prevê um núcleo urbano mais denso e conectado. A torre abrigará escritórios, residências, áreas comerciais e um hotel, contribuindo para a evolução do horizonte da cidade e funcionando como um novo portal urbano entre o centro histórico de Tirana e seus distritos ocidentais em expansão.
Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, abriga um vasto acervo de arquitetura residencial histórica, em sua maioria datada do século XIX e início do século XX. Esses exemplares são particularmente abundantes em alguns de seus bairros centrais, como o Plateau Mont-Royal. Curiosamente, sua preservação não é por acaso; é o resultado de décadas de defesa ativa por parte de figuras influentes que reconheceram o valor do ambiente construído da cidade, como Phyllis Lambert e Blanche Lemco Van Ginkel. Esforços como os delas foram fundamentais em batalhas históricas de preservação que ajudaram a garantir o atual apoio municipal. Hoje, a cidade conta com um conjunto de leis abrangentes de proteção ao patrimônio histórico, concebidas para salvaguardar a integridade de seus bairros históricos.
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Vencedor do Primeiro Prêmio: Nest. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.
Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.
O escritório Foster + Partners concluiu o Aeroporto Internacional Techo em Phnom Penh, no Camboja, marcando um novo capítulo na visão do país para o crescimento sustentável e para a melhoria da conectividade regional. Localizado a 20 quilômetros ao sul do centro da cidade, o terminal do aeroporto abrange 235.500 metros quadrados e constitui a peça central de um masterplan de 24 quilômetros quadrados. Inspirado na arquitetura vernacular e na paisagem tropical do Camboja, o projeto integra referências culturais e soluções de eficiência ambiental para criar uma porta de entrada contemporânea, porém enraizada no contexto local, para as viagensinternacionais. A primeira fase, que inclui o terminal principal e o píer norte, foi inaugurada em 2025, enquanto o píer sul tem conclusão prevista para 2030.
Entre 25 de setembro e 5 de outubro de 2025, a XXIII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile foi realizada em Santiago. Sob o título "DUPLA EXPOSIÇÃO: (re)programar · (re)adaptar · (re)construir", o evento foi estruturado em torno da ideia de "entender a arquitetura não como a produção do novo, mas como a capacidade de reativar o que já existe". Com base nessa premissa, a equipe curatorial, composta por Ángela Carvajal e Sebastián López (Anagramma Arquitectes) em conjunto com Óscar Aceves, concebeu um circuito de oito sedes localizadas no centro de Santiago. O objetivo era reativar e recuperar espaços urbanos por meio de uma série de atividades públicas gratuitas que atraíram cerca de 70.000 visitantes. Entre os locais reativados, destacaram-se as ruínas da Igreja de San Francisco de Borja. Incendiado durante a onda de protestos sociais de outubro de 2019, o local abrigou um pavilhão temporário que serviu de espaço para palestras, leituras, instalações artísticas, debates e encontros comunitários.
Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.
Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.
Nas salas das Ninfeias no Musée de l'Orangerie em Paris, Claude Monet concebeu uma galeria em 360 graus onde o público visitante se vê envolto por paisagens contínuas, dissolvendo as fronteiras entre pintura e ambiente. Ali, ele buscou não apenas representar a natureza por meio de seu estilo marcante, mas construir uma atmosfera, um estado perceptivo que se habita literalmente. A arquitetura, tradicionalmente associada à materialidade e à permanência, ganha assim uma nova dimensão de tempo, movimento e experiência sensorial.
De maneira semelhante, quando a arquitetura contemporânea transforma seus planos em superfícies ativas, ela expande essa busca por imersão e presença, agora amplificada pela tecnologia. Na entrada da nova Mammut Tower da SOPREMA em Oberroßbach, Alemanha, a arquitetura e a narrativa digital convergem. Projetado e executado por ASB GlassFloor, o recém-concluído saguão é um ambiente imersivo que combina vidro, luz e som em uma experiência espacial e sensorial completa, demonstrando como as tecnologias interativas podem se tornar materiais arquitetônicos por direito próprio.
Além de fotografar os estúdios, Goodwin fez a mesma pergunta a cada escritório: "O que constitui um bom espaço de escritório e uma boa cultura de trabalho para você?" Suas respostas acompanham as imagens, oferecendo uma perspectiva de como os/as arquitetos/as definem a atmosfera de seus ambientes de trabalho. O Studio Okami descreve seu local de trabalho como um "home office fora de casa", enquanto o Brut destaca o papel das refeições compartilhadas e da vegetação para suavizar o espaço de sua cobertura.
No dia 25 de outubro de 2025, a Fondation Cartier Pour l'Art Contemporain abrirá suas novas instalações ao público com uma exposição inaugural composta por obras de seu próprio acervo, intitulada Exposition Générale. Localizado no coração de Paris, o novo espaço ocupa um edifício de estilo haussmanniano que outrora abrigou o Grands Magasins du Louvre, recentemente reimaginado por Jean Nouvel. Concebido como uma arquitetura dinâmica com essa estrutura de cinco plataformas móveis, o edifício foi projetado para expandir as possibilidades de um espaço de exposição tradicional. Esses mecanismos visam acolher todas as formas de expressão visual, incluindo fotografia, cinema, artes cênicas, ciência e artesanato, em um espaço que ressoa com a vida urbana de Paris e dialoga com questões de planejamento urbano e ecologia. Sob essas premissas, a mostra inaugural reúne mais de 600 obras de mais de 100 artistas em uma cenografia contemporânea projetada pelo Formafantasma.
Os espaços de hospitalidade refletem a forma como diferentes culturas articulam generosidade, cuidado, pertencimento e identidade. Em contextos urbanos dinâmicos, isso se traduz em hotéis, sistemas de serviços e comodidades selecionadas que moldam diretamente a experiência de quem os visita. Esses espaços traduzem o cuidado em formas mensuráveis, onde o sucesso está associado à eficiência, ao luxo e à identidade da marca.
Na América rural, no entanto, a hospitalidade opera sob outra lógica. Nesses ambientes, o cuidado se fundamenta no trabalho e na comunidade, ao mesmo tempo que responde diretamente às geografias ecológicas e culturais específicas. A distância, a infraestrutura limitada e as redes sociais estreitas exigem formas de arquitetura que sejam flexíveis e autossuficientes. Os projetos respondem às variações climáticas, aos materiais locais e a uma cultura onde o apoio mútuo costuma começar entre vizinhos. Nessa paisagem, os limiares arquitetônicos da hospitalidade emergem de maneiras adaptativas e, ainda assim, inesperadas.
A diplomacia cultural refere-se ao uso da expressão cultural e do intercâmbio criativo para promover a compreensão e construir relacionamentos entre as nações. Nesse contexto, a arquitetura desempenha, há muito tempo, um papel de destaque. Para além de suas dimensões funcionais e estéticas, ela serve como meio de comunicação — uma linguagem pela qual os países expressam identidade, valores e ambições no cenário global.
A arquitetura opera como uma forma de soft power — de caráter persuasivo, e não coercitivo —, permitindo que as nações projetem influência por meio de sua presença material. De embaixadas modernistas no pós-guerra a pavilhões monumentais em exposições mundiais, governos e instituições reconhecem o potencial do ambiente construído para moldar percepções. Ao contratar profissionais de destaque na arquitetura e adotar linguagens projetuais específicas, os países utilizam a arquitetura para sinalizar modernidade, tradição, inovação ou estabilidade.
Realizada em Pamplona de 23 a 26 de setembro, a Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 reuniu escritórios emergentes e vozes consolidadas do continente. A edição se destacou pela qualidade e diversidade das práticas selecionadas: projetos de grande riqueza formal e conceitual, desenvolvidos por escritórios jovens, porém de uma solidez admirável, que refletem a maturidade e a vitalidade do panorama arquitetônico latino-americano atual.
Lina Bo Bardi / Preliminary Study – Practicable Sculptures for the Belvedere at Museu Arte Trianon, 1968. Credit line: Doação Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 2006. Cortesia de MASP.
Aldo van Eyck e Lina Bo Bardi foram duas figuras subversivas. Suas visões de coletividade e ludicidade, mesmo aplicadas em estruturas muito distintas, tinham como principal ponto em comum uma ideia de arquitetura que vai além do desenho. Um espaço que se faz vivo pela apropriação, pelo movimento e pela troca. Dos playgrounds holandeses ao museu paulistano, os ideais dos arquitetos se entrelaçam, fortalecendo a ideia de uma arquitetura onde qualquer um se torna criança.
No mundo da arquitetura de interiores, onde a criatividade e a cultura se cruzam, Tola Ojuolape se destaca como uma designer cujo trabalho é um testemunho de narrativa pessoal. Desde seus primeiros estudos em arte e construção até sua formação em arquitetura de interiores, a carreira de Tola tem sido moldada por uma profunda conexão com sua herança nigeriana, descoberta durante suas viagens de retorno ao continente africano. Essa jornada influenciou profundamente sua filosofia de design, criando um processo intimamente entrelaçado com a história, a cultura e o senso de lugar.
Ópera e Centro de Convenções Isola Della Musica por Renzo Piano Building Workshop. Render. Imagem cortesia de RPBW
Renzo Piano Building Workshop (RPBW), em colaboração com o escritório PTW Architects, com sedes em Sydney e Hanói, deu início à construção da Isola della Musica, uma nova casa de ópera e centro de convenções em Hanói, no Vietnã. Encomendado pelo Sun Group, o projeto foi concebido originalmente em 2017 e faz parte de um plano diretor mais amplo que remodela o limite existente entre o Lago Oeste e o Lago Đầm Trị. Inspirado no histórico de cultivo de pérolas da região, o edifício apresenta uma série de cascas curvas de concreto cujas formas e superfícies evocam a textura e a luminosidade da madrepérola.
Sandibe Okavango Safari Lodge / Nicholas Plewman Architects em associação com Michaelis Boyd Associates
No leste e no sul da África, os lodges de safári atraem turistas de todo o mundo que desejam contemplar as paisagens e a fauna do mundo natural. Geralmente situados em parques nacionais e reservas de caça, suas localizações remotas tornam a viagem dispendiosa e, portanto, propícia para estadias de luxo. Muitas vezes negligenciados como tipologia arquitetônica, muitos lodges correm o risco de cair na armadilha de serem insensíveis ao contexto ou de imitarem de forma grosseira métodos construtivos vernáculos, resultando em pastiche. Por outro lado, o lodge de safári situa-se na interseção entre o mundo construído e o natural, aproximando populações rurais e urbanas, riqueza e pobreza, fauna silvestre e seres humanos. Desse modo, representa uma oportunidade para projetar com a máxima responsabilidade social e ambiental.
O granilite há muito tempo se posiciona na interseção entre durabilidade, expressão artística e apelo atemporal. Originado na Itália como uma alternativa pragmática para reaproveitar fragmentos de mármore em pisos, o granilite tornou-se sinônimo de elegância e resistência na arquitetura. Tradicionalmente feito à mão com pedriscos e cal — e, posteriormente, cimento —, o material criava superfícies contínuas e sem emendas que celebravam tanto o trabalho artesanal quanto a durabilidade. Com o tempo, à medida que os métodos construtivos evoluíram e os projetos passaram a exigir maior eficiência, adaptabilidade e modularidade, o granilite expandiu-se para além de seus limites tradicionais. De sistemas moldados in loco a formulações modernas à base de epóxi, o material evoluiu para uma solução versátil que viabiliza espessuras menores, instalação mais rápida e uma gama mais ampla de cores e agregados. Hoje, o granilite pré-moldado complementa o método tradicional, abrindo caminho para novas aplicações — de escadas e revestimentos de parede a mobiliários e elementos de design sob medida — sem comprometer o desempenho ou a estética.
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta espanhola Marina Otero Verzier, vencedora do Wheelwright Prize 2022, sobre sua pesquisa a respeito do custo material e extrativo da nuvem digital, tema desenvolvido em seu livro En las profundidades de la nube, publicado em 2024 pela Ediciones Asimétricas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143097/data-centers-caixas-cegas-e-nuvens-digitais-segundo-marina-otero-verzierArchDaily Team
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
Frankfurt é frequentemente reconhecida por seu skyline marcante, uma característica rara nas cidades europeias. Grandiosos arranha-céus de vidro consolidam seu papel como um polo financeiro global; no entanto, por trás dessa imagem vertical, revela-se uma cidade construída sobre camadas de séculos de história, destruição e reconstrução. De casas medievais em enxaimel ao modernismo do pós-guerra e edifícios altos contemporâneos, Frankfurt tem se reinventado constantemente através da arquitetura, gerando um ambiente construído onde diferentes períodos coexistem em diálogo.
A transformação da cidade acelerou após a Segunda Guerra Mundial, quando grande parte de seu núcleo histórico foi destruída e as equipes de planejamento urbano buscaram equilibrar o rápido crescimento econômico com a necessidade de reconstrução cultural. Marcos urbanos como a praça Römerberg foram meticulosamente reconstruídos, enquanto intervenções modernistas e projetos de infraestrutura introduziram novas escalas e linguagens. Mais recentemente, projetos de escritórios de renome internacional reformularam a orla do rio e os distritos de negócios, somando ícones arquitetônicos que expressam a relevância global de Frankfurt.
O Cobe revelou o projeto do Museum Wegner em Tønder, na Dinamarca, uma nova instituição cultural dedicada à vida e obra do renomado designer dinamarquês Hans J. Wegner. O museu ficará localizado em Hestholm, uma históricafazenda que remonta a 1445, e combinará a reutilização adaptativa de estruturas existentes com uma extensãocontemporânea. Após um processo seletivo de entrevistas, o Cobe foi escolhido em fevereiro de 2024 para desenvolver o projeto arquitetônico, que agora avança em direção à sua concretização com forte apoio local e nacional.