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Na esteira das enchentes de 2024 no Sul do Brasil: restaurar o passado ou repensar o futuro?

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Em maio de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul expuseram uma contradição comum às cidades contemporâneas. Muitas se desenvolveram às margens de rios e foram moldadas por sua presença, mas passaram décadas tentando controlar as águas sem incorporar suas dinâmicas ao planejamento urbano. Eventos climáticos extremos intensificarão essa vulnerabilidade. Mais de dois anos depois, a reconstrução no estado avançou, a infraestrutura foi restaurada e novas estratégias de proteção ganham forma. Contudo, estarão essas cidades reconstruindo sua relação com a água ou apenas restaurando os sistemas que falharam?

A ocupação de áreas inundáveis, a impermeabilização do solo, a degradação dos ecossistemas e a dependência de sistemas de drenagem obsoletos aumentaram a vulnerabilidade dos municípios. O desastre não foi meramente hidrológico; resultou também de décadas de decisões de planejamento urbano que demandam revisão urgente. 

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"Nada começa do zero": em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA

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Após uma pausa de sete anos, a Amman Design Week retornou em 2026 sob o tema "Acumulações", reunindo designers, criadores/as e profissionais da cultura para refletir sobre o trabalho que molda o panorama do design na Jordânia. A quarta edição, realizada de 2 a 17 de outubro de 2026, marcou um novo capítulo para o evento, que teve na co-direção os/as arquitetos/as Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, fundadores/as do escritório de arquitetura e design FADAA. A nomeação da dupla também trouxe sua abordagem baseada em pesquisa para o programa expandido do evento, que explorou as relações entre práticas cotidianas, memórias culturais e ambientes materiais. Durante o evento, tivemos a oportunidade de conversar com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa sobre o pensamento por trás do tema deste ano, sua abordagem às investigações materiais e como a prática profissional na Jordânia molda seu trabalho na arquitetura, no design de objetos e no espaço público.

"Nada começa do zero": em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA - Image 1 of 4"Nada começa do zero": em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA - Image 2 of 4"Nada começa do zero": em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA - Image 3 of 4"Nada começa do zero": em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA - Image 4 of 4Nada começa do zero: em conversa com Sarah Hejazin e Bisher Tabbaa, do FADAA - Mais Imagens+ 6

Como os materiais de superfície moldam os interiores contemporâneos

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Seja em interiores residenciais, ambientes de trabalho, espaços de hospitalidade ou áreas públicas, a relação entre intenções estéticas e desempenho técnico pode redefinir como as superfícies são utilizadas e como se comportam. Um material selecionado por sua cor, textura ou acabamento específico deve manter a coerência visual ao ser aplicado em frentes de móveis, marcenaria, bancadas e outros elementos internos. No entanto, de que maneira arquitetos/as e designers podem criar interiores visualmente marcantes e táteis, preservando suas intenções originais de projeto em diferentes aplicações?

Herzog & de Meuron e EHDD transformarão galpão de meados do século no Arquivo do Museu do Eames Institute

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O Eames Institute of Infinite Curiosity apresentou o masterplan de seus futuros arquivos no Condado de Marin, na Califórnia. O projeto, desenvolvido pelo escritório suíço Herzog & de Meuron e pelo escritório EHDD, com sede na Bay Area, transforma um galpão modernista de meados do século em uma nova extensão do Eames Museum, com espaços para instalações artísticas, galerias flexíveis, áreas de aprendizado e convivência, um teatro e opções gastronômicas. O projeto de reutilização adaptativa em grande escala é acompanhado por uma transformação dos jardins e terrenos do lote circundante de 88,5 acres, liderada pelo escritório Field Operations. As exposições e a programação dos Eames Archives do Instituto foram concebidas para ir além do trabalho e do legado modernista de Charles e Ray Eames, exibindo não apenas objetos finalizados, mas também apresentando e ativando processos para fomentar novas ideias para o futuro.

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Foster + Partners e MANICA revelam projeto de novo estádio para substituir o San Siro, em Milão

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O AC Milan e a FC Internazionale Milano (Inter) revelaram o projeto do Generali Stadium, uma arena com capacidade para 71.500 espectadores planejada para ser a casa compartilhada dos dois clubes de futebol em Milão, Itália. Projetado por Foster + Partners e MANICA, o novo estádio será construído ao lado do atual San Siro, integrando um plano de reurbanização de 281 mil metros quadrados da área no entorno. O projeto é fruto de anos de debates sobre o futuro da histórica arena, que os clubes adquiriram em 2025 com o intuito de substituí-la. A previsão é de que a construção comece em 2028, e a partida inaugural ocorra na temporada de 2031/32, dependendo das aprovações regulatórias.

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Quando o exterior se torna lar: uma nova geração de cozinhas ao ar livre

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As cozinhas externas deixaram de ser um mero elemento exclusivo para se tornarem uma extensão natural da casa. Jardins, terraços e varandas se transformam em espaços onde se pode cozinhar e, acima de tudo, desfrutar, sem a necessidade de se deslocar para o interior da residência. Uma solução que, além de proporcionar conforto, aumenta o valor do imóvel e responde a um modo de vida cada vez mais conectado com o exterior.

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Síntese das Artes: Em defesa da beleza na arquitetura e na cidade

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Este artigo é parte de "Thresholds", uma edição impressa especial do Cobe Notes x ArchDaily.

O modernismo pós-Primeira Guerra Mundial rompeu drasticamente com as tradições historicistas e neoclássicas, despindo os edifícios de ornamentos e de referências históricas ou religiosas para se concentrar em prioridades, clareza e eficiência. A arquitetura abraçou a racionalidade e a reforma social, enquanto a arte moveu-se na direção oposta, explorando a autoexpressão, a experimentação e a libertação das convenções acadêmicas.

Essa tensão entre ordem objetiva e percepção subjetiva definiu um limiar entre as artes evidente nas práticas arquitetônicas contemporâneas, onde a intuição pessoal cede cada vez mais espaço a fatos mensuráveis. Será que a nossa busca por respostas, fatos e verdades está nos distanciando de algo fundamentalmente humano: perguntas, dúvida e ambiguidade? A resposta pode estar na arte pública integrada ao edifício, uma prática que se situa justamente nesse limiar e que convida profissionais da arquitetura e do desenho urbano a confiar em valores que resistem à medição direta.

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Além da habitação acessível: integrando infraestrutura cívica em empreendimentos de uso misto nos EUA

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Durante grande parte do século XX, a habitação social nos Estados Unidos foi concebida como uma categoria residencial distinta, moldada por estruturas de financiamento e práticas de incorporação que segregavam a moradia para populações de baixa renda das funções cívicas e comerciais mais amplas da cidade. A legislação federal de habitação e as políticas subsequentes de renovação urbana contribuíram para a construção de grandes conjuntos residenciais que, frequentemente, eram financiados e geridos de forma independente da infraestrutura urbana circundante. As consequências dessa abordagem — que incluem a concentração da pobreza, a deterioração das edificações, a desigualdade no acesso a serviços e a posterior demolição de importantes projetos de habitação pública — estão amplamente documentadas.

Hoje, a provisão de habitação social está estreitamente vinculada a mecanismos econômicos e regulatórios que determinam sua viabilidade, desde o valor da terra e custos de construção até leis de zoneamento e subsídios públicos. Os programas de crédito habitacional desempenham um papel significativo no financiamento do aluguel social, ao passo que a alocação de recursos em regime de concorrência e a pressão para maximizar a entrega de moradias impõem uma forte ênfase na conformidade regulatória.

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Transbordamento planejado: como Singapura equilibra inundações, canais e espaço público

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No Bishan–Ang Mo Kio Park, em Singapura, o rio não ocupa um limite fixo. Em condições normais, a água corre por um canal naturalizado ladeado por gramados, vegetação e caminhos que aproximam os/as visitantes do rio. Durante chuvas intensas, a água se espalha pelo parque ao redor, projetado para acomodar fluxos que excedem a capacidade do canal mais estreito. O que parece ser uma paisagem pública funciona também como infraestrutura ativa. A abordagem de Singapura mantém a engenharia de drenagem, ao mesmo tempo em que atribui um papel mais amplo ao território circundante.

Durante décadas, a rede de canais de concreto de Singapura foi fundamental para a gestão de águas pluviais em uma cidade densamente desenvolvida e exposta a intensas chuvas tropicais. Suas superfícies rígidas e canais definidos foram projetados para escoar a água de forma eficiente. Embora esses canais movessem as águas pluviais com eficácia, ofereciam espaço limitado para acesso público, vegetação ou outros usos ao longo das margens. Por meio de seu Programa Águas Ativas, Belas e Limpas (ABC Waters), lançado em 2006, Singapura começou a integrar as vias navegáveis a parques, sistemas ecológicos e espaços públicos. O programa vincula a gestão de águas pluviais ao desenho de parques, canais e espaços públicos.

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Dos aterros costeiros aos data centers: como a arquitetura da Índia se desenvolve em torno da água

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A arquitetura historicamente tratou a água como pano de fundo ou como um problema: uma vista a ser enquadrada, um perigo a ser drenado ou um serviço público a ser conectado. Na Índia contemporânea, ganha forma uma relação de impacto muito maior. A água continua sendo um recurso ecológico compartilhado, mas as terras e a infraestrutura ao seu redor são cada vez mais financiadas e defendidas como ativos econômicos. Litorais são estendidos para comportar o tráfego e as margens de lagos tornam-se zonas de desenvolvimento imobiliário lucrativas. Essa tomada de decisão passa por múltiplas instituições com vocabulários distintos, o que desafia a definição de quem determina como a água e seu entorno são utilizados e quem arca com as consequências.

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Dos átomos aos universos: a arquitetura de tudo na era da inteligência artificial

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A IA tornou-se um produto de consumo mais rapidamente do que se consolidou como uma disciplina. A cada semana surgem novos modelos e mais informações do que qualquer pessoa é capaz de absorver, tornando o consumo acrítico a resposta mais fácil. A arquitetura necessita de uma estratégia diferente, fundamentada na crítica e no método. A IA está agora adquirindo inteligência espacial — a capacidade de compreender como o espaço físico se comporta —, e profissionais de arquitetura podem testar um projeto em relação ao seu entorno ainda durante o processo de concepção. Usada com discernimento, a IA pode aproximar profissionais de arquitetura da natureza e de sua complexidade, qualificando ainda mais a prática da construção. Simulamos o mundo para aprender a habitá-lo.

Dia Mundial das Cidades 2026 explora "Regenerando a Cidade: Habitação Adequada para Todas as Pessoas"

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No dia 31 de outubro, o Dia Mundial das Cidades de 2026 será celebrado sob o tema "Regenerando a Cidade: Habitação Adequada para Todos". Sediada em Fuzhou, na China, a celebração global deste ano foca em como a regeneração urbana pode ampliar o acesso à habitação adequada por meio da melhoria de bairros, infraestruturas e espaços públicos existentes. Segundo as Nações Unidas, até 3,4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a moradia adequada, segurança de posse, serviços básicos ou condições de vida acessíveis. Esse desafio evidencia a necessidade de abordagens que considerem a habitação em conjunto com as condições mais amplas da vida urbana, incluindo resiliência ambiental, conectividade e acesso a serviços essenciais.

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Oxford Street, em Londres, inaugura sua primeira fase livre de carros

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Em 2016, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, manifestou pela primeira vez a intenção de transformar a Oxford Street, localizada na City de Westminster, no centro de Londres, em uma via exclusiva para pedestres. O plano original previa a conclusão do projeto em 2020, mas, após duas consultas públicas, a iniciativa foi bloqueada em 2018. Retomada em 2024, a proposta avançou após duas novas consultas públicas que demonstraram apoio majoritário entre os participantes. A aprovação final foi concedida em fevereiro de 2026 e, na segunda-feira, 26 de outubro, um trecho de quase um quilômetro — da Orchard Street à Great Portland Street — teve o tráfego de veículos interrompido. Este marco assinala a primeira fase do programa: a seção agora está fechada para carros particulares, ônibus, táxis, veículos de aplicativo, bicicletas, patinetes e bicitáxis.

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Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis

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O dia 24 de outubro marcou 100 anos do nascimento do arquiteto brasileiro Francisco de Assis Couto Reis (1926-2011), que viveu e teve a maior parte da sua obra construída na cidade de Salvador, Bahia. Assis Reis, como era mais conhecido, teve sua trajetória marcada não apenas pelas edificações que projetou, mas também pelas suas propostas de requalificação urbana, pelo projeto para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Osaka, no Japão (não construído) e pelo Modelo Reduzido da Cidade de Salvador, tombado em 2020. Sua ampla e variada produção faz parte de um momento específico da expressão moderna no Brasil, em que os arquitetos, desta chamada "segunda geração", se mostravam particularmente preocupados em questões como adaptações às condições climáticas, geográficas e culturais do local.

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Antalya se prepara para sediar a COP31 e Foster + Partners revela o World Trade Center Yerevan: Resumo da semana

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As notícias de arquitetura desta semana abrangem uma série de projetos que respondem às necessidades em constante mudança das cidades, desde a adaptação de locais existentes até o desenvolvimento de novos espaços culturais e públicos. Enquanto Antália se prepara para sediar a COP31, projetos em Roterdã e Pittsburgh focam na renovação de instituições culturais consagradas, ao passo que empreendimentos em Copenhague, Chicago e Tbilisi exploram novas abordagens para lazer, acesso público e regeneração urbana. Paralelamente, o escritório Foster + Partners revelou planos para um complexo de uso misto em Yerevan, o VG13 Architects venceu o concurso para um novo estádio e distrito esportivo em Zagreb, e o Aria Property Group apresentou um setor residencial e público em Brisbane antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2032.

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Documentário "The Human Shelter" questiona o que define um lar, do Japão a Uganda

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The Human Shelter: Expedition into What Makes a Home é uma investigação sobre o sentimento de lar. Dirigido por Boris Bertram e financiado pela IKEA, o documentário analisa as formas atuais de habitar na Noruega, no Iraque, nos Estados Unidos, na Nigéria, no Japão, em Uganda e na Islândia, questionando o papel da moradia para projetá-la no futuro. Por meio de imagens e narrativas pessoais, a obra relaciona o conceito de lar com a paisagem, o movimento e o assentamento, o tempo, a migração e a segurança, a vulnerabilidade e a natureza. Como as populações deslocadas criam um lar? Quando um abrigo se torna um lar? Retratos, histórias e abrigos em quatro continentes oferecem ao público um vislumbre de respostas a essas grandes questões em um tour cinematográfico de uma hora.

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Obra Blanca 2026 reuniu mais de 23.000 profissionais do setor em sua sétima edição

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O contato direto com um material permite apreciar texturas, comparar acabamentos e observar como sua aparência se transforma sob diferentes condições de luz. Em uma exposição, essas possibilidades são complementadas pela troca de experiências com fabricantes e profissionais, o que ajuda a compreender suas aplicações e a esclarecer dúvidas sobre seu uso. Essa relação entre exploração material e prática arquitetônica foi um dos eixos da sétima edição da Obra Blanca, que reuniu mais de 23.000 profissionais na Expo Santa Fe, na Cidade do México.

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Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi

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Balsa Crosetto Piazzi é um escritório de arquitetura fundado em 2015, sediado em Córdoba, Argentina, e Boston, EUA. Liderado por Juan Manuel Balsa, Rocío Crosetto Brizzio e Leandro Piazzi, o escritório tem como essência de seu trabalho a dimensão material da arquitetura. Para o trio, um edifício não é apenas um objeto acabado, mas sim uma forma de organizar tudo o que envolve a sua construção. Seu trabalho é moldado por um processo lento; durante as etapas de projeto e obra, dedicam atenção à origem dos materiais, a quem executa a construção, às habilidades que essas pessoas já possuem e ao que está realmente disponível no entorno. Dessa forma, a obra construída torna-se uma plataforma que funciona como ponto de partida, reunindo todas essas partes. Nesse sentido, também descrevem seus projetos como oportunidades para "desconstruir condições arraigadas".

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5 aspectos a considerar ao planejar soleiras internas

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A abertura entre dois ambientes define a maneira como as pessoas se movem pelo edifício, o que visualizam de um espaço para outro e se uma área parece integrada ou isolada. Embora as portas estejam entre os elementos arquitetônicos internos mais utilizados, seu impacto na organização interna costuma ser considerado tardiamente no processo de projeto. No entanto, seu movimento e sua relação com as superfícies adjacentes influenciam a circulação, o layout do mobiliário e a percepção do espaço.

Em reformas residenciais, essas decisões são particularmente importantes. Paredes existentes, elementos estruturais, instalações prediais e a altura do pé-direito podem limitar as opções, ao passo que os novos layouts frequentemente buscam equilibrar a integração dos ambientes com a necessidade de privacidade. Já em novas construções, arquitetos/as desfrutam de maior liberdade para coordenar cavidades nas paredes, forros e mecanismos de portas desde o início do projeto.

Desenterrando o solo: arquitetura e a política da água

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Quando os ostrogodos cercaram Roma em 537 d.C., seu primeiro ato militar foi cortar os aquedutos. Onze canais alimentados por gravidade abasteciam a cidade com até um milhão de metros cúbicos de água por dia — volume mais do que suficiente para sustentar uma população de mais de um milhão de habitantes, abastecer as termas públicas e limpar os esgotos. Sem os aquedutos, Roma tornou-se um recinto fortificado em torno de um rio poluído, provando que a água era essencial para a própria existência da cidade.

Ao contrário da terra, que pode ser cercada, ou do petróleo, que pode ser armazenado, a água é um recurso que ninguém consegue possuir por completo, mas do qual todos dependem. Ela se move por aquíferos, atravessa fronteiras e corre pelos rios. Os romanos tinham consciência disso: como os aquedutos constituíam uma infraestrutura pública, a água que vertia nas fontes era acessível a todos. Frontino, o administrador que supervisionou o sistema de águas de Roma no século I d.C., documentou cada alocação, cada ligação clandestina e cada abuso do sistema com o rigor de quem compreendia que a gestão da água era um ato cívico. A arquitetura, sob essa ótica, sempre teve a capacidade de tornar a água um bem comum e, na mesma medida e pelos mesmos meios, um privilégio.

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Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026

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Projetada pelo escritório Kengo Kuma & Associates em colaboração com o Cornelius Vöge Atelier for Architecture e o Vilhelm Lauritzen Architects, a KAI Water Culture House tem abertura prevista para 5 de dezembro de 2026, em Papirøen (Paper Island), em Copenhague, na Dinamarca. O equipamento público de 5.800 m² reúne dez piscinas cobertas e ao ar livre, instalações de bem-estar, espaços culturais e acesso ao porto de Copenhague. Composto por cinco torres de tijolos sobre uma base envidraçada, o projeto integra natação, lazer e programação cultural como parte da transformação contínua da orla da cidade.

Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026 - 1 的图像 4Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026 - 2 的图像 4Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026 - 3 的图像 4Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026 - 4 的图像 4Water Culture House, do escritório Kengo Kuma & Associates, será inaugurada em Copenhague em 5 de dezembro de 2026 - Mais Imagens

AD-WO renovará o Heinz Architectural Center no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh

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O Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, comissionou o escritório de arquitetura e desenho urbano AD-WO para redesenhar o Heinz Architectural Center. Liderado por Emanuel Admassu and Jen Wood, o escritório — que é um dos vencedores do ArchDaily 2026 Next Practices Awards — foi reconhecido por explorar as relações entre pessoas, lugar, história e cultura material, trazendo uma abordagem interdisciplinar para a experiência da arquitetura. O Heinz Architectural Center é o fórum do museu dedicado a apresentar, explorar e incubar ideias arquitetônicas, atualmente localizado no edifício principal da instituição, que data de 1907. O novo projeto visa transformar o centro em uma instalação contemporânea que integre exposições, acervos, pesquisa, aprendizado e engajamento público. O AD-WO está trabalhando em parceria com o escritório R3A como arquiteto local, a Buro Happold para engenharia e sustentabilidade, a Tillotson Design Associates para projeto de iluminação e a VizzAcoustics para a acústica.

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Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires

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Habitar um espaço envolve múltiplos fatores econômicos, sociais, culturais, geográficos, políticos e ambientais. Para além dessas considerações, no entanto, o habitar dialoga com processos, limites e possibilidades que têm sido constantemente objeto de investigação arquitetônica. “Somos construtores de uma sociedade”, declarou Solano Benítez durante sua palestra intitulada O Lugar da Arquitetura na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Por meio de uma série de conferências internacionais, exposições distribuídas por diferentes pontos da cidade e atividades abertas a todas as gerações, a 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires examinou o valor do habitar, reconhecendo a arquitetura como a disciplina que confere sentido a como e onde vivemos e, consequentemente, a como existimos em sociedade.

Em suas seis sedes principais e nas inúmeras instituições parceiras, emerge um tema comum: a existência humana explorada a partir de diferentes modos de habitar, do compartilhamento de saberes, do contraste de experiências e do debate sobre os desafios contemporâneos enfrentados pela arquitetura.

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A Forma Segue a Formação: Como a arquitetura trabalha com formas geológicas

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Um cânion é um espaço que ninguém projetou. Suas paredes expõem camadas de rocha depositadas ao longo de milhões de anos, e a passagem entre elas existe porque a água lentamente desgastou essa rocha. Geleiras moldaram vales de maneira semelhante, deixando encostas para trás à medida que o gelo recuava. Muito antes de arquitetos e arquitetas começarem a moldar espaços, a Terra já os produzia.

Há muito tempo, arquitetos e arquitetas buscam no solo sua geometria. Um penhasco pode sugerir um corte; uma cavidade, um cômodo; e a rocha estratificada, uma forma de empilhar materiais. Alguns profissionais constroem diretamente em uma formação existente, ocupando uma encosta ou cavidade no próprio local. Outros estudam uma formação e reproduzem algumas de suas características em outro lugar, desde dados geológicos precisos até a experiência geral de uma paisagem.

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