O ArchDaily tem o orgulho de anunciar os/as vencedores/as do Next Practices Awards 2026, que reconhece 20 escritórios emergentes e inovadores que expandem as possibilidades da arquitetura contemporânea.
Em sua sexta edição, o Next Practices continua a olhar para além das definições convencionais da profissão a fim de identificar as pessoas, ideias e metodologias que impulsionam a disciplina. A edição de 2026 é a nossa mais robusta e globalmente representativa até o momento, reunindo diferentes abordagens, escalas e contextos que ampliam nossa compreensão sobre como e por quem a arquitetura é praticada.
De climas extremos a comunidades rurais, cidades informais e territórios afetados pelo deslocamento e pela vulnerabilidade ambiental, a seleção deste ano dialoga com uma ampla gama de realidades. Apoiando-se na engenharia, ecologia, fabricação digital, pesquisa de materiais, conhecimentos vernaculares e indígenas, ativismo e pesquisa crítica, estes escritórios refletem o que está por vir: a capacidade de responder a condições específicas e moldar ativamente o mundo ao seu redor.
O processo de seleção
A seleção de 2026 seguiu um processo rigoroso que combinou a perspectiva editorial global do ArchDaily com a experiência de um júri externo. Ao longo do ano, nossa equipe editorial pesquisou e indicou escritórios de destaque para criar uma lista preliminar, que foi então avaliada pelos/as nossos/as jurados/as convidados/as.
O júri deste ano foi composto por Nicolas Fayad e Charles Kettaneh, fundadores do EAST Architecture Studio; Susana Rojas Saviñón, cofundadora do Estudio Ome (um dos escritórios vencedores do ArchDaily Next Practices Awards 2025); Javier Ors Ausín, diretor de programas temáticos do World Monuments Fund; Sumayya Vally, fundadora do Counterspace; e Oanh Nguyen Henriksen, sócia no Dorte Mandrup. Agradecemos a todos/as pelo tempo, visão e contribuição inestimável para a premiação deste ano.
Do cuidado à agência
Ao longo das edições anteriores, o Next Practices refletiu uma arquitetura cada vez mais atenta e responsiva às condições em que opera. Em 2025, isso se consolidou por meio de uma "arquitetura do cuidado" — cuidado com o contexto, a comunidade, a memória e a ecologia. Nesta edição, nosso foco se volta para a capacidade da arquitetura de agir e gerar transformações.
A agência é a capacidade de influenciar condições sociais, ambientais, culturais, materiais e espaciais. Ela questiona quem pode participar e quais ferramentas e formas de conhecimento podem abrir novas possibilidades. Engenharia e fabricação digital encontram o artesanato local e o saber vernacular; a pesquisa ecológica orienta abordagens de paisagem e infraestrutura; e a arte, os arquivos, o ativismo e a investigação crítica ampliam as dimensões culturais e políticas da prática arquitetônica.
Juntos, os escritórios selecionados no Next Practices 2026 expandem o papel e o alcance da arquitetura, destacando como respostas locais podem contribuir para um debate global mais amplo.

Conheça os/as 20 vencedores/as do Next Practices Awards 2026, apresentados/as a seguir em ordem alfabética.
ACTA – Action Through Architecture | Níger / Suíça
O ACTA – Action Through Architecture atua na África e na Europa, combinando engenharia avançada e ferramentas computacionais com o conhecimento arquitetônico vernacular para enfrentar desafios sociais e ambientais em comunidades vulneráveis. Trabalhando em colaboração com instituições públicas, organizações humanitárias e parceiros regionais, o escritório desenvolve respostas específicas para cada contexto diante de pressões climáticas, deslocamentos populacionais e escassez de recursos, abrangendo infraestrutura pública, habitação, espaços cívicos, mercados e estratégias urbanas. Projetos como a Cantine em Zinder e o Marché d'Assaga demonstram uma abordagem fundamentada em espaços funcionais e resilientes que atendem diretamente às demandas locais, enquanto suas ferramentas de planejamento generativo expandem esse trabalho para a escala de assentamentos e centros urbanos em expansão. O ACTA une tecnologia, saberes locais e prática humanitária para fortalecer a resiliência comunitária e apoiar o desenvolvimento espacial de longo prazo.


AD—WO | EUA
Fundado em 2018 e dirigido por Emanuel Admassu e Jen Wood, o AD—WO é um escritório de arte e arquitetura que atua na interseção entre estudos negros, arte conceitual e prática espacial. Por meio de um exame contínuo das noções de medição e animismo, o estúdio explora como a cultura, o poder, a identidade e os sistemas de conhecimento moldam a produção e a compreensão do espaço. Trabalhando com edifícios, exposições, tapeçarias, instalações e obras de arte independentes, o AD—WO utiliza o design, a pesquisa e a prática artística como ferramentas interligadas de investigação crítica, questionando a estética ocidental dominante, narrativas estabelecidas e metodologias arquitetônicas convencionais. Seu trabalho já foi exibido no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), na Bienal de Arquitetura de Chicago e na Bienal de Arquitetura de Veneza. Sua recente obra Ancestral Ecologies, uma instalação ambiental composta por uma série de esculturas no Jardim Botânico do Brooklyn, expande ainda mais essa investigação sobre as relações entre espaço, ecologia e conhecimento cultural.


AGENCIA TPBA | Brasil
Fundada no Rio de Janeiro em 2018, a AGENCIA TPBA atua em diversas escalas e formatos, desde instalações temporárias e edifícios residenciais e comerciais até propostas urbanas e concursos. O escritório explora a relação entre precisão formal e abertura espacial, desenvolvendo projetos que respondem diretamente aos seus contextos e, ao mesmo tempo, permitem diferentes formas de apropriação e uso. Obras construídas, temporárias e especulativas tornam-se oportunidades para testar continuamente ideias sobre o espaço, a construção e a cidade, posicionando a prática arquitetônica como um processo em evolução, em vez de uma linguagem formal estática.


Arctic Design Group | EUA
O Arctic Design Group investiga como a arquitetura, o paisagismo e o planejamento podem responder às realidades em rápida transformação dos assentamentos árticos e subárticos. Sediado na Universidade da Virgínia e trabalhando em colaboração com comunidades e parceiros de pesquisa, o laboratório de pesquisa em design examina as mudanças ambientais, a infraestrutura, o desenvolvimento urbano, a degradação do permafrost, a gestão de terras e a adaptação nos territórios do norte. Sua abordagem interdisciplinar estabelece um diálogo entre a arquitetura, o paisagismo, as ciências ambientais, a engenharia, o planejamento, as ciências humanas e os saberes comunitários, combinando análise geoespacial, monitoramento ambiental e experimentos de campo com propostas de projeto e diretrizes de planejamento. Ao tratar a pesquisa em design como um método para integrar diferentes formas de conhecimento e testar possibilidades espaciais, o Arctic Design Group desenvolve abordagens de arquitetura e urbanismo fundamentadas nas condições complexas de um Ártico em mutação.


Atelier Guo | China
Fundado em Xangai em 2020 por Guo Liaohui, o Atelier Guo trabalha em escalas que variam de pavilhões e novas construções a projetos de reutilização adaptativa. O escritório combina perspectivas arquitetônicas internacionais com uma leitura atenta das paisagens, tradições e condições locais chinesas, estudando as qualidades essenciais dos protótipos arquitetônicos tradicionais e reinterpreando-os por meio de abordagens estruturais e espaciais contemporâneas. Em intervenções culturais, de hospitalidade e de pequena escala, o Atelier Guo explora as relações entre o significado cultural, o meio ambiente, a construção e a vida contemporânea, desenvolvendo uma linguagem arquitetônica enraizada no contexto e, ao mesmo tempo, aberta a novas formas e usos.


BALSA CROSETTO PIAZZI | Argentina
Fundado em 2015 por Juan Manuel Balsa, Rocío Crosetto Brizzio e Leandro Piazzi, o escritório BALSA CROSETTO PIAZZI atua entre Córdoba, na Argentina, e Boston, nos EUA. O estúdio aborda a arquitetura como um ato material e transformador, conectando o projeto, técnicas construtivas de baixo impacto tecnológico, experimentação técnica e o conhecimento construtivo tradicional argentino. Seus projetos se desenvolvem por meio de processos contínuos e atentos às condições materiais, sociais e culturais de cada território. Paralelamente às obras construídas, as atividades de pesquisa e ensino estendem essas ideias para contextos acadêmicos, inserindo perspectivas latino-americanas em discussões arquitetônicas mais amplas. Por meio dessas frentes de atuação, o escritório explora a capacidade da arquitetura de gerar transformações espaciais, sociais e ambientais.


CLUSTER | Egito
Sediado no Cairo, o CLUSTER opera na interseção entre pesquisa urbana, arquitetura, arte e design, utilizando a prática espacial para se engajar com as realidades sociais e políticas da cidade. A plataforma multidisciplinar atua nas lacunas entre os sistemas de planejamento formal e a informalidade urbana cotidiana, mediando a relação entre instituições, comunidades, designers e artesãos/ãs por meio de processos participativos. Sua abordagem combina mapeamento crítico e pesquisa-ação com acupuntura urbana, intervenções táticas, prototipagem e plataformas de compartilhamento de conhecimento. Projetos como a transformação do Kodak Passageway, no Cairo, demonstram como intervenções pontuais de pequena escala podem gerar impactos urbanos e sociais mais amplos, posicionando a arquitetura como uma forma de ativismo espacial que fortalece a agência local e cria abordagens mais inclusivas para o espaço público.


Craft Narrative | Índia
Fundado em 2019 pelos/as arquitetos/as Yatindra Patil e Vijay Kharade, o escritório Craft Narrative, sediado em Pune, desenvolve projetos de arquitetura por meio de um processo contínuo de aprendizado, questionamento e descoberta. Atuando principalmente em projetos residenciais e educacionais em vilarejos rurais da Índia, o estúdio parte de uma leitura atenta do local, permitindo que a paisagem, o clima, a cultura, a comunidade, a natureza e a vida cotidiana moldem seu processo de projeto. Essas condições dão origem a espaços multifuncionais e frequentemente minimalistas, com ênfase especial em ambientes comunitários e inclusivos para moradores/as locais e crianças. O Craft Narrative demonstra como a observação cuidadosa da vida cotidiana pode gerar uma arquitetura profundamente específica para o seu contexto e socialmente significativa.


Emergent Studios | Austrália
O Emergent Studios desenvolve paisagens regenerativas por meio de pesquisa ecológica avançada, ferramentas digitais, teoria da emergência e um envolvimento próximo com os ecossistemas locais. Reunindo arquitetos/as paisagistas, artistas e desenvolvedores/as de sistemas, o escritório utiliza a pesquisa por meio do design e a exploração iterativa para compreender as paisagens como sistemas ambientais, sociais e experienciais interconectados. Trabalhando em projetos públicos e institucionais na Austrália, o estúdio explora como a arquitetura paisagística pode apoiar ativamente a biodiversidade, a adaptação climática e ambientes socialmente inclusivos. Sua abordagem também reconhece os conhecimentos indígenas e as histórias culturais integradas às paisagens onde atua. Conectando métodos tecnológicos e científicos com saberes ecológicos e locais, o Emergent Studios entende a paisagem como um sistema dinâmico capaz de adaptação, regeneração e conexão social.


Enrico Dusi Studio | Itália
O Enrico Dusi Studio atua em edifícios públicos, espaços cívicos e paisagens urbanas, com foco especial na transformação de espaços existentes e na sua relação com a vida coletiva. Operando em diversas escalas, de edifícios e estruturas temporárias a intervenções na paisagem, o escritório aborda a arquitetura como um meio de reforçar a identidade e o uso cotidiano de ambientes compartilhados. Seu trabalho caracteriza-se por estruturas espaciais e construtivas claras, geometrias precisas e atenção minuciosa aos materiais e ao contexto, seja intervindo no tecido urbano existente, seja criando novos espaços cívicos. Através de projetos que vão de mercados e museus a praças, parques e edifícios educacionais, o estúdio explora como a arquitetura pode renovar a presença e o propósito dos lugares, apoiando seu papel em constante evolução junto às comunidades que atende.


EVA Studio – Emergent Vernacular Architecture | Haiti / Reino Unido
Com atuação no Haiti, Líbano, Marrocos, Senegal, Comores e Reino Unido, o EVA Studio desenvolve a arquitetura como uma ferramenta para a resiliência social e ambiental. O escritório multidisciplinar colabora com autoridades locais, organizações internacionais, fundações, grupos comunitários de base e comunidades, tratando a participação como parte essencial do projeto e de sua execução. Seus projetos para comunidades marginalizadas e afetadas por desastres combinam sistemas estruturais reutilizáveis com materiais de origem local e de fácil manutenção, como pedra e terra. Posicionando os/as arquitetos/as como "articuladores/as de processos", o EVA Studio facilita o diálogo entre as partes interessadas, ao mesmo tempo em que desenvolve soluções enraizadas nos saberes locais, na responsabilidade ambiental e na tomada de decisões coletivas.


Exutoire | Vietnã
Fundado por Paul-Antoine Lucas e Bùi Quý Sơn, o Exutoire é um escritório de prática espacial crítica e queer com sede em Hanói, que investiga a justiça social, espacial e material através da arquitetura. Atuando nos formatos de projeto, pesquisa, editorial, curatorial e pedagógico, o escritório aborda questões que vão desde a habitação e a crise ecológica até as metodologias queer, o cuidado e o espaço público. Por meio de espaços, objetos, infraestruturas sociais e plataformas de conhecimento, o Exutoire traz perspectivas sub-representadas para o discurso arquitetônico e questiona premissas consolidadas sobre como os ambientes são produzidos e habitados. Sua abordagem multidisciplinar posiciona a prática espacial como um meio de ampliar as experiências, conhecimentos e formas de vida representadas na arquitetura.


FABER | França
Fundado em Paris em 2019 por Gabriel Pontoizeau e Luca Antognoli, o FABER responde aos desafios da transição ecológica através de uma abordagem que descreve como um "novo arcaísmo". O escritório combina formas primordiais e arquétipos arquitetônicos com abordagens contemporâneas de materiais e construção, priorizando materiais de origem local (geo-sourced), brutos, biodegradáveis e recuperados como alternativas aos sistemas industriais padronizados. Atuando em projetos públicos, culturais e de paisagismo, além de pesquisa, ensino e prática artística, o FABER conecta a experimentação material com questões mais amplas de clima, biodiversidade e uso de recursos, explorando como a arquitetura pode evoluir em resposta às mudanças ecológicas.


Fahrenheit.Works | Portugal / Suíça
O Fahrenheit.Works é um escritório de arquitetura e design com sede em Lisboa, fundado por Jeremy Morris e Luca Carlisle, que combina conhecimentos tradicionais com experimentação para explorar abordagens mais ecológicas na arquitetura. Trabalhando com materiais de base biológica, de origem local ou frequentemente negligenciados, o estúdio atua em arquitetura, reformas, instalações e pesquisa de materiais. Seu trabalho investiga como resíduos regionais e recursos naturais — de cascas de ostra descartadas e algas marinhas a terra, pedra e biopigmentos coletados — podem se transformar em novos materiais circulares e sistemas construtivos por meio de técnicas existentes. Atuando simultaneamente como projetista, pesquisador/a e construtor/a, o Fahrenheit.Works utiliza a experimentação prática para reconectar a produção arquitetônica aos seus contextos ecológicos e sociais mais amplos.


MANUFACTURA | México
Fundado na Cidade do México em 2022 por Dinorah Martínez Schulte e Edurne Morales Zúñiga, o MANUFACTURA é um estúdio de pesquisa e produção especializado em materiais de construção sustentáveis e fabricação digital. O estúdio transforma resíduos orgânicos e agroindustriais, incluindo cascas de ovos, palha de milho e borra de café, em materiais arquitetônicos circulares por meio de impressão 3D robótica e do que chama de "automação consciente". Inspirando-se nas técnicas construtivas mexicanas pré-hispânicas, seus biocompósitos conectam o conhecimento material tradicional a tecnologias contemporâneas de fabricação. Através de blocos de construção, cobogós e treliças arquitetônicas, painéis pré-fabricados e elementos sob medida, o MANUFACTURA explora como a inovação tecnológica pode potencializar o trabalho artesanal humano e, ao mesmo tempo, promover formas de construção circulares e conscientes do uso de recursos.


RAMA Estudio | Equador
Fundado em Quito por Carla Chávez, Carolina Rodas e Felipe Donoso, o RAMA Estudio aborda a arquitetura, o design e a construção como atos de responsabilidade em relação ao meio ambiente, às comunidades e ao patrimônio local. Trabalhando em diversas escalas, do território ao objeto arquitetônico, o escritório combina experimentação, otimização de recursos, reutilização adaptativa e exploração estrutural para responder a desafios sociais, culturais e espaciais no Equador e na América Latina. Seu trabalho está enraizado no lugar, na memória e no uso inteligente dos recursos existentes, mantendo o foco em intervenções viáveis. Por meio de processos colaborativos e multidisciplinares, o RAMA fortalece as relações entre usuários/as, bairros e cidades, gerando valor social e espacial duradouro.


SOCA – Studio of Contemporary Architecture | Canadá
Fundado em Toronto em 2018 e liderado por Shane Laptiste e Tura Cousins Wilson, o SOCA aborda a arquitetura e o desenho urbano como formas de narrativa cultural e de construção de cidades socialmente inclusivas. Em espaços culturais e comunitários, projetos públicos, intervenções urbanas e projetos residenciais, o estúdio cria lugares que refletem as identidades, memórias e aspirações de diversas comunidades. Projetos como o Centro Cultural Afro-Canadense de Montreal, o Wildseed Centre e o Memorial Samuel e Martha Adams conectam o ambiente construído a questões mais amplas de representação, pertencimento e memória coletiva. Paralelamente à prática arquitetônica, o SOCA atua em pesquisa, ativismo e iniciativas lideradas pelas comunidades, investigando a resiliência da comunidade negra, o desenvolvimento urbano equitativo e o impacto social e ecológico mais amplo da arquitetura.


Studio Eidola | Suíça
Fundado em Zurique em 2020 pela designer industrial Denizay Apusoglu e pelo arquiteto Jonas Kissling, o Studio Eidola trabalha na interseção entre design, arquitetura e pesquisa de materiais para investigar como os recursos se movem entre paisagens, indústrias e ambientes construídos. Ao rastrear materiais desde as formações geológicas e locais de extração até os processos industriais, infraestruturas, fluxos de resíduos e sistemas de reutilização, o estúdio examina como esses fluxos moldam as culturas materiais e as práticas de construção. Essa compreensão ampliada dos recursos posiciona a materialidade dentro de sistemas ecológicos, econômicos e territoriais mais amplos, criando uma estrutura para que a arquitetura se envolva de forma mais profunda com as origens, os processos e os locais que sustentam sua produção física.


Talles Lopes | Brasil
Talles Lopes é um artista multidisciplinar, arquiteto e pesquisador brasileiro sediado em Anápolis, Goiás, cuja prática investiga as paisagens construídas das periferias do Brasil por meio de pesquisas arquivísticas e visuais. Trabalhando com atlas, plantas históricas, arquivos, catálogos de exposições e outras fontes primárias, Lopes examina como as imagens e narrativas arquitetônicas moldaram a compreensão do ambiente construído brasileiro. Sua pesquisa explora de forma crítica as relações entre a representação arquitetônica moderna e os legados coloniais, trazendo paisagens e histórias historicamente negligenciadas para o discurso da arquitetura. Ao tratar o material de arquivo como uma ferramenta ativa de investigação espacial, Lopes expande a prática arquitetônica para uma forma de investigação crítica que questiona como os ambientes são representados, lembrados e construídos culturalmente.


Xi Bassile | Moçambique
O Xi Bassile desenvolve soluções baseadas na natureza para desafios urbanos e ambientais, respondendo às realidades ecológicas, sociais e econômicas específicas de Moçambique. Fundada em 2022 e sediada em Maputo, a empresa social atua na interseção de infraestrutura verde, gestão sustentável da água, design circular e adaptação climática liderada pela comunidade. Seu nome, que significa "está limpo" em xangana, reflete a ambição de contribuir para águas mais limpas, bairros mais saudáveis e cidades mais seguras, inclusivas e resilientes ao clima. O Xi Bassile desenvolve sistemas de baixo custo que gerenciam águas pluviais ao mesmo tempo em que geram benefícios ambientais e sociais mais amplos, incluindo uma bacia de infiltração (bioswale) que reaproveita resíduos como material de construção e uma floreira de captação de água da chuva para residências e estabelecimentos comerciais. Ao testar e desenvolver esses sistemas, o escritório explora como infraestruturas acessíveis e baseadas na natureza podem ser adaptadas e replicadas em todo o território moçambicano.


Fique atento/a ao ArchDaily para conferir os perfis detalhados de cada escritório vencedor e a cobertura exclusiva do evento de lançamento na Design Week Mexico.
Um agradecimento especial a todos/as cujas ideias e dedicação moldaram a edição deste ano.
- Concepção do Next Practices: Christele Harrouk, Daniela Porto, Hana Abdel e Romullo Baratto
- Júri Editorial do ArchDaily: Christele Harrouk, Daniela Porto, Eduardo Souza, Hana Abdel, Susanna Moreira, Romullo Baratto, Valentina Diaz e Victor Delaqua
- Júri Externo: Nicolas Fayad e Charles Kettaneh, Susana Rojas Saviñón, Javier Ors Ausín, Sumayya Vally e Oanh Nguyen Henriksen
- Estratégia de Marketing: Melodie Berzia
- Vídeo: Miguel Tarazona
- Motion Design: Evghenia Goras
- Design Gráfico: Cecilia Suárez e Javiera Contreras
Este artigo é apresentado pela Buildner. Como patrocinadora do ArchDaily Next Practices Awards 2026, a Buildner — principal organizadora de concursos de arquitetura do mundo — ajuda arquitetos/as a alcançarem o que buscam ao participar de concursos: reconhecimento, oportunidade e progresso.
Exercite sua criatividade agora: o prêmio Buildner UNBUILT Award 2026 está aberto a todos/as, com um fundo de prêmios de €100.000. Envie seus projetos não construídos e celebre sua criatividade hoje mesmo.
Este artigo foi escrito por Christele Harrouk. A tradução é gerada por IA.















































