1. ArchDaily
  2. América Latina

América Latina: O mais recente de arquitetura e notícia

Acesso exclusivo

Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis

Áudio disponível

O dia 24 de outubro marcou 100 anos do nascimento do arquiteto brasileiro Francisco de Assis Couto Reis (1926-2011), que viveu e teve a maior parte da sua obra construída na cidade de Salvador, Bahia. Assis Reis, como era mais conhecido, teve sua trajetória marcada não apenas pelas edificações que projetou, mas também pelas suas propostas de requalificação urbana, pelo projeto para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Osaka, no Japão (não construído) e pelo Modelo Reduzido da Cidade de Salvador, tombado em 2020. Sua ampla e variada produção faz parte de um momento específico da expressão moderna no Brasil, em que os arquitetos, desta chamada "segunda geração", se mostravam particularmente preocupados em questões como adaptações às condições climáticas, geográficas e culturais do local.

Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis - 1 的图像 4Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis - 2 的图像 4Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis - 3 的图像 4Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis - 4 的图像 4Arquitetura moderna na Bahia: clima e cultura na obra de Assis Reis - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi

Áudio disponível

Balsa Crosetto Piazzi é um escritório de arquitetura fundado em 2015, sediado em Córdoba, Argentina, e Boston, EUA. Liderado por Juan Manuel Balsa, Rocío Crosetto Brizzio e Leandro Piazzi, o escritório tem como essência de seu trabalho a dimensão material da arquitetura. Para o trio, um edifício não é apenas um objeto acabado, mas sim uma forma de organizar tudo o que envolve a sua construção. Seu trabalho é moldado por um processo lento; durante as etapas de projeto e obra, dedicam atenção à origem dos materiais, a quem executa a construção, às habilidades que essas pessoas já possuem e ao que está realmente disponível no entorno. Dessa forma, a obra construída torna-se uma plataforma que funciona como ponto de partida, reunindo todas essas partes. Nesse sentido, também descrevem seus projetos como oportunidades para "desconstruir condições arraigadas".

Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi - Image 2 of 4Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi - Image 6 of 4Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi - Image 7 of 4Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi - Image 8 of 4Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires

Áudio disponível

Habitar um espaço envolve múltiplos fatores econômicos, sociais, culturais, geográficos, políticos e ambientais. Para além dessas considerações, no entanto, o habitar dialoga com processos, limites e possibilidades que têm sido constantemente objeto de investigação arquitetônica. “Somos construtores de uma sociedade”, declarou Solano Benítez durante sua palestra intitulada O Lugar da Arquitetura na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Por meio de uma série de conferências internacionais, exposições distribuídas por diferentes pontos da cidade e atividades abertas a todas as gerações, a 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires examinou o valor do habitar, reconhecendo a arquitetura como a disciplina que confere sentido a como e onde vivemos e, consequentemente, a como existimos em sociedade.

Em suas seis sedes principais e nas inúmeras instituições parceiras, emerge um tema comum: a existência humana explorada a partir de diferentes modos de habitar, do compartilhamento de saberes, do contraste de experiências e do debate sobre os desafios contemporâneos enfrentados pela arquitetura.

Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Image 1 of 4Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Image 5 of 4Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Image 2 of 4Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Image 3 of 4Habitar como investigação: fios da 20ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Mais Imagens+ 55

Acesso exclusivo

Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily

Áudio disponível

Na arquitetura, a palavra "pavilhão" pode descrever uma variedade infinita de estruturas. Pode ser definido como um princípio e uma tipologia, uma estrutura autônoma, uma intervenção temporária, um ponto de encontro na cidade ou um espaço de experimentação. É essa última qualidade que une os seis projetos não construídos apresentados aqui, todos concebidos e enviados por leitores e leitoras do ArchDaily. Nesses trabalhos, a definição reside em suas qualidades escultóricas e na exploração formal, enquanto sua permanência e localização variam de acordo com o propósito de cada estrutura. As propostas também demonstram outra qualidade inerente ao pavilhão: a intenção de representar simbolicamente um posicionamento. Assim, a investigação de formas e materiais reflete uma busca por noções de limite, deslumbramento ou por um futuro compartilhado.

Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily - Image 1 of 4Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily - Image 2 of 4Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily - Image 3 of 4Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily - Image 4 of 4Pavilhões como posicionamentos: 6 propostas não construídas da comunidade ArchDaily - Mais Imagens+ 84

Acesso exclusivo

Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos

Áudio disponível

No Uruguai, projetos residenciais de pequena escala ocupam cada vez mais as paisagens rurais e costeiras, das colinas de Villa Serrana às florestas marítimas ao longo da costa atlântica. Construir nessas áreas costuma exigir materiais estruturais que equilibrem durabilidade, eficiência térmica e viabilidade de transporte. Diante disso, os projetos nesses ambientes dependem significativamente de materiais como estrutura de madeira engenheirada, perfis estruturais de aço, revestimento externo de madeira ou fabricação offsite. Essas escolhas de projeto não apenas ajudam a reduzir o peso das matérias-primas que devem ser transportadas por vias de acesso não pavimentadas, mas também tornam a construção mais viável em locais remotos. Além disso, o contexto dos projetos desta seleção parece ter desempenhado um papel limitador em relação às áreas construídas, mantidas em 60 m² ou menos para reduzir a demanda por materiais estruturais e o impacto no terreno.

Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 1 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 2 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 3 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 4 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Mais Imagens+ 3

A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida”

Áudio disponível

A Bienal Iberoamericana de Arquitectura y Urbanismo (Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo), conhecida como BIAU pela sua sigla em espanhol, é um evento internacional promovido pelo Governo da Espanha por meio do seu Ministério de Habitação e Agenda Urbana (MIVAU) desde 1998. Realizado a cada dois anos em uma localidade diferente da América Latina e da Península Ibérica, o evento reconhece, premia e divulga obras de alta qualidade que refletem a diversidade da arquitetura e do urbanismo ibero-americanos. Após a sua décima terceira edição, "CLIMAS: Acciones para el buen vivir" (CLIMAS: Ações para o bem viver), realizada em Lima, no Peru, em 2024, a XIV BIAU acontecerá em Brasília de 3 a 6 de novembro de 2026, sob o tema "Cuidar la Vida" (Cuidar da Vida). Esta edição estrutura sua reflexão em torno de quatro eixos temáticos: água, vegetação, habitação e comunidades, explorando a relação entre a arquitetura e as condições ambientais, sociais e culturais que sustentam a vida.

A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida” - Image 1 of 4A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida” - Image 2 of 4A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida” - Image 3 of 4A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida” - Image 4 of 4A XIV Bienal Ibero-Americana chega a Brasília sob o tema “Cuidar da Vida” - Mais Imagens+ 32

Acesso exclusivo

Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados

Áudio disponível

A atividade industrial pode cessar muito antes de seus efeitos desaparecerem do território. Fábricas fecham, edifícios são demolidos e antigos distritos industriais tornam-se, gradualmente, parte de novos empreendimentos residenciais. No entanto, o solo sob eles ainda pode conter vestígios de seu uso anterior, exigindo, por vezes, intervenções complexas antes que a construção possa ser iniciada.

A requalificação dessas áreas levanta um questionamento sobre quanto do solo original pode ser mantido e o que é necessário para construir habitações sobre ele. A extensão da contaminação determina as ações necessárias antes do início das obras, ao passo que o custo de preparação do terreno pode influenciar o próprio empreendimento. Grande parte desse trabalho acaba desaparecendo sob as edificações concluídas, deixando poucos indícios da condição anterior do local.

Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 1 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 2 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 3 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 4 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - Mais Imagens+ 17

Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina

Áudio disponível

Caminhar ao longo de um rio em quase qualquer cidade da América Latina revela trechos que foram retificados, canalizados em concreto, soterrados por avenidas ou relegados aos fundos de áreas industriais e bairros residenciais. Ao longo do século XX, a expansão urbana ocupou gradualmente as margens dos rios e as antigas planícies de inundação, enquanto os cursos d'água eram desviados ou confinados em infraestruturas destinadas a controlá-los. Contudo, a água continuou a retornar. Há décadas, as inundações representam o desastre natural mais frequente na América Latina e no Caribe, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Algumas cidades começaram a reconsiderar o que acontece ao longo dessas margens. No Chile, no México e no Brasil, parques vêm sendo desenvolvidos em leitos de rios, canais de drenagem e outros territórios expostos a inundações. Esses espaços acolhem a água durante as fortes chuvas, ao mesmo tempo que oferecem áreas de lazer, circulação e convivência na maior parte do ano. O projeto desses espaços também transforma a forma como as comunidades do entorno acessam territórios antes associados a enchentes, poluição ou uso público restrito.

Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina - Imagen 1 de 4Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina - Imagem de DestaqueAbrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina - Imagen 2 de 4Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina - Imagen 3 de 4Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina - Mais Imagens+ 17

Acesso exclusivo

A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos

Áudio disponível

Uma cor tem uma biografia. Ela pode ter uma origem, mas também se transformar. Pode transitar entre materiais e disciplinas, de uma prática local para a arquitetura, do ordinário ao simbólico. Pode perder uma associação e adquirir outra, ou persistir sem que ninguém a considere conscientemente como algo cultural. Sua vida se desenrola a partir das condições em que é produzida, utilizada, repetida e habitada. À medida que essas condições mudam, transformam-se também os significados que ela pode carregar.

O interior é o local onde essas histórias convergem. A cor dentro de um cômodo pode carregar vestígios de um território, de uma prática material, de um clima ou de uma história de habitação. Sua presença não depende necessariamente de uma intenção de representar qualquer um desses aspectos.

A cor pode passar a integrar um lugar pela continuidade dos materiais e dos modos de vida, adquirindo um significado que extrapola a superfície na qual se apresenta.

A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos - Image 1 of 4A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos - Image 2 of 4A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos - Image 3 of 4A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos - Image 4 of 4A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos - Mais Imagens+ 11

Design Week México 2026: um diálogo entre a identidade, o artesanato e o futuro do design na América Latina

Áudio disponível

Até 11 de outubro de 2026, a Cidade do México se transforma mais uma vez em um epicentro global de inovação e excelência criativa com a abertura da Design Week México 2026 (#DWM26). Esta edição adota uma visão curatorial mais ampla e diversa, convidando tanto o público quanto profissionais do design a refletirem sobre a disciplina a partir de perspectivas globais, fluidas e inclusivas que vão além das abordagens tradicionais.

Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana

Áudio disponível

Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.

Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.

Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 1 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 2 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 3 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - 4 的图像 4Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana - Mais Imagens+ 5

América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural

Áudio disponível

A arquitetura na América Latina neste mês reflete um diálogo contínuo sobre o habitar, o patrimônio cultural e as maneiras pelas quais a arquitetura pode conectar a vida contemporânea com lugares e saberes existentes. Da Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires e iniciativas voltadas a práticas construtivas tradicionais e ao patrimônio arqueológico, passando por novas infraestruturas culturais e projetos habitacionais na Argentina, no Equador e no Peru, os desdobramentos recentes destacam diferentes abordagens para trabalhar com os contextos locais. Em toda a região, questões de memória, comunidade, paisagem e prática material continuam a moldar tanto projetos arquitetônicos quanto discussões mais amplas sobre como as cidades e os territórios são habitados.

América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural - Image 1 of 4América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural - Image 2 of 4América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural - Image 3 of 4América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural - Image 4 of 4América Latina em Foco: Este Mês em Arquitetura, Habitar, Memória e Intercâmbio Cultural - Mais Imagens+ 6

Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru

Áudio disponível

Uma campanha liderada pela Red Lima Milenaria busca o reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais na capital peruana. Atualmente, restam mais de 600 sítios arqueológicos em Lima, uma metrópole de 11 milhões de habitantes. A campanha, movida por cidadãos/ãs, visa melhorar as condições de conservação e a conscientização pública sobre os locais que resistiram à colonização europeia, promovendo a indicação de uma seleção de estruturas para inscrição na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A iniciativa pública foi lançada recentemente com o objetivo de reunir apoio popular e estabelecer parcerias com organizações que atuam na área do patrimônio e em campos correlatos, a fim de preparar a estrutura para uma candidatura formal a ser apresentada pelo Estado peruano. A iniciativa coincide com movimentos de reconstrução no continente que respondem à desigualdade socioeconômica e a injustiças históricas estruturais, levantando questionamentos sobre a própria definição de patrimônio.

Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru - Imagen 1 de 4Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru - Imagen 2 de 4Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru - Imagen 3 de 4Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru - Imagen 4 de 4Campanha liderada por cidadãos busca reconhecimento da UNESCO para sítios pré-coloniais selecionados em Lima, Peru - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem

Áudio disponível

Em 1961, ao conceberem a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em São Paulo, Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi estabeleceram um paradigma que continua a ecoar na arquitetura universitária brasileira: o edifício como um território contínuo, articulado por rampas, pátios e vãos livres, onde a experiência de aprendizado se estende para além da sala de aula. A ideia surgiu em um momento de transformação no ensino superior brasileiro que, nas décadas seguintes, se expandiria de um público relativamente restrito para alcançar uma população muito mais ampla e diversa. Se, em 1960, o Brasil tinha cerca de 226.218 matrículas na graduação, em 2023 esse número se aproximava de 10 milhões.

Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem - 1 的图像 4Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem - 2 的图像 4Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem - 3 的图像 4Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem - 4 的图像 4Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem - Mais Imagens+ 35

Acesso exclusivo

Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams

Áudio disponível

O que acontece com uma casa quando a vida para a qual ela foi projetada chega ao fim? Na Casa sobre el Arroyo, a resposta se desenrolou gradualmente à medida que o edifício mudou de uso, propriedade e estado de conservação ao longo de quase oito décadas. Mesmo diante dessas transformações, a estrutura, a circulação e a relação com o terreno permaneceram fundamentais para a compreensão da casa e, eventualmente, para seu restauro.

Projetada por Amancio Williams e Delfina Gálvez Bunge de Williams a partir de 1943 para o pai de Amancio, Alberto Williams, a Casa sobre el Arroyo nasceu diretamente das condicionantes de seu terreno em Mar del Plata, Argentina. Em vez de tratar o arroio Las Chacras como um obstáculo a ser contornado, o projeto o utiliza para organizar a própria casa. Um arco de concreto armado cruza as águas e eleva os espaços de permanência, transformando o curso d'água em parte da experiência de circulação e habitação da casa.

Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams - Imagen 1 de 4Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams - Imagen 2 de 4Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams - Imagen 3 de 4Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams - Imagen 4 de 4Uma casa sobre a água: a história da joia modernista de Amancio e Delfina Williams - Mais Imagens+ 3

Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil

Áudio disponível

Filippo Brunelleschi e a cúpula de Santa Maria del Fiore, concluída em 1436 na cidade italiana de Florença, representam um capítulo importante na história da arquitetura, frequentemente associado ao crescente distanciamento entre o desenho e a construção. Essa separação, consolidada gradualmente ao longo do tempo, encontra um ponto de inflexão decisivo no Renascimento. O desenho torna-se um instrumento para antecipar e impor autoridade sobre a construção. O canteiro de obras, outrora um espaço de invenção e tomada de decisões, passa a ser compreendido primordialmente como um local de execução.

Nos séculos seguintes, esse distanciamento torna-se cada vez mais acentuado, sobretudo com a construção moderna. A industrialização, la especialização técnica e a organização corporativa fragmentam o processo construtivo em etapas progressivamente distintas. Quem projeta raramente constrói; quem constrói nem sempre participa das decisões; quem financia, gerencia e habita ocupa posições ainda mais distanciadas entre si. A eficiência desse modelo permitiu construir em escala, mas também concentrou o conhecimento e o poder de decisão nas mãos de determinados agentes.

Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil - Image 17 of 4Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil - Image 2 of 4Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil - Image 1 of 4Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil - Image 4 of 4Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil - Mais Imagens+ 18

Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas

Áudio disponível

Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.

Durante séculos, a maior parte do mundo se enxergou por meio de um instrumento de representação espacial do século XVI. No dia 4 de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou para mudar esse cenário, adotando uma resolução que solicita a governos, escolas, veículos de imprensa e empresas de tecnologia que deixem de usar a projeção de Mercator onde o tamanho relativo dos países de fato importe, substituindo-a por alternativas de áreas equivalentes, como a projeção Equal Earth de 2018. A votação foi aprovada por 164 votos a 1, sendo os Estados Unidos o único voto contrário.

Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas - Imagen 1 de 4Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas - Imagen 2 de 4Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas - Imagen 3 de 4Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas - Imagen 4 de 4Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas - Mais Imagens+ 6

Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema "Habitar"

Áudio disponível

A Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos de história este ano, ao longo de 20 edições. Como um dos principais encontros de arquitetura da América Latina, o evento comemorará este aniversário com uma edição que reúne cerca de 100 escritórios de arquitetura, 15 exposições, 50 conferências, 40 convidados/as internacionais e representantes de mais de 55 cidades do mundo, em uma programação gratuita e aberta que se estenderá por cinco semanas. A partir de 22 de setembro e durante todo o mês de outubro, integrando o Mês do Design e da Arquitetura de Buenos Aires, serão realizadas conferências, abertas exposições, inauguradas instalações e promovidas atividades em pontos específicos da cidade. Sob o tema HABITAR, a Bienal também sediará um fórum de seis dias com o/a vencedor/a do Prêmio Pritzker 2026, Smiljan Radić, culminando na entrega dos prêmios desta edição.

Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema "Habitar" - Image 1 of 4Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema "Habitar" - Image 2 of 4Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema "Habitar" - Image 3 of 4Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema "Habitar" - Image 4 of 4Bienal de Arquitetura de Buenos Aires celebra 40 anos com programação gratuita sob o tema Habitar - Mais Imagens+ 48