O Prêmio Pritzker de Arquitetura lançou um vídeo especial em homenagem a Liu Jiakun, o 54º laureado do prêmio. Filmada no Louvre Abu Dhabi, a cerimônia celebra a visão arquitetônica de Liu, caracterizada por um profundo compromisso com a vida cívica, a continuidade cultural e a condição humana. O filme registra momentos do evento e oferece uma visão da prática mais ampla de Liu, enfatizando a capacidade da arquitetura de conciliar tradição e modernidade, ao mesmo tempo em que responde a desafios sociais e ambientais. O lançamento do vídeo da cerimônia marca o ponto culminante da 47ª edição do Prêmio Pritzker de Arquitetura. A pessoa laureada de 2026 será anunciada em março, dando continuidade ao legado do prêmio de reconhecer arquitetos e arquitetas cujo trabalho promove o avanço da disciplina e seu papel na formação da experiência humana.
A biodiversidade, definida pelo World Wide Fund for Nature (WWF) como os diferentes tipos de vida encontrados em uma área, enfrenta uma crise global profunda, marcada pelo declínio acentuado de organismos e pelo risco iminente de extinção de inúmeras espécies. Todos os reinos são afetados, desde plantas e fungos até grandes mamíferos, em um cenário cujo nexo causal com a atividade humana é evidente. Embora os métodos agrícolas modernos e as mudanças climáticas decorrentes das emissões de gases de efeito estufa desempenhem um papel preponderante, as cidades e os edifícios podem ter uma participação modesta, porém crucial, no combate a esse declínio.
O encontro com VOID surge no âmbito da Bienal de Arquitectura Latinoamericana 2025, oferecendo a oportunidade de explorar uma prática que escuta, cuida e acompanha. Seu trabalho se configura como um ato de mediação: a pesquisa interdisciplinar e a atenção à pluralidade de fatores naturais e sociais permitem compreender as naturezas do lugar. Desde o seu início em 2012, esse processo vem evoluindo, consolidando uma postura que projeta para fazer arquitetura a partir do e para o lugar: cuidando dele, curando-o e regenerando-o, abrindo espaços onde os territórios sustentam e desdobram seus próprios processos adaptativos.
A prática de combinar materiais para obter um melhor desempenho acompanha a humanidade desde as primeiras construções. Um dos primeiros exemplos conhecidos surgiu há mais de cinco mil anos, quando civilizações na Mesopotâmia e no Egito misturavam lama e palha para moldar tijolos de adobe secos ao sol. Leve e fibrosa, a palha impedia fissuras e aumentava a resistência, enquanto a lama atuava como aglutinante e proteção. Essa invenção simples, mas engenhosa, pode ser considerada o primeiro compósito da história, ilustrando a intuição ancestral de que materiais distintos, quando combinados, podem se tornar algo mais forte e melhor.
O The Studio Museum no Harlem está se preparando para abrir sua nova sede própria ao público em 15 de novembro, com uma celebração do Dia da Comunidade. Projetado pelo escritório Adjaye Associates em colaboração com o Cooper Robertson, o edifício de sete andares e 7.600 metros quadrados está localizado na West 125th Street, no Harlem, em Nova York. Como uma importante instituição dedicada a artistas de ascendência africana, a nova instalação do museu marca a primeira estrutura em seus cinquenta e sete anos de história concebida especificamente para sua missão. A abertura inaugura um novo capítulo para a atuação do museu junto à arte, à educação e à comunidade local, graças à ampliação de suas capacidades espaciais e programáticas.
Cerca de um mês após o encerramento da Expo Osaka 2025, os projetos e construções apresentados na exposição mundial permanecem como um legado. Embora o Pavilhão do Bahrein, projetado por Lina Ghotmeh Architecture, tenha atraído atenção especial este ano ao receber um duplo reconhecimento, ele foi apenas um entre os muitos projetos premiados. Durante a cerimônia de premiação realizada na penúltima noite do evento, um total de 45 prêmios foram entregues entre os 165 países participantes. Os Prêmios Oficiais para Participantes são concedidos de acordo com o tamanho e o tipo do pavilhão, reconhecendo a excelência em Arquitetura e Paisagismo (apenas para pavilhões autoconstruídos), Design Externo (apenas para pavilhões modulares), Design de Exposição, Desenvolvimento de Tema e Sustentabilidade. Os premiados foram selecionados por um júri internacional composto por nove especialistas que visitaram todos os pavilhões nacionais e temáticos durante duas sessões de avaliação em maio e outubro de 2025. O panorama a seguir apresenta todos os 45 pavilhões destacados nas cinco categorias dos Prêmios Oficiais para Participantes.
Baseado em Florianópolis, Brasil, Eduardo Souza traz uma perspectiva refinada para a arquitetura, moldada por seu envolvimento de longa data com design, pesquisa e prática editorial. Tendo crescido em um ambiente profundamente conectado à arquitetura — seu pai é engenheiro civil e professor —, Eduardo desenvolveu desde cedo um fascínio pela criatividade, pelo fazer artesanal e pelo pensamento espacial. Essa base o levou naturalmente a cursar arquitetura e, mais tarde, a explorar o campo editorial, onde a escrita e a curadoria se tornaram extensões de sua paixão pela arquitetura.
Eduardo juntou-se ao ArchDaily como tradutor em seus primeiros anos e, progressivamente, assumiu diversas funções editoriais, desenvolvendo um profundo interesse pela interseção entre materiais, tecnologias e sistemas construtivos. Seu trabalho editorial concentra-se em revelar inovações que desafiam os modos tradicionais de se fazer arquitetura, enfatizando a coerência entre conceito, execução e contexto. Ele dedica atenção especial a práticas sustentáveis, como a circularidade, o uso de materiais locais e as reinterpretações vernáculas que respondem aos desafios ambientais e culturais de hoje.
Nos deltas de baixa altitude de Bangladesh, a água define tanto a vida quanto a perda. Todos os anos, milhões de pessoas são forçadas a reconstruir suas vidas após as inundações levarem suas casas, plantações e meios de subsistência. Nesses territórios precários, o ato de construir tornou-se um ato de resiliência. É nesse contexto que o Khudi Bari surge como uma proposta modesta, porém radical. Projetado por Marina Tabassum Architects, o projeto oferece uma habitação leve, modular e acessível para comunidades deslocadas pelas mudanças climáticas. Reconhecido como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura de 2025, ele representa uma forma de arquitetura que capacita em vez de se impor.
O Ismaili Center em Houston, o primeiro de seu tipo nos Estados Unidos, foi inaugurado em 6 de novembro de 2025 pelo prefeito John Whitmire. Projetado por Farshid Moussavi Architecture e Nelson Byrd Woltz Landscape Architects, o terreno de 11 acres (cerca de 4,5 hectares) com vista para o Buffalo Bayou Park estabelece um novo marco arquitetônico e cultural na paisagem urbana e social de Houston. Localizado no cruzamento da Allen Parkway com o Montrose Boulevard, o centro dá continuidade a uma visão delineada inicialmente por Sua Alteza, o Príncipe Karim Aga Khan IV, em 2006, e posteriormente desenvolvida sob a direção de seu sucessor. Somando-se aos seis Ismaili Centers já existentes no mundo — em Londres, Vancouver, Lisboa, Dubai, Dushambé e Toronto —, o centro de Houston busca dar continuidade a uma tradição global de promover o diálogo intercultural e o engajamento cívico.
Projeto do Qiantang Bay Art Museum por Snøhetta. Render. Imagem cortesia de Snøhetta
O escritório Snøhetta foi selecionado para projetar o Qiantang Bay Art Museum, um novo marco cultural dentro do complexo Qiantang Bay Future Headquarters, no distrito de Xiaoshan, em Hangzhou, na China. Concebido em colaboração com o Architectural Design & Research Institute of Zhejiang University Co., Ltd. e a Buro Happold, o projeto abrange arquitetura, paisagismo e design de interiores em uma área de 18.000 metros quadrados. O museu fará parte do centro em expansão de Hangzhou, às margens do Rio Qiantang, tornando-se um importante destino para a arte, a cultura e a vida pública.
Castelo de Edimburgo na capital da Escócia. Imagem de 瑞丽江的河水, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Edimburgo, a capital da Escócia, é reconhecida há muito tempo por sua rica história cultural e por sua intrincada malha urbana. A cidade pulsa através de seus museus, de seus edifícios residenciais tradicionais (tenements) e de seu comércio integrado a edifícios georgianos. Em 2022, a Time Out elegeu Edimburgo como a melhor cidade do mundo, destacando sua eficiência na coesão comunitária e em sistemas urbanos como o transporte público. Contudo, à medida que os efeitos das mudanças climáticas se tornam progressivamente visíveis no nível urbano, a cidade inevitavelmente se depara com um dilema urgente: como sustentar essa qualidade de vida sob condições cada vez mais desafiadoras.
O caminho em direção a esse equilíbrio envolve diversas estratégias interligadas — como o retrofit, o reuso adaptativo, o design circular e a colaboração comunitária —, onde cada uma delas contribui para consolidar a visão em constante evolução de Edimburgo rumo a um futuro urbano sustentável.
O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.
Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.
Quase três anos após a inteligência artificial capturar a atenção do mundo, a arquitetura ainda busca um terreno firme nessa discussão. Entre declarações categóricas e testes cautelosos, profissionais da área ainda se questionam se — e como — a IA está de fato transformando a prática cotidiana.
Um novo white paper da Chaos aborda essa questão por meio de entrevistas com profissionais da área e de uma profunda pesquisa interna, revelando como a tecnologia começa a remodelar a produtividade, a autoria e a identidade criativa em todo o setor.
O white paper oferece um olhar aprofundado sobre onde a IA gera valor, onde deixa a desejar e como arquitetos e arquitetas podem navegar pelo que vem a seguir.
Os EUmies Awards são organizados anualmente pela Fundació Mies van der Rohe e pela Comissão Europeia, com o apoio do Programa Europa Criativa da União Europeia. Partindo do princípio de que "a arquitetura não é apenas uma questão técnica ou estética, mas sim cultural, ambiental e democrática", este 19º ciclo do prêmio reúne 410 obras de 40 países e 143 regiões de toda a Europa. Além de reconhecer projetos de arquitetura contemporânea, a premiação busca refletir valores europeus como diversidade cultural, sustentabilidade, democracia e solidariedade. Este ano, a maior parte das obras indicadas (23%) corresponde a projetos residenciais, englobando tanto habitação multifamiliar quanto unifamiliar, seguidos por programas culturais (13%) e educacionais (12%). A seleção apresenta um equilíbrio entre transformações de edifícios existentes (44%) e novas construções (56%). Além disso, 12% dos indicados são obras transnacionais e 33% dos escritórios têm dez anos de atuação ou menos, o que destaca a crescente visibilidade de escritórios emergentes.
Os destaques da arquitetura desta semana abordaram as interseções entre patrimônio, conscientização climática e prática do design contemporâneo. Com a proximidade do encerramento da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, projetos que exploram a inteligência coletiva e a experimentação material propõem reflexões sobre respostas em pequena escala para desafios globais. No Egito, a conclusão do Grande Museu Egípcio marca um momento muito aguardado na preservação cultural, ao mesmo tempo em que novas iniciativas de concursos na Jordânia estendem esse diálogo a contextos sagrados e arqueológicos. Somando-se a esses acontecimentos, o reconhecimento de Abdelwahed El-Wakil com o prêmio Tamayouz Lifetime Achievement Award destaca a influência contínua do design baseado na tradição na prática contemporânea.
Após uma edição marcada pelo dinamismo, inovação e fortalecimento de parcerias estratégicas, a Obra Blanca encerra sua sexta edição com um formato que combina exposição, uma agenda de conteúdos e espaços de negócios. Mais de 20.000 profissionais do setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura se reuniram com o objetivo de transformar a arquitetura e o design no México.
As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
Dedicada à especificação de iluminação de alto padrão, a feira britânica LiGHT 25 retornará ao Business Design Center em Islington, Londres, nos dias 19 e 20 de novembro de 2025. Após o sucesso da LiGHT 24, que atraiu mais de 5.500 visitantes, a edição deste ano apresentará uma programação ampliada com foco em inovação, educação e oportunidades de networking. Entre os principais destaques de 2025 estão a introdução da Technical Zone, o retorno do Associations Lounge e uma nova instalação artística de luz imersiva em grande escala.
Mesquita Al-Ruwais. Imagem cortesia de Tamayouz Excellence Award
O arquiteto egípcioAbdelwahed El-Wakil foi nomeado o vencedor do prêmio pelo conjunto de sua obra, o Tamayouz Lifetime Achievement Award de 2025. O anúncio foi feito durante a cerimônia do Tamayouz Excellence Award em Bagdá, realizada como parte da edição inaugural do Arab Architecture Festival. O reconhecimento destaca suas contribuições para o renascimento da arquitetura islâmica tradicional, bem como sua atuação como pesquisador, educador e mentor cuja trajetória influenciou gerações de arquitetos e arquitetas em toda a região e fora dela.
A construção do Yidan Center, projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects em Shenzhen, na China, atingiu sua altura máxima. O novo marco urbano servirá como sede da Fundação Chen Yidan e do Prêmio Yidan, organizações dedicadas a promover a aprendizagem ao longo da vida e a inovação na educação. O centro abrigará instalações para pesquisa acadêmica, eventos culturais e exposições, apoiando a missão da fundação de fazer avançar a educação global. Localizado ao lado do Museu Qianhai, o Yidan Center ajuda a definir um novo distrito cultural na terceira cidade mais populosa da China.
Poucas encomendas de projeto permitem que profissionais de arquitetura foquem em usuários não humanos, e menos ainda envolvem cavalos. Embora animais de estimação como cães e gatos sejam inspirações frequentes, as necessidades específicas dos cavalos apresentam um desafio único no projeto de estábulos. Como os cavalos — os habitantes principais das instalações — não conseguem expressar suas necessidades, o projeto depende dos requisitos rigorosos determinados pelo manejo humano, exigindo um equilíbrio entre a eficiência operacional e o máximo de conforto e segurança para os animais. As equipes de projeto costumam abordar essa questão por meio de três princípios fundamentais: Conforto e Bem-Estar Equino, Materialidade Contextual e Eficiência Operacional. Dessa forma, os layouts resultantes são caracterizados por um zoneamento rigoroso que separa claramente os programas em áreas residenciais (baías), de serviço (selaria, depósitos, lavagem e alimentação) e de treinamento (pistas e andadores). Os projetos também consideram o bem-estar visual: sendo os cavalos animais sociais, as cocheiras são posicionadas de forma estratégica para promover linhas de visão entre os animais e para o exterior, frequentemente empregando sistemas de venezianas ou fechamentos vazados. Além disso, busca-se uma iluminação difusa através de materiais como painéis translúcidos, evitando sombras nítidas que possam gerar estresse nas pistas de treinamento. Do mesmo modo, os fluxos de circulação são desenhados para garantir o movimento seguro e eficiente tanto de pessoas quanto dos animais.
No design de interiores contemporâneo, a acústica evoluiu de um mero detalhe secundário para uma linguagem de design definidora. Profissionais de arquitetura e especificação buscam cada vez mais materiais com alto desempenho tanto visual quanto funcional – nos quais a textura da superfície, o jogo de luz e a absorção sonora convergem para moldar a experiência humana. À medida que espaços de trabalho integrados, interiores de hospitalidade e centros educacionais adotam acabamentos mais táteis e sustentáveis, o mercado de materiais acústicos de alto desempenho experimenta uma forte expansão. Nesse cenário, a Woven Image surge como uma líder global, expandindo continuamente os limites do que as superfícies acústicas podem alcançar.