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Seleção dos Curadores do ArchDaily 2025: Uma retrospectiva de 12 análises de projetos marcantes

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Nos últimos anos, a equipe de curadoria do ArchDaily vem revisitando obras arquitetônicas que merecem um olhar mais atento. Por meio de um post no Instagram chamado "Project Review", descreve-se o que se considera o principal atributo da obra. Ao mergulhar nas histórias dos projetos e nos elementos que os tornam verdadeiramente inspiradores, a curadoria destaca iniciativas que, de outro modo, poderiam passar despercebidas, estudando-as de perto e com atenção à localidade e ao contexto. O resultado é um conjunto de obras diversas, muitas vezes localizadas em áreas rurais ou suburbanas, que possuem uma função pública ou significado histórico.

Embora algumas casas façam parte da lista, a maior parte das análises se volta para centros culturais, bibliotecas, espaços de trabalho ou ambientes comerciais. Destaca-se também o fato de que muitas dessas obras são provenientes da Ásia, incluindo alguns projetos fundamentais na China rural. As escolhas são bastante diversas em termos de materialidade e linguagem de projeto; no entanto, todas propõem soluções arquitetônicas inovadoras e narrativas cativantes.

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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

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A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

Pantone escolhe o branco suave “Cloud Dancer” como a Cor do Ano 2026

O Pantone Color Institute apresentou a tonalidade PANTONE 11-4201 Cloud Dancer como a Cor do Ano de 2026, um branco suave selecionado por sua presença discreta e sensação de calma visual. Descrito como equilibrado e leve, o tom surge em um contexto cultural mais amplo, no qual profissionais de design e mentes criativas reavaliam o papel da clareza, da simplicidade e do silêncio espacial. Apresentada como uma cor que se assemelha a uma tela em branco, a Cloud Dancer sinaliza um interesse renovado por ambientes que favorecem a reflexão e uma criatividade ponderada, em vez da aceleração constante.

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Frida Escobedo projetará o novo edifício do Ministério do Catar com o reuso adaptativo de um marco modernista em Doha

O Estado do Catar anunciou em 4 de dezembro de 2025 a seleção do Frida Escobedo Studio, juntamente com a equipe de engenharia da Buro Happold e a equipe de paisagismo do Studio Zewde, para projetar a nova sede do Ministério das Relações Exteriores. Com o objetivo de estabelecer uma presença cívica mais visível para o serviço diplomático catariano e oferecer acesso público ao complexo ministerial, o projeto está planejado para um terreno de destaque na orla de Doha, transformando um trecho importante da Corniche da cidade. Situado junto à Baía de Doha, o projeto de 70.000 metros quadrados (750.000 pés quadrados) é concebido como uma combinação de novas construções e a reutilização adaptativa do histórico e modernista edifício do Correio Central (General Post Office) atualmente no local.

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Além dos limites do projeto: o potencial arquitetônico dos revestimentos cerâmicos extrudados

Toda arquitetura se fundamenta na terra. Essa matéria-prima maleável e resiliente é a origem das placas cerâmicas extrudadas — a argila transformada de seu estado natural em uma solução arquitetônica sem perder nada de sua autenticidade. O trabalho da Exagres está enraizado nesse material natural, transformando cuidadosamente a argila com precisão técnica e guiando-a nessa jornada em vez de forçá-la.

Design sem esforço? Explorando ferramentas de arquitetura que potencializam o processo criativo de projeto

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Encontrar as ferramentas certas para representar a ideia de um projeto ou executar uma obra continua sendo um desafio constante para profissionais de arquitetura e design. Embora softwares de desenho, modelagem 3D e cálculo tenham aumentado a precisão e a eficiência, muitos/as arquitetos/as continuam utilizando ferramentas legadas aprendidas na academia ou na prática — ferramentas que parecem familiares, mas que não oferecem necessariamente a melhor experiência de projeto. De interfaces sobrecarregadas e fluxos de trabalho travados a plug-ins infinitos e ao vaivém constante entre softwares desconectados, as ferramentas tradicionais de projeto costumam revelar sua complexidade e fragmentação.

Novo Museu Nacional em Abu Dhabi e a Biblioteca Nômade: Destaques da semana

À medida que as instituições culturais avançavam em grandes projetos de preservação e novos dados demográficos redefiniam a compreensão do crescimento urbano, os debates arquitetônicos desta semana se concentraram em como as cidades e os museus se adaptam às constantes transformações nas condições sociais, ambientais e de infraestrutura. Os esforços para salvaguardar o patrimônio moderno, os avanços no planejamento urbano de longo prazo e as reflexões sobre o legado de grandes nomes da área cruzaram-se com celebrações globais, como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, destacando a necessidade contínua de ambientes mais inclusivos e acessíveis no ambiente construído.

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Guia de Arquitetura de Atenas: 26 obras arquitetônicas da grandeza antiga à inovação moderna

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Atenas destaca-se como uma cidade onde o legado da Antiguidade está entrelaçado em sua paisagem urbana moderna e vibrante. Marcos de renome mundial da Grécia Antiga, como a Acrópole e o Partenon, erguem-se como símbolos duradouros da arquitetura clássica e do rico passado da cidade. Estas estruturas refletem os princípios fundamentais de simetria e equilíbrio que influenciaram gerações de arquitetos e arquitetas e continuam a atrair estudiosos de todo o mundo. No entanto, Atenas é também uma metrópole próspera onde a arquitetura contemporânea coexiste com as suas contrapartes históricas. Desenvolvimentos recentes, liderados por escritórios internacionais e arquitetos e arquitetas locais, focam em sustentabilidade e inovação, ao mesmo tempo em que respeitam o rico patrimônio cultural de Atenas. Esta dualidade — preservar o antigo enquanto acolhe o novo — reflete as aspirações urbanas mais amplas da Grécia, tornando Atenas um ponto focal no discurso arquitetônico global. A evolução arquitetônica da cidade também se estende à sua cena de arquitetura contemporânea e design de interiores, que vem ganhando reconhecimento internacional.

Para celebrar essa evolução arquitetônica, este guia de cidades apresenta os marcos históricos de Atenas ao lado da seleção de projetos do ArchDaily com foco na arquitetura contemporânea e da curadoria do Designboom de designs de interiores inovadores. Juntos, eles destacam o papel de Atenas como um polo de inovação em design.

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Casas-tubo do Vietnã: Estratégias arquitetônicas com menos de 100 m²

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No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.

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Como os principais escritórios veem a IA moldando os fluxos de trabalho da arquitetura

À medida que as ferramentas de inteligência artificial avançam sobre as indústrias criativas, a arquitetura se depara com um momento decisivo: como adotar sistemas que ampliem o pensamento de projeto sem desgastar a autoria ou o ofício. Para compreender como a profissão está reagindo, o AIRI Lab realizou uma pesquisa com designers e lideranças de escritórios como LWK+P, MVRDV, Gensler, Büro Ole Scheeren, CUBE, HUAYI, entre outros. Suas respostas revelam uma visão nuançada e pragmática: a IA atua como colaboradora, e não como um substituto.

De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

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Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

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Resultados da COP30 para o ambiente construído: do resfriamento sustentável aos compromissos de adaptação climática

No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.

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O Papel do/a Arquiteto/a Está Mudando: De Visionário/a Solitário/a a Ativista Coletivo/a

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Por muito tempo, a arquitetura foi entendida como uma atividade essencialmente individual, dependente da figura de um gênio criativo e centrada na habilidade de resolver problemas por meio do desenho. Com o tempo, essa imagem começou a se desgastar. O protagonismo outrora concentrado em poucos nomes atingiu seu auge na era dos *starchitects* e, gradualmente, passou a se distribuir entre escritórios, coletivos e equipes multidisciplinares. Hoje, profissionais da arquitetura expandem suas fronteiras para outros campos, como gastronomia, música, design e o ambiente corporativo, aplicando o pensamento espacial para enfrentar desafios de diversas naturezas. À medida que as crises sociais, ambientais e políticas se aprofundam, o papel do/a arquiteto/a continua a evoluir, deixando de lado a autoria solitária para se consolidar em uma atuação baseada na mediação, no ativismo e na agência coletiva de transformação. Essa mudança reflete um despertar ético e o reconhecimento de que o projeto, a regulamentação e o cuidado são dimensões indissociáveis da prática contemporânea.

Museu Nacional Zayed, do Foster + Partners, abre ao público em Abu Dhabi

Zayed National Museum, o museu nacional dos Emirados Árabes Unidos e um dos principais pilares do Distrito Cultural de Saadiyat em Abu Dhabi, foi aberto ao público. O projeto foi concedido ao escritório Foster + Partners após um concurso de projeto em 2007, com a construção iniciando no ano seguinte. Sua inauguração marca um momento significativo no desenvolvimento cultural dos EAU, coincidindo com um ano marcado pela abertura do teamLab Phenomena Abu Dhabi e do Natural History Museum Abu Dhabi, além da reabertura do Al Ain Museum, expandindo a cena institucional da região.

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CCA lança iniciativa abrangente de pesquisa e exposição sobre a arquitetura moderna na China

O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou recentemente um novo projeto de pesquisa e colaboração institucional com o M+ de Hong Kong, intitulado How Modern: Biographies of Architecture in China 1949–1979. O projeto se desdobra em uma exposição apresentada nas Galerias Principais do CCA de 20 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026, uma série de filmes encomendados e vídeos de história oral do artista Wang Tuo, conteúdo editorial online, programação pública e um livro complementar copublicado pelo CCA e pela M BOOKS. Esse conjunto de conteúdos busca reformular as histórias arquitetônicas do modernismo nas três primeiras décadas da República Popular da China, revelando como o design operava sob ideologias flutuantes e pressões socioeconômicas a partir das perspectivas e experiências de arquitetos/as, instituições e residentes. O projeto se alinha ao interesse contínuo do CCA em produzir novas leituras da arquitetura moderna em diferentes contextos sociopolíticos e recortes geográficos, incluindo Architecture in Uniform: Designing and Building for the Second World War (2011) e Building a new New World: Amerikanizm in Russian Architecture (2020).

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Arquitetura para todas as pessoas: reflexões sobre acessibilidade no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Todos os anos, em 3 de dezembro, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência traz atenção renovada para a necessidade de ambientes inclusivos e equitativos, tanto no aspecto social quanto no espacial. O tema de 2025, "Fomentar sociedades inclusivas para pessoas com deficiência para promover o progresso social", destaca como barreiras persistentes no emprego, na proteção social e no acesso a serviços continuam a afetar mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Nesse contexto mais amplo, o ambiente construído desempenha um papel decisivo: a arquitetura pode tanto reforçar a exclusão quanto abrir caminhos para a autonomia, a dignidade e a participação na vida cotidiana.

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Conhecimento local e contexto ecológico: lições sobre fazer cidade a partir do Wild Mile de Chicago

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Por mais de um século, os habitantes de cidades norte-americanas em crescimento remodelaram seus rios para atender a demandas industriais e de manufatura. As vias navegáveis foram retificadas, aprofundadas, pavimentadas ou canalizadas sob a terra para viabilizar rotas de navegação e transportar materiais de maneira eficiente pelas regiões. Essas transformações moldaram uma paisagem urbana na qual os rios eram tratados como infraestrutura produtiva, e não como sistemas ecológicos vivos.

Essa abordagem deixou marcas profundas. Os habitats ciliares desapareceram, a qualidade da água piorou, a biodiversidade regional tornou-se vulnerável e as comunidades se acostumaram com corredores fluviais dominados por muros de contenção metálicos e canais de concreto. A remodelação industrial dos rios em locais como Chicago, Los Angeles e na bacia do Mississippi estabeleceu padrões persistentes de desenvolvimento que ainda influenciam o funcionamento das cidades contemporâneas.

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Visualizando um ícone Art Déco: o Waldorf Astoria reimaginado

Símbolo máximo de Manhattan, o Waldorf Astoria New York reabriu oficialmente ao público este ano após uma ampla reforma. Ao longo de sua rica história, a propriedade passou por inúmeras transformações, desde as suas origens no século XIX até o marco moderno que se ergue entre a Park Avenue e a Lexington Avenue.

Reimaginar um edifício pioneiro na hotelaria moderna — uma joia no horizonte de Nova York — representou um desafio que exigiu uma colaboração estreita entre especialistas em preservação, profissionais de visualização 3D, arquitetura e design. Juntos, esses grupos trabalharam para preservar seu patrimônio arquitetônico tombado, atendendo, ao mesmo tempo, às expectativas contemporâneas de conforto e primor técnico.

Construindo para o calor: como os sistemas da Terraco podem reduzir o consumo de energia em regiões quentes

A Terraco, líder global em Sistemas de Acabamento e Isolamento Térmico pelo Exterior (EIFS), demonstrou por meio de estudos independentes que, ao planejar a reforma de edifícios, é essencial adotar uma estratégia de retrofit profundo que inclua medidas de eficiência energética, tais como o isolamento térmico de paredes externas e coberturas.

Os estudos mostram que o consumo de energia para resfriamento de edifícios pode ser reduzido em até 47% ao ano em climas do Oriente Médio e do Sul da Ásia, como resultado direto da aplicação combinada dos sistemas EIFS e de Isolamento de Coberturas da Terraco, em comparação com estruturas cujas paredes externas e coberturas não possuem isolamento.

Regeneração Urbana na Grécia: O Masterplan de Ellinikon e Além

O ambiente construído da Grécia é moldado pela coexistência de múltiplas camadas arquitetônicas, onde se cruzam estruturas históricas, intervenções modernas e sistemas urbanos em evolução. Marcos de valor histórico (landmarks) e as malhas urbanas que os cercam continuam a definir o caráter espacial das cidades, ao passo que os empreendimentos do pós-guerra, as melhorias infraestruturais e os projetos contemporâneos agregam novas dimensões à paisagem do país. Essa continuidade entre o passado e o presente fundamenta as abordagens de projeto atuais, que se concentram cada vez mais no equilíbrio entre o patrimônio, as considerações ambientais e as demandas urbanas contemporâneas.

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UNS projeta masterplan de cidade caminhável de 10 minutos para vida multigeracional em Seul, Coreia do Sul

O escritório UNS revelou imagens do SeoulOne, um plano diretor projetado para a Hyundai Development Company (HDC) em Seul, Coreia do Sul, concebido como um novo modelo de habitação multigeracional. O projeto, que já está em construção em uma antiga área industrial no nordeste da cidade, reimagina um antigo complexo industrial e ferroviário como um bairro de 405.000 m² livre de carros para uma comunidade multigeracional. Como um plano diretor verde e sempre ativo para Seul, o SeoulOne é concebido como uma minicidade de uso misto onde todos os serviços essenciais para pessoas de todas as idades estão disponíveis a uma caminhada de no máximo 10 minutos. O projeto inclui torres residenciais em funcionamento ininterrupto, espaços comerciais, escritórios, um hotel, instalações esportivas, creches, moradias para idosos e um centro médico, oferecendo serviços permanentes a curtas distâncias a pé. Mais de 30% do terreno é dedicado à vegetação, incluindo praças de bolso (*pocket parks*), jardins na cobertura, jardins aquáticos e uma trilha florestal, criando uma vila verde aberta o ano todo.

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O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily

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Dos pavilhões de Osaka e Veneza, às mesas-redondas de Belém, mais um ano chega ao fim. Dezembro nos convida a fazer uma pausa e olhar para trás, revisitando os momentos que definiram a arquitetura e as cidades em 2025. Refletir não é apenas um ato de memória, mas de prospecção — uma forma de compreender por onde passamos para imaginar os caminhos seguintes. Das narrativas culturais em transformação às inovações materiais e tecnológicas, o ano que passou destacou a importância da experimentação e da adaptação em todo o ambiente construído.

Este mês, o ArchDaily explora a Retrospectiva do Ano, reunindo as histórias, ideias e vozes mais marcantes dos últimos meses. Nossa cobertura revisita os projetos, entrevistas e ensaios que moldaram o debate, ao mesmo tempo que reconhece os/as arquitetos/as e pensadores/as que deixaram um impacto duradouro na disciplina. Além disso, lançamos um olhar para o futuro, identificando os projetos e temas mais aguardados para 2026 e os caminhos emergentes que eles sugerem.

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De Tirana a Monterrey: 8 projetos residenciais não construídos que reimaginam o habitar coletivo

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A habitação coletiva continua sendo uma das áreas mais ativas para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas estão repensando a vida doméstica, a densidade e o convívio compartilhado em diferentes contextos culturais e ambientais. Nesta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas investigam novas formas de habitar que abrangem unidades móveis, empreendimentos verticais, reutilização adaptativa e conjuntos residenciais integrados à paisagem. Em vez de tratar a habitação como um invólucro puramente funcional, estes projetos a posicionam como uma estrutura social e espacial que molda a vida cotidiana, os vínculos comunitários e a resiliência urbana a longo prazo.

Em geografias variadas, de Tirana e Atenas a Monterrey, Chaloos, Roatán, Bhola e a RDC, estas propostas exploram múltiplas abordagens para a habitação coletiva: a transformação de estruturas industriais remanescentes em edifícios residenciais, a expansão de planos diretores existentes através da integração com a paisagem, a reimaginação da verticalidade em centros urbanos densos e o desenvolvimento de protótipos modulares adaptáveis a mudanças climáticas ou padrões de mobilidade. Alguns projetos priorizam estratégias ecológicas e materiais locais, enquanto outros testam novos modelos de acessibilidade, bem-estar comunitário ou crescimento urbano incremental. Em conjunto, essas propostas refletem um amplo espectro de respostas arquitetônicas às pressões habitacionais contemporâneas.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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