Todos os anos, a Naomi Milgrom Foundation comissiona um/a arquiteto/a para projetar um pavilhão temporário no Queen Victoria Gardens, no centro do Southbank Arts Precinct de Melbourne. Posteriormente, as estruturas são transferidas para o estado de Victoria. A décima edição do MPavilion foi projetada pelo laureado com o Prêmio Pritzker Tadao Ando, sendo sua primeira e única obra construída na Austrália e no hemisfério sul. O pavilhão foi inaugurado em 16 de novembro de 2023 e sua permanência foi prorrogada até março de 2025, acolhendo uma ampla programação de eventos culturais ao longo de duas temporadas de verão. Diante do risco de demolição, devido ao caráter temporário da iniciativa, a campanha comunitária "Preserve the Pavilion" foi lançada com o objetivo de salvar a edificação. Recentemente, a Naomi Milgrom Foundation anunciou que o pavilhão permanecerá no Queen Victoria Gardens até 2030, após uma decisão da Prefeitura de Melbourne.
O Pavilhão do Canadá na Expo 2025 Osaka apresenta exposições e instalações interativas que mostram a inovação, a cultura e a diversidade do país. Projetado sob a direção criativa de Robert Lepage, o pavilhão oferece uma experiência imersiva que visa apresentar os valores e o potencial do Canadá a um público global. Além disso, busca destacar a inovação, os recursos, os investimentos e a educação canadenses para toda a região do Indo-Pacífico. Centrado na regeneração, o projeto está alinhado com o tema geral da Expo: "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas".
O Juneteenth, celebrado anualmente em 19 de junho, comemora a emancipação dos afro-americanos escravizados nos Estados Unidos, marcando um momento de libertação e reflexão sobre uma história complexa e frequentemente negligenciada. Originalmente celebrado no Texas, o Juneteenth passou a simbolizar temas mais amplos de liberdade, resiliência e identidade cultural, promovendo debates sobre justiça e representatividade. Este dia também se apresenta como uma oportunidade para destacar as formas pelas quais a arquitetura pode servir como um meio de preservar e apresentar a história e os valores culturais afro-americanos.
Para além de suas qualidades funcionais e estéticas, a arquitetura pode refletir e reunir narrativas, valores e histórias ocultas, conferindo uma presença tangível e visual a comunidades que costumam ser sub-representadas nas paisagens urbanas. Edifícios dedicados à história e cultura afro-americanas tornam-se marcos físicos que ancoram essas narrativas no cotidiano das cidades. Funcionam como locais de aprendizado, reflexão e celebração, gerando espaços significativos que engajam o público e fortalecem o sentido de identidade comunitária.
A Assembleia Geral do Bureau International des Expositions (BIE) em Paris aprovou oficialmente o Dossiê de Registro para a Expo 2030 Riade, confirmando formalmente a Arábia Sauditacomo anfitriã da próxima Exposição Mundial. Com este marco, terá início a próxima fase de preparativos, incluindo o convite oficial aos países participantes por canais diplomáticos. Coincidindo com a aprovação, foi revelado o masterplan inicial para o local da Expo, projetado pelo LAVA, o Laboratory for Visionary Architecture. Agendado para ocorrer de 1º de outubro de 2030 a 31 de março de 2031, o evento será realizado em uma área em Riade, projetada para receber mais de 40 milhões de visitas e acolher mais de 195 nações participantes.
District 11 em Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Renderização externa. Imagem cortesia de HWKN
O escritório de arquitetura HWKN foi contratado pela Al Marwan Real Estate Development para projetar onze edifícios distintos para um novo bairro comercial no centro de Sharjah, a terceira cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos. O distrito, que contará com escritórios, espaços comerciais, cafés, creche, instalações de saúde, institutos especializados e uma mesquita, foi totalmente pesquisado, conceituado e planejado com o uso de Inteligência Artificial (IA).
A República do Togo apresenta seu primeiro pavilhão na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia 2025 com o projeto intitulado Considering Togo's Architectural Heritage. A curadoria do pavilhão inaugural é do Studio NEiDA, escritório de arquitetura e pesquisa cofundado pela arquiteta Jeanne Autran-Edorh e pela curadora Fabiola Büchele. Com sedes em Lomé e Berlim, o estúdio se dedica a processos de projeto equitativos, aplicando uma perspectiva afrocêntrica ao discurso arquitetônico contemporâneo. A exposição, sediada no Squero Castello em Veneza, investiga as narrativas arquitetônicas do Togo desde o início do século XX, com foco nos temas de conservação e transformação.
Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.
Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.
Nicolás Valencia conversa em Lima com os arquitetos peruanos Mariana Jochamowitz e Nicolás Rivera sobre a Revista A da Pontificia Universidad Católica del Perú e sua participação na Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2024 com a oficina "Clímax, Fanzine para uma comunidade em crisis".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142678/mariana-jochamowitz-e-nicolas-rivera-por-que-fazer-fanzines-de-arquiteturaArchDaily Team
No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.
Como o design de interiores contemporâneo cria experiências diferentes de acordo com seus materiais? Como a adaptabilidade e a reutilização de certos materiais permitem gerar atmosferas contrapostas e/ou complementares dentro de um mesmo espaço? Alinhada às texturas, proporções, cores ou propriedades de cada material, a arquitetura de interiores compreende atualmente a oportunidade de criar ambientes onde a materialidade desempenha mais do que um papel estético. Prestando atenção especial à experiência final de seus usuários e usuárias, o El Equipo Creativo se propõe a combinar projetos em que a paisagem, a natureza, a cultura e a arte se destacam em composições de interiores que acolhem amplos programas e públicos.
O diagrama esquemático para desenvolver uma seção de parede baseada em tectônica eco-resiliente.
É consenso que o surgimento de musgo ou vegetação na superfície de um edifício é sinal de negligência, deterioração ou falta de manutenção. E essa premissa não é totalmente infundada: pequenas fissuras em materiais tradicionais podem levar a infiltrações de água, pontes térmicas ou até mesmo patologias estruturais. Mas e se essa presença orgânica não fosse uma falha, mas sim o resultado de uma coevolução entre a arquitetura e o ambiente? Essa inversão de perspectiva foi magistralmente antecipada por Lina Bo Bardi na Casa Cirell, em São Paulo, onde musgos, orquídeas e vegetação espontânea faziam parte da intenção arquitetônica desde os primeiros esboços. O uso de revestimento de pedra bruta e superfícies expostas permitiu que a casa se integrasse ao terreno. Projetos mais recentes aprofundaram ainda mais essa relação entre a matéria construída e a vida vegetal, como os jardins verticais de Patrick Blanc e o Bosco Verticale de Stefano Boeri, que transformam fachadas em ecossistemas verticais, redefinindo o envelope arquitetônico como uma infraestrutura viva capaz de filtrar poluentes, absorver calor e promover a biodiversidade.
A HouseEurope!, uma organização sem fins lucrativos registrada e voltada para a promoção da transformação social e ecológica do ambiente construído da Europa, recebeu o OBEL Award de 2025. Apresentado anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation, o prêmio reconhece contribuições arquitetônicas com potencial de impulsionar mudanças significativas. Alinhado com o tema deste ano, "Ready Made", o júri do prêmio selecionou a HouseEurope! por seus esforços em conscientizar e fomentar o engajamento público em torno da necessidade de uma mudança nas práticas de construção e habitação em toda a Europa.
Lesley Lokko, arquiteta escocesa-ghanesa, curadora da 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza e a primeira mulher negra a receber a Royal Gold Medal do RIBA, lançou recentemente o Nomadic African Studio, um programa educacional voltado para jovens arquitetos/as. A iniciativa é organizada pelo African Futures Institute (AFI), fundado por Lokko, e se inspira em sua experiência ao estabelecer o Biennale College Architettura em 2023 — um programa voltado para estudantes de pós-graduação, recém-formados/as, acadêmicos/as em início de carreira e profissionais emergentes explorarem novas possibilidades na educação em arquitetura, que também terá continuidade na edição de 2025. O Nomadic African Studio consiste em uma série de estúdios itinerantes com duração de um mês, totalmente financiados, realizados em todo o continente africano, definindo suas localizações com base em "temas, e não em lugares". A primeira edição está programada para começar em julho de 2025, em Fez, no Marrocos.
O calor extremo é uma das consequências mais urgentes e de crescimento mais rápido das mudanças climáticas, especialmente nas cidades. As áreas urbanas são particularmente vulneráveis porque retêm o calor nos materiais de construção e nas vias urbanas, criando condições perigosas para a população. À medida que as temperaturas continuam a subir e as ondas de calor se prolongam, as cidades enfrentam o desafio de se manterem habitáveis diante dessa ameaça intensificada.
Localizada no sul da chamada "Land Down Under", Melbourne é uma cidade que resiste a definições simplistas. Enquanto refinadas fachadas vitorianas confrontam ruelas cobertas de grafite, jardins públicos meticulosamente cuidados coexistem com antigos galpões industriais transformados em cafés, estúdios e espaços culturais. É justamente nesse contraste entre o planejamento deliberado e a apropriação espontânea que reside a essência arquitetônica da metrópole.
Sua história começa com o povo aborígene Kulin, que por milênios habitou as margens do Rio Yarra, desenvolvendo complexos sistemas de gestão da terra, espiritualidade e organização social. Com a chegada dos colonizadores britânicos em 1835, iniciou-se o capítulo da cidade moderna — um processo marcado não apenas pelo crescimento e desenvolvimento urbano, mas também por violência, deslocamento forçado e apagamento cultural. Os efeitos desse legado ainda são sentidos hoje, mesmo diante dos esforços contemporâneos de reconhecimento e reconciliação.
O futuro da indústria da arquitetura reserva inúmeras possibilidades à medida que as pesquisas na área avançam. Entre as inovações está a capacidade de tornar estruturas acusticamente invisíveis, absorver a energia de terremotos ou captar eletricidade a partir dos sons ao redor. Atributos dessa natureza podem ajudar a redefinir a funcionalidade e a sustentabilidade das edificações. Profissionais de arquitetura e cientistas estão na vanguarda dessa criação. O que torna isso viável são metamateriais que podem oferecer métodos alternativos para projetar edifícios de qualidade.
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, que conta com um fundo de prêmios de 100.000 EUR.
Pavilhão ESPARTAL / ELE Arkitektura, GA Estudio, Florencia Galecio e Juan Gubbins. Imagem cortesia de TAC! Festival de Arquitectura Urbana
O Festival de Arquitetura Urbana TAC! é realizado anualmente na Espanha com o objetivo de aproximar a arquitetura contemporânea do público por meio de instalações em várias cidades, incluindo Granada, San Sebastián, Valência, Vigo e San Fernando. Organizado pelo Ministério da Habitação e Agenda Urbana em colaboração com a Fundación Arquia, o festival busca promover a experimentação na arquitetura por meio da construção de pavilhões temporários para eventos e encontros culturais. A edição de 2025 do festival acontecerá em dois locais: Casa Mediterráneo, em Alicante, e Plaza Stagno, em Las Palmas de Gran Canaria. Os pavilhões são selecionados anualmente por meio de uma chamada aberta voltada a jovens arquitetos/as de até 45 anos. As propostas vencedoras deste ano já foram anunciadas: o projeto ESPARTAL, de ELE Arkitektura, GA Estudio, Florencia Galecio e Juan Gubbins; e DE ROCA MADRE, de Alejandro Carrasco Hidalgo, Eduardo Cilleruelo Terán, Alberto Martínez García e Andrea Molina Cuadro.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Pense em uma cadeira projetada para uma sala de reuniões. Sua altura, a postura ereta que proporciona e sua linguagem material são escolhas deliberadas — sinalizam presença, foco e certo grau de formalidade em um espaço onde decisões importantes são tomadas. Ao substituir essa cadeira por um sofá baixo e macio, toda a dinâmica espacial se transforma: o foco se dispersa, a postura relaxa e as hierarquias se dissolvem. Cada cadeira, banqueta ou sofá é mais do que uma simples maneira de preencher o espaço. Trata-se de um dispositivo projetado para um tipo específico de interação, uma postura definida, um ritmo particular de uso. Quando esses propósitos são ignorados, até mesmo os interiores com a curadoria mais cuidadosa podem parecer fragmentados ou incoerentes. O mobiliário desempenha um papel invisível, mas fundamental, na modelagem do comportamento das pessoas, de como se sentem e do tipo de trabalho que ali se realiza.
Render do Complexo Esportivo Shah Alam. Imagem cortesia de Populous
Populous, em colaboração com o escritório malaio HIJJAS Architects + Planners, divulgou o projeto do novo Complexo Esportivo Shah Alam em Selangor, na Malásia. Como elemento central do plano diretor do Kompleks Sukan Shah Alam (KSSA), o estádio fica no coração de uma área de requalificação de 188 acres liderada pelo Populous, cujo objetivo é transformar o local em um importante destino público e cívico. Inaugurado originalmente há mais de 25 anos, o atual Estádio Shah Alam tem sido um marco importante na história esportiva do país. A nova proposta preserva a silhueta do estádio original, ao mesmo tempo que introduz melhorias técnicas e arquitetônicas contemporâneas para atender às demandas atuais e futuras. As obras de requalificação, que incluem a demolição da antiga estrutura, estão planejadas para ocorrer ao longo de 48 meses, com previsão de conclusão para 2029.
Inside Out, Downside Up Pavilion / Slaatto Morsbøl. Imagem cortesia de Copenhagen Architecture Forum Copenhagen Architecture Forum (CAFx)
A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague acontecerá de 18 de setembro a 19 de outubro de 2025. Organizado pelo CAFx (Copenhagen Architecture Forum), o evento marca a transição do antigo e anual Copenhagen Architecture Festival para uma plataforma mais ampla de exploração arquitetônica. O tema da edição inaugural, "Slow Down" (Desacelerar), convida os/as participantes a refletirem sobre como o ritmo acelerado da vida moderna afeta o ambiente construído. De acordo com a organização, essa mudança temática incentiva a projeção de espaços que promovem a sustentabilidade, a longevidade e um envolvimento consciente com o nosso entorno. Alinhada a essa visão, a organização lançou no início do ano uma convocatória aberta para propostas de pavilhões que incorporassem princípios de design circular e, ao mesmo tempo, servissem como polos de programação pública durante o evento. Duas propostas vencedoras — estruturas modulares projetadas por Slaatto Morsbøl e Tom Svilans x THISS Studio — foram selecionadas, trazendo, cada uma, uma abordagem distinta para a desaceleração arquitetônica.