A trajetória diversificada de Hana Abdel conecta arquitetura de interiores, arte e um profundo apreço pelo patrimônio cultural, moldando sua abordagem singular na curadoria de conteúdo de arquitetura no ArchDaily. De origem libanesa e atualmente baseada no Canadá, Hana passou mais de uma década explorando a arquitetura de interiores em paralelo com práticas artísticas como escultura, cerâmica e desenho. Embora não atue mais diretamente na arquitetura de interiores, essas experiências continuam a enriquecer sua compreensão das narrativas espaciais e da relação entre materialidade e lugar.
Como gestora da equipe de curadoria de projetos, Hana concentra-se em identificar uma arquitetura que conte histórias instigantes para além da estética. Sua visão editorial prioriza projetos que dialogam de forma reflexiva com o contexto cultural, técnicas tradicionais e vozes emergentes, garantindo uma representação diversa e inclusiva. Ela se empenha em dar visibilidade a comunidades sub-representadas e a práticas inovadoras que expandem os limites da arquitetura.
Em um momento de profundas mudanças sociais, espaciais e culturais, a 12ª edição do Arquiteturas Film Festival convida a refletir sobre como as fronteiras — físicas e simbólicas — moldam o ambiente construído, influenciam o cotidiano e as dinâmicas coletivas. Que papel têm a arquitetura e o pensamento urbano para entender esse mundo em transformação?
Desde que passou a ser organizado pelo centro cultural INSTITUTO em 2021, o festival se firmou como uma plataforma crítica que une cinema, arquitetura e práticas espaciais para discutir temas urgentes. Nos últimos anos, abordou migração, crise ecológica, descolonização e novos modos de habitar. Em 2025, o foco é a 'fronteira' em suas múltiplas dimensões.
https://www.archdaily.com.br/pt/1031145/12a-edicao-do-arquiteturas-film-festival-propoe-reflexao-sobre-fronteiras-fisicas-e-simbolicasArchDaily Team
Pelo terceiro ano consecutivo, Melbourne foi eleita uma das cinco cidades mais habitáveis do mundo. A cidade é amplamente considerada o principal polo arquitetônico da Austrália por sua cultura urbana única e pela diversidade de suas expressões de design, repletas de camadas e de uma mistura ousada de estilos. Dos edifícios da era vitoriana minuciosamente restaurados, com sua ornamentação e detalhamento complexos, aos marcos contemporâneos vizinhos, a cidade parece alcançar um equilíbrio harmonioso entre todas as tipologias e movimentos de design, mantendo-se acolhedora e atraente para seus cidadãos.
A 11ª edição do Concéntrico, o Festival Internacional de Arquitetura e Design, acontece atualmente em Logroño, Espanha, de 19 a 24 de junho de 2025. A edição deste ano amplia o escopo do festival com um programa multifacetado que inclui não apenas instalações temporárias, mas também projetos permanentes, exposições, iniciativas educacionais e eventos itinerantes. Por meio de 24 intervenções urbanas, o Concéntrico 2025 explora temas como o reuso de materiais e o design circular, a alimentação como prática coletiva, a recuperação de espaços relacionados à água, a ativação de vazios urbanos e conexões interespécies no contexto urbano, ao mesmo tempo em que enfatiza a necessidade de imaginar novas formas de habitar a cidade, colocando o cuidado, a sustentabilidade, a empatia e a escuta ativa no centro da arquitetura pública.
Zaha Hadid Architects (ZHA) revelou imagens do plano diretor para a Khalid Bin Sultan City em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Localizado ao lado de sua Sede da BEEAH, o empreendimento se inspira no design desse edifício, incorporando formas arquitetônicas fluidas que remetem a dunas de areia moldadas pelo vento no deserto. Planejada como um distrito de design e negócios, a nova área urbana será composta por sete bairros residenciais conectados por caminhos sombreados e tendo como eixo um oásis central de dois quilômetros de extensão.
O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou o documentário e a exposição "With an Acre", terceiro e último capítulo da série Groundwork, que explora como profissionais da arquitetura contemporânea cultivam modos alternativos de prática para enfrentar a crise ecológica. O documentário acompanha o trabalho da arquiteta Carla Juaçaba em Minas Gerais, Brasil, onde ela desenvolve pavilhões em um cafezal onde coletivos resistem à agricultura industrial extrativista. A narrativa examina o papel de arquitetos/as em contextos extrativistas que enfrentam desafios de regeneração da terra e instabilidade climática, bem como as ferramentas que agricultores/as familiares podem utilizar para lidar com as consequências ambientais e sociais da colonização, urbanização e industrialização.
A vida coletiva continua a ser um tema central no discurso habitacional contemporâneo, estendendo-se para além das questões de densidade ou tipologia para abranger preocupações mais amplas sobre o uso do solo, a coesão social e a identidade espacial. Esta seleção de projetos conceituais não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, explora o potencial dos ambientes de vida compartilhada, não apenas como soluções habitacionais funcionais, mas como estruturas para interação, integração ambiental e continuidade cultural. Seja em contextos urbanos ou remotos, as propostas refletem um interesse crescente em repensar como o espaço doméstico pode apoiar tanto a privacidade individual quanto a vida comunitária.
O espaço público há muito tempo ocupa o centro do pensamento arquitetônico, sendo frequentemente estruturado sob a ótica do planejamento, da infraestrutura e da regulamentação. De Paris de Haussmann aos masterplans contemporâneos, arquitetos e arquitetas têm trabalhado para definir e formalizar a vida coletiva por meio de ferramentas espaciais. No entanto, fora dessas estruturas, artistas têm oferecido continuamente formas alternativas de compreender e habitar o espaço público — abordagens que não dependem da construção ou da permanência, mas sim da presença, da percepção e da participação. Por meio de ações, objetos ou atmosferas, artistas abordam a cidade como um território de fricção e imaginação. Esses gestos desafiam as convenções arquitetônicas e convidam a reconsiderar o espaço público não como uma forma resolvida, mas como um processo contingente e aberto.
O SketchUp 2025 introduz novas ferramentas e aprimoramentos voltados para melhorar a forma como arquitetos/as e designers visualizam, colaboram e comunicam seus trabalhos.
Esta versão traz materiais mais realistas e ambientes imersivos, facilitando a criação de representações visuais impactantes de modelos arquitetônicos. Essas atualizações de visualização estão disponíveis no SketchUp para Desktop, Web e iPad, bem como no LayOut e no 3D Warehouse, proporcionando uma experiência consistente entre as plataformas.
A organização Friends of + POOL anunciou os próximos passos para a viabilização da primeira piscina flutuante com filtragem de água de Nova York, que será instalada no Pier 35, ao norte das pontes de Manhattan e do Brooklyn. O projeto busca oferecer acesso público e seguro para banhos nos rios da cidade, integrando um sistema de filtragem projetado sob medida a uma estrutura de piscina flutuante. A instalação no Pier 35 está prevista para maio de 2026, momento em que a piscina entrará em sua fase final de avaliação. O acesso do público dependerá da conclusão bem-sucedida dos testes de filtragem em grande escala e da finalização completa da estrutura para garantir uma utilização segura.
Todos os anos, a Naomi Milgrom Foundation comissiona um/a arquiteto/a para projetar um pavilhão temporário no Queen Victoria Gardens, no centro do Southbank Arts Precinct de Melbourne. Posteriormente, as estruturas são transferidas para o estado de Victoria. A décima edição do MPavilion foi projetada pelo laureado com o Prêmio Pritzker Tadao Ando, sendo sua primeira e única obra construída na Austrália e no hemisfério sul. O pavilhão foi inaugurado em 16 de novembro de 2023 e sua permanência foi prorrogada até março de 2025, acolhendo uma ampla programação de eventos culturais ao longo de duas temporadas de verão. Diante do risco de demolição, devido ao caráter temporário da iniciativa, a campanha comunitária "Preserve the Pavilion" foi lançada com o objetivo de salvar a edificação. Recentemente, a Naomi Milgrom Foundation anunciou que o pavilhão permanecerá no Queen Victoria Gardens até 2030, após uma decisão da Prefeitura de Melbourne.
O Pavilhão do Canadá na Expo 2025 Osaka apresenta exposições e instalações interativas que mostram a inovação, a cultura e a diversidade do país. Projetado sob a direção criativa de Robert Lepage, o pavilhão oferece uma experiência imersiva que visa apresentar os valores e o potencial do Canadá a um público global. Além disso, busca destacar a inovação, os recursos, os investimentos e a educação canadenses para toda a região do Indo-Pacífico. Centrado na regeneração, o projeto está alinhado com o tema geral da Expo: "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas".
O Juneteenth, celebrado anualmente em 19 de junho, comemora a emancipação dos afro-americanos escravizados nos Estados Unidos, marcando um momento de libertação e reflexão sobre uma história complexa e frequentemente negligenciada. Originalmente celebrado no Texas, o Juneteenth passou a simbolizar temas mais amplos de liberdade, resiliência e identidade cultural, promovendo debates sobre justiça e representatividade. Este dia também se apresenta como uma oportunidade para destacar as formas pelas quais a arquitetura pode servir como um meio de preservar e apresentar a história e os valores culturais afro-americanos.
Para além de suas qualidades funcionais e estéticas, a arquitetura pode refletir e reunir narrativas, valores e histórias ocultas, conferindo uma presença tangível e visual a comunidades que costumam ser sub-representadas nas paisagens urbanas. Edifícios dedicados à história e cultura afro-americanas tornam-se marcos físicos que ancoram essas narrativas no cotidiano das cidades. Funcionam como locais de aprendizado, reflexão e celebração, gerando espaços significativos que engajam o público e fortalecem o sentido de identidade comunitária.
A Assembleia Geral do Bureau International des Expositions (BIE) em Paris aprovou oficialmente o Dossiê de Registro para a Expo 2030 Riade, confirmando formalmente a Arábia Sauditacomo anfitriã da próxima Exposição Mundial. Com este marco, terá início a próxima fase de preparativos, incluindo o convite oficial aos países participantes por canais diplomáticos. Coincidindo com a aprovação, foi revelado o masterplan inicial para o local da Expo, projetado pelo LAVA, o Laboratory for Visionary Architecture. Agendado para ocorrer de 1º de outubro de 2030 a 31 de março de 2031, o evento será realizado em uma área em Riade, projetada para receber mais de 40 milhões de visitas e acolher mais de 195 nações participantes.
District 11 em Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Renderização externa. Imagem cortesia de HWKN
O escritório de arquitetura HWKN foi contratado pela Al Marwan Real Estate Development para projetar onze edifícios distintos para um novo bairro comercial no centro de Sharjah, a terceira cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos. O distrito, que contará com escritórios, espaços comerciais, cafés, creche, instalações de saúde, institutos especializados e uma mesquita, foi totalmente pesquisado, conceituado e planejado com o uso de Inteligência Artificial (IA).
A República do Togo apresenta seu primeiro pavilhão na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia 2025 com o projeto intitulado Considering Togo's Architectural Heritage. A curadoria do pavilhão inaugural é do Studio NEiDA, escritório de arquitetura e pesquisa cofundado pela arquiteta Jeanne Autran-Edorh e pela curadora Fabiola Büchele. Com sedes em Lomé e Berlim, o estúdio se dedica a processos de projeto equitativos, aplicando uma perspectiva afrocêntrica ao discurso arquitetônico contemporâneo. A exposição, sediada no Squero Castello em Veneza, investiga as narrativas arquitetônicas do Togo desde o início do século XX, com foco nos temas de conservação e transformação.
Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.
Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.
Nicolás Valencia conversa em Lima com os arquitetos peruanos Mariana Jochamowitz e Nicolás Rivera sobre a Revista A da Pontificia Universidad Católica del Perú e sua participação na Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2024 com a oficina "Clímax, Fanzine para uma comunidade em crisis".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142678/mariana-jochamowitz-e-nicolas-rivera-por-que-fazer-fanzines-de-arquiteturaArchDaily Team
No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.
Como o design de interiores contemporâneo cria experiências diferentes de acordo com seus materiais? Como a adaptabilidade e a reutilização de certos materiais permitem gerar atmosferas contrapostas e/ou complementares dentro de um mesmo espaço? Alinhada às texturas, proporções, cores ou propriedades de cada material, a arquitetura de interiores compreende atualmente a oportunidade de criar ambientes onde a materialidade desempenha mais do que um papel estético. Prestando atenção especial à experiência final de seus usuários e usuárias, o El Equipo Creativo se propõe a combinar projetos em que a paisagem, a natureza, a cultura e a arte se destacam em composições de interiores que acolhem amplos programas e públicos.
O diagrama esquemático para desenvolver uma seção de parede baseada em tectônica eco-resiliente.
É consenso que o surgimento de musgo ou vegetação na superfície de um edifício é sinal de negligência, deterioração ou falta de manutenção. E essa premissa não é totalmente infundada: pequenas fissuras em materiais tradicionais podem levar a infiltrações de água, pontes térmicas ou até mesmo patologias estruturais. Mas e se essa presença orgânica não fosse uma falha, mas sim o resultado de uma coevolução entre a arquitetura e o ambiente? Essa inversão de perspectiva foi magistralmente antecipada por Lina Bo Bardi na Casa Cirell, em São Paulo, onde musgos, orquídeas e vegetação espontânea faziam parte da intenção arquitetônica desde os primeiros esboços. O uso de revestimento de pedra bruta e superfícies expostas permitiu que a casa se integrasse ao terreno. Projetos mais recentes aprofundaram ainda mais essa relação entre a matéria construída e a vida vegetal, como os jardins verticais de Patrick Blanc e o Bosco Verticale de Stefano Boeri, que transformam fachadas em ecossistemas verticais, redefinindo o envelope arquitetônico como uma infraestrutura viva capaz de filtrar poluentes, absorver calor e promover a biodiversidade.
A HouseEurope!, uma organização sem fins lucrativos registrada e voltada para a promoção da transformação social e ecológica do ambiente construído da Europa, recebeu o OBEL Award de 2025. Apresentado anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation, o prêmio reconhece contribuições arquitetônicas com potencial de impulsionar mudanças significativas. Alinhado com o tema deste ano, "Ready Made", o júri do prêmio selecionou a HouseEurope! por seus esforços em conscientizar e fomentar o engajamento público em torno da necessidade de uma mudança nas práticas de construção e habitação em toda a Europa.