Dois estudantes sentam-se a uma carteira de distância. Um/a se destaca em ciências; o/a outro/a tem dificuldades. Um/a recebe elogios, o/a outro/a, críticas. Um/a ganha confiança, o/a outro/a a perde aos poucos. É fácil presumir que a diferença se deve ao esforço, à criação ou à habilidade natural. Mas e se o verdadeiro fator decisivo fosse a própria sala de aula? Imagine que o/a estudante que ficou para trás sentasse, todos os dias, em uma carteira ofuscada pelo brilho excessivo de janelas mal posicionadas. Com assentos fixos na sala, não era possível mudar de lugar. Com o tempo, essa distração pequena, mas constante, transformou-se em desinteresse, e o desinteresse minou sua confiança. Uma reação em cadeia desencadeada não pelo esforço, mas pelo design.
O escritório Snøhetta revelou os planos para Jesselton Docklands, um plano diretor para uma orla tropical em Kota Kinabalu, na Malásia, localizada na ilha de Bornéu. O projeto de desenvolvimento urbano reimagina o antigo porto da cidade como um polo cívico e cultural, fortalecendo sua conexão com a orla e posicionando-a como uma nova porta de entrada para Sabah e para a região do Sudeste Asiático. Situado próximo ao Aeroporto Internacional de Kota Kinabalu, o complexo inclui um novo terminal de balsas e cruzeiros, integrando a infraestrutura ao contexto ecológico e cultural da ilha para consolidar a cidade como um importante ponto de conexão regional.
Plano diretor Nature Rocks para Jialeshui, Taiwan. Render. Imagem cortesia de MVRDV
MVRDV revelou o projeto de infraestrutura e instalações turísticas semelhantes a rochas para a área costeira taiwanesa de Jialeshui, um destino cênico no extremo sul de Taiwan. O governo do condado de Pingtung selecionou recentemente a proposta de projeto apresentada pelo MVRDV em colaboração com a HWC Architects para a transformação de uma área conhecida por suas formações rochosas esculpidas pelo vento e pela água, incluindo uma série de estruturas inspiradas nessas formas naturais. O projeto, um masterplan intitulado Nature Rocks, introduz uma rede de novos caminhos e espaços públicos, além de acrescentar edifícios de pequena escala, incluindo um centro de visitantes principal e três mirantes, dentro da área construída existente.
Na arquitetura contemporânea, o projeto de hotéis já não é definido unicamente pelo luxo e pela hospedagem. Em vez disso, está se tornando uma plataforma para explorar questões de identidade, ecologia e significado cultural. Mais do que oferecer quartos e comodidades, os hotéis de hoje buscam criar experiências imersivas que conectam viajantes a tradições, paisagens e comunidades locais. Nesta seleção com curadoria de projetos de hotelaria não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, propostas especulativas e vencedoras de concursos oferecem um vislumbre do futuro do setor, no qual a sustentabilidade e a narrativa são tão fundamentais quanto o conforto e o estilo.
O setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO) vem atravessando, nas últimas décadas, um processo de transformação digital sem precedentes. Desde os tempos em que os projetos eram representados exclusivamente em papel, uma realidade que perdurou até o início dos anos 1980, a área já passou por marcos importantes com a adoção do CAD (Desenho Assistido por Computador) e, mais recentemente, do BIM (Modelagem da Informação da Construção). Agora, uma nova transição se impõe, e promete ser ainda mais profunda. A Inteligência Artificial (IA), que até pouco tempo parecia restrita a laboratórios ou conceitos futuristas, começa a ocupar um lugar prático e estratégico na forma como projetamos, construímos e gerenciamos nossos edifícios e cidades.
A arquitetura de escolas de educação infantil há muito se destaca como um campo onde o design e a imaginação convergem. Ao contrário da maioria das tipologias de edifícios, esses espaços são concebidos não apenas para abrigar e funcionar, mas para moldar as primeiras experiências de curiosidade, brincadeira e interação social. Ao longo da história, o design de escolas infantis evoluiu junto com as mudanças pedagógicas, passando de primórdios modestos e utilitários para ambientes altamente intencionais que estimulam tanto o aprendizado quanto o encantamento. Nesse contexto, a arquitetura torna-se mais do que um pano de fundo — ela se transforma em um/a educador/a silencioso/a, capaz de nutrir o desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.
A Itália está se preparando para sediar seus terceiros Jogos Olímpicos de Inverno, com Milão e Cortina d'Ampezzo se preparando para receber o Milano Cortina 2026, setenta anos após Cortina ter sediado a edição de 1956 e duas décadas depois de Turim 2006. Os Jogos ocorrerão de 6 a 22 de fevereiro de 2026, marcando a primeira vez que as Olimpíadas de Inverno serão organizadas em duas cidades, duas regiões (Lombardia e Vêneto) e duas províncias autônomas (Trento e Bolzano). Abrangendo um território de 22.000 quilômetros quadrados, o Milano Cortina 2026 se tornará a edição mais geograficamente extensa dos Jogos de Inverno até hoje, com mais de 90% das instalações já existentes ou projetadas como estruturas temporárias.
Museu Nacional do Uzbequistão, Render por Tadao Ando Architect & Associates. Imagem cortesia de The Uzbekistan Art and Culture Development Foundation
A Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão (ACDF) anunciou o início das obras do Museu Nacional do Uzbequistão, projetado pelo arquiteto japonês Tadao Ando. Como o primeiro grande projeto de Ando na Ásia Central, o museu foi concebido como um marco arquitetônico e cultural em Tashkent. Com abertura prevista para março de 2028, o edifício reflete a linguagem arquitetônica minimalista de Ando, integrando referências ao patrimônio do Uzbequistão com seu uso característico da geometria, da luz natural e da clareza espacial.
As crianças vivenciam o espaço de forma diferente das pessoas adultas. Para elas, o mundo ainda não está racionalizado em termos de função e circulação, sendo experimentado por meio da emoção e da curiosidade. Enquanto as pessoas adultas tendem a percorrer os ambientes pelo hábito, as crianças os habitam pela imediatez. Um feixe de sol torna-se um acontecimento. A curva de um corredor convida ao explorar. O som dos passos sobre a madeira ou a suavidade de um tecido sob a ponta dos dedos não são mero plano de fundo, mas sim informação. Aquilo que as pessoas adultas costumam descartar como momentos periféricos medeia silenciosamente seu senso de segurança, autonomia, pertencimento e possibilidade. A arquitetura é a oportunidade para a pedagogia se materializar.
A trajetória de Susanna Moreira na arquitetura foi moldada precocemente por seu envolvimento com a teoria e a pesquisa arquitetônica durante a graduação. Nascida em Salvador, ela também viveu e estudou em Milão e São Paulo — experiências que enriqueceram sua compreensão das dinâmicas interseções entre arte, arquitetura e ambientes urbanos. Esses interesses interdisciplinares continuam a fundamentar sua abordagem curatorial e seu trabalho editorial.
Como Curadora de Projetos do ArchDaily para países de língua portuguesa, Susanna busca projetos que ofereçam contribuições significativas para o debate arquitetônico. Ela valoriza a originalidade, a qualidade e a relevância, questionando constantemente quais lições uma obra pode oferecer em termos de materiais inovadores, técnicas construtivas ou abordagens conceituais. Em uma era de sobrecarga de informações, ela acredita que uma curadoria criteriosa é essencial para construir confiança, aprimorar o aprendizado e destacar trabalhos que realmente se sobressaem.
O modelo Design-Build é um método de entrega de projetos cada vez mais atraente, oferecendo benefícios como maior controle, redução de riscos, eficiência de custos e prazos de conclusão mais rápidos. No cerne dessa abordagem estão o trabalho em equipe e a colaboração, contrastando fortemente com o método tradicional, que separa a etapa de projeto da licitação com preço fechado por parte das construtoras. O Design-Build motiva naturalmente todos os envolvidos a buscar formas de aumentar a produtividade e a qualidade, garantindo equidade e transparência nos custos.
Com curadoria do escritório Cotter & Naessens Architects, o pavilhão da Irlanda na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia em 2025 apresenta Assembly, que explora o papel da arquitetura na criação de espaços para encontros, discussões e trocas democráticas. Comissionado pela Culture Ireland em parceria com o Arts Council of Ireland, o pavilhão é inaugurado oficialmente por Yvonne Farrell, do Grafton Architects, ao lado de Sharon Barry, diretora da Culture Ireland, e Fionnuala Sweeney, chefe de arquitetura do Arts Council.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142844/trabalho-em-pequim-heli-architects-arquiteto-a-de-conceito-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-detalhamento-de-interiores-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
Todos os materiais têm uma origem, inseridos em uma cadeia de extração, fornecimento, produção e descarte que, a depender de sua escala, deixa marcas mais ou menos profundas no meio ambiente. Na arquitetura, costumamos abordar essa trajetória sob a ótica da circularidade dos materiais, considerando como eles podem reingressar nos ciclos de produção em vez de se tornarem resíduos. No entanto, ampliar nosso olhar para lugares inesperados revela sistemas paralelos nos quais os subprodutos de uma indústria se transformam em recursos para outra. Essa abordagem encontrou terreno fértil no reaproveitamento de resíduos orgânicos transformados em biomateriais, sendo um dos exemplos mais recentes o trabalho do coletivo Fahrenheit Works. Com a instalação "From the Tagus to the Tile" (Do Tejo ao Azulejo), o grupo reaproveita conchas de ostras inicialmente descartadas pela indústria alimentícia para criar uma releitura dos icônicos azulejos de Lisboa.
Organizada pela Fundação de Istambul para a Cultura e as Artes (İKSV), a 18ª Bienal de Istambul será realizada em três etapas entre 2025 e 2027, mantendo-se como a maior exposição internacional da Turquia dedicada à arte contemporânea. Com curadoria de Christine Tohmé sob o título The Three-Legged Cat, a primeira etapa acontecerá de 20 de setembro a 23 de novembro de 2025. Dando continuidade à abordagem da Bienal de dialogar diretamente com Istambul por meio de um modelo disperso, em vez de uma sede fixa, esta edição utilizará oito locais situados a uma curta distância a pé ao longo do eixo Beyoğlu–Karaköy. Durante esse período, obras de 47 artistas de mais de 30 países serão apresentadas ao público, acompanhadas por uma programação de performances, exibições e eventos ao vivo durante a semana de abertura.
Entre 19 e 20 de agosto de 2025, milhares de espectadores assistiram a um dos maiores edifícios de madeira da Suécia ser suspenso sobre vigas e transportado sobre rodas pela cidade. A Igreja de Kiruna, construída entre 1909 and 1912, foi projetada para remeter à forma de uma cabana Sámi no extremo norte do país, dentro do Círculo Polar Ártico. A edificação foi projetada pelo arquiteto Gustaf Wickman, que atuava como arquiteto da igreja na época, e combina elementos do estilo neogótico com um altar em Art Nouveau. O edifício, uma das principais atrações turísticas da cidade, foi transferido para um novo local, entre o cemitério e o novo centro urbano, a fim de evitar danos causados pela expansão da mina local.
Fundado em Xangai em 2016, a atuação do Atelier Tao&C abrange projetos de diversas escalas e tipologias, desde uma luminária de suspensão até um quarteirão inteiro, de interiores de microapartamentos urbanos à reforma de antigas casas rurais, de pequenas lojas de rua a residências compartilhadas para jovens. Alinhados à nossa prática projetual, também nos dedicamos a pesquisas voltadas para a reabilitação de edifícios existentes e a organização espacial de habitações.
Nossos projetos não se limitam por tipologia ou escala. Em cada processo de design, dedicamos atenção especial à escala, à tectônica, às relações de proximidade e intimidade, e à harmonia entre o passado e o imediato. Por meio da investigação e compreensão das tipologias, buscamos revelar o potencial latente de cada local.
Nossa abordagem metodológica consiste em recuar para o interior, permitindo que o espaço se desenvolva de dentro para fora e rompa seus limites, estabelecendo conexões no interstício frequentemente negligenciado entre a arquitetura e os espaços internos. Buscamos criar uma percepção de escala global, sutil e equilibrada entre o exterior e o interior por meio de formas elementares, proporções claras e variações inesperadas de corte. Ao resgatar materiais locais diretos e cotidianos, bem como técnicas vernáculas de construção, traduzimo-los em uma expressão profunda de artesanato e detalhamento, permitindo que a vida cotidiana se desdobre com toda a sua complexidade a partir da simplicidade.
As obras do escritório foram publicadas em livros de editoras renomadas como Gestalten e Phaidon, além de amplamente divulgadas em importantes mídias de arquitetura e design nacionais e internacionais, tais como The Architectural Review, Domus, The Plan, AIT, Azure, Wallpaper*, ArchDaily, Dezeen, Yellowtrace e Divisare.
À medida que o entusiasmo em torno da inteligência artificial continua a reformular a nossa visão de mundo, o ano de 2025 se aproxima como mais um marco na trajetória do avanço tecnológico. Enquanto parte da sociedade se preocupa com o domínio da tecnologia no cotidiano, profissionais de arquitetura direcionam sua atenção para as fundações de um futuro digital: os data centers. O projeto de data centers desafia profissionais de design a conciliar as demandas de funcionalidade tecnológica com os princípios da excelência arquitetônica. À medida que se aprofunda a dependência em relação à computação em nuvem, aos ecossistemas de IoT e à análise de big data, a arquitetura dos data centers exige maior atenção. Conforme o consumo de dados dispara, as taxas de consumo dessas instalações acompanham essa demanda de forma proporcional. Antes relegadas a zonas industriais genéricas, essas estruturas agora se tornam componentes essenciais dos ambientes urbanos e suburbanos. Embora parte da comunidade local se mostre preocupada com o avanço dos data centers em suas regiões, outros grupos os enxergam como vetores de desenvolvimento econômico.
“Glen and Anna Harder House, Mountain Lake, Minnesota,” 1970. Transparência colorida, 4 x 5 pol. Copyright J. Paul Getty Trust, Getty Research Institute, Los Angeles (2004.R.10). Foto: Julius Shulman. Doação de 2025 ao Art Institute of Chicago para a exposição “Bruce Goff: Material Worlds”. Imagem cortesia de Graham Foundation
A Graham Foundation for Advanced Studies in the Fine Arts anunciou US$ 573.300 em subsídios para 39 organizações em todo o mundo. Selecionados entre mais de 200 propostas, os prêmios de 2025 apoiam uma ampla gama de iniciativas, incluindo exposições, instalações, publicações, podcasts, periódicos editados por estudantes, eventosinternacionais de arquitetura e programas públicos que contribuem para o avanço do debate arquitetônico e da experimentação no design. Ao longo de quase sete décadas, a Graham Foundation destinou mais de US$ 45 milhões em apoio direto a mais de 5.200 projetos. Ao incluir os novos premiados de 2025, a Fundação busca continuar fortalecendo sua rede internacional de profissionais e organizações que promovem ideias arquitetônicas e o engajamento público em escala global.
Strada Brutalissima. Pavilhão da República da Macedônia do Norte na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, 2025. Imagem cortesia de Blagoja Bajkovski
O Pavilhão da República da Macedônia do Norte na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza é dedicado à arquitetura brutalista de sua capital, Skopje. Esse movimento arquitetônico conferiu à cidade uma identidade marcante após o terremoto que a atingiu em 1963. Segundo o curador do pavilhão, o arquiteto Blagoja Bajkovski, no período posterior ao desastre, Skopje adotou o brutalismo a partir de diversas fontes. Uma das mais importantes foi o plano de reconstrução de Kenzo Tange, desenvolvido após um concurso internacional organizado pelas Nações Unidas em 1965. A exposição, intitulada Strada Brutalissima, retrata essa identidade, os eventos que a moldaram e as edificações que continuam a representá-la por meio de uma série de maquetes de arquitetura. Inspirado na Strada Novissima da Bienal de Arquitetura de Veneza de 1980, o projeto reinterpreta o conceito de uma "rua" expográfica, desta vez centrada no patrimônio brutalista de Skopje.
No design contemporâneo de escolas de educação infantil no Japão e na China, arquitetos e arquitetas estão transformando os espaços internos, deixando de lado o conceito de mero recipiente para criar um ambiente multissensorial ativo. Essa transição parece acompanhar estudos em psicologia do desenvolvimento que sugerem que a experiência espacial da criança começa com um engajamento sensório-motor, por meio do toque e da manipulação. Dessa forma, esses projetos dão grande ênfase ao uso de materiais e à abordagem do aprender brincando. Arquitetos e arquitetas parecem estar indo além das salas de aula tradicionais, criando ambientes táteis, estimulantes e enraizados em seus contextos específicos. Os próprios edifícios se tornam ferramentas pedagógicas, incentivando as crianças a aprender e explorar por meio do engajamento físico direto.
Historicamente, a arquitetura produziu muitos edifícios icônicos moldados por visões singulares — muitas vezes projetados de forma unilateral para usuários/as, comunidades e cidades. Se por um lado essa abordagem de cima para baixo (top-down) viabilizou uma forte coerência formal e clareza conceitual, por outro, ela priorizou a autoria em detrimento do engajamento. O resultado: projetos que podem ser celebrados como visionários, mas que frequentemente parecem desconectados das realidades cotidianas de quem os habita.
Projetar para o outro é inerentemente complexo. Na condição de arquitetos/as, frequentemente recebemos a tarefa de criar ambientes para comunidades com as quais podemos não ter nenhuma familiaridade pessoal ou cultural. Esse distanciamento, contudo, pode oferecer uma objetividade valiosa. Ele nos permite abordar perspectivas diversas com um novo olhar, analisando criticamente as necessidades e limitações de múltiplas partes interessadas. Por meio desse processo, a disciplina da arquitetura avançou — expandindo fronteiras no pensamento espacial, na inovação de materiais e na experimentação estrutural.
Seja para concursos de projeto ou prêmios de arquitetura, os edifícios são frequentemente julgados pelo que oferecem — as funções programadas, a forma ou o deleite visual. Em uma minoria de casos, é a ausência ou a redução da intervenção que torna um projeto bem-sucedido. Em 1971, um renomado concurso de arquitetura em Paris foi vencido por uma proposta que utilizava apenas metade do terreno disponível, destinando o restante como espaço urbano para a cidade. Em Londres, uma proposta de conversão de uma usina de energia desativada com adições mínimas, deixando grandes espaços intocados, venceu um concurso de projeto em 1994. O Stirling Prize, o prêmio de arquitetura mais prestigiado do Reino Unido, foi vencido em 2017 por uma proposta que consistia em pouco mais do que uma plataforma vazia. Esses exemplos de edifícios culturais no noroeste da Europa ilustram como a ausência de intervenção pode oferecer mais.