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The Bass Museum of Art contrata Johnston Marklee para a expansão de seu campus em Collins Park, Miami Beach

O Bass Museum of Art nomeou o escritório de arquitetura Johnston Marklee, sediado em Los Angeles, para liderar a expansão de seu campus no Collins Park, em Miami Beach, avançando com uma visão de longo prazo que integra arquitetura, paisagismo e arte contemporânea. Fundado em 1964 após a doação da coleção de John e Johanna Bass, o museu está instalado em um edifício Art Déco da década de 1930, originalmente projetado por Russell Pancoast para abrigar a Biblioteca Pública e Centro de Arte de Miami Beach. Ao longo do tempo, a instituição evoluiu por meio de intervenções arquitetônicas, com destaque para a estrutura de campus proposta por Arata Isozaki, que estabelece um diálogo entre o tecido histórico e as adições contemporâneas.

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MVRDV, Diamond Schmitt e Two Row Architect revelam o projeto para o Edifício Temerty na Universidade de Toronto

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A Universidade de Toronto revelou o projeto do Temerty Building, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde, localizada no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelos escritórios MVRDV e Diamond Schmitt Architects em colaboração com o Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus de Scarborough da Universidade de Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Temerty Medicine, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Medical Sciences Building da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços compartilhados. As obras no local devem começar no segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios previstos para julho.

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A alquimia da massa: Peter Zumthor e a percepção de leveza

A arquitetura começa como um encontro com a gravidade. Trata-se do antigo ato de assentar o peso sobre a terra, de persuadir a matéria a se erguer, sustentar e abrigar. Sob essa condição fundamental de peso, no entanto, reside uma possibilidade mais silenciosa: a de que a própria densidade pode gerar uma sensação de leveza — uma condição perceptual na qual o corpo, plenamente convencido da gravidade da matéria, passa a vivenciar o espaço como suspensão.

Grande parte da arquitetura contemporânea tem buscado a leveza por meio da redução: estruturas mais esbeltas, superfícies mais lisas e transições cada vez mais fluidas entre interior e exterior. Aqui, a leveza é equiparada ao desaparecimento, como se a gravidade pudesse ser superada ao se retirar a presença material. Contudo, existe outro registro no qual a leveza não resulta da ausência, mas sim da intensificação. Ela emerge quando a presença material se torna tão precisa, tão plenamente afirmada, que passa a alterar a própria percepção — quando a massa permanece pesada, mas deixa de se comportar de forma meramente inerte.

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Ideologia do Desempenho: Sustentabilidade e os Limites da Eficiência

Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nosso campo de atuação.

O projeto moderno de sustentabilidade baseia-se na promessa de que tecnologias em evolução podem conciliar o crescimento urbano e econômico com a responsabilidade ecológica. Segundo as métricas desenvolvidas pelas profissões do ambiente construído e as políticas adotadas por governos, o progresso é tangível e acelerado: edifícios consomem menos energia por metro quadrado do que uma geração atrás, veículos emitem menos poluentes por quilômetro e a infraestrutura urbana é mais integrada e mensuravelmente mais limpa em muitas cidades. No entanto, o consumo total de recursos continua a aumentar. A sustentabilidade, como é praticada hoje no âmbito das profissões do ambiente construído, tornou-se uma estratégia para otimizar o consumo, em vez de reduzi-lo. Enquanto a profissão não estiver disposta a questionar a escala e a estrutura da demanda, em vez de apenas a eficiência com que essa demanda é atendida, suas conquistas mais celebradas continuarão aquém do problema que pretendem solucionar.

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Construindo leveza através do vidro e das esquadrias

Ao longo de grande parte da história, o peso esteve estreitamente associado à própria ideia de arquitetura. Vitrúvio, cuja noção de firmitas vinculava a construção à estabilidade e à permanência, entendia a solidez como uma de suas qualidades fundamentais, e construir significava, em grande parte, resistir aos efeitos do tempo, da gravidade e das forças naturais. Na arquitetura grega e romana, a monumentalidade dependia dos sistemas construtivos e materiais disponíveis, como a pedra e a alvenaria maciça, cuja expressão era definida pela massa, espessura e repetição estrutural. Colunas, paredes e pódios, além de sustentarem os edifícios, afirmavam sua presença no território, comunicando ordem, durabilidade e poder. A arquitetura encontrava o solo com peso.

Atelier Tsuyoshi Tane Architects projeta Sea of Time – TOHOKU em Fukushima, Japão

Localizado em Tomioka, na prefeitura de Fukushima, Sea of Time – TOHOKU é tanto uma obra de arte de Tatsuo Miyajima quanto um projeto arquitetônico encomendado pelo artista. Com projeto de autoria de Tsuyoshi Tane, profissional da arquitetura japonesa do Atelier Tsuyoshi Tane Architects (ATTA), a proposta prevê um museu permanente para abrigar a obra de Miyajima. Atualmente em fase de desenvolvimento, com cronograma de 2024 a 2027, a abertura está prevista para a primavera de 2028. Localizada em uma falésia com vista para o Oceano Pacífico, a proposta une arquitetura e instalação em um local marcado pelas memórias do sismo e tsunami de Tōhoku em 2011, incorporando tanto a paisagem quanto seu contexto histórico como partes fundamentais do projeto.

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Um novo Centre Pompidou em Seul e os vencedores do concurso para a UN House of No Waste (HØW): O resumo da semana

Celebrado anualmente em 22 de abril, o Dia Internacional da Mãe Terra pauta o debate arquitetônico desta semana por meio de um apelo urgente para repensar a relação entre o ambiente construído e os sistemas naturais, destacando temas como o rewilding urbano, a restauração de ecossistemas aquáticos e a integração de saberes ancestrais nas práticas de projeto contemporâneas. Por outro lado, a abertura do Salone del Mobile.Milano 2026 e da Milan Design Week 2026 busca reforçar a relevância global do design como plataforma de intercâmbio e experimentação, movimentando a cidade de Milão com uma rede de exposições e instalações voltadas tanto para o setor quanto para o público geral. Entre os anúncios de projetos premiados nesta semana, o concurso House of No Waste (HØW), promovido pelas Nações Unidas, destaca respostas arquitetônicas emergentes aos desafios climáticos e de recursos. Os projetos premiados demonstram estratégias escaláveis para reduzir o desperdício de materiais e o carbono incorporado, ao mesmo tempo em que promovem uma infraestrutura pública adaptável, socialmente responsiva e consciente do uso de recursos.

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Entre reutilização e novas formas de trabalhar: lições dos vencedores latino-americanos do Design Awards 2025 da Shaw Contract

Um prêmio de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias começam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract consolidou-se como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e como um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.

Entre reuso e novos modos de trabalhar: lições dos vencedores latino-americanos do Design Awards da Shaw Contract

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Uma premiação de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias passam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract tem se consolidado como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.

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Urbanismo de torre-pódio no Sudeste Asiático: densidade, gestão e o desaparecimento da rua

Se as redes elevadas revelam uma cidade que caminha cada vez mais acima da rua, o pódio-torre é a tipologia que frequentemente faz com que essa condição pareça inevitável. Em todo o Sudeste Asiático, os projetos de pódio-torre tornaram-se uma das linguagens dominantes do crescimento metropolitano: um sistema que concentra habitação, postos de trabalho, comércio e conexões de transporte público em lotes altamente legíveis e administrados. Sob a perspectiva do planejamento urbano, o modelo pode ser incrivelmente eficaz — absorvendo o congestionamento, formalizando a circulação e gerando densidade rapidamente. No entanto, à medida que se dissemina, a tipologia também levanta uma questão mais sutil: o que ela otimiza e o que ela corrói — especialmente no nível da rua, onde a vida urbana deveria ser negociada, e não curada?

Em termos simples, o pódio-torre é uma estrutura híbrida composta por um pódio de baixa altura e alta taxa de ocupação, que serve de apoio a uma ou mais esbeltas torres verticais. O pódio geralmente carrega o peso logístico e comercial do empreendimento — lojas, estacionamento, carga e descarga, áreas de embarque e desembarque, serviços de apoio e, muitas vezes, terraços de lazer —, enquanto a torre sobrepõe os programas privados acima, sejam eles residenciais, corporativos, hoteleiros ou de uso misto. A promessa é dupla: maximizar a densidade urbana mantendo uma fachada ativa em escala humana, e separar a logística complexa da vida urbana do domínio mais reservado do morar e do trabalhar.

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Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios

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A arquitetura já não pode ser pensada como um objeto isolado, alheia às redes técnicas que sustentam a vida contemporânea, — um cenário que exige diferentes leituras e abordagens. É nesse contexto que em março, o tema mensal do ArchDaily recaiu sobre A Tecnosfera: Arquitetura na Intersecção da Tecnologia, Ecologia e Sistemas Planetários, tópico amplo e inevitavelmente complexo. A partir do conceito de tecnosfera, cunhado pelo geólogo Peter Haff para descrever o conjunto de artefatos produzidos pela humanidade, delineia-se um panorama em que a vida contemporânea se mostra profundamente entrelaçada a máquinas, dados e redes de energia.

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Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras

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A Honduras é o segundo maior país da América Central, tanto em território quanto em população. Hoje, sua malha urbana continua fortemente influenciada por princípios modernistas da década de 1970, que priorizavam corredores arteriais de alta velocidade e uma mobilidade "ponto a ponto" dependente do automóvel. Além disso, o país enfrentou muitos desafios em relação à segurança pública durante os anos 2010, o que contribuiu para a criação de um espaço urbano caracterizado por fachadas cegas, muros altos e condomínios fechados projetados para isolar o interior da esfera pública.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alejandra Ferrera, arquiteta hondurenha criada em Danlí, uma cidade no leste de Honduras. Com mais de 15 anos de atuação profissional passando por Brasil, Holanda e Austrália, ela defende que, embora o projeto focado na segurança tenha sido uma necessidade funcional de sua época, ele resultou em uma experiência urbana fragmentada, na qual a rua funciona apenas como um vazio de trânsito, em vez de um local de encontro social. Para a arquiteta, mesmo que esse isolamento tenha sido uma medida de segurança justificada, ele gerou um distanciamento entre as pessoas e a cidade. Ela também argumenta que, de modo geral, a situação da segurança pública contribuiu para a criação de uma identidade nacional fragilizada, que frequentemente busca referências de qualidade no exterior, desconsiderando o potencial de seu próprio contexto.

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Salone del Mobile.Milano e Semana de Design de Milão 2026 abrem as portas por toda a cidade e no pavilhão de exposições

Milão reativa seu papel de capital global do design esta semana com o início da Milan Design Week 2026 no dia 20 de abril, seguida pela abertura da 64ª edição do Salone del Mobile.Milano em 21 de abril na Fiera Milano, Rho. Mais do que um evento único, a semana se desdobra como um sistema multifacetado em que a feira e a cidade operam sob diferentes temporalidades e condições espaciais. Das aberturas antecipadas nos distritos urbanos ao início formal da programação no centro de exposições, o calendário escalonado reforça um fluxo contínuo de atividades que se estende por instituições, infraestruturas e espaços públicos.

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No Dia Internacional da Mãe Terra: reassilvestramento urbano, ecossistemas aquáticos e práticas ancestrais pela biodiversidade

O Dia Internacional da Mãe Terra da Organização das Nações Unidas, celebrado anualmente em 22 de abril, tem como objetivo "promover a harmonia com a natureza e com a Terra". Diante da urgência imposta pelas mudanças climáticas, a data busca conscientizar sobre os desafios de preservar todas as formas de vida sustentadas pelo planeta. Trata-se de um chamado à comunidade global para salvaguardar a biodiversidade, buscando equilibrar os sistemas econômicos, sociais e ecológicos. Crimes contra a biodiversidade incluem práticas de grande escala, como desmatamento, mudança no uso do solo, agricultura intensiva, pecuária e comércio ilegal de animais silvestres, todos considerados pela ONU como fatores aceleradores da destruição do planeta.

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Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens

A história da arquitetura frequentemente avança por meio de gestos icônicos ou avanços tecnológicos; no entanto, certas obras permanecem influentes precisamente por resistirem ao espetáculo. Construída entre 1972 e 1974 em Sint-Martens-Latem, na Bélgica, a Residência Van Wassenhove destaca-se como um desses projetos silenciosos, mas decisivos. Concebida como um volume único e contínuo de concreto implantado em uma paisagem arborizada, a casa desafia as ideias convencionais de conforto doméstico, privacidade e hierarquia espacial. Sua presença é direta e intransigente, evitando, contudo, a monumentalidade, posicionando-se, em vez disso, como uma estrutura vivenciada, moldada por rituais cotidianos e pela habitação de longo prazo.

A casa foi projetada por Juliaan Lampens, uma figura que atuou em grande parte à margem das narrativas arquitetônicas dominantes de sua época. Trabalhando principalmente em Flanders e frequentemente em encomendas privadas, Lampens desenvolveu uma obra centrada na redução espacial radical, na honestidade material e em uma abordagem quase ética da construção. A Residência Van Wassenhove é frequentemente descrita como sua obra mais completa, não por introduzir novas ideias, mas por consolidar muitos dos princípios que perpassam consistentemente sua carreira.

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Estruturas leves, pegadas pesadas? O paradoxo ambiental dos materiais leves

Utilizando chapas maciças de aço, muitas vezes com vários centímetros de espessura e pesando toneladas, as esculturas de Richard Serra transmitem uma sensação quase improvável de leveza. Esse efeito não resulta de uma redução de massa, mas de como essa massa é organizada: grandes superfícies curvas se inclinam, passagens estreitas comprimem o corpo e elementos aparentemente instáveis criam uma sensação constante de desequilíbrio. Serra transforma o peso em uma experiência espacial dinâmica.

Na arquitetura, a leveza ocupa um papel central pelo menos desde o período moderno. Se tradições anteriores, como as arquiteturas grega e romana, estavam intimamente associadas à estabilidade, e as grandes igrejas à monumentalidade, o século XX introduziu uma mudança decisiva na forma como a matéria é tratada, sobretudo por meio da separação entre estrutura e fechamento.

Centre Pompidou se expande para Seul com o novo Hanwha Center, projetado por Wilmotte & Associés

O museu e instituição cultural francesa Centre Pompidou abrirá uma nova filial coreana em colaboração com a instituição local Hanwha Foundation of Culture. Amplamente conhecido no campo da arquitetura por sua sede francesa, projetada por Renzo Piano e Richard Rogers e recentemente fechada para reformas, o Centre Pompidou expande sua presença internacional com um novo espaço, somando-se às suas sedes na Espanha, Bélgica, China e Emirados Árabes Unidos. A sede coreana consiste em um projeto de reforma de 12.000 m² na base do arranha-céu 63 Tower, liderado pelo escritório Wilmotte & Associés. Localizado na Ilha de Yeouido, às margens do Rio Han e no coração do distrito financeiro de Seul, o Hanwha Seoul Pompidou Center foi concebido tanto como um espaço de exposições quanto como um ponto de encontro onde a educação e a arte convergem, oferecendo áreas flexíveis para abrigar uma ampla gama de atividades.

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O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura?

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Em um momento em que satélites orbitam o planeta, cabos submarinos sustentam a circulação global de dados e algoritmos organizam a vida cotidiana, uma pergunta emerge no campo da arquitetura: em que escala estamos, realmente, projetando hoje em dia?

Se antes o projeto se articulava principalmente a condições locais ou regionais, hoje ele é atravessado por cadeias que começam na extração de recursos, passam por sistemas industriais e se estendem por infraestruturas planetárias muitas vezes invisíveis e que operam de forma contínua e interdependente.

É nesse deslocamento que a arquitetura passa a operar como mediadora de um campo muito maior, a tecnosfera.

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Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura

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Uma tela perfurada frequentemente é tratada como um elemento secundário, algo aplicado para suavizar a luz, decorar uma fachada ou adicionar textura onde, de outro modo, a parede pareceria plana. É fotografada como superfície, desenhada como padrão e discutida como trabalho artesanal. No entanto, em muitos edifícios pelo subcontinente indiano e pelo mundo islâmico, essa tela nunca foi um mero acréscimo. Era a própria parede. Ao removê-la, o edifício não muda apenas de aparência; ele perde a capacidade de regular o calor, circular o ar e mediar a relação entre o interior e o exterior.

Essa leitura equivocada revela mais sobre os hábitos contemporâneos do que sobre a tela em si. O pensamento arquitetônico há muito separa a estrutura da envoltória, o desempenho da expressão. Sob essa perspectiva, elementos como o jaali ou o muxarabi são facilmente categorizados como ornamentais, visualmente ricos, mas tecnicamente secundários. Contudo, essas telas foram concebidas como sistemas integrados, nos quais geometria, material e clima operam em conjunto. Sua inteligência reside naquilo que realizam.

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Sony World Photography Awards 2026 revela os vencedores da categoria Arquitetura e Design

A edição de 2026 do Sony World Photography Awards anunciou seus vencedores gerais, reconhecendo contribuições nas competições Profissional, Aberta, Estudante e Jovem. Em seu 19º ano, a premiação continua se consolidando como uma plataforma fundamental tanto para profissionais emergentes quanto consagrados, atraindo mais de 430 mil inscrições de mais de 200 países e territórios. O programa premia trabalhos em dez categorias Profissionais, incluindo Arquitetura e Design, além de competições paralelas nas categorias Aberta, Estudante e Jovem, e conta com uma exposição anual na Somerset House, em Londres.

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Galerias David Geffen do LACMA, de Peter Zumthor, são inauguradas em Los Angeles

No domingo, 19 de abril de 2026, o Los Angeles County Museum of Art (LACMA) abriu suas novas David Geffen Galleries ao público. Projetado pelo arquiteto Peter Zumthor, o edifício oferece um espaço expositivo elevado para a coleção permanente do museu. Todas as obras de arte são apresentadas em um único pavimento contínuo e aberto, em uma disposição não hierárquica de culturas, tradições e eras, abrangendo 6.000 anos de história da arte por meio de aproximadamente 155.000 objetos. O espaço é flexível, acomodando diversos projetos curatoriais, bem como os caminhos individuais dos/as visitantes. O projeto marca um novo passo na transformação de duas décadas da instituição em um museu de arte global, sendo o mais abrangente do oeste dos Estados Unidos.

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Heimtextil Colombia: cinco tendências que redefinem o lar e a hospitalidade em 2026

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A Heimtextil Colombia 2026 reúne uma oferta internacional e uma agenda de conhecimento que evidenciam o deslocamento de valor para as categorias de casa e hospitalidade, onde designers da Colômbia e de toda a América Latina estão expandindo seu DNA criativo para escalar a pirâmide, diversificar receitas e competir em mercados globais.

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Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana

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O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.

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Infraestrutura Elevada e Espaço Público: Recuperando o Solo Abaixo

A elevação é frequentemente apresentada como progresso, alçando o movimento acima do atrito da cidade e suavizando a circulação em um fluxo ininterrupto. Cada ato de elevação produz uma condição secundária em seu rastro. Sob viadutos, linhas de metrô e viadutos ferroviários, surge um segundo solo — sombreado, ambíguo e raramente planejado com a mesma intenção daquilo que se move acima. Esses espaços não são sobras incidentais. São a consequência espacial de uma decisão de projeto que privilegia a velocidade, o gabarito livre e a eficiência, redistribuindo valor e visibilidade pela cidade nesse processo.

O que fica abaixo não está vazio. É estruturado, limitado e definido pela infraestrutura, porém deixado sem uma função clara. Estudos sobre rodovias elevadas descrevem consistentemente esses baixios como espaços residuais, formados quando os sistemas de transporte são concebidos de forma independente do solo que atravessam. Um relatório da Arup sobre espaços sob viadutos observa como eles frequentemente interrompem a continuidade de pedestres, ao mesmo tempo em que permanecem fora dos marcos regulatórios de planejamento formal. Da mesma forma, análises acadêmicas recentes sobre os ambientes sob viadutos destacam que essas áreas raramente são integradas às estratégias de desenho urbano. O resultado é uma condição peculiar: um espaço que está fisicamente presente e estruturalmente determinado, mas programaticamente indefinido.

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