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Studio Campo Baeza e Maoda vencem concurso para projetar o novo Museu Nacional do Equador em Quito

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Studio Campo Baeza, com sede em Madri, em parceria com o escritório Maoda, sediado em Quito, venceu o concurso internacional para projetar o novo Museu Nacional do Equador (MUNA) em Quito. A proposta da equipe, intitulada Echoes of the Sun (Ecos do Sol), foi selecionada por um júri nacional e internacional entre 17 finalistas na segunda fase do concurso. A chamada pública atraiu inicialmente 148 equipes de todo o mundo, das quais 20 foram pré-selecionadas para desenvolver propostas de projeto antes do anúncio do projeto vencedor em uma cerimônia pública em Quito, em 6 de julho de 2026.

RCR Arquitectes projeta nova instituição cultural "Large" na Île Seguin

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Um novo espaço dedicado à arte contemporânea na Île Seguin, na região metropolitana de Paris, será inaugurado em outubro de 2026. A nova instituição cultural, batizada de "Large", será abrigada em um edifício projetado pela equipe de arquitetura catalã e vencedora do Prêmio Pritzker RCR Arquitectes, marcando o primeiro projeto do escritório em Paris. O complexo está situado na La Pointe des Arts, uma grande reconfiguração da antiga área industrial da Île Seguin em um empreendimento de uso misto com mais de 53.000 m², focado em arte e cultura. A volumetria arquitetônica do projeto segue o conceito de estratificação definido no plano diretor do escritório Ateliers Jean Nouvel. A instituição abrirá as portas com a exposição "Imaginary Engine: From Masterpieces of the Collection Renault to Artists of Today", que reunirá 55 artistas de 23 países para explorar a relação entre a humanidade e as máquinas, em uma homenagem à história industrial do local e à colaboração de décadas da Renault com artistas.

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6 Retiros Não Construídos que Exploram a Hospitalidade Através da Paisagem e do Refúgio

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Espaços de refúgio continuam a oferecer um terreno fértil para explorações conceituais, revelando como a arquitetura pode promover o descanso, a reflexão e a imersão na natureza em meio a transformações ambientais e culturais. Nesta edição de projetos Não Construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem um conjunto diversificado de abordagens que reconsideram a hospitalidade sob a ótica do acolhimento. Essas obras posicionam a acomodação não como espetáculo ou excesso, mas como estruturas espaciais moldadas pela paisagem, pelo clima, pela contenção material e pela experiência compartilhada.

Em diferentes geografias — das encostas do Sudeste Asiático e do litoral da Indonésia às savanas africanas, ao território alpino, às paisagens do Oriente Médio e às florestas norte-americanas —, as propostas demonstram variadas respostas arquitetônicas a locais sensíveis. Entre os projetos, destacam-se estruturas elevadas que pairam suavemente sobre terrenos íngremes, sistemas temporários de cabanas inseridos em ecologias remotas, abrigos de montanha reconstruídos com base na memória e no reuso, estadias comunitárias organizadas em torno de pátios centrais orientadas por estilos de vida, refúgios desérticos contemplativos e acampamentos florestais inclusivos projetados sob a ótica da acessibilidade e do equilíbrio ambiental.

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Anatomia de uma cidade maia: a estrutura urbana de Copán, em Honduras

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No interior do oeste de Honduras, em um vale próximo à fronteira com a Guatemala, localiza-se a antiga cidade maia de Copán. Tendo florescido durante o período Clássico, entre os séculos V e IX d.C., a cidade desenvolveu-se como um epicentro regional por meio de redes comerciais, políticas dinásticas e uma arquitetura monumental. Hoje, o sítio é reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO devido aos seus extensos remanescentes arquitetônicos, que incluem pirâmides em degraus, estelas esculpidas e um núcleo cerimonial. Mais de um século de pesquisas arqueológicas sistemáticas documentou sua morfologia urbana, revelando distritos residenciais distintos, espaços cívicos e sistemas de circulação e visibilidade.

Esta análise examina a organização espacial de Copán sob a ótica do teórico urbano Kevin Lynch e sua obra "A Imagem da Cidade". Ao aplicar os cinco elementos estruturais de Lynch — limites, bairros, caminhos, nós e marcos — é possível analisar como Copán funcionava não apenas como um centro ritual, mas como uma paisagem urbana legível, projetada para reforçar a hierarquia política e regular o movimento coletivo. Os dados históricos para esta análise foram extraídos de livros e artigos hiperlinkados ao longo do texto, viabilizados pela colaboração do historiador Arnulfo Ramirez de la Costa, professor e coordenador do curso de História no Departamento de História da Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH) em Tegucigalpa.

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"Aprendizado em contato com a natureza": Em conversa com o vencedor do Holcim Award 2025, Urko Sánchez Architects

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A Waldorf School Nairobi, projetada pelo escritório Urko Sánchez Architects, foi selecionada entre os 20 projetos vencedores do Holcim Foundation Awards 2025, prêmio que reconhece contribuições para o design sustentável e a construção sustentável em todo o mundo. Localizado em um terreno florestal em Nairóbi, o projeto foi premiado na região do Oriente Médio e África, em reconhecimento à sua resposta sensível às condições locais, às necessidades educacionais e à cultura da região. Desenvolvida em estreito diálogo com seu entorno e com a comunidade, a escola explora métodos de construção de baixo impacto, o uso de materiais de origem local e processos de design participativo.

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Fachadas autossuficientes: onde a proteção solar se une à energia renovável

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Analisar com mais profundidade a interação entre luz e sombra na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de muitos/as profissionais da área. Espaços de luz e escuridão são concebidos para potencializar a circulação e a direcionalidade espacial, bem como para destacar as cores, texturas e formas de elementos arquitetônicos específicos. Diante disso, o impacto da luz natural nas fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver estratégias que promovam a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços internos e contribuam para a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneiras o seu poder poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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Como a cerâmica espanhola conecta cultura, memória e identidade na Semana de Design de Milão 2026

 | Em colaboração
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Como uma instalação arquitetônica expressa a identidade de uma região? Como um material de construção pode se conectar com a essência de uma nação? Ao longo de sua história, a Espanha foi moldada por uma ampla gama de culturas e civilizações, incluindo influências muçulmanas, fenícias, romanas, gregas, cartaginesas e visigóticas. Do flamenco aos azulejos cerâmicos que adornam fachadas e monumentos históricos, cada região da Espanha abraça seus próprios costumes e tradições, refletidos em sua arquitetura, história, arte e design. Durante a Milan Design Week 2026, a Tile of Spain apresenta Spanish Design as a Souvenir no Fuorisalone—uma instalação que transforma o revestimento cerâmico em um meio narrativo por meio de uma série de objetos escultóricos que reinterpretam ícones cotidianos da vida espanhola.

LANA: suporte ergonômico para notebooks que se integra ao design de espaços de trabalho

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O trabalho já não se restringe a um único lugar. Ele se move, muda e se adapta. Hoje, pode começar em um escritório, continuar em uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nessa transição, o laptop tornou-se um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as necessidades do espaço também mudam.

Intestinos de um edifício: Aziza Chaouni sobre os sistemas e recursos da arquitetura

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Em uma era tão obcecada por cuidados com a pele e aparências, poucos profissionais da arquitetura estão de fato interessados nos intestinos de nossos edifícios. Com uma prática enraizada na consciência contextual e no pragmatismo técnico, sensível às necessidades das pessoas atendidas e às limitações de recursos, a arquiteta marroquina Aziza Chaouni se concentra nos sistemas ocultos que viabilizam a existência da arquitetura. Ao longo das últimas duas décadas, ela vem trabalhando em projetos em diversas geografias, especialmente na região do Saara, engajando-se ativamente com as comunidades e o patrimônio locais.

Atualmente liderando o South–North (SoNo) Lab for Sustainable Construction and Conservation na EPFL em Lausanne, na Suíça, Chaouni leva para o meio acadêmico sua experiência prática em atuar sob restrições severas, defendendo uma colaboração recíproca entre o Sul Global e o Norte Global. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Aziza sobre sua experiência na África e como ela pode fomentar maneiras mais sustentáveis de projetar edifícios para o futuro das nossas cidades.

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Trabalho em Xangai | Yanfei Architecture contrata arquiteto/a assistente / estagiário/a

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Vagas em Xangai | Yeas Design: Especialista de Produto / Planejador/a de Exposições / Designer de Espaço / Assistente Administrativo/a / Estagiário/a

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Vagas em Chengdu e Nanjing | Modum Atelier contrata: Arquitetura / Design de Interiores / Pesquisa Comercial / Comunicação de Marca / Estágio

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Hôtel de la Paix: Uma abordagem alternativa ao patrimônio moderno no Togo

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No final de 2024, um evento foi realizado nos jardins do recém-reformado Palais de Lomé, de época colonial, na capital do Togo. Estudantes da faculdade de arquitetura de Lomé participaram dos primeiros Encontros de Arquitetura de Lomé (RAL #1), com curadoria do Studio NEiDA, escritório transdisciplinar, que incluiu palestras, exibições de filmes, oficinas e visitas a edifícios. Uma exposição paralela exibiu a produção arquitetônica mais significativa da história do país. O objetivo do evento era explorar o patrimônio arquitetônico do Togo, marcando o início de uma jornada que cruza fronteiras e levanta questões sobre a conservação do patrimônio moderno. Ao contrário de edifícios coloniais como o próprio Palais de Lomé, que costumam ser mais valorizados e prontamente restaurados, edifícios modernos negligenciados — como o Hôtel de la Paix — exigem abordagens criativas e de base (bottom-up) para recuperar sua antiga vitalidade.

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14 grandes projetos de museus atualmente em andamento pelo mundo

Ao longo de 2025 e no início de 2026, inúmeros projetos de museus foram anunciados, avançaram ou tiveram suas obras iniciadas em diversas regiões, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. Localizados na Ásia, Europa, América do Norte e Ásia Central, esses empreendimentos refletem as mudanças contínuas no papel das instituições culturais nas cidades contemporâneas. Cada vez mais, os museus são concebidos não apenas como espaços de exposição, mas como ambientes voltados para o público que abrigam educação, pesquisa e engajamento cívico. Esse escopo programático ampliado costuma ser acompanhado por estratégias arquitetônicas que respondem às condições urbanas, à continuidade espacial e à integração da infraestrutura cultural a processos mais amplos de desenvolvimento urbano.

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Da Nuvem à Costa: O Custo Físico da IA nas Zonas de Fronteira de Hong Kong

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Diante da rápida expansão dos centros de dados e das economias de IA na Grande Baía—e paralelamente à celebração da inteligência artificial como ferramenta e "autora", destaque da Bi-City Biennale de Urbanismo\Arquitetura de Hong Kong-Shenzhen de 2025 (Hong Kong)—uma questão paralela torna-se inevitável: como o planejamento e a construção da infraestrutura de IA começam, de fato, a moldar a vida cotidiana? Muitas das instalações já construídas permanecem intencionalmente distantes da experiência diária. A "nuvem" pode ser comercializada como algo imaterial, mas sua arquitetura é profundamente física: ambientes de alta potência, geração intensa de calor e forte demanda de serviços, frequentemente implantados em áreas remotas ou de baixa densidade para aproveitar os custos de terra mais baixos e minimizar atritos com as comunidades vizinhas. A segurança e a gestão de riscos reforçam ainda mais essa lógica. Os centros de dados abrigam informações confidenciais e privilegiadas—ativos corporativos, registros jurídicos, dados governamentais e institucionais—de modo que o isolamento geográfico passa a integrar seu modelo operacional, mantendo as infraestruturas de IA espacial e socialmente fora de vista.

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“Vivemos em ambientes internos tóxicos”: Entrevista com o Healthy Materials Lab

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A célebre frase "o homem é o que come" (Der Mensch ist, was er isst), de Ludwig Feuerbach, afirma que a constituição física, mental e até mesmo moral dos seres humanos está diretamente ligada ao que consomem. Hoje, essa ideia está amplamente internalizada, acompanhada de uma crescente conscientização sobre alimentação, nutrição e o impacto do que ingerimos em nosso organismo. No entanto, essa mesma consciência não se estende aos ambientes que habitamos, onde os materiais continuam sendo tratados como decisões técnicas em vez de agentes ativos na relação entre corpo e espaço. Tendo em vista que grande parte da população global passa cerca de 90% do seu tempo em espaços fechados, raramente se discute o que realmente compõe esses espaços em seu nível mais fundamental: os materiais. Paredes, pisos e acabamentos são frequentemente abordados como escolhas técnicas ou estéticas quando, na realidade, podem funcionar como fontes contínuas de exposição a substâncias potencialmente nocivas.

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Unindo design e comunicação em projetos residenciais

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Os desenhos de arquitetura operam por meio da abstração. Plantas, cortes e elevações condensam informações espaciais, construtivas e dimensionais em um conjunto de códigos que fazem sentido dentro da disciplina, mas que nem sempre são imediatamente legíveis para quem não está familiarizado com essa linguagem. Em alguns projetos, essa condição pode gerar uma tensão recorrente entre o que é projetado e o que pode ser compreendido. Isso se intensifica quando as ferramentas utilizadas não correspondem à escala e à complexidade do projeto. Em contextos como casas unifamiliares, reformas ou ampliações, softwares excessivamente complexos podem introduzir ruídos, atrasos e dependências desnecessárias, tornando as propostas mais difíceis de desenvolver e transmitir.

Quando o movimento se torna espaço sagrado: a arquitetura das paisagens de peregrinação da Índia

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No centro do discurso arquitetônico sobre arquitetura sagrada, as atenções quase sempre se voltam para o monumento. Templos, mesquitas, monastérios e igrejas dominam tanto a história da arquitetura quanto a crítica de projeto e a fotografia, tornando-se os símbolos físicos através dos quais a fé é compreendida. Para milhões de pessoas em peregrinação em toda a Índia, a experiência arquitetônica mais impactante começa muito antes de o santuário surgir no horizonte. Ela se desenrola ao longo de estradas montanhosas, *ghats* (escadarias à beira-rio), ruas sombreadas, acampamentos temporários, sistemas de filas, pontes, postos de água, postos de atendimento médico e inúmeras outras estruturas cotidianas de infraestrutura através das quais a peregrinação de fato ocorre. O trabalho arquitetônico da peregrinação talvez resida menos no santuário em si do que nos ambientes que viabilizam o trajeto de milhões de pessoas até ele.

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Projetando para Cidades Errantes: Arquitetura para Além do Humano

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A arquitetura continua a desenhar as cidades como se os seres humanos as ocupassem sozinhos. Plantas traçam rotas de circulação, mapas de zoneamento atribuem funções e edifícios são avaliados de acordo com o conforto, a segurança e a eficiência humana. Caminhar por cidades na Índia e no Sudoeste Asiático, no entanto, revela algo muito mais complexo. Cães dormem sob barracas de mercado, macacos transitam por telhados, pássaros fazem ninhos em torres de templos e fachadas de mesquitas, e insetos polinizam paisagens urbanas, ocultos à vista de todos. Essas espécies estão integradas à vida urbana cotidiana com a mesma regularidade que os/as ocupantes humanos. Ruas, pátios, telhados, sistemas de drenagem, mercados e lotes baldios já são ocupados por múltiplas espécies simultaneamente. O pensamento arquitetônico, contudo, tem sido mais lento em incorporar essa realidade.

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O que os sistemas de revestimento revelam sobre a produção local na arquitetura

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Entre o momento em que um material é especificado em um projeto e o momento de sua instalação, existe uma camada invisível que desempenha um papel decisivo no resultado final: a fabricação, a logística e a coordenação. Esses fatores moldam cronogramas e custos, mas, acima de tudo, determinam se a intenção original do projeto será preservada ou diluída na execução. Os sistemas de revestimento, especialmente aqueles que funcionam como componentes visíveis e expressivos do envelope da edificação, tornam essa lacuna particularmente evidente, por serem a camada mais externa de um projeto.

A escolha de um sistema de revestimento nunca é uma decisão puramente estética. Ela ativa uma cadeia de dependências: disponibilidade de perfis, sistemas de fixação, tolerâncias, sequenciamento e conformidade com as normas locais. Quando há desalinhamento entre esses elementos, o impacto raramente é sutil. Sistemas de revestimento integrados — aqueles que antecipam tanto a montagem quanto a aparência — tendem a mitigar essa lacuna, incorporando a coordenação à sua própria lógica e reduzindo a necessidade de improvisação no canteiro de obras.

Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026

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Estabelecido por meio de uma colaboração entre a União Internacional de Arquitetos (UIA) e a ONU-Habitat, o prêmio UIA 2030 Award reconhece projetos que demonstram como o design e a arquitetura podem contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Anunciado durante o Fórum Urbano Mundial de 2026 em Baku, no Azerbaijão, o terceiro ciclo da premiação bienal homenageou projetos que abordam desde a gestão hídrica e habitação de interesse social até o planejamento participativo, o acesso a espaços públicos e a resiliência climática.

Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026 - 1 的图像 4Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026 - 2 的图像 4Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026 - 3 的图像 4Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026 - 4 的图像 4Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026 - Mais Imagens+ 11

ArchDaily Student Ambassadors 2026/2027. Candidate-se agora

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A pedido do público, estamos reabrindo temporariamente as inscrições para o "Programa de Embaixadores/as Estudantis do ArchDaily 2026/2027".

O ArchDaily começou no campus universitário, fundado por dois estudantes de arquitetura recém-formados que acreditavam que as ideias de arquitetura e design deveriam ser acessíveis ao público, espalhando-se cada vez mais longe. Dezoito anos depois, embora nossas ferramentas tenham avançado, nossos horizontes tenham se expandido e as oportunidades sejam maiores, nosso propósito original permanece o mesmo. O ArchDaily lança agora oficialmente o seu Programa de Embaixadores/as Estudantis, permitindo que a nova geração de arquitetos/as desempenhe um papel direto na conexão entre as salas de aula e o debate arquitetônico global.

Patrimônio sem permanência: quando a arquitetura perdura ao desaparecer

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​​Uma catedral gótica pode levar séculos para ser concluída. Um pavilhão de exposição mundial pode permanecer de pé por apenas seis meses. Uma estrutura ritualística em Calcutá surge e desaparece em cinco dias. Ainda assim, cada uma delas atrai peregrinações, molda a memória coletiva e reorganiza a vida urbana. Se o patrimônio há muito é definido por aquilo que perdura, a arquitetura demonstra repetidamente que a autoridade cultural também pode residir naquilo que reúne as pessoas.

Durante grande parte do século XX, os parâmetros de conservação privilegiaram a permanência. A Carta de Veneza, adotada pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, concentrou-se na salvaguarda dos monumentos e de sua autenticidade material. O valor cultural estava atrelado à materialidade física, como a pedra, o tijolo e a madeira. Proteger o patrimônio significava preservar o que estava de pé. Uma lógica que parecia sólida, até mesmo evidente por si só.

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Patrimônio em Movimento: Os Edifícios de Bangkok que Continuam a se Transformar

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O patrimônio arquitetônico não se limita ao que um edifício foi, mas abrange o que ele continua a se tornar: um longo processo de construção, reconstrução e reocupação ao longo do tempo. Onde há oportunidade, essa continuidade gera uma condição estratificada — na qual os/as visitantes podem testemunhar, vivenciar e sentir a transição gradual da estrutura física, da materialidade, da ordem espacial e dos padrões de uso da edificação e, ocasionalmente, até mesmo participar dessa transformação.

No entanto, muitos projetos — sobretudo aqueles impulsionados por imperativos comerciais — optam por não valorizar, ou sequer reconhecer, esse trabalho mais lento de reuso adaptativo e continuidade do patrimônio. Empreendimentos regidos por uma lógica estritamente financeira costumam preferir o caminho mais fácil da demolição e reconstrução: maximizar o coeficiente de aproveitamento, a área construída bruta e a área locável com a eficiência de uma folha em branco. Ainda assim, de tempos em tempos, surge uma oportunidade que nos permite testemunhar — e desfrutar — o processo de "patrimonialização" arquitetônica da cidade em tempo real.

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