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África: O mais recente de arquitetura e notícia

Cinema-Estúdio Namibe: A Reabilitação de um Ícone do Modernismo Tropical Angolano

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O que sustenta o propósito de uma arquitetura que nunca foi ocupada? Durante décadas, essa foi a pergunta que rondou o Cinema-Estúdio de Namibe, construído na costa da Angola, em 1973. Concebido para ser um espaço de exibição cinematográfica, o edifício permaneceu fechado e abandonado sem nunca exercer o papel para o qual foi criado. Ainda assim, sobreviveu ao tempo, tornando-se um ícone da paisagem e da arquitetura angolana, até finalmente exibir seu primeiro filme quase cinquenta anos depois.

Mas o que manteve esse edifício vivo no imaginário coletivo durante tanto tempo? Teria sido justamente sua arquitetura ousada e singular capaz de atribuir significado a uma obra que nunca teve um uso?

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Como uma cultura pode ser traduzida em espaço? Por dentro do Studio NEiDA

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"Uma arquitetura que abriga multidões." Essa é a frase que o Studio NEiDA usa para se apresentar, deixando clara sua postura diante do mundo: escutar e respeitar a pluralidade de existências que transitam por cada contexto. Mais do que uma declaração de princípios, a frase parece funcionar como um método. Afinal, o que significa projetar espaços capazes de acolher não apenas pessoas, mas também memórias, saberes e conflitos?

Sem dúvida, a abordagem plural do Studio NEiDA está, em parte, enraizada em sua própria inserção geográfica. Atuando entre o Togo e a Alemanha, o escritório opera em dois contextos aparentemente distintos, mas historicamente conectados. Em uma entrevista recente, Jeanne Autran-Edorh, arquiteta franco-togolesa e cofundadora do estúdio, ao lado da curadora e escritora Fabiola Büchele, relembra a história entre as duas nações, apontando que, como poucos sabem, antes de se tornar uma república independente, o Togo foi uma colônia alemã que posteriormente passou para o domínio francês.

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África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem

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A ideia de uma "Grande Muralha Verde" designa uma iniciativa de reflorestamento em larga escala realizada especificamente para conter a desertificação. Em andamento na África para evitar o avanço do Deserto do Saara e na China no entorno do Deserto de Gobi, trata-se de um projeto de desenvolvimento paisagístico, agrícola, econômico e social surgido em resposta ao aumento das temperaturas globais, à superexploração agrícola e ao manejo inadequado da terra. Ambas as iniciativas, atualmente em execução, são projetos interseccionais que envolvem governos de diferentes países, organizações da sociedade civil, além de voluntários/as individuais e grupos organizados, orientados pela proposta de uma resposta unificada aos problemas ambientais globais por meio da restauração da fauna e da flora. Trata-se de uma aplicação infraestrutural em larga escala do conceito de 'corredor verde' ou 'corredor ecológico': uma faixa linear de vegetação ou paisagem natural que conecta ecossistemas fragmentados e populações de vida selvagem separadas pelo desenvolvimento humano em escala continental.

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O oásis não é um destino: arquitetura ao longo das rotas do deserto

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Durante muito tempo, a arquitetura foi definida pela permanência. Os edifícios são celebrados por durarem, as cidades por estabelecerem estabilidade perante a incerteza, e os monumentos por resistirem à passagem do tempo. No entanto, algumas das mais antigas tradições urbanas da humanidade surgiram em paisagens onde a permanência, por si só, jamais poderia garantir a sobrevivência. Nos desertos do Norte da África e da Península Arábica, os assentamentos em oásis desenvolveram-se não como refúgios isolados em meio a um vazio estéril, mas como pausas cuidadosamente mantidas dentro de paisagens já moldadas pelo movimento. Muito antes de rodovias e aeroportos conectarem continentes, caravanas, peregrinos/as, pastores/as e comerciantes cruzavam esses territórios por meio de redes de poços, sistemas de irrigação, palmeirais cultivados e cidades mercantis. O oásis nunca foi o fim de uma jornada. Poços, palmeirais sombreados, campos irrigados e mercados de caravanas eram o que permitia o início da próxima etapa da viagem.

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Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO anunciou 25 novas inclusões na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão, expandindo o registro internacional com sítios que refletem uma ampla gama de patrimônio arquitetônico, cultural e natural. As adições de 2026 incluem 19 bens culturais, cinco sítios naturais e um bem misto, além da aprovação de duas modificações significativas de limites e uma revisão nos critérios de uma inscrição existente. Abrangendo todos os continentes habitados, os locais recém-reconhecidos vão de paisagens arqueológicas e centros urbanos históricos a arquitetura modernista e patrimônio industrial, destacando a diversidade do ambiente construído e a evolução do escopo da preservação do patrimônio.

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Intestinos de um edifício: Aziza Chaouni sobre os sistemas e recursos da arquitetura

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Em uma era tão obcecada por cuidados com a pele e aparências, poucos profissionais da arquitetura estão de fato interessados nos intestinos de nossos edifícios. Com uma prática enraizada na consciência contextual e no pragmatismo técnico, sensível às necessidades das pessoas atendidas e às limitações de recursos, a arquiteta marroquina Aziza Chaouni se concentra nos sistemas ocultos que viabilizam a existência da arquitetura. Ao longo das últimas duas décadas, ela vem trabalhando em projetos em diversas geografias, especialmente na região do Saara, engajando-se ativamente com as comunidades e o patrimônio locais.

Atualmente liderando o South–North (SoNo) Lab for Sustainable Construction and Conservation na EPFL em Lausanne, na Suíça, Chaouni leva para o meio acadêmico sua experiência prática em atuar sob restrições severas, defendendo uma colaboração recíproca entre o Sul Global e o Norte Global. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Aziza sobre sua experiência na África e como ela pode fomentar maneiras mais sustentáveis de projetar edifícios para o futuro das nossas cidades.

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Arquitetura que empodera comunidades: as histórias por trás dos projetos de Francis Kéré

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"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.

A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.

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Bienal Pan-Africana revela participantes de sua edição inaugural em Nairóbi

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A Bienal Pan-Africana (PAB) anunciou a seleção oficial de participantes para sua edição inaugural de 2026, programada para ocorrer de 7 a 11 de setembro de 2026 no Kenyatta International Convention Centre, em Nairóbi. Concebida como a primeira bienal de arquitetura do continente dedicada a práticas espaciais provenientes da e desenvolvidas na África, o evento reunirá arquitetos/as, escritórios, coletivos de pesquisa e profissionais de materiais de todo o continente. Espera-se que novos participantes, palestrantes principais e colaboradores/as sejam anunciados nas próximas semanas.

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Kéré Architecture projeta centro de saúde no Burundi utilizando materiais locais e construção comunitária

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O escritório Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Comissionado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral já existente, com foco em maternidade e atendimento cirúrgico especializado. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por uma via que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes da região. A construção já foi iniciada, e a conclusão da primeira fase está prevista para este ano.

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Lesley Lokko recebe o Prêmio de Ícone Cultural Africano por suas contribuições ao ensino e ao discurso da arquitetura

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Lesley Lokko OBE foi agraciada com o African Cultural Icon Award, que homenageia "líderes nas artes criativas que promovem a cultura e o patrimônio africanos em um cenário global". A honraria é um dos nove prêmios concedidos anualmente a personalidades indicadas pelo público e recomendadas pelo setor, avaliadas por um júri de toda a África. As pessoas indicadas são avaliadas com base no "impacto, inovação, sustentabilidade e contribuição para o crescimento da África". Lokko é fundadora e presidente do African Futures Institute (AFI), com sede em Acra, Gana, e diretora do Nomadic African Studio, um programa de ensino itinerante anual com duração de um mês que atua em todo o continente africano. A profissional foi reconhecida por suas contribuições transformadoras para a arquitetura, a educação e o discurso cultural dentro e fora da África, desafiando constantemente as narrativas convencionais sobre identidade, espaço e criatividade africanas.

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Masterplan da Benoy para o City Walk em Abuja apresenta distrito de uso misto com a torre mais alta da África

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Abuja foi declarada a capital da Nigéria em 12 de dezembro de 1991. Localizada na região central do Território da Capital Federal (FCT), a cidade substituiu Lagos, a litorânea mais populosa do país, em um processo de reforma estrutural que visava à integração nacional e a um desenvolvimento regional mais equilibrado. Assim como em outras transferências de capitais, a mudança ocorreu por razões estratégicas para transformar Abuja no novo centro administrativo do país, frequentemente chamado de "o centro da unidade". A cidade foi concebida como um núcleo planejado com base em um plano diretor desenvolvido pelo consórcio norte-americano International Planning Associates (IPA). Mais de três décadas depois, um novo plano diretor intitulado "City Walk" foi desenvolvido pela MAG International Links Limited com projeto do escritório Benoy, concebido como um distrito de uso misto que integra hotéis, escritórios, residências, comércio, além de instalações culturais, educacionais e de saúde, ao lado de uma torre de 450 metros de altura e uma arena coberta para 13 mil pessoas, distribuídos por 250 hectares.

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Clima, cultura e modernismo: o campus pós-colonial como laboratório de arquitetura

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Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.

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Entre dois mundos: a África e os Africanos nos acervos Históricos do Itamaraty

O Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, o Ministério das Relações Exteriores, o Museu da História e da Cultura Afro-brasileira (MUHCAB) e o Instituto Pedra têm o prazer de apresentar o seminário Entre dois mundos: a África e os Africanos nos acervos Históricos do Itamaraty, que acontece no dia 15 de maio de 2026, das 10h às 16h30, no auditório do MUHCAB, no Rio de Janeiro.

Coreografando Lagos: Dele Adeyemo sobre dança, cosmologia e práticas espaciais

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Tendo atirado uma pedra hoje, Exu mata um pássaro de ontem. O provérbio iorubá conta tanto uma história de reparação quanto de ancestralidade ao dobrar alegremente as convenções de espaço-tempo e acessar sujeitos do passado com ações do presente. O ditado oferece um ponto de entrada poético para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o trabalho de Adeyemo reúne ecologia, espiritualidade, dança e território, examinando como as práticas culturais incorporadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas dentro e contra a arquitetura do capitalismo racial.

Nascido na Nigéria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir desse envolvimento, ele desenvolveu um extenso corpo de pesquisa sobre práticas de movimento coletivo que precedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas e frequentemente imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação de projeto onde os/as arquitetos/as frequentemente enxergam apenas precariedade.

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Kéré Architecture apresenta projeto de biblioteca pública no Rio de Janeiro em homenagem à herança afro-brasileira

Kéré Architecture apresentou sua proposta para a Biblioteca dos Saberes, um complexo cultural de 40.000 metros quadrados no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Projetado por Francis Kéré, Mariona Maeso Deitg e Juan Carlos Zapata, o conjunto foi encomendado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e está previsto para um terreno próximo ao Cais do Valongo e à região da Pequena África. O projeto foi apresentado à comunidade em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Entre seus elementos principais, estão uma fachada perfurada para proteção solar, jardins na cobertura, terraços ajardinados, pátios sombreados, áreas ao ar livre, um anfiteatro coberto e uma passarela para pedestres que conecta o edifício ao monumento a Zumbi dos Palmares.

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Materiais vernaculares para uma modernidade africana: entrevista com Worofila

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Fundado pela arquiteta senegalesa Nzinga Mboup e pelo arquiteto francês Nicolas Rondet, o Worofila é um estúdio dedicado à arquitetura bioclimática e ecológica. Com sede em Dakar, Senegal, o escritório explora o potencial de materiais vernaculares, como tijolos de terra e fibras vegetais, aplicando técnicas contemporâneas para criar soluções construtivas eficazes. Seu trabalho aborda questões fundamentais relacionadas ao meio ambiente, sustentabilidade e urbanização, unindo materiais tradicionais a práticas inventivas.

Nesta entrevista, Nzinga e Nicolas compartilham sua visão sobre uma modernidade africana distinta, que integra métodos contemporâneos com conhecimentos e recursos tradicionais. Eles defendem uma abordagem de desenvolvimento que não apenas atenda às necessidades imediatas, mas também empodere comunidades e promova um progresso significativo e duradouro. Suas ideias oferecem uma perspectiva instigante sobre como a arquitetura pode impulsionar um futuro mais sustentável e contextual para as cidades africanas.

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Refúgios de esperança: 10 centros de acolhimento para crianças em situação de vulnerabilidade ao redor do mundo

O papel da arquitetura em um centro de acolhimento para crianças ultrapassa a simples construção de um espaço físico; trata-se de conceber refúgios que promovam cura, proteção e oportunidades de desenvolvimento. Em meio a vulnerabilidade de seus pequenos usuários, o ambiente arquitetônico torna-se um elemento crucial para sua recuperação emocional. Cada detalhe do espaço – desde a iluminação natural até a disposição dos ambientes – contribui para criar uma atmosfera de segurança e acolhimento, favorecendo não apenas o bem-estar físico, mas também o fortalecimento psicológico e social das crianças.

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Centro Internacional de Convenções Kenyatta: ícone modernista da arquitetura africana pós-colonial

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A arquitetura moderna e futurista da África Subsaariana reflete as aspirações e o espírito progressista que dominavam o início da independência de muitos países dessa região entre o final da década 1950 e o início da década de 1960. Uma produção que, por coincidir com o crescimento econômico, utilizou métodos de construção complexos em uma arquitetura que mesclava o interior e o exterior (graças ao clima tropical) focando na forma e expressão da materialidade. Nessa fusão de condicionantes específicas surgiram peças arquitetônicas de valor único que precisam ser "redescobertas", entre elas, o Centro Internacional de Convenções Kenyatta (KICC) construído em Nairóbi, Quênia.