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"Queremos aprender algo novo": Em conversa com a curadoria do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA Barcelona 2026

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Ao sediar o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA pela segunda vez em sua história, trinta anos após a edição de 1996, Barcelona torna-se um espaço de reflexão não apenas sobre a arquitetura, mas também sobre as condições em constante mudança sob as quais ela opera. Intitulado Becoming. Architectures for a Planet in Transition, e desenvolvido pela equipe de curadoria composta por seis integrantes — Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres —, o Congresso de 2026 expande o debate para além da escala urbana em direção a questões planetárias, abordando a arquitetura por meio de sistemas ecológicos, sociais, políticos e materiais, em vez de tratá-la como uma disciplina isolada. No dia de abertura do Congresso, o ArchDaily conversou com Mariona Benedito e Carmen Torres, duas das curadoras da equipe, sobre como esta edição revisita o legado arquitetônico de Barcelona, por que a incerteza tornou-se central para o pensamento arquitetônico e o que esperam que os/as participantes levem do evento.

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Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

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Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".

Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.

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Ambientes virtuais estão mudando a forma como vivenciamos a arquitetura

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Há uma grande diferença entre olhar para a imagem de um edifício e vivenciar o espaço que ela representa. A atmosfera de um lugar, moldada por sua luz, sons, materialidade e relação com a paisagem circundante, há muito pertence ao domínio da experiência física. Hoje, as tecnologias de renderização em tempo real começam a estreitar essa lacuna, permitindo que os projetos sejam explorados e vivenciados antes mesmo de serem construídos.

Muito antes de um edifício ser construído, ele existe como desenhos, maquetes físicas, perspectivas, fotografias e, mais recentemente, renderizações fotorrealistas. Ao longo da história, cada nova ferramenta de representação buscou comunicar não apenas a aparência de um projeto, mas também a experiência de habitá-lo.

Restauração do Teatro Mauri revitaliza marco modernista de 1951 em Valparaíso, Chile

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Em junho de 2026, o reformado Teatro Mauri reabriu suas portas no Cerro Bellavista, em Valparaíso, que já foi o principal porto do Chile. O edifício faz parte do legado modernista da América Latina e fica ao lado de La Sebastiana, uma das renomadas residências do poeta Pablo Neruda. O projeto foi concebido pelo arquiteto Alfredo Vargas Stoller, autor de outros ícones da arquitetura moderna em Valparaíso, como o Edificio Cooperativa Vitalicia e o Conjunto de Viviendas Vargas em Viña del Mar. O Teatro Mauri foi inaugurado em 1951 como um espaço para espetáculos e cinema. Após um incêndio no início dos anos 1990, o edifício entrou em declínio, servindo apenas esporadicamente como espaço para festas e eventos locais. Em 2015, foi adquirido pela Sociedad Chilena de Autores e Intérpretes (SCD), que encomendou sua restauração aos/às arquitetos/as Laura Garrido e Gregorio Garretón.

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto

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Embora os Andes sejam frequentemente vistos como uma cordilheira contínua, eles abrangem uma grande variedade de climas e ecossistemas. No Equador, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile, páramos, planaltos áridos, vales temperados e paisagens nevadas podem coexistir a distâncias relativamente curtas uns dos outros. À medida que a altitude varia, mudam também a temperatura, a radiação solar, a umidade, os ventos, a vegetação e a topografia, gerando ambientes que exigem diferentes abordagens construtivas.

Diferentemente de muitas regiões montanhosas onde o frio é a condição ambiental predominante, as áreas de grande altitude nos Andes reúnem diversas condições climáticas simultaneamente. Conforme a altitude aumenta, a radiação solar torna-se mais intensa. Algumas regiões permanecem úmidas ao longo de todo o ano, ao passo que outras enfrentam períodos prolongados de seca. Em muitos locais, o terreno íngreme, a neve e as mudanças constantes nos padrões meteorológicos tornam-se fatores adicionais que influenciam o desenho das edificações.

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Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula

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A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.

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Como os/as arquitetos/as podem simplificar os fluxos de trabalho de projeto além do CAD e do BIM

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As informações de um projeto de arquitetura não se limitam aos softwares CAD ou BIM. Briefings, PDFs de desenhos, contratos, orçamentos, relatórios de obra, arquivos de aprovação e especificações técnicas costumam ser os documentos que as equipes abrem, revisam, enviam e confirmam diariamente.

Quando esses arquivos ficam dispersos em e-mails, aplicativos de mensagem, cópias digitalizadas e diferentes dispositivos, erros de versão, atrasos em aprovações e perda de informações podem acontecer facilmente. Para arquitetos/as e pequenos escritórios, isso não apenas desacelera a comunicação, como também compromete a precisão do projeto, a confiança do cliente e os prazos de entrega.

As maiores cidades do mundo em 2026 por população

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Anualmente, no dia 11 de julho, o Dia Mundial da População chama a atenção para as tendências demográficas que estão remodelando as sociedades em todo o mundo. Em 2026, as Nações Unidas marcam a ocasião sob o tema "Realizar as Esperanças e Aspirações dos Jovens – Hoje e para o Futuro", destacando como as decisões da juventude sobre educação, emprego, habitação, relacionamentos e vida familiar são cada vez mais influenciadas pelas cidades onde vivem. Com base em Lives, Choices and Futures, uma pesquisa global com mais de 108 mil jovens adultos em 73 países, a campanha deste ano destaca a estreita relação entre as mudanças demográficas e as condições sociais, econômicas e espaciais das cidades.

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O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

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O conceito de museu historicamente suscita reflexões sobre identidade, representação e estruturas institucionais. Atualmente, os museus são concebidos como espaços cada vez mais complexos, que combinam áreas de exposição com outras funções culturais e educativas, estimulando o engajamento cívico, a experimentação artística e a responsabilidade arquivística. Ao longo deste ano, inúmeros projetos de museus foram anunciados e avançaram em várias regiões do mundo, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. A essa variedade soma-se a ampla gama de conceitos desenvolvidos no campo das ideias, propostas e especulações. É nesse território que se insere esta seleção de projetos enviados pela comunidade de leitores do ArchDaily: propostas cujos desenhos expandem os limites da nossa imaginação.

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Resgatando a voz local da arquitetura

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Parte da arquitetura regional mais inovadora do mundo nunca chega às manchetes simplesmente porque ninguém está contando a sua história. No sexto episódio do podcast Room For Dreams, gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a host Claire Brodka, do designboom, analisa detalhadamente esse gargalo ao lado dos/as arquitetos/as Niroop Reddy, Sujit Nair e Aman Aggarwal. O debate investiga como a falta histórica de narrativas na arquitetura acabou obscurecendo uma grande revolução de design em curso no subcontinente indiano.

A arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD)

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A arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Mais Imagens+ 14

Paul Clemence registra o West Bund Orbit do Heatherwick Studio ao longo do rio Huangpu, em Xangai

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O fotógrafo Paul Clemence registrou o West Bund Orbit, pavilhão de exposições públicas do Heatherwick Studio na orla de West Bund, em Xangai, através de uma série de fotos que explora a identidade arquitetônica em constante evolução do projeto. Situado no Distrito de Xuhui, ao longo do Rio Huangpu, o edifício foi concebido como um destino cultural dentro do emergente polo financeiro da região, ao mesmo tempo em que amplia a rede de espaços públicos que definem a orla revitalizada. Em vez de focar apenas no edifício como um objeto isolado, as fotografias de Clemence examinam a relação entre arquitetura, circulação e paisagem, revelando como os caminhos interconectados e a forma em camadas do projeto dialogam tanto com a orla quanto com a cidade ao redor.

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A Ópera de Xangai do Snøhetta e o novo bairro do Foster + Partners em Seul: Os destaques da semana

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Esta semana foi dedicada às artes, com a arquitetura cultural dominando as manchetes em todo o mundo. Edifícios emblemáticos de grandes instituições alcançaram marcos importantes de construção e projeto, desde a Ópera de Xangai até o novo centro de artes cênicas de Abu Dhabi, ao mesmo tempo em que duas novas encomendas de museus foram anunciadas após concursos internacionais. A arquitetura também assumiu o papel de protagonista como tema de exposição em si mesma, com a Trienal de Arquitetura de Sharjah revelando sua lista de participantes e a Áustria apresentando sua proposta para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027. Além dessas novidades, o compilado de notícias desta semana inclui três futuros projetos de desenho urbano: em Seul, Coreia do Sul, um novo bairro à beira-rio no distrito de Apgujeong integra torres residenciais a áreas de parque que conectam a cidade ao Rio Han; em Cardiff, País de Gales, uma ponte de pedestres e ciclistas sobre o Rio Taff conecta bairros costeiros a novas habitações à beira-mar; e em Bengaluru, no sul da Índia, o Museu de Arte e Fotografia está expandindo seu campus público, adicionando novas instalações cívicas e culturais, além de um grande parque de esculturas localizado em uma Reserva da Biosfera da UNESCO em Tamil Nadu.

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A arquitetura global ainda pode refletir a identidade local?

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A ascensão acelerada de uma estética homogeneizada e globalizada está forçando criadores e criadoras a confrontar uma realidade crítica: as tendências de design transcendem a geografia sem esforço, mas a identidade local acaba pagando o preço. O quinto episódio do podcast Room For Dreams investiga diretamente se um mercado sem fronteiras está apagando silenciosamente a diversidade do design. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026, em parceria com a INDX|GLOBAL, a apresentadora Claire Broadka, do designboom, conversa com Sachi Gupta, Shilpi Sonar, Krithika Subrahmanian e Sumit Dhawan para mapear a realidade dos/as profissionais criativos/as sem fronteiras.

Grande Ópera de Xangai, do Snøhetta, se aproxima da conclusão antes da inauguração em outubro

O Shanghai Grand Opera House, projetado pelo escritório Snøhetta, entrou em sua fase final de construção. Estão em andamento os preparativos para a abertura oficial do edifício em 17 de outubro de 2026, dando início a uma temporada que contará com 82 apresentações de 47 produções aclamadas. O projeto em espiral do Snøhetta para o novo espaço cultural foi selecionado por meio de um concurso internacional em 2016. Em 2019, o escritório de arquitetura, juntamente com o East China Architectural Design & Research Institute (ECADI), a Theatre Projects e a Nagata Acoustics, foi formalmente contratado para desenvolver a obra desde o conceito até a sua conclusão. O projeto estava previsto originalmente para ser concluído em 2025, como parte de um plano diretor cultural mais amplo voltado a consolidar o papel de Xangai como um centro internacional de cultura e inovação.

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Pavilhão da Áustria na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 propõe plataforma compartilhada com a Bósnia e Herzegovina

A Áustria anunciou Koncesija / Konzession / Concession(e) como sua contribuição para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Com curadoria da dupla de arquitetura Adna Babahmetović e Ajna Babahmetović, juntamente com o curador Sebastian Höglinger, o projeto propõe ceder temporariamente o Pavilhão Austríaco à Bósnia e Herzegovina por meio de uma concessão cooperativa. Selecionado por meio do processo de concurso público da Áustria, o pavilhão examina questões de representação nacional, diplomacia e intercâmbio arquitetônico, respondendo à ausência de um pavilhão nacional bósnio nos Giardini, onde se localizam os históricos pavilhões nacionais da Bienal.

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Re:Living: Como podemos dar escala à renovação?

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A maior parte das futuras habitações da Europa já existe; no entanto, a renovação continua ocorrendo de forma muito lenta para responder aos desafios climáticos, habitacionais, de saúde e de recursos na escala necessária. O Re:Living explora como a renovação pode deixar de ser uma série de projetos isolados para se tornar uma abordagem escalável de transformação de edifícios existentes. No cerne da iniciativa está um novo projeto de pesquisa, The Housing We Need for the Future We Want, que examina como o melhor aproveitamento do parque imobiliário existente pode abrir novas oportunidades para profissionais de arquitetura, cidades e comunidades.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

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O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

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Equipe liderada por CRA-Carlo Ratti Associati e Park Associati é selecionada para redesenhar o campus do Hospital Spedali Civili de Brescia, na Itália

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O projeto desenvolvido por CRA-Carlo Ratti Associati, Park Associati, Politecnica Building for Humans, Openfabric, DOTDOTDOT, Studio Mattioli e Eckersley O'Callaghan foi selecionado para projetar o novo Hospital Geral e o Hospital Infantil em Brescia, na Itália. O mandato do concurso internacional previa a requalificação de um hospital existente, preservando e ampliando a planta radial concebida pelo engenheiro Angelo Bordoni no início do século XX. O complexo de saúde existente, Spedali Civili di Brescia, segue um plano diretor hexagonal e uma disposição radial que orientam o novo desenho das instalações. A geometria é reinterpretada para atualizar o campus voltado a futuros modelos de assistência à saúde, desenhando em seu entorno um novo anel de serviços (CareRing) que conecta pessoas, natureza e saúde por meio dos princípios da "One Health" (Saúde Única) — a ideia de que a saúde humana, a saúde ambiental e o bem-estar social são indissociáveis.

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Além do Visual: Reenquadrando a Arquitetura Através dos Sentidos

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Uma rebelião experiencial ganha destaque no quarto episódio do podcast Room For Dreams, tocando diretamente no cerne da cultura de design contemporânea, obcecada por imagens e pela superficialidade das telas. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a apresentadora Claire Broadka conversa com quatro profissionais da arquitetura indiana — Indrajit Kembhavi, Manish Gulati, Sanjay Singh e Sidhartha Talwar — para discutir uma questão crucial: teríamos sacrificado a alma da arquitetura em prol de um post perfeito no Instagram?

Congresso Mundial da UIA 2026 e a nova plataforma de análise ambiental de Henning Larsen: O resumo da semana

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Acontecimentos recentes destacaram as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde às transformações nas condições ambientais, sociais e culturais. Grandes terremotos na Venezuela, no Japão e no norte da Califórnia renovaram a atenção para o papel do planejamento, da infraestrutura e das práticas construtivas na promoção da resiliência a desastres naturais. Enquanto essas questões seguem moldando o ambiente construído, a abertura do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026, em Barcelona, reuniu profissionais e pesquisadores/as para debater clima, habitação, espaço público e o futuro da profissão. Anúncios recentes de projetos, iniciativas de preservação, obras concluídas e novas ferramentas de projeto também refletiram a diversidade de abordagens que moldam a prática arquitetônica atual, desde a conservação do patrimônio e o reuso adaptativo até o desempenho ambiental e o planejamento de longo prazo.

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Tem início a construção do Centro de Artes Cênicas Dar al Funoon, de Frank Gehry, em Abu Dhabi

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O Dar al Funoon Abu Dhabi, a nova instituição de artes performáticas projetada pelo falecido arquiteto Frank Gehry, está entre suas obras finais. Com nome que se traduz como "Casa das Artes", o edifício de destaque, encomendado pelo Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi, foi projetado para ser um polo global de artes performáticas e tem previsão de inauguração para 2030. O projeto se soma ao portfólio de Gehry no emirado, que também inclui o futuro Guggenheim Abu Dhabi, e dá sequência à nomeação da cidade como Cidade Criativa da Música pela UNESCO em 2021.

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Trienal de Arquitetura de Sharjah anuncia participantes e datas de abertura da terceira edição

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A terceira edição da Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT03) acontecerá de 14 de novembro de 2026 a 14 de abril de 2027, sob o título Architecture Otherwise: Building Civic Infrastructure for Collective Futures. Com curadoria do/a antropólogo/a e curador/a Vyjayanthi Rao, tendo Tau Tavengwa como curador/a associado/a, a exposição reunirá 32 participantes com atuação nas áreas de arquitetura, antropologia, urbanismo, arte, design, educação e práticas comunitárias. Aberta ao público a partir de 14 de novembro, a Trienal se desdobrará em instalações, filmes, arquivos, oficinas, performances e programas públicos distribuídos por Sharjah, posicionando a própria cidade como um espaço de diálogo e engajamento.

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MVRDV e Balance Architettura renovarão a Galeria Cívica de Arte Moderna e Contemporânea de Turim

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O escritório MVRDV e a Balance Architettura apresentaram sua proposta para a renovação da Galeria Cívica de Arte Moderna e Contemporânea (GAM) de Turim, na Itália, após terem sido selecionados em um concurso público em dezembro de 2025. O projeto busca recuperar as qualidades espaciais do edifício do museu, datado de 1959, ao mesmo tempo em que introduz novas estratégias de exposição, uma reserva técnica aberta ao público e sistemas de exibição flexíveis, projetados para se adaptar às constantes transformações das demandas de curadoria. Concebida tanto como uma restauração arquitetônica quanto como uma transformação institucional, a proposta visa reconectar o museu com a cidade ao seu redor, adaptando-o às abordagens contemporâneas de expografia e engajamento do público. O projeto conta com o apoio da Fondazione Torino Musei, é financiado pela Fondazione Compagnia di San Paolo e a previsão é que as obras comecem no segundo semestre de 2027.

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