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Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal

A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.

Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.

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Offsitewood 2.0: Ferramentas práticas para arquitetos(as) que exploram a madeira offsite

O lançamento mais recente do Offsitewood.org marca um passo significativo para tornar a construção offsite em madeira mais acessível para arquitetos/as. A Versão 2.0 introduz um conjunto de recursos digitais voltados a ajudar profissionais de design e arquitetura a modelar, planejar e colaborar de maneira mais eficiente.

Bibliotecas gratuitas para download são um recurso central e em constante expansão no site. Além disso, novos aplicativos e serviços estão disponíveis, incluindo visualizadores de amostras digitais de madeira (e-samples), uma barra de ferramentas avançada de paginação de painéis e de estruturas (framing) para o Revit, além de um espaço de trabalho colaborativo para otimização de projetos.

Sumayya Vally reforma edifício histórico no centro de Londres como novo centro de arte e cultura

Em outubro, será inaugurado o Ibraaz, um novo espaço cultural reformulado pela arquiteta residente Sumayya Vally no centro de Londres. A iniciativa é liderada pela Kamel Lazaar Foundation e busca destacar a arte, a cultura e as ideias da Maioria Global: comunidades de herança africana, asiática, indígena e latino-americana que, juntas, representam a maior parte da população mundial. O projeto tem como objetivo conectar discussões locais e globais ao criar um "mundo de muitos mundos" em um único local: um edifício de seis andares e cerca de 930 metros quadrados que já passou por diversas transformações, funcionando como sinagoga, residência, clube e, agora, centro cultural.

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De Yakushima a Toronto: a arquitetura hoje destaca novos projetos que moldam a hospitalidade, a vida pública e a infraestrutura

À medida que as cidades e as infraestruturas evoluem para atender às constantes mudanças nas demandas culturais, ambientais e sociais, novos projetos de arquitetura redefinem a forma como os espaços públicos e as instituições cívicas funcionam. Esta edição do Architecture Now reúne propostas que abrangem diferentes contextos e escalas: na Ilha de Yakushima, Jean Nouvel insere um refúgio boutique para o NOT A HOTEL em uma paisagem florestal tombada pela UNESCO; em Nova York, o escritório Rossetti e a WSP preparam uma grande reforma do Arthur Ashe Stadium para expandir a capacidade e aprimorar a experiência dos/as visitantes; em Toronto, o Diamond Schmitt e o gh3* iniciaram as obras de um posto de atendimento paramédico em madeira engenheirada (mass timber) com consumo de energia líquida zero (net-zero); e, do outro lado do Canal da Mancha, o Hollaway Studio lidera a transformação dos terminais britânico e francês do LeShuttle em portais mais fluidos e sustentáveis. Juntos, esses projetos refletem como o design vem sendo utilizado para adaptar sistemas e paisagens existentes a novas formas de vida pública.

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Coreografando o espaço: arquitetura e dança como práticas interdisciplinares

"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.

Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.

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Primeira Bienal de Arquitetura de Copenhague abre com o tema “Desacelerar”

A primeira edição da Bienal de Arquitetura de Copenhague abre hoje e vai até 19 de outubro, transformando a cidade em uma plataforma de diálogo e intercâmbio arquitetônico. Organizada pelo CAFx (Fórum de Arquitetura de Copenhague), a nova bienal expande o antigo Festival de Arquitetura de Copenhague, deixando o formato anual para se tornar uma plataforma mais ampla e ambiciosa de exploração arquitetônica. Sob a liderança de Josephine Michau, CEO e fundadora do CAFx e curadora do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, a Bienal estreia sob o tema "Slow Down" (Desacelerar), refletindo sobre como as sociedades podem responder às pressões do rápido crescimento populacional, do consumo de recursos e dos desafios ambientais ao repensar o ritmo de mudança no ambiente construído. O tema parte do conceito de uma "Grande Deceleração", convidando os/as participantes a conceberem espaços que promovam a sustentabilidade, a longevidade e um envolvimento consciente com o ambiente construído.

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Zaha Hadid Architects desenvolve habitats impressos em 3D para apoiar a restauração de ecossistemas marinhos

O projeto do escritório Zaha Hadid Architects para um habitat marinho de fabricação digital na zona de conservação do Parque Marinho de North Lantau, em Hong Kong, foi apresentado recentemente na exposição do World Design Congress, em Londres. O evento ocorreu no Barbican Centre entre os dias 9 e 10 de setembro, um dos exemplos mais reconhecidos de arquitetura brutalista no mundo. Com o tema "Design for Planet" (Design para o Planeta), o congresso convocou profissionais de design e contratantes do setor a assumirem sua missão mais crítica até o momento: projetar um futuro regenerativo diante das mudanças climáticas e examinar o papel do design como ferramenta de ação ambiental. Nesse contexto, o escritório Zaha Hadid Architects apresentou o Nereid, um habitat de fabricação digital desenvolvido com tecnologias avançadas de impressão 3D pela D-Shape, destinado a apoiar a regeneração natural dos ecossistemas marinhos.

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Um modelo para a preservação do patrimônio liderada pela comunidade: a revitalização de Esna, vencedora do Prêmio Aga Khan

Entre os sete vencedores do 16º Prêmio Aga Khan de Arquitetura deste ano esteve a revitalização da Esna Histórica, no sul do Egito. Liderado pelo escritório Takween, sediado no Cairo, o projeto foi muito além de uma simples restauração. Trata-se de um esforço de renovação abrangente que aliou um profundo engajamento comunitário à preservação do patrimônio material e imaterial. Ao gerar milhares de empregos e restaurar o centro histórico, a iniciativa ofereceu uma alternativa viável e potente à demolição. O Aga Khan Trust elogiou a proposta como um "modelo replicável de desenvolvimento sustentável".

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O 10º Simpósio de Luz Natural VELUX: Ao vivo de Copenhague

Este ano marca o 20º aniversário do primeiro VELUX Daylight Symposium—duas décadas de compartilhamento de ideias, descobertas e exploração sobre o papel da luz natural em nosso ambiente construído. Desde seu início modesto em 2005, o simpósio cresceu e se tornou um dos principais fóruns internacionais para o diálogo interdisciplinar sobre a luz natural.

A 10ª edição, realizada no coração de Copenhague, reunirá mais uma vez pesquisadores/as, arquitetos/as, engenheiros/as e formuladores/as de políticas públicas para examinar a evolução do papel da luz natural na arquitetura e no design. Trata-se de um espaço onde a ciência e a prática se encontram para refletir sobre os aprendizados do passado e vislumbrar o futuro da iluminação natural em nossas cidades e espaços. Acompanhe a transmissão ao vivo no dia 18 de setembro de 2025, das 09:00 às 17:30 (CEST). 

Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026

Christian de Portzamparc foi anunciado como o vencedor do Prêmio Andrée Putman pelo Conjunto da Obra de 2026 (Andrée Putman Lifetime Achievement Award), concedido pelo Créateurs Design Awards (CDA). O reconhecimento homenageia sua influência na arquitetura e no urbanismo, situando-o em uma linhagem de profissionais cujo trabalho moldou tanto o ambiente construído quanto o discurso cultural. A cerimônia será realizada em Paris em 17 de janeiro de 2026, data em que de Portzamparc receberá o prêmio pessoalmente.

Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026 - Imagen 1 de 4Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026 - Imagen 2 de 4Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026 - Imagen 3 de 4Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026 - Imagen 4 de 4Christian de Portzamparc receberá o Prêmio pelo Conjunto da Obra do Créateurs Design Awards 2026 - Mais Imagens+ 2

UNESCO conclui programa de restauração da cidade de Mossul, no Iraque

Entre 2014 e 2019, o Daesh (Estado Islâmico) ocupou e controlou territórios no Iraque e na Síria, incluindo a cidade de Mosul, no norte iraquiano. A UNESCO estima que 80% do centro histórico de Mosul tenha sido destruído nesse período, o que motivou uma das campanhas de reconstrução mais ambiciosas das últimas décadas: "Reviver o Espírito de Mosul". Desde 2019, a UNESCO vem realizando esforços de grande escala para recuperar a paisagem e os monumentos da cidade, reconstruindo três marcos religiosos e culturais e 124 casas históricas, além de outros edifícios situados na Cidade Antiga. O programa foi estruturado em três pilares: a restauração do patrimônio material relevante, o fomento ao retorno da vida cultural e o fortalecimento de espaços voltados à educação. Em 1º de setembro de 2025, o Primeiro-Ministro do Iraque inaugurou três dos principais marcos recuperados: o complexo da Mesquita Al-Nouri, o Convento Al-Saa'a e a Igreja Al-Tahera, consolidando a conclusão do projeto de restauração.

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Expansão do Four Winds Field destaca o uso de tijolos finos em projeto de estádio moderno

Desde sua inauguração em 1987, o Four Winds Field — casa do time da Minor League AA, o South Bend Cubs — passou por diversas transformações. Em cada uma delas, o tijolo permaneceu como um elemento arquitetônico central, evocando tradição, permanência e um caráter urbano marcante. Agora, com uma grande expansão em andamento, o estádio reafirma esse legado ao mesmo tempo em que adota técnicas construtivas inovadoras, com destaque para a integração do tijolo em plaqueta (thin brick) como uma solução contemporânea que honra o passado sem comprometer o desempenho técnico.

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O/A Arquiteto/a como Mediador(a) de Materiais: Lições de Habitats Híbridos

Com raízes profundas, troncos robustos e a capacidade de suportar temperaturas extremas, as tamareiras (Phoenix dactylifera) estão entre as espécies mais bem adaptadas ao ambiente árido do deserto. Não é por acaso que, em muitas culturas indígenas locais, são conhecidas como a "árvore da vida", já que seus frutos, folhas e troncos fornecem alimento, abrigo e materiais de construção há milhares de anos. Sem elas, grande parte do assentamento humano em regiões desérticas não teria sido possível. Hoje, amplamente cultivada em regiões áridas de todo o mundo, a espécie continua a sustentar práticas agrícolas tradicionais; no entanto, seu potencial pode ser ainda mais aprimorado e ampliado por meio dos esforços da pesquisa contemporânea.

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Além da função: placas elétricas como solução tecnológica e de design de interiores

Os espaços que habitamos são repletos de movimentos, atividades e encontros: a cozinha onde preparamos a comida, a sala onde nos reunimos, o escritório onde trabalhamos. No meio de tudo isso, alguns elementos passam despercebidos, mas conectam a nossa experiência com o entorno: interruptores, tomadas e placas elétricas. Esses dispositivos não apenas permitem a distribuição de energia, mas também estruturam e facilitam a interação com o espaço, atuando como nós que vinculam funções e fluxos, ao mesmo tempo em que reforçam a identidade estética dos interiores.

Utopian Hours em Turim: Um festival para novos e ousados rumos no fazer das cidades

O Utopian Hours retorna a Turim como o principal festival da Europa dedicado à construção de cidades (*city making*) e à inovação urbana. Serão três dias repletos de inspiração, com masterclasses, palestras, workshops, mesas-redondas e exposições. Fórmulas e estudos de caso de todo o mundo revelam como ocorre a inovação urbana (e social) — e como o próprio conceito de fazer cidade está sendo ampliado em direções ousadas e inéditas. Mais de 40 convidados/as internacionais, os veículos de mídia mais influentes, grandes referências do urbanismo e os/as gestores/as públicos/as mais dinâmicos/as da Europa se reunirão em Turim para trocar ideias, ferramentas, experiências, soluções, desejos e paixões.

O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion”

O Pavilhão Coreano na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia celebra seu 30º aniversário com "Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion", uma exposição comissionada pelo Conselho de Artes da Coreia (ARKO) e sob curadoria do Curating Architecture Collective (CAC), composto por Chung Dahyoung, Kim Heejung e Jung Sungkyu. Reunindo arquitetos/as e artistas como Kim Hyunjong, Heechan Park, Young Yena e Lee Dammy, a exposição revisita de forma crítica o pavilhão tanto como estrutura física quanto como espaço simbólico, traçando sua trajetória desde sua conclusão em 1995 e, ao mesmo tempo, especulando sobre seus possíveis futuros.

O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion” - Imagem 1 de 4O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion” - Imagem 2 de 4O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion” - Imagem 3 de 4O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion” - Imagem 4 de 4O Pavilhão da Coreia na Bienal de Veneza de 2025 celebra 30 anos com “Little Toad, Little Toad: Unbuilding Pavilion” - Mais Imagens+ 27

Nicholas Grimshaw, pioneiro da arquitetura high-tech britânica e fundador do Grimshaw, morre aos 85 anos

Sir Nicholas Grimshaw, arquiteto britânico conhecido por impulsionar a arquitetura high-tech e por fundar o escritório Grimshaw, faleceu aos 85 anos. Ao longo de uma carreira de mais de cinco décadas, realizou projetos públicos e de infraestrutura que enfatizavam a clareza estrutural, a engenharia avançada e a funcionalidade. Suas principais obras incluem a Waterloo International, o terminal original do Eurostar em Londres; o Eden Project na Cornualha; a gráfica do Financial Times; e grandes hubs de transporte pelo mundo. Nomeado cavaleiro em 2002 por seus serviços à arquitetura, ele ajudou a definir uma era do design britânico e internacional. Presidiu a Royal Academy of Arts de 2004 a 2011 e foi agraciado com a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects em 2019.

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Compondo com a luz: atmosferas e estratégias no Kompetenzzentrum Breisgau

Na alegoria da caverna de Platão, a luz simboliza o conhecimento: é o que guia o ser humano para fora das sombras da ignorância em direção à verdade. Em muitas religiões, a luz também é associada à divindade, como uma manifestação do sagrado. Com o tempo, a luz deixou de ser apenas um símbolo da razão para se tornar um instrumento de sensibilidade, uma matéria viva capaz de moldar atmosferas, influenciar a percepção e revelar significados.

A luz é usada com maestria nos espaços silenciosos de Tadao Ando, por exemplo, onde se infiltra como uma substância sagrada entre as paredes de concreto. Nos edifícios de Alvar Aalto, ela é delicadamente modulada para dialogar com o céu nórdico. Nas instalações imersivas de James Turrell, ela se torna corpo, cor e experiência. Mas a luz também se manifesta nos gestos mais cotidianos: em cada janela precisamente orientada ou em cada sombra cuidadosamente desenhada para revelar o que não é imediatamente visível. Como um/a maestro/a diante da partitura e da orquestra, o/a arquiteto/a pode compor com a luz, acentuando volumes, suavizando limites e conferindo ritmo e intensidade aos espaços que habitamos.

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6 moodboards táteis e contextuais: inspiração para casas e apartamentos

A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.

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Repensando a ideação arquitetônica com IA centrada no ser humano

As etapas iniciais de ideação podem ser, ao mesmo tempo, a parte mais empolgante e a mais desafiadora do processo de projeto. As ideias fluem rapidamente, mas podem ser abstratas e difíceis de comunicar. Isso pode gerar frustração e desperdiçar um tempo precioso.

Hoje, arquitetos/as, designers e artistas podem encurtar a distância entre o primeiro esboço e uma decisão de projeto significativa ao aliar técnicas tradicionais de ideação a ferramentas de visualização baseadas em IA, desenvolvidas para aprimorar — e não substituir — a criatividade humana. As ferramentas da Chaos mantêm as mentes criadoras firmemente no centro do processo, proporcionando agilidade e clareza sem que se perca a autoria ou o controle.

Museu de Arte de Almaty, de Chapman Taylor, é inaugurado no Cazaquistão

O Museu de Artes de Almaty foi inaugurado no Cazaquistão, estabelecendo uma nova instituição cultural dedicada à arte contemporânea na Ásia Central e no cenário internacional. Projetado pelo escritório Chapman Taylor, o museu está localizado no sopé das montanhas Tian Shan e abrange 10.060 metros quadrados. O projeto se inspira no contraste entre a cidade de Almaty e seu entorno montanhoso, uma relação expressa por meio de dois volumes interconectados revestidos de calcário e alumínio. Estes volumes se organizam em torno de um átrio central e iluminado, chamado de "Art Street", que funciona como o principal espaço de circulação e encontro.

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Lina Ghotmeh — Architecture idealiza residência no deserto inspirada na paisagem em AlUla, Arábia Saudita

Lina Ghotmeh — Architecture revelou recentemente imagens do projeto AlUla Immersive Living, uma proposta residencial concebida para emergir da paisagem desértica da Arábia Saudita. Sua forma é moldada pela luz e pelo vento do local, enraizada no clima e posicionada entre a rocha e a duna. O projeto segue o conceito de um abrigo que pertence tanto ao deserto quanto aos seus habitantes, funcionando como uma "paisagem viva". A estrutura é concebida com paredes espessas de taipa de pilão, contrastadas por plataformas abertas que emolduram o céu. O projeto se apresenta como um manifesto de uma arquitetura que pretende "não dominar, mas acolher", proporcionando refúgio sem romper conexões, refletindo o posicionamento de Lina Ghotmeh na interseção entre contexto, ofício e cuidado.

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Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.

Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.

Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - 1 的图像 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - 2 的图像 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - 3 的图像 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - 4 的图像 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Mais Imagens+ 24

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Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.

Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.

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