1. ArchDaily
  2. Noticias

Noticias

A morte das misturas em pó? Por que os acabamentos prontos para uso estão dominando o mercado

Áudio disponível

Em um setor definido por tolerâncias de engenharia e garantia de desempenho, o acabamento de interiores ainda depende de um processo que introduz variabilidade em cada projeto. Mesmo profissionais de aplicação experientes costumam depender de uma mistura baseada no julgamento subjetivo — estimando a proporção de água e ajustando pelo tato até que o material pareça maleável. Embora a habilidade reduza a variabilidade, ela não a elimina. O resultado é uma inconsistência inerente que se transfere diretamente para a superfície acabada.

Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades

Enquanto a Europa enfrenta uma das ondas de calor mais precoces e intensas dos últimos anos, o Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 chega em meio a discussões renovadas sobre adaptação climática, resiliência urbana e a capacidade das cidades de responder a temperaturas cada vez mais extremas. Em Portugal, na França, na Itália, na Espanha, na Alemanha, na Suíça, na Irlanda e no Reino Unido, as temperaturas subiram muito acima das médias sazonais, provocando alertas de calor, fechamento de escolas, planos de contingência de emergência e uma preocupação crescente com o comportamento das edificações e da infraestrutura pública sob estresse térmico prolongado. A convergência desses episódios evidencia uma realidade cada vez mais global: as mudanças climáticas deixaram de ser apenas uma questão ambiental e passaram a ser um fator que reconfigura profundamente os espaços onde as pessoas vivem, trabalham e convivem.

Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades - Imagem 1 de 4Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades - Imagem 2 de 4Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades - Imagem 3 de 4Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades - Imagem 4 de 4Dia Mundial do Meio Ambiente 2026 coincide com ondas de calor recordes, renovando o foco na adaptação climática nas cidades - Mais Imagens+ 3

BIG projeta o EVE Music Hall, composto por dois volumes, em meio à paisagem agrícola de Čepin, na Croácia

Áudio disponível

BIG – Bjarke Ingels Group está perto de concluir o EVE Music Hall em Čepin, no leste da Croácia, projetado em colaboração com o SIRRAH projekt e o Theatre Projects. O projeto de 10.000 m² abriga uma casa de shows, instalações para congressos, áreas de exposição, um café e espaços para eventos na cobertura. O local deve receber concertos, conferências, exposições e atividades culturais, com capacidade para quase 4.000 pessoas em áreas cobertas e até 25.000 ao ar livre. O novo edifício cultural marca o primeiro projeto do escritório na Croácia e deve se tornar sua primeira casa de espetáculos musicais concluída, com previsão de entrega para o início de 2027.

Acesso exclusivo

As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida

Áudio disponível

As cidades modernas são movidas por indicadores de desempenho. Elas movem milhões de pessoas todos os dias, concentram capital, separam os usos do solo e sustentam sistemas complexos de logística e consumo. Nesse sentido, a cidade funciona como um sistema a ser continuamente ajustado e otimizado.

As métricas dominantes hoje são familiares e amplamente conhecidas: veículos por hora, tempos médios de deslocamento, coeficientes de aproveitamento, rotatividade de estacionamento, novos projetos habitacionais e receita tributária por lote. Esses números descrevem uma cidade legível por meio da eficiência. São herdados de uma lógica industrial, na qual o espaço urbano é tratado mais como um mecanismo de produção do que como um ambiente vivenciado. Sob essa perspectiva, as cidades começam a mimetizar as necessidades e métricas de uma máquina.

As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida - 1 的图像 4As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida - 2 的图像 4As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida - 3 的图像 4As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida - 4 的图像 4As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026

O que acontece quando a materialidade se torna a força motriz do design? Como uma infraestrutura cultural pode expressar sua própria identidade? O Pavilhão de Design da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 reúne a inovação criativa do país para enfrentar desafios contemporâneos por meio de uma releitura do legado arquitetônico de Gaudí. Concebido como uma infraestrutura cultural reversível, o projeto ativa o espaço público ao mesmo tempo que amplia o debate sobre o uso de materiais, a circularidade e o reúso. Em vez de reproduzir formas históricas, o pavilhão adota uma abordagem contemporânea e operacional, destacando a colaboração entre a indústria, o design e a cultura espanhola ao explorar princípios estruturais e construtivos enraizados na geometria, na eficiência material e na relação entre forma e sistema.

Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026 - Imagem 1 de 4Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026 - Imagem 2 de 4Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026 - Imagem 3 de 4Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026 - Imagem 4 de 4Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026 - Mais Imagens+ 13

Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista

Esta semana, a dimensão cultural da arquitetura assumiu o papel principal através de uma série de novas plataformas, desenvolvimentos institucionais e projetos voltados ao público que expandem a forma como a disciplina é discutida, preservada e vivenciada. Desde o anúncio dos participantes da edição inaugural da Bienal Pan-Africana em Nairóbi e a revelação das intervenções urbanas do Festival Concéntrico em Logroño, até a abertura da nova sede de arquivos da La Biennale di Venezia no Arsenale, a arquitetura despontou como um vetor de pesquisa, intercâmbio e reflexão coletiva. Paralelamente a essas iniciativas, projetos como a expansão do Crystal Bridges Museum no Arkansas e a abertura do Serpentine Pavilion de 2026 demonstram como as instituições culturais continuam investindo em novos espaços de encontro e engajamento. A seleção desta semana abrange o Quênia, a Espanha, a Albânia, a Arábia Saudita, a Itália, o Líbano, o Reino Unido e os Estados Unidos, refletindo os diversos contextos nos quais as instituições culturais, eventos públicos e iniciativas arquitetônicas continuam a evoluir.

Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista - 1 的图像 4Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista - 2 的图像 4Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista - 3 的图像 4Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista - 4 的图像 4Primeiro vislumbre do Serpentine Pavilion e planos de modernização do Getty Center revelados: A Semana em Revista - Mais Imagens+ 10

Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

Áudio disponível

A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano - Image 1 of 4Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano - Imagem de DestaqueEspaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano - Image 2 of 4Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano - Image 3 of 4Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano - Mais Imagens+ 14

Acesso exclusivo

Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental

A justiça ambiental confronta uma verdade simples, porém desconfortável: os benefícios e os ônus ambientais não são compartilhados de forma igualitária. Comunidades marginalizadas suportam uma parcela desproporcional de ar poluído, água insalubre, uso tóxico do solo, calor extremo e riscos acelerados das mudanças climáticas em cidades de todo o mundo. Trata-se do resultado direto de décadas de decisões políticas, padrões de investimento, práticas de planejamento excludentes e escolhas de projeto que consistentemente favoreceram determinadas comunidades em detrimento de outras.

Tanto em cidades quanto em paisagens, essas injustiças estão inscritas no tecido físico dos lugares, revelando, inclusive, disparidades extremas nas condições ambientais entre bairros e distritos. Bairros densos e com pouca cobertura vegetal, por exemplo, absorvem e retêm calor, expondo a população residente a taxas mais elevadas de enfermidades relacionadas ao calor. Rodovias, corredores industriais, portos e instalações de tratamento de resíduos concentram-se próximos a bairros de baixa renda e comunidades racializadas, moldando as condições de saúde, a qualidade do ar e do solo, e a segurança a longo prazo.

Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental - Imagem 1 de 4Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental - Imagem 2 de 4Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental - Imagem 3 de 4Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental - Imagem 4 de 4Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental - Mais Imagens+ 35

Como as ferramentas em tempo real estão transformando a prática da arquitetura

 | Em colaboração
Áudio disponível

A arquitetura sempre dependeu de sistemas de representação para tornar as ideias visíveis antes de existirem. Contudo, se a perspectiva linear de Filippo Brunelleschi no século XV organizava o espaço segundo a percepção humana, hoje os/as arquitetos/as enfrentam uma saturação de imagens sem precedentes. A inteligência artificial gera atmosferas em segundos, e os projetos circulam continuamente muito antes do início da construção. Entretanto, a abundância de imagens não se traduz necessariamente em maior clareza e, à medida que os fluxos de trabalho na arquitetura se tornam mais rápidos e fragmentados, as representações visuais por vezes circulam desvinculadas das decisões, restrições e intenções que as geraram. O verdadeiro valor da visualização moderna já não se resume à renderização de uma imagem final; trata-se de como o projeto e a comunicação visual são compreendidos coletivamente ao longo de todo o processo.

Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027

A Diriyah Biennale Foundation anunciou os quatro escritórios de arquitetura selecionados para a lista de finalistas do Prêmio AlMusalla de 2027, um concurso internacional que comissiona o projeto de uma musalla, um espaço de oração e contemplação, para a terceira edição da Bienal de Artes Islâmicas. Com abertura prevista para 1º de novembro de 2027 no Terminal de Hajj Ocidental em Jeddah, na Arábia Saudita, a Bienal apresentará uma nova estrutura de oração projetada por uma das equipes finalistas: Al-Jawad Pike (Reino Unido), Civil Architecture (Bahrein/Kuwait), MILLIØNS (Estados Unidos) ou NEW SOUTH (França). A proposta vencedora será anunciada em março de 2027 e executada como parte da exposição, antes de ser transferida permanentemente para o JAX District, em Diriyah.

Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027 - 1 的图像 4Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027 - 2 的图像 4Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027 - 3 的图像 4Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027 - 4 的图像 4Fundação Bienal de Diriyah anuncia os quatro estúdios finalistas do Prêmio AlMusalla 2027 - Mais Imagens+ 7

Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia

A segunda edição do The Bread & Heart Festival será realizada em Tirana, na Albânia, de 3 a 5 de junho de 2026. O evento anual é organizado pela The Bread & Heart Foundation e co-curado com a Cátedra NEWROPE de Arquitetura e Transformação Urbana da ETH Zürich. O objetivo da Fundação é oferecer uma plataforma aberta de diálogo sobre arquitetura, paisagem e desenvolvimento na Albânia, um país que passa por uma rápida transformação e está se tornando um dos ambientes urbanos mais ativos do Sudeste Europeu. O propósito do evento é conectar figuras internacionais da comunidade da arquitetura, como Francis Kéré, Jeanne Gang, Ma Yansong e Sumayya Vally, a profissionais locais, instituições e ao público em geral. Assim como em 2025, o festival ocorrerá no Book Building, projetado pelo escritório 51N4E e localizado na Praça Skanderbeg, reunindo os/as participantes sob o tema "Landscapes of Abundance" (Paisagens de Abundância).

Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia - 1 的图像 4Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia - 2 的图像 4Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia - 3 的图像 4Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia - 4 的图像 4Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as Paisagens de Abundância da Albânia - Mais Imagens+ 4

O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026

O Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", projetado pelo escritório de arquitetura LANZA atelier, com sede na Cidade do México, será aberto ao público em 6 de junho de 2026 no Serpentine South, em Londres.

O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026 - Imagem 1 de 4O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026 - Imagem 2 de 4O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026 - Imagem 3 de 4O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026 - Imagem 4 de 4O 25º Pavilhão Serpentine, projetado pelo LANZA atelier, abre ao público em 6 de junho de 2026 - Mais Imagens+ 2

Um mundo intermediário: o papel das formas híbridas nos banheiros contemporâneos

 | Em colaboração
Áudio disponível

Quando uma forma ainda é considerada circular ou retangular? No modernismo do século XX, essa pergunta praticamente não existia. A arquitetura se apoiava na clareza, na redução e na pureza formal. Sob a influência de arquitetos/as como Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe, o design modernista estabeleceu uma ordem visual baseada na geometria racional, em materiais industriais e na rejeição ao ornamento. Círculo e quadrado, função e expressão eram mantidos rigorosamente separados — uma lógica que ditou, por décadas, os layouts rígidos e modulares dos banheiros tradicionais.

Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso

Após mais de dois anos de destruição sistemática de vidas, habitats e infraestrutura essencial na Faixa de Gaza, um novo front de guerra no Sudoeste Asiático foi anunciado em 28 de fevereiro de 2026. Desde então, os ataques militares dos EUA e de Israel têm gerado impactos humanos e infraestruturais no Líbano, na Síria, no Iraque e na Jordânia. Nos meses seguintes, as ofensivas apenas se intensificaram, alcançando o avanço terrestre mais profundo em território libanês nos últimos 26 anos e provocando deslocamentos em massa no sul do país. Esta fase mais recente do conflito marca a sexta invasão israelense ao Líbano desde 1978, retomando uma história de quase 50 anos de intervenções militares de Israel no país. Embora um acordo de cessar-fogo devesse entrar em vigor em 27 de novembro de 2024 e expirar em 2 de março de 2026, indícios da destruição de cidades e de Patrimônios da Humanidade mostram que ele nunca foi de fato respeitado. A UNESCO tem condenado sistematicamente os "ataques ilegais contra bens culturais", sendo a última manifestação uma resposta à "escalada contínua das hostilidades" em 29 de maio de 2026.

Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso - Imagen 1 de 4Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso - Imagen 2 de 4Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso - Imagen 3 de 4Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso - Imagen 4 de 4Sítios do Patrimônio Mundial do Líbano ameaçados em meio à guerra em curso - Mais Imagens+ 1

Acesso exclusivo

Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais

A conversão de templos religiosos desativados por meio de programas culturais constitui uma das estratégias de reuso adaptativo mais instigantes no planejamento urbano contemporâneo. Essa compatibilidade funcional parece decorrer das características específicas das próprias igrejas: suas naves centrais oferecem plantas livres de grande escala e cortes monumentais que acomodam facilmente as exigências volumétricas de museus, teatros ou centros comunitários. Além disso, as propriedades acústicas inerentes aos seus tetos abobadados, combinadas com uma iluminação natural intencional filtrada por vitrais ou cúpulas, criam as condições espaciais para atividades que vão das artes cênicas à exibição de artefatos culturais. Ao assumirem um papel público e cultural, esses edifícios não apenas evitam a demolição ou o abandono físico, mas também preservam seu status de marcos urbanos e de identidade no tecido da cidade, revitalizando seu entorno imediato sem descaracterizar seu significado histórico.

Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais - Image 1 of 4Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais - Image 2 of 4Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais - Image 3 of 4Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais - Image 4 of 4Do sagrado ao público: 5 igrejas em desuso reimaginadas como espaços culturais - Mais Imagens+ 8

Como os projetos vencedores do concurso Concrete Pavilion da Buildner estão repensando o material mais comum da arquitetura

Áudio disponível

Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Concrete Pavilion. Como parte da série Material Studies da Buildner, a competição convidou arquitetos/as e designers a explorarem o potencial arquitetônico do concreto por meio do projeto de um pavilhão experimental. O desafio era reconsiderar o material para além de seu uso convencional, investigando suas possibilidades espaciais, estruturais e sensoriais.

La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale

La Biennale di Venezia inaugurou a nova sede de seu Arquivo Histórico – Centro Internacional de Pesquisa em Artes Contemporâneas no Arsenale, transferindo as coleções de arquivos e as atividades de pesquisa da instituição para um complexo restaurado em um de seus principais locais de exposição. A abertura apresenta uma nova sede permanente para o arquivo, reunindo instalações de conservação, pesquisa, consulta pública e programação cultural no histórico Arsenale. Para marcar a ocasião, a La Biennale organizou uma programação de três dias com performances, palestras, conversas e visitas públicas, destacando o papel do arquivo no ecossistema mais amplo de exposições, festivais e iniciativas educacionais da instituição.

La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale - Imagen 1 de 4La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale - Imagen 2 de 4La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale - Imagen 3 de 4La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale - Imagen 4 de 4La Biennale di Venezia inaugura nova sede para seu Arquivo Histórico no Arsenale - Mais Imagens+ 6

Acesso exclusivo

Arquitetura Transespécie: Foco Editorial de Junho do ArchDaily

A tradição filosófica ocidental há muito coloca a cultura em oposição à natureza. Esse pensamento dualista moldou os cânones das ciências e das humanidades, e a arquitetura não ficou de fora. Sob essa lógica, tudo o que não é humano existe para ser explorado e recebe o nome de "recurso natural". Essa mentalidade extrativista moldou o desenvolvimento de muitas partes do mundo nos últimos séculos, deixando marcas profundas — às vezes irreparáveis — no planeta. No entanto, outras formas de viver sempre existiram. Das práticas religiosas da África Ocidental baseadas no animismo aos saberes herbais de mestres e mestras da Jurema Sagrada no Brasil; das comunidades indígenas na Índia, cujo ritmo de vida reflete as monções, aos Inuit do Ártico, capazes de enxergar dezenas de tons de branco: entre seres humanos e natureza não há distinção; o que existe é a vida.

Autores e autoras contemporâneos trazem essa discussão para os campos da filosofia e, mais especificamente, da arquitetura. Donna Haraway, Antônio Bispo dos Santos, Achille Mbembe e Beatriz Colomina são apenas alguns dos nomes cujas obras ajudam a expandir a estreita perspectiva ocidental, lançando luz sobre formas alternativas de coabitação — com outros humanos e mais-que-humanos — neste planeta.

Acesso exclusivo

De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação

A maioria das pessoas raramente se lembra de uma passagem. Elas se lembram da sala de aula, do apartamento, da galeria ou da praça ao final dela. As passagens costumam ser projetadas para desaparecer em segundo plano, guiando o movimento de um destino ao outro. No entanto, algumas das experiências mais memoráveis da arquitetura acontecem justamente durante o deslocamento por um lugar, e não ao chegar a ele.

A circulação costuma ser tratada como um dos elementos mais práticos da arquitetura. Corredores conectam salas, galerias oferecem acesso e passarelas organizam o movimento pelo edifício. Seu propósito parece simples: ajudar as pessoas a irem de um ponto a outro. Por conta disso, os espaços de circulação há muito tempo são considerados secundários em relação aos programas que atendem. A atenção tende a se concentrar nos destinos, enquanto os espaços intermediários passam, em grande parte, despercebidos.

De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Image 1 of 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Image 2 of 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Image 3 of 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Image 4 of 4De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação - Mais Imagens+ 13

Acesso exclusivo

Projetando o conforto através de texturas, aconchego e sistemas de forro

Antes de compreendermos um espaço de forma racional, nós o percebemos sensorialmente. A luz, a proporção, a textura, a cor e a materialidade influenciam a maneira como o corpo interpreta um ambiente, definindo se ele parece acolhedor, frio, íntimo ou impessoal. Elementos visuais e cromáticos podem afetar diretamente a percepção de profundidade, atmosfera e escala nos interiores, sobretudo em edifícios contemporâneos caracterizados por grandes vãos e superfícies contínuas. Entre os elementos arquitetônicos que moldam essa experiência, o forro talvez seja um dos mais subestimados, apesar de sua profunda influência na maneira como o espaço é percebido e habitado.

O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

Áudio disponível

Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 1 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 2 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 3 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Image 4 of 4O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição - Mais Imagens+ 28

Acesso exclusivo

O concreto está arruinando a promessa da madeira engenheirada?

A madeira engenheirada deixou de ser um nicho experimental para se tornar parte central do debate contemporâneo sobre construção sustentável. A combinação de menor carbono incorporado, sistemas pré-fabricados e cronogramas de obra mais rápidos ajudou a posicionar soluções como CLT (madeira laminada cruzada) e DLT (madeira cavilhada) como alternativas viáveis ao concreto e ao aço em edifícios residenciais, escritórios, escolas e equipamentos públicos em todo o mundo. A isso somam-se a previsibilidade dos processos construtivos e as qualidades ambientais associadas à madeira, frequentemente vinculadas ao conforto de quem utiliza o espaço e à experiência espacial.

Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas

O Crystal Bridges Museum of American Art em Bentonville, Arkansas, abrirá ao público uma grande expansão de cerca de 10.600 metros quadrados (114.000 pés quadrados) nos dias 6 e 7 de junho de 2026. Projetado pelo escritório Safdie Architects, o projeto amplia a arquitetura original do museu e, ao mesmo tempo, introduz novas galerias, instalações educativas, espaços de convivência pública e conexões paisagísticas ao longo dos 54 hectares (134 acres) do campus da instituição. A adição representa a conclusão de uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo para o museu, aumentando tanto sua capacidade de exposição quanto sua integração com a paisagem circundante de Ozark.

Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas - Imagen 1 de 4Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas - Imagen 2 de 4Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas - Imagen 3 de 4Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas - Imagen 4 de 4Safdie Architects conclui expansão do Museu Crystal Bridges no Arkansas - Mais Imagens+ 11

Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano

Projetado pelo Studio NEiDA, o Falcon Cinema é um centro comunitário e de artes localizado em Berekuso, Gana, comissionado por Jacqueline Nsiah, profissional à frente da curadoria de cinema e da direção fundadora do espaço. A missão do cinema é criar um espaço para cineastas preservarem o patrimônio cinematográfico da África, ao mesmo tempo em que promove o pensamento crítico e criativo sobre o cinema contemporâneo no continente, projetado e curado com uma abordagem pan-africana. O programa de necessidades inclui duas salas de projeção (com 250 e 150 assentos), um restaurante, um arquivo, espaços de convivência, um centro educacional e um cinema ao ar livre. Um segundo complexo está planejado para uma fase futura, destinado a abrigar residências para cineastas. Ainda em fase de projeto, a proposta teve início em 2024 e tem conclusão prevista para 2027.

Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano - Imagem 1 de 4Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano - Imagem 2 de 4Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano - Imagem 3 de 4Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano - Imagem 4 de 4Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano - Mais Imagens+ 8

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.