
Abrangendo múltiplas geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem debates contínuos sobre planejamento de longo prazo, estruturas institucionais e o papel público da arquitetura.

Abrangendo múltiplas geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem debates contínuos sobre planejamento de longo prazo, estruturas institucionais e o papel público da arquitetura.

Foram iniciadas as obras do novo Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA), projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects para o Ethiopian Airlines Group. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, lançou a pedra fundamental na cerimônia de início das obras no sábado, 10 de janeiro de 2026. O novo aeroporto ficará localizado a aproximadamente 40 quilômetros ao sul da capital etíope, Adis Abeba, e está planejado para se tornar o maior aeroporto da África. A primeira fase do projeto foi dimensionada para atender 60 milhões de passageiros/as por ano. As fases subsequentes deverão aumentar a capacidade para até 110 milhões de passageiros/as anuais, contando com quatro pistas e estacionamento para 270 aeronaves — mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto da Etiópia, segundo declarações do primeiro-ministro.

Snøhetta, em colaboração com o Beijing Institute of Architectural Design (BIAD), venceu o concurso internacional para projetar o Museu de Arte de Pequim no distrito de Tongzhou, em Pequim. O início oficial das obras ocorreu em 31 de dezembro de 2025, com conclusão e abertura ao público previstas para 2029. Concebido como um novo marco para a região leste da cidade, o museu fará parte da estratégia de desenvolvimento cultural e cívico de Tongzhou como subcentro de Pequim. O projeto marca a segunda grande comissão cultural do Snøhetta na capital chinesa, sucedendo a Biblioteca de Pequim, inaugurada em 2023 e que, desde então, tornou-se uma referência fundamental para a arquitetura cívica contemporânea na cidade.

Um novo museu dedicado à ciência da fibra de carbono foi inaugurado em Fiorenzuola d'Arda, Itália, em 17 de dezembro de 2025. O projeto remonta a 2021 e foi desenhado pelo escritório CRA–Carlo Ratti Associati em colaboração com o falecido arquiteto italiano Italo Rota. Encomendado pela MAE, fabricante de equipamentos para a produção de fibra de carbono, o projeto transforma um dos maiores acervos do mundo sobre fibra de carbono em um museu dinâmico, unindo a pesquisa à preservação arquivística e convertendo o arquivo em um espaço de exploração interativa. O projeto é descrito pela equipe de projeto como um "museu vivo", um lugar para ler, indagar e conectar ideias.

Qalandiya: the Green Historic Maze, desenvolvido pelo RIWAQ – Centre for Architectural Conservation, foi premiado com o Grande Prêmio no Holcim Foundation Awards 2025, em reconhecimento à sua abordagem sensível e profundamente contextualizada de conservação do patrimônio na Palestina, sendo selecionado entre os 20 vencedores da edição deste ano. Localizado em Qalandiya, ao norte de Jerusalém, o projeto reativa o centro histórico de uma vila há muito afetada pela fragmentação política, pelo abandono e pela desconexão espacial. Por meio de uma estratégia de reabilitação gradual, o projeto restaura estruturas deterioradas utilizando conhecimentos tradicionais, alvenaria de pedra local e materiais nativos, transformando o tecido abandonado em espaços públicos ativos, ao mesmo tempo que reforça a resiliência ambiental por meio de estratégias climáticas passivas e infraestrutura baseada na paisagem.

Malabo serviu como capital da Guiné Equatorial desde a independência do país da Espanha, em 12 de outubro de 1968, até 2 de janeiro de 2026, quando um decreto promulgado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo oficializou a transferência da capital para Ciudad de la Paz ("Cidade da Paz"), localizada na província de Djibloho. Obiang formalizou a mudança como parte de uma reorganização territorial planejada há bastante tempo. Embora a antiga capital continue a ser um polo econômico importante na ilha de Bioko, Ciudad de la Paz foi concebida como uma capital planejada na porção continental da África. A iniciativa de transferir a capital remonta a 2008, com o início das obras em 2011. A nova capital, também chamada de Djibloho (em referência à província) ou Oyala, é apresentada pelo governo como um esforço de descentralização para melhorar a acessibilidade em todo o território nacional.

As seleções de Cor do Ano de 2026 revelam uma transição em direção a paletas matizadas e sobrepostas, além de uma sutil tranquilidade espacial, distanciando-se de tons de terra saturados de previsões anteriores. A tonalidade Cloud Dancer, da Pantone, um branco suave, estabelece uma base de clareza e simplicidade. Por sua vez, a Sherwin-Williams e a C2 Paint destacam a versatilidade dos neutros de tom médio e ocres suaves, enfatizando a autenticidade dos materiais e a adaptabilidade em diferentes superfícies e condições de iluminação interna. Já a Benjamin Moore e a Graham & Brown exploram matizes mais profundos e atmosféricos que equilibram subtons quentes e frios, enquanto Behr, Valspar e AkzoNobel introduzem verdes suaves e tons azulados que visam criar interiores restauradores, serenos e visualmente envolventes.

Ao longo de 2025, foram anunciados diversos projetos de infraestrutura esportiva que continuam em nosso radar, com conclusão prevista, em sua maioria, entre 2028 e 2030. Localizados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e América do Norte, esses projetos refletem estratégias contemporâneas de masterplans para a transformação de grandes arenas esportivas em seus contextos urbanos. Muitos dos estádios foram projetados como parte de estruturas mais amplas de requalificação urbana que incluem novos espaços públicos, programas de uso misto, instalações para eventos e melhorias de mobilidade, em vez de surgirem como estruturas isoladas. Projetos liderados por escritórios internacionais como Populous, Foster + Partners, Heatherwick Studio, OMA, Gensler, AFL Architects e VUILD ilustram uma variedade de respostas arquitetônicas, urbanísticas e de infraestrutura para o papel em constante evolução dessas grandes instalações esportivas.

Com abertura prevista para 19 de janeiro de 2026, o Sydney Fish Market é o primeiro projeto concluído dentro da revitalização mais ampla de Blackwattle Bay, no porto interno de Sydney. Projetado pelo escritório 3XN em colaboração com o BVN e o Aspect Studios, e construído pela Multiplex, o complexo desenvolvido sob medida substitui o antigo mercado por uma estrutura contemporânea que combina um mercado atacadista de peixes em operação com comércio, gastronomia e espaços públicos à beira-mar. Localizado a aproximadamente 1,6 quilômetro a sudoeste do centro financeiro de Sydney, o projeto ressignifica um dos maiores mercados de peixes do mundo em volume, transformando-o em uma infraestrutura ativa e, ao mesmo tempo, em um destino cívico.

A exposição Built Environment: An Alternative Guide to Japan no Centre de design da Université du Québec à Montréal (UQAM) ficará em cartaz até 25 de janeiro de 2026. Com curadoria de Shunsuke Kurakata, Satoshi Hachima e Kenjiro Hosaka, a mostra apresenta uma seleção de 80 projetos das 47 províncias do Japão, incluindo obras de renomados/as arquitetos/as japoneses/as, como o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2014, Shigeru Ban, Kengo Kuma, o/a autor/a do projeto de reforma do Museu de Arte Moderna de Nova York, Yoshio Taniguchi, o/a célebre paisagista e escultor/a Isamu Noguchi, e o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2019, Arata Isozaki. A seleção busca oferecer uma perspectiva renovada sobre o Japão por meio de edifícios inovadores, projetos de engenharia civil e desenhos de paisagem. Organizada em colaboração com a Fundação Japão e apresentada com o apoio do Consulado Geral do Japão em Montreal, a exposição foi concebida como um projeto itinerante que explora a resiliência da arquitetura e da infraestrutura japonesas diante de desastres naturais e das mudanças climáticas.

A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram as 40 obras selecionadas para a lista de finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 – Mies van der Rohe Awards, escolhidas entre um total de 410 indicações. A seleção reúne projetos de 18 países e 36 cidades, oferecendo um panorama da produção arquitetônica contemporânea na Europa. Entre as obras selecionadas, a França conta com nove projetos, seguida pela Espanha com sete e pela Dinamarca com quatro, estando os demais projetos distribuídos por uma ampla gama de contextos europeus. Os finalistas serão anunciados em fevereiro de 2026, e os vencedores serão revelados em abril de 2026, antes do EUmies Awards Days, em maio.

O compilado de notícias desta semana reúne discussões atuais sobre espaço público e coletivo, infraestrutura cultural e transformação urbana de longo prazo em diversos contextos geográficos. Desde modelos de gestão compartilhada que redefinem a propriedade do espaço público em cidades como Paris e Nova York, até iniciativas de grande escala impulsionadas por eventos vinculadas a Milano Cortina 2026 e ao Fórum Urbano Mundial em Baku, os projetos e iniciativas selecionados destacam a interseção entre governança, cultura e infraestrutura na prática contemporânea. Esses temas são aprofundados por meio de uma combinação de processos de planejamento estratégico, incluindo esforços internacionais de planejamento experimental no norte de Lviv, e projetos construídos nas áreas de educação, cultura e arquitetura temporária — desde uma nova instalação de ensino odontológico em Blantyre, no Malawi, até espaços culturais restaurados e recém-inaugurados nos Estados Unidos e em Taiwan, além de intervenções de reutilização adaptativa apresentadas na Bienal de Arquitetura de Chicago. Os exemplos internacionais delineiam um panorama arquitetônico moldado pelo reuso, pelo engajamento público e pelo papel em evolução do design na resposta a estruturas sociais, culturais e institucionais.

O The Egg é um centro de artes cênicas localizado em Albany, na Empire State Plaza de Nova York, projetado pelo escritório norte-americano Harrison & Abramovitz. A construção teve início em 1966 e foi concluída doze anos depois, em 1978, com o objetivo de acolher uma ampla programação de eventos culturais e espetáculos para a população do Estado de Nova York. Inspirada no modernismo brasileiro, a estrutura de concreto em forma de cúpula semelhante a um ovo se destaca como um contraponto marcante em meio a um conjunto urbano de caráter racional. Cercado pelas torres do governo estadual implantadas em uma grande praça aberta e revestidas de pedra, o concreto aparente do edifício, sua forma aparentemente suspensa e sua geometria curva acentuada o posicionam como um exemplar tardio do brutalismo modernista. Atualmente, o espaço passa por uma restauração e, após seis meses de obras, deve reabrir em 8 de janeiro de 2026, apresentando-se como um local "renovado e reinventado".

O presidente Ilham Aliyev assinou um decreto declarando 2026 como o "Ano do Planejamento Urbano e da Arquitetura" na República do Azerbaijão. A decisão estabelece uma estrutura nacional focada em políticas de planejamento urbano, cultura arquitetônica e desenvolvimento sustentável, alinhando-se aos preparativos do Azerbaijão para sediar o 13º Fórum Urbano Mundial (WUF13) em Baku, em maio de 2026. De acordo com o decreto, a iniciativa visa preservar as tradições centenárias do Azerbaijão e, ao mesmo tempo, integrar abordagens contemporâneas que respondam aos desafios sociais, ambientais e espaciais atuais. A administração presidencial agora elaborará e apresentará um plano de ação abrangente para o ano no prazo de um mês.

Falta apenas um mês para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, cujas competições acontecerão de 4 a 22 de fevereiro de 2026. A Cerimônia de Abertura será realizada no dia 6 de fevereiro no Estádio Olímpico San Siro, em Milão, reunindo cerca de 2.900 atletas de todo o mundo para disputar 16 esportes, com 116 medalhas de ouro em jogo. Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam à Itália vinte anos depois de Turim 2006 e setenta anos após Cortina 1956. Esta edição, no entanto, adota uma abordagem marcadamente diferente, distanciando-se do modelo tradicional de altos custos e desperdício em prol do reuso adaptativo, do uso de energia renovável e do desenvolvimento regional de longo prazo. Sendo a edição mais dispersa geograficamente na história dos Jogos de Inverno, o plano prevê o uso de 92% de instalações já existentes ou temporárias, aproveitando regiões com forte infraestrutura turística para evitar grandes impactos ambientais e implementar estratégias de design circular e reciclagem — cujos resultados se tornarão evidentes nos próximos meses. Em seguida, serão realizadas as Paralimpíadas de Inverno de Milano Cortina 2026, de 6 a 15 de março de 2026.

O High Museum of Art em Atlanta apresentará Isamu Noguchi: "I am not a designer" de 10 de abril a 2 de agosto de 2026. A exposição examina o trabalho de design de Isamu Noguchi (1904–1988) em escultura, mobiliário, iluminação, paisagismo e cenografia, marcando sua primeira grande retrospectiva focada em design em quase 25 anos. Após a exibição em Atlanta, a mostra seguirá para o Peabody Essex Museum em Salem, Massachusetts, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, e para a Memorial Art Gallery da Universidade de Rochester na primavera de 2027.
Nesta entrevista ao Louisiana Channel, a arquiteta mexicana Gabriela Carrillo apresenta os desafios que movem seu trabalho, especialmente os projetos desenvolvidos como integrante do Colectivo C733, do qual participa atualmente ao lado de Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espin. Ao explorar sua definição de arquitetura, ela propõe reflexões sobre o projeto de espaços públicos, a relação entre arquitetura e land art e o papel do preexistente na transformação do espaço. A arquiteta defende a arquitetura como uma "ferramenta poderosa" para estreitar as conexões entre as pessoas e seu entorno, definindo sua prática como otimista.

O Museu de Arte de Taichung inaugurou oficialmente em 13 de dezembro de 2025, com a exposição inaugural intitulada A Call of All Beings: See You Tomorrow, Same Time, Same Place. O edifício, projetado pelo SANAA, faz parte do projeto Taichung Green Museumbrary, desenvolvido em colaboração com o escritório local Ricky Liu & Associates. Concebido como uma grande iniciativa cultural, o projeto combina um museu de arte contemporânea, recursos de biblioteca e um parque público. Por meio de programas educativos e de extensão interativos, o projeto visa estabelecer um novo modelo institucional para Taichung, apoiando o intercâmbio artístico e posicionando a cidade como um polo cultural internacional. Em exibição até 12 de abril de 2026, a mostra de abertura explora as relações entre as pessoas e a natureza, a cidade e a memória, as conexões entre espécies e o futuro, partindo de uma análise do próprio contexto do complexo no centro de Taiwan.

Em diferentes geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem um foco contínuo em como as cidades e os edifícios estão sendo recalibrados em resposta à evolução dos padrões de movimento, trabalho e vida coletiva. Em múltiplos contextos, o espaço público e a mobilidade continuam sendo preocupações centrais, com ruas, centros urbanos e empreendimentos de grande escala servindo como campos de teste para novas abordagens de acessibilidade, resiliência e uso cotidiano. Iniciativas de pedestrianização e visões lideradas por comunidades apontam para modelos de governança em evolução e estratégias urbanas de longo prazo, ao mesmo tempo em que plataformas culturais e voltadas para a pesquisa continuam a enquadrar essas transformações em um debate público mais amplo. Paralelamente, o avanço de grandes projetos de uso misto e corporativos destaca a crescente integração de sistemas digitais, infraestrutura, desempenho ambiental e estruturas espaciais flexíveis na arquitetura contemporânea.

Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com o escritório Betaplan Architects (Atenas) e o/a paisagista Camille Muller (Paris), deu início às obras de um novo centro cultural em Pireu, o porto de Atenas. Comissionado pela Fundação Dinos e Lia Martinos (DLMF), o projeto busca estabelecer um polo internacional conectado a centros de arte semelhantes no exterior, aberto à comunidade local, a estudantes e a visitantes, além de contribuir para o tecido urbano e cultural da região metropolitana de Atenas. O complexo, chamado KYKLOS, abrigará coleções de arte contemporânea e uma programação cultural de projeção internacional. Iniciado em 2023, o projeto está atualmente em desenvolvimento, com a conclusão das obras prevista para o último trimestre de 2028.

A instalação da fachada teve início no canteiro de obras do novo campus da sede da OPPO na Região da Grande Baía de Shenzhen, sinalizando um progresso visível no projeto desenvolvido por Zaha Hadid Architects. Planejado como um local de trabalho unificado para a OPPO, empresa de tecnologia sediada na China, o campus está situado em um contexto urbano de rápido desenvolvimento. A sede foi concebida para acomodar o crescente quadro de funcionários da empresa, integrando as funções de escritório com espaços acessíveis ao público. Atualmente, as atividades de construção concentram-se na montagem do envelope externo, que já reflete a volumetria, a configuração das torres e a organização espacial geral do projeto.

O Lote C do campus Sister, em Manchester, um par de edifícios comerciais interligados localizados no canto nordeste do campus, recebeu aprovação urbanística do Conselho Municipal de Manchester. Projetado por Allies and Morrison e SLA para o cliente Sister, uma joint venture entre a Universidade de Manchester e a Bruntwood SciTech, o projeto representa a primeira grande fase de novas construções do plano diretor para o emergente distrito de inovação de Manchester. Com uma área bruta externa total de aproximadamente 81.000 metros quadrados, o empreendimento posiciona-se como um dos maiores novos projetos corporativos da cidade, marcando um momento fundamental na transformação em etapas do local.

A exposição Coming Together: Reimagining America's Downtowns, realizada no National Building Museum, em Washington, D.C., explora as transformações em curso nos centros urbanos dos Estados Unidos e as maneiras como as comunidades têm se organizado para moldar cenários urbanos alternativos. Com curadoria de Uwe S. Brandes, docente na Universidade de Georgetown, e projeto expográfico de Reddymade e MGMT., esta é a primeira de três grandes exposições da iniciativa Future Cities do museu, um projeto interdisciplinar que examina a cidade como polo, catalisadora, elemento fundamental e reflexo da sociedade. Coming Together apresenta exemplos de mais de 60 cidades estadunidenses, de grande e pequeno porte, destacando lições aprendidas e oportunidades aproveitadas em decorrência da pandemia de COVID-19, à medida que as comunidades se adaptam a mudanças duradouras no trabalho, na moradia, na mobilidade, no entretenimento e no lazer. A exposição está aberta ao público e permanecerá em cartaz até o outono de 2026.

Situado no bairro de El Raval, em Barcelona, o Edifício de Escritórios Futurista desenvolvido pelo escritório SNOB Architects introduz um programa de escritórios contemporâneo em um ambiente urbano consolidado e historicamente estratificado. Projetado pela equipe com sede em Lisboa e com conclusão prevista para 2026, o projeto compreende aproximadamente 12.000 metros quadrados de área bruta construída. A altura, a volumetria e as proporções do edifício são calibradas em resposta à malha urbana circundante, refletindo a escala das estruturas adjacentes ao mesmo tempo em que estabelecem uma linguagem arquitetônica contemporânea. Em vez de se apresentar como um objeto isolado, o projeto é concebido como parte integrante da cidade existente, contribuindo para a transformação gradual de El Raval por meio de uma abordagem arquitetônica controlada e atenta ao contexto.