O escritório MVRDV venceu o concurso internacional de projeto organizado pela empresa social Shift para projetar a Shift Embassy, um novo destino cultural planejado para o distrito em desenvolvimento de Waterkant, em Roterdã. Concebida como um híbrido entre arquitetura e paisagem, a proposta, intitulada "Rotterdam ROCKS!", combina espaços expositivos, hotelaria, educação, equipamentos públicos e infraestrutura ecológica em um edifício de acesso público, cujo objetivo é apoiar a missão da Shift de engajar visitantes em desafios ambientais e sociais. O projeto fará parte do Waterkant, um desenvolvimento urbano de grande escala na margem sul do rio Mosa, planejado para incluir 3.750 moradias, além de escolas, locais de trabalho, espaços culturais e áreas públicas.
Grand Stade Hassan II no Marrocos por Populous e Oualalou + Choi. Imagem cortesia de Oualalou + Choi
O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.
O Royal Institute of British Architects (RIBA)anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.
A arquitetura esta semana olhou tanto para o passado quanto para o futuro. Entre museus, marcos restaurados e redesenvolvimentos urbanos em grande escala, as histórias em destaque exploraram como a arquitetura é continuamente reinterpretada sob novas lentes culturais, políticas e urbanas. Da reconsideração do legado arquitetônico da África Ocidental pós-independência à transformação de antigas prisões em bairros energeticamente neutros e à restauração de marcos culturais do século XX, os projetos demonstram como edifícios e histórias existentes continuam sendo participantes ativos no discurso contemporâneo. Paralelamente a essas intervenções, o anúncio dos finalistas do World Architecture Festival e a atenção renovada ao crescimento urbano global traçam um panorama mais amplo de uma profissão que articula patrimônio, responsabilidade ambiental e cidades em rápida transformação.
O The Martin, edifício residencial projetado pelo OMA, com assinatura de David Gianotten e Mariano Sagasta, foi concluído no Bajes Kwartier, em Amsterdã. Situado no Cluster Central do projeto de revitalização de 7,5 hectares, o empreendimento é a entrega mais recente do plano diretor do OMA para transformar o antigo complexo penitenciário de Bijlmerbajes — que funcionou entre 1978 e 2016 — em um bairro de uso misto e energeticamente neutro. A entrega do edifício acontece após a do The Jay, em 2025, ao passo que um terceiro residencial, o The Cardinal, tem previsão de conclusão para 2030.
Ao sediar o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA pela segunda vez em sua história, trinta anos após a edição de 1996, Barcelona torna-se um espaço de reflexão não apenas sobre a arquitetura, mas também sobre as condições em constante mudança sob as quais ela opera. Intitulado Becoming. Architectures for a Planet in Transition, e desenvolvido pela equipe de curadoria composta por seis integrantes — Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres —, o Congresso de 2026 expande o debate para além da escala urbana em direção a questões planetárias, abordando a arquitetura por meio de sistemas ecológicos, sociais, políticos e materiais, em vez de tratá-la como uma disciplina isolada. No dia de abertura do Congresso, o ArchDaily conversou com Mariona Benedito e Carmen Torres, duas das curadoras da equipe, sobre como esta edição revisita o legado arquitetônico de Barcelona, por que a incerteza tornou-se central para o pensamento arquitetônico e o que esperam que os/as participantes levem do evento.
Anualmente, no dia 11 de julho, o Dia Mundial da População chama a atenção para as tendências demográficas que estão remodelando as sociedades em todo o mundo. Em 2026, as Nações Unidas marcam a ocasião sob o tema "Realizar as Esperanças e Aspirações dos Jovens – Hoje e para o Futuro", destacando como as decisões da juventude sobre educação, emprego, habitação, relacionamentos e vida familiar são cada vez mais influenciadas pelas cidades onde vivem. Com base em Lives, Choices and Futures, uma pesquisa global com mais de 108 mil jovens adultos em 73 países, a campanha deste ano destaca a estreita relação entre as mudanças demográficas e as condições sociais, econômicas e espaciais das cidades.
O fotógrafo Paul Clemence registrou o West Bund Orbit, pavilhão de exposições públicas do Heatherwick Studio na orla de West Bund, em Xangai, através de uma série de fotos que explora a identidade arquitetônica em constante evolução do projeto. Situado no Distrito de Xuhui, ao longo do Rio Huangpu, o edifício foi concebido como um destino cultural dentro do emergente polo financeiro da região, ao mesmo tempo em que amplia a rede de espaços públicos que definem a orla revitalizada. Em vez de focar apenas no edifício como um objeto isolado, as fotografias de Clemence examinam a relação entre arquitetura, circulação e paisagem, revelando como os caminhos interconectados e a forma em camadas do projeto dialogam tanto com a orla quanto com a cidade ao redor.
Museu Nacional do Equador (MUNA). Imagem cortesia de Studio Campo Baeza
Studio Campo Baeza, com sede em Madri, em parceria com o escritório Maoda, sediado em Quito, venceu o concurso internacional para projetar o novo Museu Nacional do Equador (MUNA) em Quito. A proposta da equipe, intitulada Echoes of the Sun (Ecos do Sol), foi selecionada por um júri nacional e internacional entre 17 finalistas na segunda fase do concurso. A chamada pública atraiu inicialmente 148 equipes de todo o mundo, das quais 20 foram pré-selecionadas para desenvolver propostas de projeto antes do anúncio do projeto vencedor em uma cerimônia pública em Quito, em 6 de julho de 2026.
O escultor mexicano Pedro Reyes desenvolveu uma prática multidisciplinar que abrange escultura, arquitetura, engajamento social e ativismo. Com formação como arquiteto, Reyes aborda a escultura como um processo tanto material quanto coletivo, combinando o entalhe tradicional em pedra com projetos participativos que tratam de questões sociais contemporâneas. Seu trabalho frequentemente explora a transformação, seja por meio de materiais físicos ou de ação comunitária, posicionando a escultura como uma ferramenta para reimaginar realidades sociais. Em uma entrevista de 2025 ao Louisiana Channel, Reyes discute a influência da arquitetura em sua prática artística, o conceito de "escultura social" e a importância de preservar as tradições artesanais em um mundo cada vez mais automatizado.
O escritório MVRDV foi selecionado para projetar o Inaura, um hotel e torre residencial de uso misto no centro de Dubai (Downtown Dubai), desenvolvido pela incorporadora Arada. O projeto terá 210 metros de altura em um lote situado entre o Downtown Dubai e o Business Bay, oferecendo vistas para o Burj Khalifa e a Fonte de Dubai. Após o concurso, o MVRDV continuará envolvido como escritório responsável pela integridade do projeto, enquanto a empresa Dewan Architects + Engineers, sediada em Dubai, atuará como consultora principal. Os interiores serão desenvolvidos com base em um conceito do MVRDV, alinhado ao foco da incorporadora em programas de fitness, bem-estar e estilo de vida.
A Áustria anunciou Koncesija / Konzession / Concession(e) como sua contribuição para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Com curadoria da dupla de arquitetura Adna Babahmetović e Ajna Babahmetović, juntamente com o curador Sebastian Höglinger, o projeto propõe ceder temporariamente o Pavilhão Austríaco à Bósnia e Herzegovina por meio de uma concessão cooperativa. Selecionado por meio do processo de concurso público da Áustria, o pavilhão examina questões de representação nacional, diplomacia e intercâmbio arquitetônico, respondendo à ausência de um pavilhão nacional bósnio nos Giardini, onde se localizam os históricos pavilhões nacionais da Bienal.
Galeria Cívica de Arte Moderna e Contemporânea de Turim. Imagem cortesia de MVRDV
O escritório MVRDV e a Balance Architettura apresentaram sua proposta para a renovação da Galeria Cívica de Arte Moderna e Contemporânea (GAM) de Turim, na Itália, após terem sido selecionados em um concurso público em dezembro de 2025. O projeto busca recuperar as qualidades espaciais do edifício do museu, datado de 1959, ao mesmo tempo em que introduz novas estratégias de exposição, uma reserva técnica aberta ao público e sistemas de exibição flexíveis, projetados para se adaptar às constantes transformações das demandas de curadoria. Concebida tanto como uma restauração arquitetônica quanto como uma transformação institucional, a proposta visa reconectar o museu com a cidade ao seu redor, adaptando-o às abordagens contemporâneas de expografia e engajamento do público. O projeto conta com o apoio da Fondazione Torino Musei, é financiado pela Fondazione Compagnia di San Paolo e a previsão é que as obras comecem no segundo semestre de 2027.
Museu Asaan, Renderização por Specto-Digital. Imagem Cortesia de ZHA
Com projeto do escritório Zaha Hadid Architects, as obras de construção do Museu Asaan foram iniciadas recentemente. Localizado no distrito histórico de At-Turaif em Diriyah, na Arábia Saudita, o Museu Asaan pretende ser uma nova instituição cultural concebida para preservar e celebrar o patrimônio do país. Com o nome derivado da palavra árabe que significa "herança transmitida através de gerações", o Asaan reforça seu papel de conectar o passado e o presente. Situado em um local renomado por sua arquitetura de adobe e sua malha urbana secular, o museu se inspira nas técnicas construtivas tradicionais najdi. Planejado para ser construído com tijolos de argila obtidos localmente, o Museu Asaan marcará o primeiro projeto do escritório Zaha Hadid Architects a utilizar a construção em adobe.
Acontecimentos recentes destacaram as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde às transformações nas condições ambientais, sociais e culturais. Grandes terremotos na Venezuela, no Japão e no norte da Califórnia renovaram a atenção para o papel do planejamento, da infraestrutura e das práticas construtivas na promoção da resiliência a desastres naturais. Enquanto essas questões seguem moldando o ambiente construído, a abertura do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026, em Barcelona, reuniu profissionais e pesquisadores/as para debater clima, habitação, espaço público e o futuro da profissão. Anúncios recentes de projetos, iniciativas de preservação, obras concluídas e novas ferramentas de projeto também refletiram a diversidade de abordagens que moldam a prática arquitetônica atual, desde a conservação do patrimônio e o reuso adaptativo até o desempenho ambiental e o planejamento de longo prazo.
A exposição What is This? A Spa, a Gym, a Zoo for Tiny Animals? está em cartaz no Palau Victòria Eugènia, em Barcelona, de 11 de maio a 5 de julho de 2026. Organizada pela Fundació Mies van der Rohe e com curadoria de Anna Sala e Ivan Blasi, a exposição apresenta o acervo da instituição sob uma nova perspectiva curatorial, reunindo maquetes, desenhos, documentos, filmes e registros de intervenções artísticas realizadas no Pavilhão de Barcelona desde 1986. Com entrada gratuita e aberta diariamente, a mostra convida o público a interagir com o arquivo tanto como uma coleção histórica quanto como um registro em constante evolução do discurso arquitetônico.