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Contemporary Architecture: O mais recente de arquitetura e notícia

Do que fogem os/as arquitetos/as? Ambição e evasão no projeto para locais remotos

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Pergunte a um/a arquiteto/a qual é o problema mais difícil da disciplina atualmente. O bloco de habitações do pós-guerra sem manutenção a duas quadras de seu escritório raramente é mencionado. O que vem à sua mente são os diferenciais de pressão em Marte ou as cargas de tração em uma plataforma flutuante; afinal, um território não reivindicado não tem ninguém com quem negociar, nenhuma história à qual responder, nenhum inquilino para se lembrar da última reforma — o que torna o ato de projetar consideravelmente mais fácil.

Os/As arquitetos/as pensam que estão resolvendo um problema mais difícil do que aquele que está ao lado. Um projeto como o de The Line — uma cidade de 170 quilômetros projetada para abrigar nove milhões de habitantes em um local sem ocupação prévia — não é arquitetonicamente mais difícil do que um terreno com cem anos de inquilinato, propriedade contestada e um departamento de planejamento urbano que se lembra das últimas três incorporadoras que usaram a palavra "comunidade" querendo dizer outra coisa. Pelo contrário, é consideravelmente mais fácil. Não há ninguém para convencer, nenhuma história à qual responder, nenhuma discussão a perder. Isso levanta a questão: se o problema mais difícil está a duas quadras do escritório, sem solução, e o mais fácil é o que recebe as renderizações e as rodadas de financiamento, então "ambição" é a palavra errada para descrever o que está acontecendo. Há algo sendo evitado, e precisamos começar a pensar sobre o quê.

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Reinterpretando o nó Ruyi como símbolo cultural no trabalho em metal contemporâneo

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Os símbolos sempre transitaram pela arquitetura. Surgem em pedras esculpidas, tecidos entrelaçados, tetos e paredes pintados, ferragens de portas e objetos cotidianos, carregando as crenças, os rituais e as histórias das culturas que os originaram. Em interiores contemporâneos, os/as designers dão continuidade a esse diálogo com o lugar, revisitando símbolos históricos e traduzindo-os por meio de novos materiais, técnicas de fabricação e formas arquitetônicas.

O nó Ruyi é um exemplo emblemático disso. Há séculos, esse motivo entrelaçado faz parte da tradição chinesa de nós, simbolizando continuidade, harmonia e votos de boa sorte. Sua geometria de curvas suaves tem adornado objetos decorativos e peças cerimoniais, demonstrando como as referências culturais podem se integrar a um vocabulário de design que vai muito além do mero ornamento.

Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade

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Historicamente, a forma como projetamos esteve intimamente ligada à maneira como construímos. A arquitetura avançava por meio de testes físicos, tentativa e erro, desenhos de projeção, maquetes em escala real e modelos físicos: cada um introduzindo uma nova camada de abstração, mas mantendo-se atrelado à materialidade, à escala e à construção. A introdução do CAD alterou significativamente essa dinâmica. No início, ele era compreendido sobretudo como a computadorização de geometrias precisas para a construção. Com o tempo, contudo, as ferramentas digitais passaram a ser incorporadas em etapas mais precoces do processo projetual, substituindo o croqui, a tentativa e erro física, a confecção de maquetes e outras formas de pensamento que outrora mantinham a escala e a matéria sempre próximas.

A linhagem do projeto de arquitetura pode, portanto, ser compreendida em parte como uma evolução de abstrações. Algumas delas revelaram-se extraordinariamente produtivas. Plantas e cortes, por exemplo, isolam dimensões específicas da arquitetura e, ao mesmo tempo, permitem que a mente reconstrua o todo. Elas planificam, cortam e reduzem, mas não abandonam o edifício. Pela combinação desses desenhos, é possível compreender ambientes, circulação, estrutura, aberturas e relações espaciais sem se perder na complexidade do projeto. Sua abstração é disciplinada porque permanece vinculada a uma realidade arquitetônica que, eventualmente, precisará ser medida, construída e habitada.

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O direito à ingenuidade: como a arquitetura transformou a inocência em um posicionamento

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Desde a crise de 2008, um conjunto disperso de pequenos escritórios (nenhum com mais de quinze anos de existência e nenhum grande o suficiente para precisar de um manifesto no sentido tradicional) chegou, de forma independente, a alguma versão de uma mesma recusa: a de parecer assertivo demais, cedo demais, em uma disciplina que havia passado a década anterior vendendo a autoconfiança como acabamento. É provável que esses escritórios resistam a ser classificados sob um único rótulo, mas a própria coincidência reside no fato de que exercer a arquitetura após 2008 fez com que a inocência parecesse a única postura que valia a pena tentar.

Pelo menos a partir de 2019, o Fala passou a divulgar uma descrição de si mesmo em duas palavras, repetida textualmente em dezenas de veículos de arquitetura: um "escritório de arquitetura ingênuo" (naïve architecture practice). Sem notas de rodapé, sem ironia, apenas um escritório, fundado em 2013, que construiu uma década de casas, casas de passarinho e encomendas institucionais com base em um termo que a arquitetura passara um século tentando superar. A questão que a frase levanta não é se os edifícios são bons (pois geralmente são), mas sim o que significa para um escritório escolher a inocência como posicionamento público. Onde termina a pós-ironia e começa o marketing?

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Guia de arquitetura de Nairóbi: 11 projetos que constroem uma identidade pós-independência

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A identidade arquitetônica de Nairóbi foi transformada pela independência do Quênia em 1963. À medida que a nova nação buscava se definir, a cidade tornou-se um campo de testes para uma arquitetura moderna capaz de incorporar o progresso e, ao mesmo tempo, responder à cultura africana, ao clima e às condições locais. Isso deu início a um período de experimentação arquitetônica, com o surgimento de diferentes abordagens para a relação entre modernidade, identidade e lugar.

O Kenyatta International Convention Centre é talvez a expressão mais clara desse momento. Sua arquitetura uniu princípios modernistas a referências de formas africanas, estabelecendo uma resposta singular às ambições de uma nação recém-independente. Ao seu redor, arquitetos/as quenianos/as e internacionais desenvolveram outras interpretações do modernismo, desde as fachadas com brises do Reinsurance Plaza até a silhueta escultórica do Nation Centre, além de projetos religiosos, educacionais e cívicos que ampliaram o vocabulário arquitetônico da cidade.

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Guia de Arquitetura de Tallinn: 13 projetos em uma capital que reconquista sua frente marítima

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Vista a partir da água, Tallinn apresenta o perfil urbano de uma cidade mercantil hanseática. Durante o período soviético, a maior parte da orla era uma zona militar restrita, restando o porto como um dos poucos pontos de encontro entre a cidade e o mar. Até mesmo o Linnahall, a imensa arena de concreto construída para as competições de vela dos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980, foi implantado, em parte, de modo a preservar a vista da cidade antiga para as embarcações que se aproximavam do porto. Durante meio século, Tallinn cresceu de costas para a água que outrora a transformara em uma cidade comercial. Desse modo, quando a independência foi restaurada em 1991, algumas das áreas mais valiosas da capital estavam também entre as menos familiares para a sua população.

A arquitetura recente de Tallinn é, em grande medida, uma arquitetura de reconexão. A cidade vem reabrindo o que havia sido isolado e adaptando o que perdeu sua função, ao mesmo tempo em que constrói novas estruturas onde os limites entre cidade, infraestrutura e paisagem ainda estão sendo negociados. As fábricas ao redor do centro medieval — dos moinhos de Rotermann, próximos ao porto, aos estaleiros de submarinos em Noblessner — haviam perdido seu propósito original. Desde então, sua conversão gradual tornou-se uma das narrativas definidoras da Tallinn contemporânea. Grande parte dessa arquitetura é deliberadamente discreta, extraindo seu impacto da maneira como estruturas antigas, novos usos e a orla marítima foram reintegrados à vida da cidade.

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Pensar através das mãos: Atelier CRAFT sobre projeto e fazer

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Que narrativas os materiais carregam e como os "rastros" visíveis dos/as artesãos/ãs podem dialogar com os processos de fabricação e com a industrialização? Entre a concepção e a construção, o ato de pensar através do fazer pode se tornar o princípio norteador de uma filosofia de projeto. Combinando madeira, materiais industriais e objetos reaproveitados, a abordagem do Atelier CRAFT está enraizada na arquitetura reversível, guiada por seu manifesto: "Transformar o projeto através do fazer". Sediado em Saint-Ouen, Paris, o escritório explora as relações entre o ser humano e a matéria, o ato de fazer e os processos de fabricação.

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Entre Memória e Matéria: Por dentro da obra do escritório uzbeque ARC Architects

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Diante da transformação das cidades do Uzbequistão, o escritório ARC Architects desenvolve uma arquitetura que busca conectar o passado ao presente. Fundado em 2017 por Bobir Klichev, o estúdio surgiu da comunidade de arquitetura de Bucara e permanece estreitamente conectado às particularidades culturais e climáticas do país. Com escritórios em Tashkent e Bucara, o ARC combina minimalismo e referências étnicas para desenvolver uma linguagem contemporânea enraizada em seu contexto.

Em vez de reproduzir uma imagem tradicional da arquitetura uzbeque, o estúdio busca compreender como essa herança pode ser reinterpretada hoje — um exercício que dialoga necessariamente com as camadas históricas sobrepostas que atravessam o país. Durante séculos, cidades como Samarcanda e Bucara foram importantes centros comerciais e culturais da Ásia Central. Sua arquitetura desenvolveu-se em torno de pátios internos e ruelas estreitas, conformando tecidos urbanos nos quais as edificações e os espaços coletivos são indissociáveis.

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Uma Arquitetura da Atenção: Por dentro do Syn Architects

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À medida que as cidades da Arábia Saudita se expandem por meio de projetos culturais cada vez mais ambiciosos, o escritório Syn Architects tem dedicado grande parte de sua prática a olhar para o que precede essa transformação. A participação do escritório na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 surgiu de anos de documentação da arquitetura Najdi, de um tecido urbano em desaparecimento, de materiais locais e de formas herdadas de conhecimento. Para o Syn, o patrimônio se torna útil quando pode ser documentado, testado e reincorporado ao uso.

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Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

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A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

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Como habitar um território: 10 casas moldadas pelas paisagens da Argentina

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O vasto território da Argentina revela múltiplas formas de construir moldadas por sua diversidade geográfica, climática e cultural. Ao projetar residências unifamiliares em Córdoba, Mendoza, Santa Fe e Buenos Aires, diversos escritórios jovens de arquitetura do país respondem a diferentes condições materiais, paisagísticas e culturais, trabalhando com os recursos, sistemas construtivos e ofícios artesanais disponíveis em cada região. A casa torna-se, assim, um meio de interpretar seu contexto, dialogar com as tradições locais e incorporar novas abordagens à produção arquitetônica.

Como cenário da vida cotidiana, a casa faz parte de uma experiência contínua, agindo como um organismo complexo e sutil que responde não apenas ao modo de vida das pessoas que a habitam, mas também às paisagens em que se insere. Após apresentar diferentes perspectivas e definições de figuras como Le Corbusier, Ernesto Rogers e Lewis Mumford, o arquiteto argentino Eduardo Sacriste enfatiza em seu livro Qué es la casa seu papel como reflexo do passado, que compartilha o presente e ilumina o futuro.

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Brasil em foco: este mês em arquitetura, patrimônio e debate cultural

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A arquitetura no Brasil este mês destaca as diversas abordagens do país para a produção cultural, o patrimônio e a transformação de seu ambiente construído. Da formação curatorial da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ao reconhecimento dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, os acontecimentos recentes colocam em foco questões de representação, preservação e identidade cultural. Paralelamente, novos projetos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Rondônia exploram o reuso adaptativo, as relações entre arquitetura e paisagem e novos caminhos para a materialidade e a sustentabilidade. Somadas a isso, discussões em andamento sobre a Fordlândia e o acervo de Lucio Costa revisitam como o patrimônio arquitetônico brasileiro é preservado, interpretado e compreendido hoje.

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A Nova Paisagem Arquitetônica da Hungria: Construindo a Partir do Passado

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A paisagem arquitetônica da Hungria passou pelas décadas socialistas sendo redesenhada de cima para baixo, com suas fazendas cooperativas consolidadas a partir de propriedades familiares e seus blocos habitacionais padronizados distribuídos pelo território de uma forma que teria sido idêntica em qualquer outro lugar. A socióloga Virág Molnár, cujo livro Building the State traça os usos políticos da arquitetura na Hungria e na Alemanha Oriental do pós-guerra, defende que essa reconfiguração do ambiente construído foi um dos principais instrumentos do projeto político, e não um subproduto dele — uma mobilização que se estendeu pela modernização socialista e avançou pela transição que se seguiu. O crítico britânico Owen Hatherley, cuja obra Landscapes of Communism explora os conjuntos habitacionais de Budapeste ao lado dos de Varsóvia e Kyiv, descreve o extremo dessa mesma herança, em que os edifícios sobreviveram à ideologia que os encomendou e continuam ocupados por pessoas que têm pouco interesse em defender a lógica por trás deles.

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A arquitetura de Peter Zumthor ganha destaque no novo filme de Wim Wenders, "From Inside Out"

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O cineasta alemão Wim Wenders apresentará "From Inside Out – The Architecture of Peter Zumthor", um novo documentary que examina a obra e a abordagem arquitetônica do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Peter Zumthor. Com 114 minutos de duração, o filme utiliza cinematografia 3D para documentar as obras de Zumthor a partir da perspectiva de quem as visita, utiliza, habita e constrói. O documentário terá sua estreia mundial em setembro de 2026, integrando a mostra Venice Open – Fora de Competição, do Festival Internacional de Cinema de Veneza.

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Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã?

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Em 2021, uma colaboração entre o escritório de arquitetura italiano Mario Cucinella Architects e a WASP, uma empresa italiana de impressão 3D, levou ao desenvolvimento da TECLA: uma casa impressa em 3D inteiramente com terra crua. Cinco anos depois, a tecnologia por trás do projeto evoluiu, espalhando-se discretamente por diversos continentes e práticas de projeto. Ao controlar a velocidade, o ângulo e a trajetória do bocal de extrusão, arquitetos e arquitetas conseguem ir muito além da criação de paredes convencionais. Ao longo dos anos, esses/as profissionais vêm experimentando maneiras de moldar o material impresso em 3D em padrões de superfície detalhados, reintroduzindo relevos, texturas e grafismos complexos diretamente na estrutura. Dessa forma, busca-se estabelecer uma ponte entre as tradições da construção com terra e a computação digital, em uma era em que o código começa a influenciar a forma e a expressão material na arquitetura.

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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CCA apresenta nova exposição que explora a abordagem de Álvaro Siza para a construção da cidade

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O Canadian Centre for Architecture (CCA) apresenta "The fortune of the city is that it has never been perfect", uma exposição dedicada à obra urbana do arquiteto português Álvaro Siza. Em exibição nas Galerias Principais da instituição de 21 de maio de 2026 a 10 de janeiro de 2027, a mostra examina a abordagem de Siza para a construção da cidade por meio de uma seleção de projetos que dialogam com as condições históricas, sociais e físicas dos ambientes urbanos existentes.

Com curadoria de Giovanna Borasi e assistência de curadoria de Laura Aparicio Llorente, a exposição explora como a prática arquitetônica de Siza se estende além do projeto de edifícios individuais para abranger bairros, espaços públicos e estruturas urbanas mais amplas. Em vez de apresentar a cidade como uma condição fixa ou idealizada, a mostra se concentra no método de Siza de trabalhar com contextos existentes, considerando a história, a topografia, a infraestrutura e a vida cotidiana como componentes fundamentais do processo de projeto. Sob essa perspectiva, a exposição propõe uma reflexão sobre questões que envolvem a transformação urbana, a continuidade do ambiente construído e a relação entre arquitetura e planejamento urbano.

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MVRDV apresenta a Vila de Arte Bihailou em Shenzhen como uma interpretação de vila vertical

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Projetado pelo escritório MVRDV, o Bihailou Art Village é um centro cultural e comercial de uso misto atualmente em construção em Shenzhen, na China. Localizado no bairro de Shatoujiao, próximo à fronteira com Hong Kong, o empreendimento de uso misto combina programas culturais, comerciais e públicos em uma composição empilhada verticalmente, derivada do conceito "Vertical Village" desenvolvido pelo escritório. Concebido para abrigar espaços de funcionamento independente ao mesmo tempo que mantém a circulação de acesso público, o complexo reinterpreta a escala e o caráter espacial da malha urbana do entorno por meio de uma série de volumes distintos.

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