Não é de surpreender que conceitos arquitetônicos já viajassem pelo mundo muito antes da disseminação de informações pela internet. Se, por um lado, muitas regiões compartilham certos acontecimentos históricos e, consequentemente, referências (como a colonização e os movimentos de independência ou mudanças de regimes políticos em meados do século XX), por outro, algumas podem simplesmente ter desenvolvido soluções paralelas diante de condições climáticas e disponibilidade de materiais semelhantes. Além disso, com a disseminação de uma pedagogia arquitetônica mais uniforme adquirida em estudos no exterior, seguida pelo boom da internet, era natural que encontrássemos projetos quase gêmeos em todos os cantos do mundo. Embora eles possam parecer quase idênticos sob certos ângulos, podem carregar camadas e histórias distintas. Por outro lado, também podem revelar o mesmo raciocínio e premissas compartilhados por seus pares do outro lado do oceano.
Cada detalhe na construção de um ambiente tem um impacto significativo. O layout, a composição, o mobiliário, a paleta de cores e os materiais trabalham juntos para criar uma experiência coesa e imersiva na percepção do espaço. No projeto de banheiros, essa integração vai além da estética, buscando garantir que cada escolha— da materialidade à forma do mobiliário— contribua para espaços economicamente viáveis e funcionais, com uma estética que não dependa da exclusividade. Profissionais de arquitetura e design podem moldar cenários diversos sem sacrificar a qualidade ou a coerência visual, focando no custo-benefício e em soluções bem resolvidas. Nesse sentido, uma abordagem democrática do design se torna uma ferramenta para a criação de ambientes onde qualidade, funcionalidade e acessibilidade econômica são princípios fundamentais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143274/o-morar-da-proxima-geracao-design-de-banheiro-personalizavel-e-de-alta-qualidade-ao-seu-alcanceEnrique Tovar
Uma mesa-redonda moderada organizada pelo Aga Khan Award for Architecture, pelo Holcim Foundation Awards, pelo EUmies Awards, pelo Mies Crown Hall Americas Prize, pelo OBEL Award e pelo Ammodo Architecture Award acontecerá em Veneza durante a semana de abertura da 19ª Bienal de Arquitetura. Esse consórcio de seis prêmios de arquitetura, juntamente com arquitetos e arquitetas de nível internacional associados às premiações, se reunirá na sexta-feira, 9 de maio de 2025, no Ocean Space da TBA21–Academy para debater o impacto global dos prêmios de arquitetura e seu potencial para promover mudanças significativas. Sob o título "Beyond the Prize", o evento tem como objetivo propor uma reflexão crítica sobre o propósito, a trajetória e o potencial dessas premiações diante dos desafios sociais e ambientais contemporâneos.
A proposta dos escritórios de arquitetura Garcés de Seta Bonet e MARVEL venceu o concurso para adaptar e expandir o Tres Xemeneies (Três Chaminés), uma antiga usina termoelétrica que se tornará o polo Catalunya Media City em Barcelona, Espanha. Com o projeto vencedor, as duas equipes buscaram preservar o legado histórico do local e, ao mesmo tempo, criar um espaço capaz de evoluir e moldar possibilidades futuras. Com início previsto para o verão europeu de 2025 e conclusão estimada para 2027/2028, o projeto prevê uma série de recursos e serviços voltados a fomentar a inovação, a criatividade, a tecnologia, a capacitação e exposições de cultura digital.
O noticiário de arquitetura deste mês destaca uma onda global de reuso adaptativo, infraestrutura de grande escala e transformação do espaço público. De expansões aeroportuárias a reconfigurações de museus, profissionais de arquitetura de todo o mundo estão repensando como os espaços cívicos atendem às comunidades no século XXI. Entre as novidades de destaque, os escritórios Sasaki, SLA e MVVA foram selecionados como finalistas para reimaginar o Aeroporto Downsview de Toronto como um corredor público voltado para pedestres, enquanto o HOK projetou a expansão de 2,8 milhões de pés quadrados (cerca de 260 mil metros quadrados) do Aeroporto Internacional de Dulles para acomodar o crescimento futuro, respeitando a visão original de Saarinen. Em Melbourne, o Fraser & Partners obteve aprovação para a reurbanização focada no patrimônio histórico do distrito da Boiler House, enquanto o COLL-BARREU ARQUITECTOS concluiu uma sutil reconfiguração do acesso público no Museu Reina Sofía, em Madri. Por fim, no Canadá, o Knight Architects revelou o projeto "Motion" para a substituição da Ponte Alexandra, uma estrutura em arco moldada por referências ecológicas e focada no espaço público inclusivo. Continue lendo para conhecer as atualizações mais recentes que moldam a arquitetura atual.
Às vezes, as soluções mais simples são as mais revolucionárias e impactantes. Durante a crise energética no Brasil, em 2002, o mecânico Alfredo Moser desenvolveu uma maneira acessível e eficaz de iluminar ambientes internos durante o dia. Usando apenas uma garrafa PET instalada no telhado, preenchida com água e alvejante, ele aproveitou a refração da luz solar para levar claridade a espaços antes imersos na escuridão. Em moradias autoconstruídas, onde sucessivos anexos muitas vezes comprometem a entrada de luz natural e ventilação, essa solução faz toda a diferença. Batizada de "lâmpada de Moser", a invenção gera iluminação equivalente a uma lâmpada de 60W e se espalhou pelo mundo, através de diversas reportagens. Desde então, o projeto continuou a evoluir e se adaptar às necessidades das comunidades atuais, transformando vidas por meio de uma solução que é tão simples quanto altamente inteligente.
O que um bacalhau pode oferecer à arquitetura? Ou melhor, que lições sobre meio ambiente e assentamentos humanos podemos aprender com a história da pesca? É esta improvável questão que está por trás do livro Arquitetura do Bacalhau, de André Tavares e Diego Inglez de Souza, publicado pela Dafne Editora e recentemente lançado no Brasil.
Na entrevista a seguir, conversamos com Tavares sobre as infraestruturas ligadas à pesca do bacalhau e sua relação com o território, o trabalho e a produção arquitetônica. A partir de uma abordagem original — que conecta arquitetura, ecologia, fisiologia dos peixes e história industrial —, os autores propõem uma leitura do espaço construído ancorada nos ecossistemas que o sustentam. Longe de ser um olhar nostálgico sobre o passado, a pesquisa aponta para a urgência de repensar a arquitetura no contexto das transformações ambientais em curso, evidenciando como as construções humanas moldam e são moldadas pelos ecossistemas naturais marinhos.
A intersecção entre arquitetura e medicina moldou profundamente o design modernista, campo no qual a transparência, a luz e o ar se tornaram ferramentas essenciais na busca pela saúde. Surgidos a partir da crise de tuberculose do final do século XIX e início do século XX, os sanatórios evoluíram de instalações médicas para campos de testes de inovação arquitetônica. A necessidade de ar fresco, luz solar e esterilidade transformou esses espaços em protótipos para os princípios modernistas, influenciando a organização espacial, as escolhas de materiais e as filosofias de projeto que se estenderam muito além dos cuidados de saúde.
Mais do que locais de tratamento, os sanatórios materializavam as teorias médicas contemporâneas na forma construída. Numa época em que a tuberculose — frequentemente chamada de peste branca — devastava populações em todo o mundo, profissionais da medicina prescreviam a exposição ao ambiente como a principal terapia. A arquitetura adaptou-se a essa demanda, produzindo edifícios com terraços amplos, grandes janelas e interiores de linhas depuradas projetados para otimizar a ventilação e maximizar a luz natural.
A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência das pessoas, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial ao conectar o interior e o exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de ventilação e iluminação natural. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.
As janelas, que outrora eram simples aberturas nas paredes, evoluíram graças aos avanços em materiais e tecnologia, maximizando a eficiência e ampliando seu papel no projeto arquitetônico. Se a arquitetura gótica exibia vitrais maravilhosos através de imponentes janelas altas, a arquitetura moderna migrou para formas horizontais e fachadas totalmente envidraçadas, transformando a maneira como a luz do dia é integrada aos espaços. No entanto, depender exclusivamente do envidraçamento de fachada apresenta uma limitação: a luz natural muitas vezes fica confinada ao perímetro do edifício, deixando as áreas centrais na sombra. As aberturas zenitais, como claraboias e janelas para coberturas planas, superam esse desafio ao canalizar a luz natural para as profundezas dos espaços internos, reduzindo a dependência da iluminação artificial.
O Conselho Municipal de Los Angeles aprovou a versão revisada do Decreto Municipal de Reuso Adaptativo (Citywide ARO), previsto para entrar em vigor em 2025. Dando continuidade ao sucesso do decreto de 1999, que viabilizou a criação de mais de 12.000 unidades habitacionais no centro de Los Angeles, a política atualizada visa enfrentar a crise habitacional contínua da cidade e requalificar edifícios subutilizados.
O escritório BIG, Bjarke Ingels Group, foi selecionado para projetar o novo Museu de História Natural da Hungria em Debrecen. Localizado em uma antiga área esportiva no limite norte da Grande Floresta da cidade, Nagyerdő, o museu de 23.000 m² está sendo desenvolvido em colaboração com Vikár és Lukács Építés Stúdió, Museum Studio e TYPSA. A nova instituição substituirá o museu existente em Budapeste, apoiando a visão do governo de estabelecer Debrecen como um polo regional de educação e cultura até 2030. Encomendado pelo Museu e pelo Ministério da Cultura e Inovação, o novo edifício abrigará salas de exposições permanentes e temporárias, instalações de ensino e pesquisa, espaços públicos e áreas de apoio técnico.
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Solución estructural Termomuro. Image Cortesía de Melón Hormigones
Na busca por soluções inovadoras para alcançar a neutralidade de carbono na construção, o reconhecimento, tratamento e gestão das emissões geradas são de vital importância. Isso permite compreender e investigar cada etapa do processo produtivo e do ciclo de vida dos materiais. A otimização de processos construtivos, a minimização do uso de combustíveis fósseis, a aplicação de energias renováveis ou a valorização de materiais reciclados são algumas das muitas estratégias disponíveis para avançar no caminho dessa transformação. A Melón tomou a iniciativa de desenvolver uma calculadora de Pegada de Carbono de Produto, visando oferecer produtos e soluções construtivas mais sustentáveis, contribuindo ativamente na luta contra as mudanças climáticas.
Terraço jardim entre as duas fases. Imagem cortesia de NEUF architect(e)s
Com a medicina moderna, pode ser difícil para muitos hoje imaginar a devastação causada pela tuberculose (TB) há cerca de 100 anos. Associada inicialmente a condições insalubres e de superlotação, apenas no Canadá a doença causava a morte de aproximadamente 8.000 pessoas anualmente no final do século XIX. Nessa época, antes da descoberta de tratamentos mais avançados, as prescrições médicas envolviam luz solar, ar puro e repouso. Como resposta, sanatórios foram criados. Eram locais onde os pacientes podiam ser isolados da comunidade para tratar a enfermidade. Um testemunho desse legado ergue-se no coração de Montreal: o antigo Royal Edward Laurentian Institute, mais tarde conhecido como Montreal Chest Institute. Nascido de uma crise, o local tornou-se desde então um símbolo de resiliência, transformação e inovação, deixando de ser um espaço de isolamento para se transformar em um polo próspero de pesquisa e empreendedorismo nas ciências da vida.
Após duas semanas de indicações na 16ª edição do Prêmio Obra do Ano 2025, nossa comunidade avaliou mais de mil projetos e selecionou os 15 finalistas. A premiação deste ano celebra a excelência em design, inovação e sustentabilidade, especificamente na região da América Latina e Espanha, destacando uma seleção excepcional de projetos entre os finalistas. Por se tratar de um prêmio baseado na participação do público, orgulha-nos afirmar que suas escolhas refletem de forma autêntica o estado atual da arquitetura, e a qualidade dos finalistas deste ano evidencia ainda mais a excelência e a diversidade presentes no campo profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142926/conheca-os-15-projetos-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
É com prazer que anunciamos os projetos finalistas do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025. Após duas semanas de indicações, foram selecionadas as obras mais votadas entre centenas de projetos construídos em países de língua portuguesa. Nosso júri, formado por milhares de leitoras e leitores, desempenhou mais uma vez um papel fundamental na curadoria desta seleção, resultando em uma lista de 15 projetos notáveis.
A partir de hoje até 9 de abril às 23h59 (GMT-3), é possível votar uma vez por dia nos finalistas — os melhores exemplos da arquitetura lusófona contemporânea. O resultado será divulgado no dia 10 de abril.
No setor da construção civil, a busca por economia imediata durante as fases de projeto ou execução — seja pela contratação de profissionais menos qualificados/as, pelo uso de materiais de baixa qualidade ou pela modificação de sistemas construtivos sem embasamento técnico — pode resultar em prejuízos financeiros e retrabalho futuro, comprometendo o desempenho e a durabilidade do edifício. A Franklin Township Library, em Somerset, Nova Jersey, é um exemplo claro das consequências de escolhas inadequadas de materiais, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e à pegada de carbono.
Durante sua construção em 2005, os painéis translúcidos de polímero reforçado com fibra de vidro (PRFV) da Kalwall originalmente especificados para a cobertura foram substituídos por painéis de policarbonato, visando uma economia inicial de US$ 90.000. Essa decisão, aparentemente inofensiva, logo se mostrou problemática, resultando em desafios operacionais significativos.
A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.
Render de equipagem lunar da NASA. Imagem cortesia de Foster + Partners
Durante três semanas, de 28 de março a 20 de abril de 2025, o John F. Kennedy Center for the Performing Arts em Washington, D.C., sediará o festival de arte "EARTH to SPACE: Arts Breaking the Sky." Com curadoria de Alicia Adams, vice-presidente de programação internacional, e Gilda Almeida, diretora de programação internacional, o festival inclui uma programação repleta de apresentações, exibições de filmes, palestras, painéis e exposições. Como parte do festival, o escritório Foster + Partners projetou uma exposição intitulada "From Earth to Space and Back" (Da Terra ao Espaço e de Volta), que convida o público visitante a imaginar um futuro em que a humanidade já vivenciou a vida em Marte, onde a exploração de novos mundos está ao nosso alcance e onde os avanços tecnológicos no espaço revolucionam a vida na Terra. O festival baseia-se na ideia de que imaginar a vida no espaço pode inspirar soluções para a vida na Terra, perspectiva que se reflete nos projetos apresentados pelo escritório Foster + Partners.
Na construção civil, cada tarefa requer ferramentas específicas e cada necessidade, uma solução particular. Aspectos como a tipologia do edifício, os requisitos construtivos, a geração de resíduos, os tempos de execução e o contexto influenciam diretamente a qualidade e a complexidade da obra, o que torna fundamental basear as decisões de especificação nesses fatores. Os métodos tradicionais podem dificultar o processo devido à sua rigidez e limitações, tornando necessário recorrer a abordagens mais eficazes e flexíveis que se adaptem às demandas específicas de cada projeto. Isso é comum em obras residenciais, hotéis e hospitais, onde a rapidez e o desempenho são essenciais. Nesses casos, as soluções leves e a seco —que utilizam placas de Volcanita ou fibrocemento sobre estruturas metálicas leves— representam uma alternativa eficaz e de alto desempenho, melhorando a funcionalidade e, consequentemente, a experiência do/a usuário/a.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142752/guia-para-especificar-solucoes-construtivas-sustentaveisEnrique Tovar
Fundada em 1864, a Universidade Gallaudet tornou-se a primeira instituição de ensino estadunidense voltada para pessoas surdas e com deficiência auditiva. A universidade é oficialmente bilíngue, adotando a Língua de Sinais Americana (ASL) e o inglês escrito em todos os seus programas pedagógicos. Ao longo dos anos, a instituição expandiu-se, adaptando tanto seus métodos de ensino quanto suas instalações às demandas de seus estudantes. Esse processo permitiu aprender com a própria comunidade estudantil a superar desafios cotidianos e criar um ambiente mais seguro e acolhedor. Esses aprendizados consolidaram-se em diretrizes de projeto, desenvolvidas para conscientizar a comunidade de arquitetura sobre estratégias capazes de tornar os espaços mais acessíveis para todos.
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A fabricante italiana Mara colabora estreitamente com designers, aproveitando o controle total de seu processo industrial no local para promover a criatividade e a experimentação em sua fábrica em Brescia. Imagem cortesia de Mara
Os deuses do clima não foram muito generosos na minha chegada à fábrica da Mara, nos arredores de Brescia. Quando se pensa na Itália, sobretudo no setor de design, a imagem que vem à mente costuma ser de cenários ensolarados onde um Aperol Spritz está sempre a poucos segundos de distância.
Contudo, as condições climáticas são, francamente, a única coisa sobre a qual a fabricante italiana de móveis não tem controle. Fundada em 1960 por Camillo — avô da atual diretora-geral Laura Marchina e um experiente metalúrgico especializado na fabricação de, vejam só, canos de armas de fogo —, a empresa, assim como a própria família, mantém tudo muito perto de casa. Muito perto mesmo. A história da Mara não é apenas 100% "Made in Italy", é 100% Brescia. (Curiosidade: o nome da empresa é uma contração de "Marchina Arredamenti" ou "Mobiliário Marchina".)
Após duas intensas semanas de indicações, o público leitor do ArchDaily avaliou mais de 500 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a disciplina. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também as tendências crescentes da arquitetura chinesa.
Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2025, é possível observar uma mudança gradual de foco, que migra de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de menor escala. Nota-se uma atenção maior às necessidades pessoais e às experiências de habitar, bem como aos espaços circundantes. Também fica evidente como diferentes escritórios estão respondendo às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias neste período de transição do mercado imobiliário.
Antes de apresentar a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam esta premiação: como a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade para com a profissão e para com o avanço da arquitetura como disciplina. Uma vez que nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do amanhã — inspirando e educando as mentes que projetarão o tecido urbano do futuro —, a confiança depositada em nós por nosso público para refletir as tendências arquitetônicas de todas as regiões do planeta gera desafios que assumimos com entusiasmo. De votação democrática e centrado em nossa comunidade de leitores e leitoras, o prêmio Building of the Year é um dos pilares da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de derrubar hierarquias estabelecidas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2025. O período de votação ocorre de 2 a 9 de abril de 2025, até as 23h59 (horário de Pequim), e os projetos vencedores serão anunciados em 10 de abril de 2025. Clique aqui para conferir os detalhes e saber como votar.
A 63ª edição do Salone del Mobile acontecerá em Milão de 8 a 13 de abril de 2025. Criado em 1961, o Salone del Mobile é uma feira de negócios que abrange uma ampla gama de produtos de design de interiores. O tema desta edição foca na exploração das conexões profundas entre a humanidade e o design, com o objetivo de estabelecer o evento como uma plataforma criativa que vai além de suas funções comerciais. A feira também serve como um laboratório de experimentação e troca de ideias, onde novos protótipos de mobiliário e espaços domésticos são apresentados em cenários que dão vida a diferentes narrativas sobre formas de viver. Além da exposição de móveis, o evento contará com instalações, conferências e workshops, tudo ocorrendo ao longo dos cinco dias no centro de exposições Rho Fiera de Milão.
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Meeting House Square, Temple Bar. Imagem cortesia de Sean Harrington Architects
O veterano crítico de arquitetura irlandês Shane O'Toole comentou certa vez que, ao viajar pela Europa na década de 1970, "o comentário geral era: existe arquitetura moderna na Irlanda? Agora, em menos de 50 anos, passamos a ter um Prêmio Pritzker e dois laureados com a Royal Gold Medal do RIBA em cinco anos." Ele atribui essa mudança de percepção a um concurso de projeto que impulsionou a carreira de vários dos premiados arquitetos e arquitetas da Irlanda de hoje. Tratava-se do concurso para o Plano Diretor do Temple Bar (Temple Bar Framework Plan) de 1991, no centro de Dublin, capital da Irlanda, que foi vencido por um grupo de profissionais ainda na faixa dos 30 anos, sob o nome de Group 91.