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Design Olfativo: Espaços que despertam memórias

A cada uma das mais de 23.000 respirações diárias que realizamos, o ar viaja pelo sistema respiratório até os pulmões, onde ocorre uma troca gasosa vital: o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é expelido. Esse ato involuntário e essencial também desencadeia outro processo, menos visível, mas profundamente impactante: a nossa percepção do olfato. À medida que o ar passa pela cavidade nasal, as moléculas de odor entram em contato com receptores olfativos localizados no epitélio olfativo. Esses receptores enviam sinais diretamente para o bulbo olfativo, que faz parte do sistema límbico — a área do cérebro associada à memória e às emoções. Longe de ser um sentido secundário, o olfato atua como uma ponte direta entre o ambiente e as nossas respostas emocionais mais profundas. Os aromas carregam o poder singular de evocar memórias vívidas, provocar conforto ou aversão imediata e influenciar nosso estado emocional de forma quase instantânea.

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Floricultura Mon Parnasse / Canobardin. Imagem © Imagen Subliminal (Miguel de Guzmán + Rocío Romero)
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Sobre este autor
Cita: Souza, Eduardo. "Design Olfativo: Espaços que despertam memórias" [Olfactory Design: Spaces That Awaken Memories] 13 Mai 2025. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1143142/design-olfativo-espacos-que-despertam-memorias> ISSN 0719-8906

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