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Como os principais escritórios veem a IA moldando os fluxos de trabalho da arquitetura

À medida que as ferramentas de inteligência artificial avançam sobre as indústrias criativas, a arquitetura se depara com um momento decisivo: como adotar sistemas que ampliem o pensamento de projeto sem desgastar a autoria ou o ofício. Para compreender como a profissão está reagindo, o AIRI Lab realizou uma pesquisa com designers e lideranças de escritórios como LWK+P, MVRDV, Gensler, Büro Ole Scheeren, CUBE, HUAYI, entre outros. Suas respostas revelam uma visão nuançada e pragmática: a IA atua como colaboradora, e não como um substituto.

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De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

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Resultados da COP30 para o ambiente construído: do resfriamento sustentável aos compromissos de adaptação climática

No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.

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O Papel do/a Arquiteto/a Está Mudando: De Visionário/a Solitário/a a Ativista Coletivo/a

Por muito tempo, a arquitetura foi entendida como uma atividade essencialmente individual, dependente da figura de um gênio criativo e centrada na habilidade de resolver problemas por meio do desenho. Com o tempo, essa imagem começou a se desgastar. O protagonismo outrora concentrado em poucos nomes atingiu seu auge na era dos *starchitects* e, gradualmente, passou a se distribuir entre escritórios, coletivos e equipes multidisciplinares. Hoje, profissionais da arquitetura expandem suas fronteiras para outros campos, como gastronomia, música, design e o ambiente corporativo, aplicando o pensamento espacial para enfrentar desafios de diversas naturezas. À medida que as crises sociais, ambientais e políticas se aprofundam, o papel do/a arquiteto/a continua a evoluir, deixando de lado a autoria solitária para se consolidar em uma atuação baseada na mediação, no ativismo e na agência coletiva de transformação. Essa mudança reflete um despertar ético e o reconhecimento de que o projeto, a regulamentação e o cuidado são dimensões indissociáveis da prática contemporânea.

Museu Nacional Zayed, do Foster + Partners, abre ao público em Abu Dhabi

Zayed National Museum, o museu nacional dos Emirados Árabes Unidos e um dos principais pilares do Distrito Cultural de Saadiyat em Abu Dhabi, foi aberto ao público. O projeto foi concedido ao escritório Foster + Partners após um concurso de projeto em 2007, com a construção iniciando no ano seguinte. Sua inauguração marca um momento significativo no desenvolvimento cultural dos EAU, coincidindo com um ano marcado pela abertura do teamLab Phenomena Abu Dhabi e do Natural History Museum Abu Dhabi, além da reabertura do Al Ain Museum, expandindo a cena institucional da região.

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CCA lança iniciativa abrangente de pesquisa e exposição sobre a arquitetura moderna na China

O Canadian Centre for Architecture (CCA) lançou recentemente um novo projeto de pesquisa e colaboração institucional com o M+ de Hong Kong, intitulado How Modern: Biographies of Architecture in China 1949–1979. O projeto se desdobra em uma exposição apresentada nas Galerias Principais do CCA de 20 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026, uma série de filmes encomendados e vídeos de história oral do artista Wang Tuo, conteúdo editorial online, programação pública e um livro complementar copublicado pelo CCA e pela M BOOKS. Esse conjunto de conteúdos busca reformular as histórias arquitetônicas do modernismo nas três primeiras décadas da República Popular da China, revelando como o design operava sob ideologias flutuantes e pressões socioeconômicas a partir das perspectivas e experiências de arquitetos/as, instituições e residentes. O projeto se alinha ao interesse contínuo do CCA em produzir novas leituras da arquitetura moderna em diferentes contextos sociopolíticos e recortes geográficos, incluindo Architecture in Uniform: Designing and Building for the Second World War (2011) e Building a new New World: Amerikanizm in Russian Architecture (2020).

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Arquitetura para todas as pessoas: reflexões sobre acessibilidade no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Todos os anos, em 3 de dezembro, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência traz atenção renovada para a necessidade de ambientes inclusivos e equitativos, tanto no aspecto social quanto no espacial. O tema de 2025, "Fomentar sociedades inclusivas para pessoas com deficiência para promover o progresso social", destaca como barreiras persistentes no emprego, na proteção social e no acesso a serviços continuam a afetar mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Nesse contexto mais amplo, o ambiente construído desempenha um papel decisivo: a arquitetura pode tanto reforçar a exclusão quanto abrir caminhos para a autonomia, a dignidade e a participação na vida cotidiana.

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Conhecimento local e contexto ecológico: lições sobre fazer cidade a partir do Wild Mile de Chicago

Por mais de um século, os habitantes de cidades norte-americanas em crescimento remodelaram seus rios para atender a demandas industriais e de manufatura. As vias navegáveis foram retificadas, aprofundadas, pavimentadas ou canalizadas sob a terra para viabilizar rotas de navegação e transportar materiais de maneira eficiente pelas regiões. Essas transformações moldaram uma paisagem urbana na qual os rios eram tratados como infraestrutura produtiva, e não como sistemas ecológicos vivos.

Essa abordagem deixou marcas profundas. Os habitats ciliares desapareceram, a qualidade da água piorou, a biodiversidade regional tornou-se vulnerável e as comunidades se acostumaram com corredores fluviais dominados por muros de contenção metálicos e canais de concreto. A remodelação industrial dos rios em locais como Chicago, Los Angeles e na bacia do Mississippi estabeleceu padrões persistentes de desenvolvimento que ainda influenciam o funcionamento das cidades contemporâneas.

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Visualizando um ícone Art Déco: o Waldorf Astoria reimaginado

Símbolo máximo de Manhattan, o Waldorf Astoria New York reabriu oficialmente ao público este ano após uma ampla reforma. Ao longo de sua rica história, a propriedade passou por inúmeras transformações, desde as suas origens no século XIX até o marco moderno que se ergue entre a Park Avenue e a Lexington Avenue.

Reimaginar um edifício pioneiro na hotelaria moderna — uma joia no horizonte de Nova York — representou um desafio que exigiu uma colaboração estreita entre especialistas em preservação, profissionais de visualização 3D, arquitetura e design. Juntos, esses grupos trabalharam para preservar seu patrimônio arquitetônico tombado, atendendo, ao mesmo tempo, às expectativas contemporâneas de conforto e primor técnico.

Construindo para o calor: como os sistemas da Terraco podem reduzir o consumo de energia em regiões quentes

A Terraco, líder global em Sistemas de Acabamento e Isolamento Térmico pelo Exterior (EIFS), demonstrou por meio de estudos independentes que, ao planejar a reforma de edifícios, é essencial adotar uma estratégia de retrofit profundo que inclua medidas de eficiência energética, tais como o isolamento térmico de paredes externas e coberturas.

Os estudos mostram que o consumo de energia para resfriamento de edifícios pode ser reduzido em até 47% ao ano em climas do Oriente Médio e do Sul da Ásia, como resultado direto da aplicação combinada dos sistemas EIFS e de Isolamento de Coberturas da Terraco, em comparação com estruturas cujas paredes externas e coberturas não possuem isolamento.

Regeneração Urbana na Grécia: O Masterplan de Ellinikon e Além

O ambiente construído da Grécia é moldado pela coexistência de múltiplas camadas arquitetônicas, onde se cruzam estruturas históricas, intervenções modernas e sistemas urbanos em evolução. Marcos de valor histórico (landmarks) e as malhas urbanas que os cercam continuam a definir o caráter espacial das cidades, ao passo que os empreendimentos do pós-guerra, as melhorias infraestruturais e os projetos contemporâneos agregam novas dimensões à paisagem do país. Essa continuidade entre o passado e o presente fundamenta as abordagens de projeto atuais, que se concentram cada vez mais no equilíbrio entre o patrimônio, as considerações ambientais e as demandas urbanas contemporâneas.

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UNS projeta masterplan de cidade caminhável de 10 minutos para vida multigeracional em Seul, Coreia do Sul

O escritório UNS revelou imagens do SeoulOne, um plano diretor projetado para a Hyundai Development Company (HDC) em Seul, Coreia do Sul, concebido como um novo modelo de habitação multigeracional. O projeto, que já está em construção em uma antiga área industrial no nordeste da cidade, reimagina um antigo complexo industrial e ferroviário como um bairro de 405.000 m² livre de carros para uma comunidade multigeracional. Como um plano diretor verde e sempre ativo para Seul, o SeoulOne é concebido como uma minicidade de uso misto onde todos os serviços essenciais para pessoas de todas as idades estão disponíveis a uma caminhada de no máximo 10 minutos. O projeto inclui torres residenciais em funcionamento ininterrupto, espaços comerciais, escritórios, um hotel, instalações esportivas, creches, moradias para idosos e um centro médico, oferecendo serviços permanentes a curtas distâncias a pé. Mais de 30% do terreno é dedicado à vegetação, incluindo praças de bolso (*pocket parks*), jardins na cobertura, jardins aquáticos e uma trilha florestal, criando uma vila verde aberta o ano todo.

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O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily

Dos pavilhões de Osaka e Veneza, às mesas-redondas de Belém, mais um ano chega ao fim. Dezembro nos convida a fazer uma pausa e olhar para trás, revisitando os momentos que definiram a arquitetura e as cidades em 2025. Refletir não é apenas um ato de memória, mas de prospecção — uma forma de compreender por onde passamos para imaginar os caminhos seguintes. Das narrativas culturais em transformação às inovações materiais e tecnológicas, o ano que passou destacou a importância da experimentação e da adaptação em todo o ambiente construído.

Este mês, o ArchDaily explora a Retrospectiva do Ano, reunindo as histórias, ideias e vozes mais marcantes dos últimos meses. Nossa cobertura revisita os projetos, entrevistas e ensaios que moldaram o debate, ao mesmo tempo que reconhece os/as arquitetos/as e pensadores/as que deixaram um impacto duradouro na disciplina. Além disso, lançamos um olhar para o futuro, identificando os projetos e temas mais aguardados para 2026 e os caminhos emergentes que eles sugerem.

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De Tirana a Monterrey: 8 projetos residenciais não construídos que reimaginam o habitar coletivo

A habitação coletiva continua sendo uma das áreas mais ativas para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas estão repensando a vida doméstica, a densidade e o convívio compartilhado em diferentes contextos culturais e ambientais. Nesta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas investigam novas formas de habitar que abrangem unidades móveis, empreendimentos verticais, reutilização adaptativa e conjuntos residenciais integrados à paisagem. Em vez de tratar a habitação como um invólucro puramente funcional, estes projetos a posicionam como uma estrutura social e espacial que molda a vida cotidiana, os vínculos comunitários e a resiliência urbana a longo prazo.

Em geografias variadas, de Tirana e Atenas a Monterrey, Chaloos, Roatán, Bhola e a RDC, estas propostas exploram múltiplas abordagens para a habitação coletiva: a transformação de estruturas industriais remanescentes em edifícios residenciais, a expansão de planos diretores existentes através da integração com a paisagem, a reimaginação da verticalidade em centros urbanos densos e o desenvolvimento de protótipos modulares adaptáveis a mudanças climáticas ou padrões de mobilidade. Alguns projetos priorizam estratégias ecológicas e materiais locais, enquanto outros testam novos modelos de acessibilidade, bem-estar comunitário ou crescimento urbano incremental. Em conjunto, essas propostas refletem um amplo espectro de respostas arquitetônicas às pressões habitacionais contemporâneas.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Jacarta se torna a cidade mais populosa do mundo, segundo novos dados da ONU

Jacarta se tornou a cidade mais populosa do mundo, de acordo com o relatório World Urbanization Prospects 2025, divulgado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA). Utilizando um método atualizado e harmonizado para definir áreas urbanas, o relatório estima a população de Jacarta em quase 42 milhões de habitantes, superando Daca, com cerca de 40 milhões, e Tóquio, com 33 milhões. A revisão do ranking ilustra como os critérios atualizados de medição e o contínuo crescimento demográfico estão redefinindo a compreensão da escala urbana na Ásia e no mundo.

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Complexo de escritórios Schieblocks, do MVRDV, avança com aprovação para construção em Roterdã

MVRDV e SYNRG receberam aprovação para construir o Schieblocks, um edifício de escritórios de 47.000 metros quadrados em Roterdã, nos Países Baixos. Projetado para a incorporadora LSI, que comercializa o empreendimento como The Bluezone Offices, o edifício ocupará um terreno estreito ao longo da linha ferroviária, atingindo 61 metros de altura e se estendendo por quase 150 metros de comprimento. O programa inclui espaços comerciais no nível térreo, escritórios em todos os pavimentos, além de um restaurante e um espaço para eventos nos andares superiores. Concebido como um "bairro 3D", o projeto divide o grande volume em uma série de blocos coloridos e distintos que trazem diversas referências ao caráter arquitetônico de Roterdã.

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Paisagens Sonoras Computacionais: Esculpindo a Dimensão Visual e Invisível

O que define um espaço primeiro ao entrar: o som ou a impressão visual? A arquitetura é frequentemente comunicada através de estruturas e superfícies, mas um de seus componentes mais essenciais move-se de forma invisível pelo ar: o som. Ele molda a sensação de um espaço muito antes de uma parede ou teto serem percebidos. O design computacional une essas dimensões, permitindo que arquitetos/as e designers criem estruturas exclusivas onde a acústica e a estética se complementam mutuamente, em vez de existirem em paralelo. Ao fazer uso de algoritmos avançados, processos complexos de projeto se transformam em soluções intuitivas e acessíveis que moldam destaques acústicos e visuais sob medida para cada projeto. Esta abordagem combina lógica paramétrica com inovação material, equilibrando eficiência, sustentabilidade e design expressivo na mesma medida.

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As cidades precisam de cuidado, não de perfeição: repensando como construímos o futuro urbano

Como se manifesta o otimismo em cidades que já não podem contar com a perfeição como sua ambição máxima? Em todo o mundo, os ambientes urbanos carregam o peso de pressões sobrepostas: instabilidade climática, desigualdade espacial, fragmentação política, desconfiança pública e desinvestimento crônico em infraestrutura. Essas realidades tornam a ideia de uma cidade ideal cada vez mais distante da experiência vivida. Ainda assim, a esperança de construir sistemas melhores persiste. Embora as visões utópicas possam parecer uma fuga das crescentes complexidades do mundo moderno, o maior desafio para o urbanismo contemporâneo é confrontar essas complexidades, em vez de evitá-las.

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Projetando espaços que fluem: materiais e texturas para uma arquitetura flexível, sensorial e consciente

Com ênfase no impulso a novas ideias, criações e propostas que definam um novo padrão na arquitetura contemporânea, cada edição do Projeto 10 de 10 da Porcelanosa México é concebida como uma plataforma para explorar e aplicar materiais em projetos de inovação. Projetando a partir do essencial e criando sem impor, a busca se concentra em uma arquitetura que respeita o ritmo do entorno, evolui com o tempo e se conecta desde a sua origem ao criar lugares que respiram por meio de materiais naturais, respeitando sua essência, textura e procedência. Para além da estética dos materiais, a fusão com o entorno, as texturas, as cores e até mesmo sua relação com a luz natural fazem parte da experiência sensorial dos espaços.

Robert A.M. Stern, influente arquiteto e educador norte-americano, morre aos 86 anos

Robert A.M. Stern, o arquiteto, educador e historiador americano cujo trabalho moldou tanto o panorama físico quanto o intelectual da arquitetura contemporânea, faleceu aos 86 anos. Seu falecimento foi confirmado pelo Robert A.M. Stern Architects (RAMSA), escritório sediado em Nova York que ele liderou por mais de cinco décadas. Conhecido por promover uma abordagem contextual e historicamente fundamentada durante décadas dominadas pela arquitetura modernista e high-tech, Stern permaneceu como uma voz proeminente em defesa da continuidade, da civilidade urbana e da compreensão da arquitetura como parte de uma linhagem cultural mais ampla.

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Residência Fountainhead, de Frank Lloyd Wright, é adquirida pelo Museu de Arte do Mississippi e preparada para visitação pública

Em 20 de novembro de 2025, o Mississippi Museum of Art (MMA) confirmou a compra de Fountainhead, uma residência projetada por Frank Lloyd Wright em 1948 e concluída em 1954. O/A renomado/a arquiteto/a modernista projetou a residência e seu mobiliário para o empresário do setor petrolífero J. Willis Hughes, que morou no local com sua família até 1980. Fundado em 1911, o MMA é o maior museu de arte do estado do Mississippi, oferecendo exposições, programas públicos, parcerias artísticas e comunitárias, iniciativas educacionais e oportunidades de intercâmbio ao longo de todo o ano, por meio de um acervo permanente de pintura, fotografia, obras multimídia e escultura. A aquisição faz parte do objetivo do museu de se integrar aos bairros de toda a cidade de maneira a apoiar suas prioridades de fortalecimento comunitário, disponibilizando o marco arquitetônico ao público para visitas guiadas mediante reserva. A iniciativa é inspirada por instituições como o Crystal Bridges Museum of American Art, que adquiriu a Bachman-Wilson House, também projetada por Wright, em 2015.

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Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento

Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.

As tradições construtivas de madeira, cal, terra e bambu da Índia compartilham um fio condutor: baseavam-se em materiais locais, resfriamento passivo e sistemas de construção projetados para serem reparados, renovados e reutilizados. Em uma era dominada pelo cimento, pelo aço e pelo desenvolvimento urbano baseado em demolições, essas antigas culturas materiais demonstram uma circularidade silenciosa que volta a parecer radical.

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Por trás do espelho: soluções inteligentes de otimização de espaço para banheiros modernos

No design de sanitários públicos, a inovação vai muito além da estética — ela transforma toda a experiência de uso. Uma das tendências mais interessantes da atualidade é a integração de todos os elementos funcionais — secadores de mãos, torneiras, dispensers de sabão e de papel — atrás do espelho.

Essa abordagem cria uma estética mais limpa e minimalista, ao mesmo tempo em que otimiza o espaço e melhora a higiene. Todos os dispositivos permanecem totalmente funcionais, porém ocultos: basta aproximar as mãos do local indicado no espelho para que o equipamento seja ativado automaticamente — sem necessidade de contato físico.

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