Carla Bonilla Huaroc

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Visões do Futuro da Narrativa Arquitetônica: Em Conversa com o BIG e a Squint/Opera

Apresentações de arquitetura para clientes costumam incluir renders, diagramas e desenhos. Interpretar esses elementos e vislumbrar o resultado final exige imaginação e repertório arquitetônico para preencher as lacunas e visualizar a obra concluída. O BIG e a Squint/Opera, em uma parceria que une uma potência da arquitetura a um estúdio digital criativo, exploram métodos inovadores para transmitir o projeto espacial e arquitetônico para além dos meios tradicionais. Ambos reimaginam a narrativa arquitetônica para além dos recursos visuais estáticos em 2D, utilizando produções de vídeo de última geração e tecnologias imersivas, o que permite a clientes e ao público em geral vivenciar plenamente suas visões futuristas de planejamento urbano e design de arquitetura. Entre suas colaborações mais notáveis estão a produção de vídeo para o projeto Toyota Woven City e a criação da ferramenta colaborativa de projeto em realidade virtual (VR) HyperForm.

Em entrevista ao ArchDaily, Daniel Sundlin, sócio do BIG, e Matt Quinn, diretor comercial da Squint/Opera, compartilham suas perspectivas sobre o futuro da narrativa digital na arquitetura.

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Projetar espaços para experiências musicais impactantes

O consumo de música esteve, historicamente, intimamente ligado aos ambientes nos quais é desfrutado. Antes do surgimento das gravações musicais, ouvir música era uma atividade social vinculada a rituais coletivos em espaços físicos, como concertos ou pequenos encontros comunitários. Com o desenvolvimento das mídias físicas e, hoje, com a disponibilidade imediata de praticamente qualquer tipo de música ao nosso alcance, a experiência musical tornou-se uma atividade mais solitária e rotineira. No entanto, o retorno às raízes dessas experiências musicais comunitárias pode trazer inúmeros benefícios, extremamente necessários em nossa era digital de isolamento. Esses eventos musicais coletivos têm o potencial de fortalecer significativamente a coesão social de uma comunidade e melhorar sua saúde mental por meio de experiências compartilhadas memoráveis.

O aspecto físico dessas experiências não deve ser subestimado. É aí que o design inovador e a arquitetura entram em cena, transformando meros espaços em catalisadores de curiosidade, transcendência e alegria coletiva. Ao aproveitar as tecnologias emergentes e promover a colaboração interdisciplinar, designers e arquitetos/as podem criar ambientes que elevam concertos e rituais musicais a momentos transformadores e de conexão profunda.

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Espaços públicos e seu papel fundamental na construção da resiliência climática nos EUA.

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A infraestrutura social engloba os recursos e serviços que permitem a criação de laços comunitários e conexões sociais. No ambiente construído, ela se manifesta por meio de espaços públicos como parques, bibliotecas e centros comunitários, além de espaços de transição, como paradas de transporte público.

Esses espaços públicos sociais desempenham um papel crucial no fortalecimento das comunidades e, consequentemente, na sua capacidade de responder a eventos catastróficos relacionados ao clima. Eles podem oferecer abrigo físico às populações mais vulneráveis a esses episódios e fomentar redes resilientes de pessoas capazes de se recuperar mais rapidamente. Diante da frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos nos Estados Unidos decorrentes das mudanças climáticas, somada às deficiências em sua infraestrutura social, torna-se vital examinar os espaços públicos como uma ferramenta crítica para a resiliência climática.

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Narrativas sobre a precariedade do ambiente construído: temas de arquitetura na Bienal do Whitney 2024

A arte pode ser um catalisador para que arquitetos e arquitetas vejam o ambiente construído sob uma nova ótica. Ela oferece uma oportunidade única de mergulhar nas perspectivas de profissionais de arquitetura de formação que migraram para as artes visuais, bem como de artistas que exploram as cidades e suas dinâmicas internas por meio de suas trajetórias pessoais.

Sediada em Nova York, a Bienal do Whitney é considerada a mais importante e duradoura mostra de arte contemporânea dos Estados Unidos. Juntamente com a Bienal de Veneza, ela figura entre as exposições de arte periódicas mais relevantes do mundo. O tema deste ano, "Even Better Than the Real Thing", investiga conceitos de identidade e autonomia corporal, amplificando as vozes de populações historicamente marginalizadas. Isso inclui um olhar atento sobre narrativas que exploram a conexão entre trajetórias pessoais e o crescente sentimento de precariedade em relação ao mundo construído. A seguir, apresentamos artistas desta edição da Bienal do Whitney que abordam temas relacionados à arquitetura e às cidades.

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A ascensão das casas pré-fabricadas impressas em 3D

Com o aumento dos custos dos materiais de construção, construtores/as e incorporadoras buscam alternativas aos métodos tradicionais de construção residencial para enfrentar o déficit habitacional. Em resposta a esse cenário, o setor de impressão 3D surge como um campo da tecnologia de construção em franca expansão. Essa tecnologia promete uma construção mais rápida e barata, além do potencial de extrudar materiais locais e reciclados. No entanto, devido à resistência histórica do setor à mudança, uma transição radical que envolva máquinas de impressão 3D de grande porte nos canteiros de obras e uma reformulação completa dos processos construtivos parece improvável no curto prazo.

A habitação modular pré-fabricada impressa em 3D surge como uma solução atraente, pois oferece as vantagens dos avanços da impressão 3D ao mesmo tempo em que aproveita a mão de obra e os maquinários padrão da construção civil. Na construção impressa em 3D fora do canteiro (off-site), não há necessidade de transportar maquinários massivos de impressão 3D para o local da obra. Em vez disso, os componentes são impressos em um ambiente controlado e, posteriormente, montados no local. Esses tipos de kits residenciais modulares de peças impressas em 3D já estão sendo fabricados e atraem investimentos significativos.

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Brincando com a transparência: 4 projetos que desafiam a fabricação tradicional de janelas na arquitetura

Formalmente, a transparência costuma se materializar na forma de uma janela, uma porta, uma fachada-cortina ou uma claraboia. Geralmente, esses elementos se traduzem em aberturas retangulares pontuais ou em sistemas de fachadas-cortina de vidro e painéis translúcidos. Os projetos a seguir subvertem as noções tradicionais de transparência e esquadrias de maneiras lúdicas e inusitadas. O resultado são fachadas visualmente impactantes e relações dinâmicas entre o exterior e o interior. Através da articulação de suas esquadrias e superfícies envidraçadas, eles filtram a luz e emolduram vistas para proporcionar experiências arquitetônicas memoráveis.

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Lições da varanda: construindo comunidade no limiar doméstico

Posicionada entre a paisagem urbana de um bairro e a privacidade do interior de uma casa, encontra-se a varanda. Assumindo o papel de entrada, janela para contemplação, ponto de encontro e palco, a varanda passou a representar a comunidade e a identidade de muitos bairros nos Estados Unidos. Composta por diversos elementos estilísticos de diferentes tamanhos e formas, ela une vizinhanças ao criar um espaço intersticial entre o lar e a rua, costurando a vida familiar no interior da residência e a vida pública no exterior, conformando uma zona de transição entre o privado e o público tanto para encontros fortuitos quanto para momentos de pausa. No cinema e na literatura, a varanda é frequentemente retratada como o palco de conversas profundas e transformadoras, representando um limiar acolhedor entre as esferas doméstica e pública onde se pode demorar.

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Uma abordagem única para a criação de espaços públicos: em conversa com Alejandro Haiek

Escritórios de arquitetura costumam iniciar seu processo de projeto a partir de um/a cliente, que define o programa e o terreno. Alejandro Haiek, fundador do The Public Machinery, adota uma abordagem diferente. O The Public Machinery se descreve como uma rede de arquitetos/as e designers que trabalham coletivamente, observando, imaginando e propondo, por iniciativa própria, intervenções urbanas públicas. Suas propostas situam-se na interseção entre arte, arquitetura e engenharia, articulando engajamento comunitário, ecologia e novas tecnologias em formas inovadoras de infraestrutura social. O financiamento é obtido por meio de pesquisas e bolsas públicas, o que permite criar espaços públicos que desafiam expectativas, tanto em seu processo de projeto quanto na forma física que assumem.

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Como Los Angeles está enfrentando a escassez de moradias a preços acessíveis

Várias cidades nos Estados Unidos estão sofrendo com a falta de milhões de unidades habitacionais. Agravada por outros fatores, essa escassez está aumentando radicalmente o custo tanto para alugar quanto para comprar casas. Los Angeles não é exceção; com 74% do seu território destinado exclusivamente à casas unifamiliares, a construção de habitações multifamiliares é limitada a uma área extremamente pequena da cidade, tornando a construção de novas habitações acessíveis muito difícil. Além disso, processos complexos de aprovação, que duram vários anos, muitas vezes tornam esses projetos ainda menos viáveis.

Por isso, em dezembro de 2022, a prefeita Karen Bass tomou uma decisão drástica ao declarar estado de emergência para acelerar a aprovação de projetos de habitação acessível, permitindo aos investidores acelerar projetos que contemplariam um sistema de aluguel estável por meio de permissões rápidas e isenções de regras de zoneamento. A Executive Direction (ED1) gerou um aumento nas solicitações para construção de habitações acessíveis, surpreendentemente, não apenas de investidores que usam dinheiro público, mas também de particulares.

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Arquitetura em camadas: projetos de reuso adaptativo que exploram diferentes materiais

Nas últimas décadas, o termo "reuso adaptativo" ganhou enorme popularidade como uma abordagem de construção ecológica. Mas e se houvesse algo mais poético em reestruturar um espaço e suas histórias para novos usuários? Estes arquitetos mostram que fachadas, paredes e texturas antes consideradas descartáveis podem obter novos significados por meio de combinações ousadas e inteligentes. Essas adaptações exibem com orgulho suas conversões e camadas de pátina histórica sob elas, como um distintivo de honra e falam da permanência dos edifícios e de sua impermanência no uso e na interpretação. Por meio de movimentos formais sutis e escolhas materiais audaciosas, eles transformaram estruturas que de outra forma teriam sido demolidas e as reimaginaram de maneiras novas e intrigantes.

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Espaços imersivos: moldando experiências por meio da arquitetura e da arte

Espaços imersivos são ambientes altamente sensoriais destinados a criar experiências impactantes criadas por meio de uma arquitetura com curadoria de luzes, imagens, sons e às vezes até mesmo cheiros. "Imergir" é ser envolto em um mundo moldado por estímulos sensoriais imediatos. Usar ferramentas digitais para criar esses ambientes e exibir arte, exposições cativantes e apresentar eventos de performance tornou-se cada vez mais popular. Experiências evocativas como essas podem oferecer um alívio da inundação de conteúdo digital personalizado e promover encontros compartilhados e fundamentais. O projeto desses ambientes pode existir na interseção da arquitetura, do design gráfico, da arte visual, do design de iluminação, da música e da performance. Eles destacam o poder da colaboração interdisciplinar para criar momentos memoráveis. Então, qual é o papel da arquitetura na formação desses ambientes?

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Transformando escritórios vagos em espaços de uso misto: soluções para edifícios desocupados nos centros urbanos

Edifícios de escritórios desocupados em grandes cidades dos EUA estão levando seus centros urbanos a uma chamada "espiral de destruição urbana". Com a adoção generalizada do trabalho híbrido, o fluxo de trabalhadores de escritório nos distritos comerciais centrais diminuiu drasticamente. Como resultado, os negócios de varejo e restaurantes nessas áreas estão enfrentando dificuldades, os sistemas de transporte urbano estão perdendo passageiros e os governos municipais estão lidando com a perda de receita tributária necessária para manter a segurança pública e o saneamento. Então, como as cidades podem trazer as pessoas de volta aos seus distritos comerciais centrais? À medida em que as discussões sobre a transformação de escritórios em moradias têm dado frutos, com incentivos significativos das cidades e do governo federal nos Estados Unidos, quais soluções existem para escritórios que não são viáveis para tais conversões?

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Democratização das práticas arquitetônicas: reestruturando empresas

O descontentamento entre os trabalhadores dos escritórios de arquitectura está no seu ponto mais alto, demonstrado no crescimento da sindicalização dos arquitectos nos EUA em resposta à falta de bem-estar geral na profissão. Este descontentamento pode ser em grande parte atribuído à natureza inerentemente exploradora das estruturas regulares dos escritórios de arquitetura, de cima para baixo, promovendo uma desconexão entre a direção que as empresas tomam e as pessoas que trabalham para torná-la possível. Nestes, a liderança assume frequentemente projectos que ultrapassam a capacidade financeira da empresa, com a expectativa de que o pessoal mal remunerado assuma o peso do trabalho através de horas extras não remuneradas. Nessas estruturas, os funcionários não são destinados a ser uma voz orientadora para a empresa, mas sim a serem explorados em prol do lucro. Então, quais são as maneiras de abordar essa desconexão? Está na hora de reestruturar as empresas para dar mais autonomia aos arquitetos? Quais são as formas de criar estruturas empresariais não hierárquicas?

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Da descarbonização à expressão ornamental: projetos inovadores impressos em 3D

A impressão 3D apresenta um vasto potencial devido à sua facilidade de fabricação em larga escala, flexibilidade na exploração de materiais e capacidade de materializar diversas geometrias. No decorrer de 2023, arquitetos e designers exploraram essa tecnologia para descarbonizar os materiais de construção, integrar a estética contemporânea com métodos construtivos tradicionais e adicionar uma camada de artesanato e arte tanto aos interiores quanto às fachadas.

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Design interespécies: materiais que permitem o crescimento e habitação de espécies não humanas

No projeto arquitetônico, nossas interações com organismos não humanos foram predominantemente marcadas pela criação de barreiras para excluí-los da esfera humana. Mas se adotássemos uma abordagem diferente? O design interespécies é um movimento que coloca organismos não humanos — fungos, insetos e diversos animais — em pé de igualdade com os humanos. Essa filosofia de design propõe estruturas que promovem relações não hierárquicas com outras espécies. Ao fazê-lo, cultivamos empatia por outras formas de vida e transformamos nossa perspectiva sobre o mundo que nos cerca. Esta abordagem visa não apenas alcançar uma pegada ecológica zero, mas também busca a colaboração com organismos não humanos para desenvolver ambientes benéficos para todos. Abaixo, conheça algumas tecnologias de materiais emergentes projetadas para beneficiar tanto os humanos quanto outras formas de vida.

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Nova tecnologia permite criar superfícies mais texturizadas e expressivas em projetos de arquitetura

Os avanços na tecnologia de impressão 3D estão progredindo num ritmo sem precedentes, acompanhados pelo aumento na capacidade computacional para manipular e criar geometrias complexas. Essa sinergia oferece aos arquitetos um alto grau de liberdade artística em relação às texturas que podem ser geradas, graças à alta resolução e à capacidade de fabricação rápida. Se as dificuldades técnicas inerentes à produção estivessem fora de questão e os arquitetos pudessem esculpir virtualmente qualquer coisa em uma fachada, o que eles fariam?

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Do lixo ao luxo: arquitetos e designers dão nova vida a objetos descartados

Um aspecto fundamental em uma economia circular é a transformação de nossa maneira de enxergar o lixo. Rotular um objeto como "resíduo" implica desvalorizá-lo e encerrar seu papel em uma economia linear tradicional. Mesmo que o objeto esteja fora de vista, sua vida continua no aterro sanitário. Essa mudança de perspectiva em relação ao lixo implica em abrir nossas mentes para as oportunidades que a abundância de resíduos apresenta. Os designers e arquitetos reunidos a seguir não apenas conseguiram eficientemente resgatar objetos descartados como também aumentaram seu valor agregado, atribuindo-lhes novo significado por meio de sua cuidadosa curadoria.

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Festivais de música em 2023: a interseção entre arte, tecnologia e arquitetura

Festivais de música podem oferecer a artistas, designers e arquitetos uma plataforma para apresentar seu trabalho para grandes multidões. A própria escala dessas instalações, o espaço para exploração artística e o vasto público que alcançam podem representar aos designers uma oportunidade para mostrar suas ideias. Através da escala, cor, imagens e iluminação, essas instalações criam impressões duradouras nas pessoas que frequentam esses eventos e naqueles que as veem através de notícias ou redes sociais. Alguns temas explorados este ano incluíram reformular elementos familiares de formas inéditas, geometrias abstratas de grande escala e o uso de materiais inovadores.

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