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Preservação Histórica: O mais recente de arquitetura e notícia

Steven Holl Architects é selecionado para renovar o histórico Ida Noyes Hall na Universidade de Chicago

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O escritório Steven Holl Architects foi selecionado para liderar a renovação do Ida Noyes Hall na Universidade de Chicago, em Illinois. O projeto atualizará a infraestrutura do edifício de 111 anos, melhorará a acessibilidade e criará novos espaços para programas, eventos e encontros informais, preservando seu caráter histórico. Projetado por Shepley, Rutan & Coolidge e concluído em 1916, o Ida Noyes Hall foi originalmente concebido como um clube feminino e, desde então, tornou-se um espaço de convivência mais amplo no campus. O JLK Architects atuará como o escritório de preservação histórica, enquanto o Workshop Architects liderará a programação da vida estudantil e o planejamento operacional.

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Galpões de Artilharia de Donald Judd no Texas passarão por grande restauração

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A Chinati Foundation anunciou planos para restaurar os Artillery Sheds em Marfa, no Texas, antigos edifícios militares adaptados pelo artista Donald Judd para abrigar suas 100 obras sem título em alumínio fresado, criadas entre 1982 e 1986. Liderado pelo/a arquiteto/a Troy Schaum, da Schaum Architects, o projeto plurianual de preservação está sendo desenvolvido em parceria com o Getty Conservation Institute e abordará a envoltória dos edifícios históricos, acessibilidade, desempenho ambiental e paisagismo, ao mesmo tempo em que preservará a instalação *site-specific* de Judd. O projeto ocorre após a inclusão dos Artillery Sheds no National Register of Historic Places em 2025, como parte da ampliação do Distrito Histórico Donald Judd.

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Brasil em foco: este mês em arquitetura, patrimônio e debate cultural

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A arquitetura no Brasil este mês destaca as diversas abordagens do país para a produção cultural, o patrimônio e a transformação de seu ambiente construído. Da formação curatorial da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ao reconhecimento dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, os acontecimentos recentes colocam em foco questões de representação, preservação e identidade cultural. Paralelamente, novos projetos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Rondônia exploram o reuso adaptativo, as relações entre arquitetura e paisagem e novos caminhos para a materialidade e a sustentabilidade. Somadas a isso, discussões em andamento sobre a Fordlândia e o acervo de Lucio Costa revisitam como o patrimônio arquitetônico brasileiro é preservado, interpretado e compreendido hoje.

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A Nova Paisagem Arquitetônica da Hungria: Construindo a Partir do Passado

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A paisagem arquitetônica da Hungria passou pelas décadas socialistas sendo redesenhada de cima para baixo, com suas fazendas cooperativas consolidadas a partir de propriedades familiares e seus blocos habitacionais padronizados distribuídos pelo território de uma forma que teria sido idêntica em qualquer outro lugar. A socióloga Virág Molnár, cujo livro Building the State traça os usos políticos da arquitetura na Hungria e na Alemanha Oriental do pós-guerra, defende que essa reconfiguração do ambiente construído foi um dos principais instrumentos do projeto político, e não um subproduto dele — uma mobilização que se estendeu pela modernização socialista e avançou pela transição que se seguiu. O crítico britânico Owen Hatherley, cuja obra Landscapes of Communism explora os conjuntos habitacionais de Budapeste ao lado dos de Varsóvia e Kyiv, descreve o extremo dessa mesma herança, em que os edifícios sobreviveram à ideologia que os encomendou e continuam ocupados por pessoas que têm pouco interesse em defender a lógica por trás deles.

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Escapando da demolição: a preservação da Casa A. Conger Goodyear

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Como pilares da nossa paisagem cultural, muitas obras-primas do Movimento Moderno são frequentemente demolidas, abandonadas ou alteradas, independentemente do contexto em que estão inseridas. Preservar esse legado arquitetônico destaca o papel dos/as profissionais de arquitetura e design na configuração de ambientes construídos onde a continuidade entre o passado e o presente reforça o senso de lugar das comunidades. Em Long Island, uma coalizão de defensores uniu forças para salvar a Casa A. Conger Goodyear, projetada em 1938 por Edward Durell Stone. Considerada um dos exemplos mais notáveis do Estilo Internacional nos Estados Unidos, a residência atraiu grande atenção ao longo da década de 1940, figurando em periódicos especializados, livros e publicações de grande circulação.

Ofício pós-conflito: Por que a reconstrução de cidades começa pela reconstrução do conhecimento

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Uma guerra pode apagar a silhueta urbana de uma cidade do dia para a noite. Telhados desabam, ruas tornam-se intransitáveis e marcos que outrora orientavam a vida cotidiana são reduzidos a escombros. A perda mais profunda, no entanto, frequentemente permanece invisível. Edifícios podem ser levantados, fotografados, escaneados e, eventualmente, reconstruídos. O conhecimento que os produziu é muito mais frágil. Ele sobrevive nas mãos de canteiros e canteiras que compreendem como uma abóbada de calcário suporta sua carga, de carpinteiros e carpinteiras que sabem como as juntas de madeira reagem aos movimentos sazonais, de estucadores e estucadoras que misturam a cal de cabeça, e de moradores e moradoras cujos rituais cotidianos mantêm esses edifícios em uso. Quando essas pessoas são deslocadas, mortas ou forçadas a abandonar seus ofícios, a reconstrução herda um problema que nenhum desenho ou modelo digital pode resolver. A pedra sempre pode ser extraída novamente. Recuperar o conhecimento necessário para moldá-la exige muito mais tempo.

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Programa Conserving Black Modernism da Fundação Getty anuncia cinco novos locais contemplados

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A iniciativa *Conserving Black Modernism* da Getty Foundation é um programa dedicado a preservar e celebrar as contribuições arquitetônicas de arquitetos/as afro-americanos/as no movimento modernista nos Estados Unidos. Lançado em 2022, o programa faz parte do *African American Cultural Heritage Action Fund* do *National Trust*, a maior campanha de preservação voltada a apoiar a longevidade de patrimônios afro-americanos. Estabelecida inicialmente como uma iniciativa de dois anos, a ação expandiu-se desde então para apoiar 26 locais modernistas históricos e está lançando seu quarto ciclo de financiamento este ano. Os subsídios são concedidos para apoiar o planejamento de conservação, o treinamento profissional e a difusão de histórias em uma gama diversificada de tipologias edílicas em 17 estados e no Distrito de Colúmbia (D.C.), incluindo locais de importância histórica de caráter acadêmico, religioso, residencial, cívico, cultural e comercial.

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Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento

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Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.

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Entre materiais e memória: três escritórios de arquitetura de Madri sobre a reabilitação do patrimônio

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O papel da reabilitação do patrimônio na paisagem arquitetônica contemporânea é moldado por uma ampla gama de pesquisas, crenças, memórias e esforços que visam redefinir e fortalecer o nosso ambiente construído. Ao empreender um projeto de transformação, reforma ou preservação, profissionais da arquitetura podem recorrer a diversas estratégias e ferramentas para incentivar uma coexistência significativa entre o que já existe e o que é recém-introduzido. Junto com três escritórios de arquitetura sediados em MadriSOLAR, Pachón-Paredes e BA-RRO —, propusemo-nos a dialogar e explorar seus processos criativos e ideais, reconhecendo a complexidade e o valor dos edifícios históricos como repositórios de materiais, estruturas e técnicas construtivas de outras épocas.

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Trienal de Arquitetura de Sharjah apresenta "Uma jornada pelos arquivos de arquitetura" com foco em Bagdá, Damasco e Túnis

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A Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT) apresenta A Journey into Architecture Archives: Baghdad, Damascus, Tunis, com curadoria de George Arbid, em cartaz de 2 de maio a 12 de julho de 2026, na Al Qasimiyah School. Desenvolvido como parte do programa de pesquisa de longo prazo da SAT, o projeto dá continuidade ao compromisso da instituição em documentar e salvaguardar arquivos de arquitetura em todo o mundo árabe. Reunindo materiais de arquivo, maquetes físicas e filmes recém-comissionados, a exposição examina como as histórias da arquitetura são construídas, preservadas e revisitadas ao longo do tempo.

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World Monuments Fund apoia 21 projetos de patrimônio liderados localmente que abordam riscos climáticos e a perda de conhecimentos indígenas

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World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares de grande valor em todo o mundo que enriquecem vidas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. No dia 10 de fevereiro, o WMF anunciou um compromisso de US$ 7 milhões para apoiar 21 projetos de preservação do patrimônio que serão lançados em 2026. Esses investimentos impulsionam o trabalho em locais incluídos no 2025 World Monuments Watch, o programa de defesa do WMF baseado em indicações, ao mesmo tempo em que apoiam novas fases de conservação, planejamento e capacitação em outros sítios patrimoniais em cinco continentes. Os locais selecionados refletem uma ampla variedade cronológica e geográfica, desde paisagens culturais antigas até marcos arquitetônicos modernos. Os projetos destacam a diversidade do patrimônio global, abrangendo desde jardins mogóis e complexos religiosos otomanos até cinemas modernistas, paisagens de mineração industrial, rotas culturais indígenas e santuários sagrados, evidenciando o conhecimento cultural de longo prazo incorporado em sua preservação.

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Restauração do Africa Hall das Nações Unidas na Etiópia recebe Prêmio World Monuments Fund/Knoll de Modernismo 2026

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O World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares significativos que enriquecem a vida das pessoas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. Desde 2008, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize é um prêmio bienal que reconhece conquistas de destaque na conservação de edifícios emblemáticos do movimento arquitetônico modernista. A premiação homenageia pessoas e organizações que revitalizam o patrimônio moderno construído por meio de intervenções arquitetônicas inovadoras e sensíveis.

Em 22 de janeiro de 2026, o WMF e a Knoll anunciaram o escritório de arquitetura australiano Architectus como o vencedor do World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize de 2026 pela restauração do histórico Africa Hall das Nações Unidas em Adis Abeba, na Etiópia. O júri reconheceu o projeto por restabelecer uma obra marcante do modernismo africano como um espaço ativo de diplomacia e intercâmbio cultural. Além do prêmio principal, o júri concedeu à Umbrella House, de Paul Rudolph, em Sarasota, Flórida (Estados Unidos), o Stewardship Award for Modernist Homes.

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Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica

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Há um gesto ancestral em dar forma à terra. Muito antes da arquitetura se constituir como disciplina, o barro já era moldado pelas mãos e transformado pelo fogo, convertendo matéria bruta em utensílio doméstico e objeto cultural. Na história desse ofício, as fábricas de cerâmica marcam a transição do saber manual para a produção em série, ampliando sua escala sem romper completamente com a origem material. Dispersas por diferentes territórios, essas estruturas registram a relação entre técnica, paisagem e tempo. Com o passar das décadas, no entanto, muitas delas acabaram perdendo sua função original, sendo substituídas por processos mais tecnológicos ou fagocitadas pelo desenvolvimento urbano ao seu redor, passando a ocupar um estado intermediário, entre permanência e obsolescência.

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Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos

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Ambulance for Monuments é uma iniciativa de primeiros socorros dedicada a salvaguardar o patrimônio edificado ameaçado da Romênia, operando em uma corrida contra o tempo para evitar desmoronamentos e perdas irreversíveis. O projeto responde à crescente vulnerabilidade de estruturas históricas, desde igrejas saxônicas fortificadas e casarões a igrejas de madeira e marcos rurais, muitos dos quais não contam mais com as redes comunitárias que antes os sustentavam. Em um país profundamente afetado pela emigração desde 1990, onde quase metade da população ainda vive em áreas rurais, vilarejos inteiros perderam as pessoas, os ofícios e o cuidado cotidiano que mantinham esses monumentos de pé.

Estruturada em torno de uma unidade móvel de intervenção — uma "Ambulância" equipada com ferramentas, andaimes e maquinários de campo —, a iniciativa realiza obras urgentes de estabilização que ganham tempo para os edifícios ameaçados. Longe de substituir uma restauração completa, essas intervenções estratégicas preservam o tecido histórico, garantem a segurança estrutural e mantêm viáveis a conservação a longo prazo e o reúso adaptativo. 

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Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local

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Um edifício ainda em fase de ajuste, reparo e debate é declarado Patrimônio Mundial. Outro, de igual influência, precisa sobreviver a cinco séculos antes que alguém cogite sua preservação. Isso não é uma anomalia no sistema de patrimônio; é o próprio sistema. Em todo o mundo, a arquitetura não envelhece no mesmo ritmo porque o próprio tempo não é neutro. Ele é cultural, político e profundamente desigual. O que chamamos de "patrimônio" não é apenas arquitetura antiga; é a arquitetura que alcançou o momento certo em um determinado lugar.

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Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

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O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

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Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

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Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

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Como o BIM ajudou Notre-Dame a ressurgir das cinzas?

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Em muitas culturas, o fogo é um elemento sagrado, utilizado em rituais de renascimento e renovação. Ele carrega uma simbologia dicotômica, sendo ao mesmo tempo criador e destruidor, capaz de iluminar caminhos ou consumir tudo à sua volta. Na mitologia grega, por exemplo, Prometeu roubou o fogo dos deuses e o entregou à humanidade, marcando-o como um símbolo de progresso, conhecimento e poder criativo. No entanto, o fogo também evoca destruição, como nos contos bíblicos de Sodoma e Gomorra, onde foi usado como punição divina. Essa dualidade ficou evidente também no incêndio da Catedral de Notre Dame, em 2019, que devastou sua estrutura histórica. O desastre evidenciou uma onda de solidariedade e impulsionou avanços tecnológicos, com esforços de restauração utilizando ferramentas digitais, como escaneamento a laser e modelos BIM (Building Information Modeling), para recriar detalhes intrincados e preservar o legado arquitetônico.