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Reuso Adaptativo: O mais recente de arquitetura e notícia

Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana

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Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.

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Um banco de madeira e a geografia dos materiais

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As imagens dos bancos do High Line Park, em Nova York, correram o mundo quando o projeto foi inaugurado em 2009. Emergindo diagonalmente do mesmo material e padrão modular da pavimentação, eles transitam de forma fluida do concreto para a madeira, evocando os trilhos ferroviários que outrora ocupavam o local. Para resistir a décadas de exposição às intempéries, o projeto exigia uma espécie de madeira de durabilidade excepcional, e o ipê, extraído da Amazônia brasileira, foi o escolhido. Seu crescimento lento produz uma madeira de lei densa e de baixa porosidade, naturalmente resistente ao desgaste, à umidade e à deterioração biológica. Essa escolha, no entanto, gerou polêmica na época devido a preocupações com a certificação do manejo florestal da madeira. Essa perspectiva mais ampla transforma a forma como pensamos os materiais. Sua origem ainda importa, mas o que acontece após o fim da vida útil do edifício também é fundamental.

Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Patrimônio Vivo: Como o Palácio Belgadia amplia a identidade arquitetônica de Odisha

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A arquitetura frequentemente herda um paradoxo. Os edifícios que passam a definir um lugar raramente são os únicos que o moldaram. Em vez disso, eles se tornam símbolos, repetidos em guias, campanhas de turismo, agendas de conservação e histórias da arquitetura, até que passem a representar uma região inteira. Com o tempo, a riqueza de uma paisagem construída é comprimida em um punhado de imagens familiares. O que fica fora desse enquadramento raramente desaparece. Apenas desliza para fora do discurso arquitetônico.

Poucos lugares ilustram isso de forma tão clara quanto Odisha. Durante décadas, sua identidade arquitetônica foi representada pelos monumentais templos de pedra de Bhubaneswar, Konark e Puri. A sofisticação escultural da tradição Kalinga conquistou, com justiça, reconhecimento internacional, tornando-se um dos legados arquitetônicos mais célebres da Índia. Contudo, esse protagonismo também gerou uma consequência imprevista. Odisha é frequentemente compreendida apenas como uma terra de templos, deixando outras trajetórias arquitetônicas comparativamente inexploradas. Residências reais, edifícios administrativos, encontros coloniais, assentamentos vernáculos e antigas capitais ocupam um espaço muito menor no imaginário arquitetônico, apesar de revelarem histórias igualmente complexas de governança, diplomacia, ecologia e intercâmbio cultural.

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A arquitetura da Copa do Mundo da FIFA: uma retrospectiva de 2026 e as perspectivas para 2030

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O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.

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RIBA revela a lista de finalistas do Prêmio Stirling 2026

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O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.

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Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica

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Há um gesto ancestral em dar forma à terra. Muito antes da arquitetura se constituir como disciplina, o barro já era moldado pelas mãos e transformado pelo fogo, convertendo matéria bruta em utensílio doméstico e objeto cultural. Na história desse ofício, as fábricas de cerâmica marcam a transição do saber manual para a produção em série, ampliando sua escala sem romper completamente com a origem material. Dispersas por diferentes territórios, essas estruturas registram a relação entre técnica, paisagem e tempo. Com o passar das décadas, no entanto, muitas delas acabaram perdendo sua função original, sendo substituídas por processos mais tecnológicos ou fagocitadas pelo desenvolvimento urbano ao seu redor, passando a ocupar um estado intermediário, entre permanência e obsolescência.

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O Biodomo de Montreal: de Velódromo Olímpico a um Espaço para a Vida

A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.

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Arquivo: Desconstrução e Reutilização de Materiais para uma Arquitetura Circular

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A indústria da construção civil enfrenta hoje um paradoxo inevitável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", frequentemente reduzido a um rótulo comercial vazio. Nesse cenário, o Arquivo — um dos vencedores do Prêmio Next Practices 2025 do ArchDaily — surge como facilitador e mediador entre diferentes agentes do campo da construção por meio do desmonte — ou melhor, desconstrução — e do reuso de elementos construtivos. Etimologicamente, se "construção" deriva do latim construere (empilhar, montar), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.

Enquanto as práticas convencionais de demolição geram um vasto volume de resíduos e consumo de energia, o Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A iniciativa atua na lacuna entre o descarte e a nova construção, guiada por uma premissa clara: "O reuso só se realiza plenamente quando o material ganha uma nova vida."

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Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

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O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida?

Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.

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Estratégias materiais para atualizar e reutilizar clássicos modernistas

Park Hill, um amplo complexo de habitação social em Sheffield, se destaca como um dos exemplos mais ambiciosos de arquitetura modernista na Grã-Bretanha do pós-guerra. Projetado em 1961 por Jack Lynn e Ivor Smith, seu conceito inovador de "ruas no céu" buscava combinar habitação de alta densidade com o espírito comunitário de bairros tradicionais. No final do século XX, o complexo enfrentava uma profunda negligência, marcada por problemas sociais e degradação estrutural que comprometeram tanto sua funcionalidade quanto sua reputação. Gradualmente, Park Hill tornou-se sinônimo de fracasso do modernismo, carregando um pesado estigma social e marginalizando seus moradores. A partir dos anos 2000, começaram esforços significativos para reverter essa narrativa por meio de um processo de revitalização em duas fases. Na primeira fase, liderada pela Urban Splash, em colaboração com os escritórios Hawkins\Brown e Studio Egret West, a abordagem focou na preservação e valorização dos elementos históricos do edifício, introduzindo intervenções modernas para criar um espaço habitável, funcional e atrativo. Essa etapa demonstrou o potencial da reutilização adaptativa em revitalizar comunidades e resgatar ícones arquitetônicos. A segunda fase da renovação, conduzida pelo escritório Mikhail Riches, buscou expandir esse trabalho inicial, introduzindo novos elementos que aprofundaram a conexão entre os espaços existentes e a vida contemporânea. Com uma abordagem que uniu sensibilidade histórica e inovação arquitetônica, Mikhail Riches deu continuidade ao processo de transformar Park Hill em um exemplo emblemático de como a arquitetura modernista pode ser adaptada às necessidades atuais sem perder sua identidade original.

A fachada de concreto exposta foi cuidadosamente restaurada, janelas com eficiência energética substituíram unidades obsoletas e paineis de alumínio de cores vivas animaram o exterior. Os apartamentos foram reconfigurados para atender aos padrões modernos com plantas abertas, enquanto espaços compartilhados como pátios e centros comunitários foram revitalizados para promover a interação social. Medidas de sustentabilidade, incluindo cobertura verde e isolamento aprimorado minimizaram a pegada ambiental, mantendo o caráter brutalista icônico do projeto ao mesmo tempo em que criavam uma vibrante comunidade de uso misto de unidades residenciais, escritórios, espaços de varejo e locais culturais. O projeto destaca o potencial de reutilização adaptativa de projetos modernistas, algo que também carrega enormes desafios, sobretudo em termos programáticos e de materiais e soluções construtivas.

De conchas de madeira a painéis de policarbonato: os materiais que moldam espaços esportivos flexíveis

O Coliseu Romano é indiscutivelmente o local versátil mais icônico do mundo. Embora essa estrutura não tenha sido projetada para atividades esportivas, sediou diversos eventos, desde os conhecidos combates de gladiadores até performances teatrais e a dramática naumachia (batalhas navais). Isso demonstra que o uso flexível do espaço é relevante desde os tempos antigos. Séculos depois, no contexto do sempre mutável ambiente construído e desenvolvimento urbano, os locais esportivos também evoluíram, tornando-se exemplos notáveis de espaços multifuncionais.

Esses complexos atléticos se transformaram de locais altamente especializados em estruturas dinâmicas e multifuncionais. Seja sediando grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, ou servindo como pontos de encontro para comunidades locais, esses espaços encontram um delicado equilíbrio entre atender às necessidades de esportes específicos e manter a flexibilidade para acomodar uma variedade de atividades. Como essas funções diversas coexistem e se interconectam? Esta análise explorará como as instalações esportivas são configuradas como centros flexíveis para outras disciplinas e atividades do dia a dia.

De silos a espaços icônicos: 15 projetos que reutilizam estruturas fabris

Os silos possuem um papel significativo entre as estruturas remanescentes da era industrial, tanto pelas tecnologias aplicadas quanto pela sua imagem na paisagem urbana. A forma cilíndrica erguida geralmente em concreto armado respondia eficazmente às demandas e desafios trazidos pela industrialização, oferecendo uma solução resistente e econômica para o armazenamento de produtos. Ao longo do século XX, com a incorporação de novas logísticas e dinâmicas, principalmente com o deslocamento das atividades de alguns centros urbanos para áreas de expansão, muitas dessas estruturas foram desativadas.

No entanto, embora seu caráter hermético possa parecer um obstáculo para a adaptação a novas funções, o que se tem observado nas últimas décadas são iniciativas as quais valorizam essas estruturas, integrando-as à dinâmica urbana e destacando sua importância como parte da memória coletiva local.

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De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas

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Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.

Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.

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Heatherwick Studio transformará a icônica BT Tower de Londres em um complexo hoteleiro

Em fevereiro deste ano, a rede hoteleira americana MCR Hotels adquiriu a icônica BT Tower em Londres. A torre, que está incluída na lista de patrimônio local, se localiza em Fitzrovia, no coração de Londres, e é um símbolo do passado recente da cidade. Anteriormente conhecida como Torre de Telecomunicações Britânica e Torres dos Correios, a BT Tower será transformada pelo Heatherwick Studio.

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Arquitetura em camadas: projetos de reuso adaptativo que exploram diferentes materiais

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Nas últimas décadas, o termo "reuso adaptativo" ganhou enorme popularidade como uma abordagem de construção ecológica. Mas e se houvesse algo mais poético em reestruturar um espaço e suas histórias para novos usuários? Estes arquitetos mostram que fachadas, paredes e texturas antes consideradas descartáveis podem obter novos significados por meio de combinações ousadas e inteligentes. Essas adaptações exibem com orgulho suas conversões e camadas de pátina histórica sob elas, como um distintivo de honra e falam da permanência dos edifícios e de sua impermanência no uso e na interpretação. Por meio de movimentos formais sutis e escolhas materiais audaciosas, eles transformaram estruturas que de outra forma teriam sido demolidas e as reimaginaram de maneiras novas e intrigantes.

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