Antonia Piñeiro

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Projetos não construídos para o Centro Pompidou apresentados na exposição “Concours Beaubourg 1971” em Paris

No dia 30 de janeiro, uma exposição intitulada "Concours Beaubourg 1971: Une mutation de l'architecture" foi inaugurada em Paris, apresentando materiais de arquivo do concurso que resultou na seleção do atual Centre Pompidou, projetado por Renzo Piano e Richard Rogers entre 1969 and 1974. Em razão do recente fechamento do edifício para reforma, cerca de 100 documentos históricos, incluindo relíquias nunca antes exibidas das coleções do Centre Pompidou (plantas, desenhos, fotografias, maquetes, etc.), estão em exibição na Académie d'Architecture, na Place des Vosges, até 22 de fevereiro de 2026. Coproduzida pela Académie d'Architecture e pelo Centre Pompidou, com o apoio da École nationale supérieure d'architecture de Saint-Étienne, a mostra reúne propostas alternativas, imaginativas e, por vezes, inviáveis para o edifício. Trata-se de uma revisão de um período fértil na história da arquitetura, destacando os efeitos duradouros do "concurso Beaubourg" na disciplina e na profissão.

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Kéré Architecture projeta centro de saúde no Burundi utilizando materiais regionais e construção comunitária

Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Encomendado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral existente, com foco em maternidade e cuidados cirúrgicos especializados. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por um caminho que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes locais. As obras já começaram, com a conclusão da primeira fase prevista para este ano.

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Dos dados aos gêmeos digitais: o Projeto PLATEAU do Japão disponibiliza modelos em acesso aberto de mais de 250 cidades

"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com mais de um milhão de habitantes, 190 com entre 100 mil e um milhão, e 540 com população entre 10 mil e 100 mil. Até o momento, os modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informação G-Espacial do país e também podem ser acessados através de um navegador on-line. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar os desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do recém-encerrado local da Expo Mundial de Osaka.

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A quem pertence o espaço público? Três modelos ativos de gestão compartilhada que moldam os bens comuns urbanos na Europa e em Nova York

O espaço público é frequentemente compreendido como um local que não pertence a ninguém em particular — coletivamente acessível, porém mantido por instituições. No entanto, um número crescente de iniciativas vem desafiando essa premissa ao testar modelos de gestão compartilhada e propriedade distribuída. Em Paris, o projeto Adoptez un banc introduz uma abordagem baseada em patrocínio, permitindo que pessoas e grupos apoiem financeiramente e assumam, de forma temporária e simbólica, a responsabilidade por mobiliários públicos históricos, sem comprometer seu uso coletivo. Em outros pontos da cidade, hortas comunitárias que operam sob a estrutura do programa Main Verte demonstram um modelo de autogestão, no qual proprietários de terras públicos e privados mantêm a titularidade dos terrenos, mas delegam o controle cotidiano a associações de cidadãos/ãs para produção de alimentos e uso compartilhado. Em Nova York, o projeto Common Corner representa um terceiro caminho, fundamentado na colaboração institucional e no design participativo, em que agências públicas, organizações sem fins lucrativos, designers e moradores/as coproduzem o espaço público no contexto da habitação social. Juntos, esses três casos sugerem que o cuidado, a autoria e a responsabilidade podem ser distribuídos entre cidadãos/ãs e instituições, gerando ambientes urbanos mais resilientes e conectados à realidade local.

Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano

Projetado pelo Studio NEiDA, o Falcon Cinema é um centro comunitário e de artes localizado em Berekuso, Gana, comissionado por Jacqueline Nsiah, profissional à frente da curadoria de cinema e da direção fundadora do espaço. A missão do cinema é criar um espaço para cineastas preservarem o patrimônio cinematográfico da África, ao mesmo tempo em que promove o pensamento crítico e criativo sobre o cinema contemporâneo no continente, projetado e curado com uma abordagem pan-africana. O programa de necessidades inclui duas salas de projeção (com 250 e 150 assentos), um restaurante, um arquivo, espaços de convivência, um centro educacional e um cinema ao ar livre. Um segundo complexo está planejado para uma fase futura, destinado a abrigar residências para cineastas. Ainda em fase de projeto, a proposta teve início em 2024 e tem conclusão prevista para 2027.

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Construção, tributação e financiamento: as medidas recentes de Nova York para enfrentar a crise habitacional

O governo municipal de Nova York é um dos maiores do gênero, contando com centenas de agências municipais e cargos eletivos. A prefeitura, as agências municipais, a câmara municipal, a controladoria, o/a defensor/a público/a, os/as presidentes de distrito e os conselhos comunitários organizam-se para prestar serviços e melhorar a qualidade de vida na maior cidade dos Estados Unidos e um de seus principais destinos turísticos. Assim como em outras metrópoles globais, incorporadores/as urbanos/as e autoridades em Nova York enfrentam desafios comuns: os efeitos atmosféricos e as consequências permanentes da crise climática, a saturação dos sistemas de transporte, a escassez de unidades habitacionais e as barreiras no acesso à moradia adequada. Em junho, os anúncios da prefeitura de Nova York abordaram trânsito e mobilidade, eventos esportivos, imigração e calor extremo. Nos últimos meses, uma série de políticas foi anunciada para enfrentar um problema ainda maior: garantir o acesso à moradia para um número crescente de pessoas por meio da ação governamental.

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O marco histórico da Sagrada Família e novos futuros para a habitação: o resumo da semana

Esta semana começou com o Dia Mundial da Justiça Social, trazendo para o primeiro plano questões urgentes de direitos trabalhistas, equidade espacial e governança de recursos, e posicionando a arquitetura tanto como produto quanto como resposta aos sistemas sociais que moldam o acesso à terra, à habitação e às oportunidades. O anúncio dos 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 destacou um panorama global de obras construídas reconhecidas por sua qualidade arquitetônica, inovação e impacto social, oferecendo um retrato da prática contemporânea em diferentes escalas e geografias. As notícias desta semana provocam uma reflexão mais ampla sobre a responsabilidade cívica da arquitetura, com o patrimônio e a construção comunitária por meio da arquitetura cultural despontando como temas centrais. A habitação, por sua vez, ancora outra vertente crítica da discussão com três iniciativas de destaque: um manifesto que reformula a habitação não como uma mercadoria de mercado, mas como um direito cívico e um projeto coletivo fundamentado no cuidado; um plano diretor de regeneração de orla em grande escala que responde à demanda habitacional regional por meio da transformação costeira; e um projeto residencial em madeira que explora o potencial do material em habitações de média densidade.

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UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações

A proposta de projeto do escritório UNS para a nova Linha 2 do Metrô de Turim, desenvolvida em colaboração com Settanta7, Mijksenaar, Frigorosso, 3BA e WSP, foi selecionada por um júri internacional de especialistas presidido por Dominique Perrault. A proposta baseia-se na ideia de "fluxo", um conceito que historicamente moldou a cidade italiana, desde os rios Pó e Dora até os 18 quilômetros de pórticos em arco que estruturam o deslocamento de habitantes e visitantes. O projeto prevê a Linha 2 como um novo "rio urbano", orientado por três princípios de design para facilitar esse fluxo: identidade de marca, experiência de trânsito e escalas de identidade. Com 32 estações planejadas no total, a fase inicial de projeto abrange 10 estações, incluindo Mole Giardini, San Giovanni Bosco e Carlo Alberto.

UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações - Imagem 1 de 4UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações - Imagem 2 de 4UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações - Imagem 3 de 4UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações - Imagem 4 de 4UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações - Mais Imagens+ 1

Almaty, no Cazaquistão, é definida como cidade-sede dos Jogos Asiáticos de Inverno de 2029 após a desistência de Trojena, da NEOM

Em 5 de fevereiro de 2026, Almaty, a maior metrópole do Cazaquistão, foi oficialmente declarada a cidade-sede dos Jogos Asiáticos de Inverno de 2029. O Contrato de Cidade-Sede foi assinado entre o Conselho Olímpico da Ásia (OCA) e o Comitê Olímpico Nacional da República do Cazaquistão durante uma cerimônia em Milão, Itália, uma das sedes de os Jogos Olímpicos de Inverno em andamento. Criados em 1986 em Sapporo, no Japão, os Jogos Asiáticos de Inverno chegarão à sua décima edição em 2029, sendo realizados aproximadamente a cada quatro anos. O anúncio ocorre após uma decisão anterior de adiar os Jogos, que estavam originalmente programados para acontecer no complexo de esqui Trojena, que conta com masterplan desenvolvido pelo LAVA e está atualmente em construção como parte do megaprojeto NEOM na Arábia Saudita.

Herzog & de Meuron requalificará o Palácio de Congressos da era comunista de Tirana

Em 3 de junho de 2026, o escritório Herzog & de Meuron foi selecionado para revitalizar o edifício do Palácio de Congressos em Tirana, Albânia. O projeto foi desenvolvido em parceria com Julian Beqiri, Marsela Demaj, Michel Desvigne Paysagistes (MDP), ARUP, LDK, Gentian Shkurti, SUEB Industries sh.p.k., The Space Factory Ltd, MBBM e KLAR sh.p.k. O Palácio de Congressos (ou Pallati i Kongreseve) foi construído durante a República Popular Socialista da Albânia e inaugurado em 1986 para sediar os Congressos do Partido do Trabalho da Albânia e outras atividades oficiais. O Concurso Internacional para a Requalificação do Palácio de Congressos, promovido pelo governo albanês, propôs uma transformação abrangente do edifício, preservando sua identidade histórica. O projeto deve resolver graves problemas de infraestrutura e adequar o Palácio aos padrões contemporâneos de tecnologia, funcionalidade e qualidade dos espaços.

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Arquitetura pop star: BIG projeta estádio multiuso para a turnê mundial de Shakira em Madri, Espanha

O fato de Kanye West transformar em ruína uma casa de praia projetada por Tadao Ando em Malibu, Ellen DeGeneres e Portia de Rossi comprarem e revenderem a Brown-Sidney House, projetada por Richard Neutra em 1955, e o estilista Marc Jacobs reformar uma residência assinada por Frank Lloyd Wright nos arredores de Nova York são apenas alguns exemplos da relação de estrelas do pop com a arquitetura de relevância histórica. Celebridades, assim como atletas de futebol, formam um grupo de elite caracterizado por uma alta concentração de riqueza e grande prestígio social. Elas não são apenas compradoras de arquitetura de alto padrão como propriedade autoral e capital cultural, mas também agentes de sua preservação e promoção. Este ano, novos exemplos dessa atuação surgem sob uma perspectiva mais abstrata, porém também mais popular: desde a cenografia da apresentação de Bad Bunny no Super Bowl até o novo estádio projetado para Shakira pelo BIG-Bjarke Ingels Group, a arquitetura é utilizada como veículo para promover a identidade latino-americana.

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Southbank Centre, em Londres, recebe proteção como patrimônio nacional após campanha de 35 anos

O Southbank Centre é um complexo cultural em Londres construído entre 1963 e 1968, sendo amplamente considerado um exemplo representativo do brutalismo britânico. Atualmente, o local abriga uma ampla variedade de eventos, incluindo artes visuais, teatro, dança, música clássica e contemporânea, literatura, poesia e debates. O edifício foi projetado por uma equipe do Departamento de Arquitetura do Conselho do Condado de Londres, liderada pelo arquiteto Norman Engleback. O complexo tornou-se um exemplo polêmico de arquitetura moderna após sua inauguração em outubro de 1967, ocasião em que engenheiros elegeram o Queen Elizabeth Hall como o "ápice da feiura" em uma votação sobre novos edifícios, e o Daily Mail o descreveu como "o edifício mais feio da Grã-Bretanha". Cinquenta e nove anos depois, em 10 de fevereiro de 2026, o complexo recebeu o status de patrimônio protegido de Grau II (Grade II listed) pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico, após uma campanha de 35 anos que defendia sua preservação como patrimônio arquitetônico moderno.

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A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Durante uma cerimônia realizada no Fórum Urbano Mundial (WUF) em Baku, Azerbaijão, em 20 de maio de 2026, a União Internacional de Arquitetos (UIA) e o ONU-Habitat anunciaram os projetos vencedores do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030. O prêmio bienal reconhece projetos construídos que trazem contribuições significativas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Profissionais de arquitetura foram convidados a enviar projetos de arquitetura, paisagismo e desenho urbano que abordassem desafios ambientais, sociais e econômicos urgentes em seis categorias: gestão sustentável da água, promoção de ambientes de trabalho seguros, habitação adequada e acessível, planejamento eficiente e inclusivo, acesso a espaços verdes e públicos e resiliência climática.

O terceiro ciclo foi lançado em julho de 2025, e os finalistas regionais das cinco regiões globais da UIA foram anunciados em janeiro. Na etapa final, o júri selecionou os projetos vencedores, altamente recomendados e recomendados em cada categoria, reconhecendo trabalhos na China, Bangladesh, Índia, Tailândia, México, Peru, Colômbia, Espanha, Quênia, Marrocos e Estados Unidos.

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Guiné Equatorial transfere sua capital de Malabo para Ciudad de la Paz, na parte continental da África Central

Malabo serviu como capital da Guiné Equatorial desde a independência do país da Espanha, em 12 de outubro de 1968, até 2 de janeiro de 2026, quando um decreto promulgado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo oficializou a transferência da capital para Ciudad de la Paz ("Cidade da Paz"), localizada na província de Djibloho. Obiang formalizou a mudança como parte de uma reorganização territorial planejada há bastante tempo. Embora a antiga capital continue a ser um polo econômico importante na ilha de Bioko, Ciudad de la Paz foi concebida como uma capital planejada na porção continental da África. A iniciativa de transferir a capital remonta a 2008, com o início das obras em 2011. A nova capital, também chamada de Djibloho (em referência à província) ou Oyala, é apresentada pelo governo como um esforço de descentralização para melhorar a acessibilidade em todo o território nacional.

Kengo Kuma & Associates e Paul Raff Studio são selecionados para projetar o novo Centro de Visitantes do Parque Nacional de Banff, no Canadá

Em 13 de maio de 2026, a Parks Canada, agência federal responsável por proteger e gerenciar o patrimônio natural e cultural do Canadá, anunciou o projeto vencedor para a reformulação do centro de visitantes e espaço comunitário no Parque Nacional de Banff. O concurso foi organizado em parceria com o Royal Architectural Institute of Canada (RAIC) como parte do Projeto de Reurbanização do Quarteirão 200 da Banff Avenue. A proposta do Paul Raff Studio e da Kengo Kuma & Associates foi selecionada a partir de uma lista de cinco equipes pré-qualificadas que também incluía EVOQ + Ryder, KPMB Architects, Revery Architecture e Stantec Architecture. Um júri independente reunido pelo RAIC selecionou o projeto por sua abordagem em relação à paisagem, princípios de sustentabilidade e pelo equilíbrio entre conservação, patrimônio, perspectivas indígenas e experiência de visitantes, entre outros fatores.

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Concéntrico 2026 começa em Logroño com seis dias de instalações, oficinas e experimentação urbana

O Concéntrico, laboratório em grande escala de arquitetura, design e experimentação urbana, inaugurou oficialmente sua programação de seis dias de atividades. O festival transforma a cidade espanhola de Logroño de 18 a 23 de junho de 2026, com uma série de práticas coletivas, festivas e performáticas no espaço público. A programação inclui 24 instalações de escritórios e criadores/as internacionais, distribuídas por praças, terrenos vazios, ruas, pontes e espaços emblemáticos de toda a cidade. As intervenções urbanas variam de um circo projetado por Smiljan Radić a gravações de sons urbanos para um disco de vinil do festival pela Sounds of Architecture Records, contando também com três propostas vencedoras de sua convocatória internacional.

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Kengo Kuma and Associates projetará biblioteca pública em espiral em Rzeszów, na Polônia

O escritório Kengo Kuma and Associates venceu recentemente o concurso para projetar uma nova biblioteca em Rzeszów, capital da Voivodia da Subcarpácia, no sudeste da Polônia. A cidade, que abriga cerca de 200 mil habitantes, fica às margens do rio Wisłok e é conhecida como um polo da indústria de aviação. Localizada estrategicamente ao longo do principal corredor rodoviário e ferroviário que liga Cracóvia a Lviv, a cidade também serve como um importante ponto de trânsito próximo à fronteira com a Ucrânia. Situada na Avenida Józef Piłsudski, a nova biblioteca foi concebida como um elemento de conexão entre o Gabinete do Marechal da Voivodia de Podkarpackie e o vizinho Complexo de Escolas de Ensino Médio, reforçando o caráter cívico da área. O programa combina funções tradicionais de biblioteca com espaços culturais, educacionais e artísticos. Além das áreas de leitura e acervo, uma zona de eventos ampliada inclui uma sala de música, um salão multifuncional, salas de conferência e áreas administrativas. Um volume espiralado destinado à biblioteca constitui o elemento mais alto do complexo, enquanto os espaços de eventos e os terraços na cobertura estendem o programa para o exterior, conectando as atividades do edifício com a cidade ao redor.

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Falta um mês: Reúso adaptativo e melhorias no transporte alpino moldam o caminho para Milano Cortina 2026

Falta apenas um mês para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, cujas competições acontecerão de 4 a 22 de fevereiro de 2026. A Cerimônia de Abertura será realizada no dia 6 de fevereiro no Estádio Olímpico San Siro, em Milão, reunindo cerca de 2.900 atletas de todo o mundo para disputar 16 esportes, com 116 medalhas de ouro em jogo. Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam à Itália vinte anos depois de Turim 2006 e setenta anos após Cortina 1956. Esta edição, no entanto, adota uma abordagem marcadamente diferente, distanciando-se do modelo tradicional de altos custos e desperdício em prol do reuso adaptativo, do uso de energia renovável e do desenvolvimento regional de longo prazo. Sendo a edição mais dispersa geograficamente na história dos Jogos de Inverno, o plano prevê o uso de 92% de instalações já existentes ou temporárias, aproveitando regiões com forte infraestrutura turística para evitar grandes impactos ambientais e implementar estratégias de design circular e reciclagem — cujos resultados se tornarão evidentes nos próximos meses. Em seguida, serão realizadas as Paralimpíadas de Inverno de Milano Cortina 2026, de 6 a 15 de março de 2026.

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