A construção modular é um processo no qual uma edificação é construída fora de seu local de implantação definitivo, em um ambiente de fábrica controlado, utilizando materiais idênticos e obedecendo a um conjunto de normas e regulamentos. O método foi inicialmente introduzido como uma solução na busca por sistemas construtivos eficientes, com controle de qualidade e viabilidade econômica. Esse método de construção industrializada evoluiu para atender a demandas históricas e, recentemente, passou a despertar um interesse renovado. Esses "módulos" são então transportados para o canteiro de obras e montados para compor a estrutura final, atendendo aos mesmos padrões técnicos de instalações construídas de forma convencional. Apresentando benefícios potenciais em termos de redução de resíduos, eficiência energética, respostas a emergências e rapidez no desenvolvimento, essa metodologia vem ganhando força em todo o mundo.
Nos últimos anos, a construção modular consolidou-se como um divisor de águas no setor da construção civil, especialmente no Oriente Médio e na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Diante da crescente adoção de soluções inovadoras para atender às demandas em constante evolução da região, a construção modular desponta como uma alternativa atraente. Com o aumento da conscientização e os avanços tecnológicos contínuos, essa metodologia pode oferecer uma alternativa viável às práticas construtivas tradicionais na região do CCG.
A prática da arquitetura tem se concentrado tradicionalmente em serviços personalizados e baseados em projetos — um modelo consolidado e continuamente preferido por profissionais do setor. Embora essa abordagem resulte em ambientes construídos notáveis, ela enfrenta dificuldades para alcançar escalabilidade e longevidade. O setor de arquitetura tem demonstrado pouco interesse em explorar práticas, processos e modelos de negócios alternativos, especialmente considerando que o modelo tradicional é tão vulnerável aos ciclos de mercado quanto qualquer outra indústria. Soluções de projeto sob medida, a pedra angular da prática convencional, tornam a padronização de processos e a escala de serviços um grande desafio. Esse foco também resulta em fluxos de trabalho fragmentados entre escritórios e parceiros. Além disso, a estabilidade e a consolidação das práticas tradicionais podem gerar uma cultura avessa ao risco, dificultando inovações disruptivas no setor.
A arquitetura reflete a cultura da qual se origina, ao mesmo tempo que aspira a liderar essa cultura. Isso é quase um oximoro, uma vez que refletir e projetar nossos valores é parte essencial de toda vida humana, e a arquitetura é primorosamente humana. Nossos edifícios nos personificam, com todas as nossas contradições.
Na busca por promover uma construção mais sustentável, na qual o uso de materiais naturais contribua para a transmissão de tradições e culturas locais, cada vez mais projetos de arquitetura exploram diferentes recursos e técnicas para enfrentar preocupações ambientais, econômicas ou sociais. Conhecer os benefícios e qualidades dos materiais, tais como sua cor ou textura, influencia a experiência final de quem habita, percorre ou visita os espaços. Portanto, compreender suas propriedades técnicas, construtivas, estéticas e funcionais deve fazer parte do processo de projeto desde o início de sua concepção.
O Festival de Arquitetura e Design Concéntrico celebra seu 10º aniversário de 25 de abril a 1º de maio de 2024, com uma edição que busca refletir sobre o impacto do festival anual na cidade de Logroño, na Espanha, bem como analisar como a cidade continua a evoluir. Por meio de instalações, exposições, palestras, performances, oficinas e atividades, o Concéntrico propõe uma reflexão sobre o ambiente urbano, convidando arquitetos/as e designers a intervir e desafiá-lo, ao mesmo tempo em que abre debates sobre questões urgentes.
Embora o tema oficial do festival tenha se concentrado no futuro das cidades, os/as arquitetos/as e designers convidados/as levaram essa proposta além. Diversos temas e abordagens transversais surgiram durante o evento deste ano, desde a incorporação de conceitos de tempo — um elemento incomum de ser abordado por meio de instalações temporárias — até o desejo de dialogar de forma mais sincera com o público em geral, ouvindo suas demandas e criando plataformas onde diferentes perspectivas possam assumir o protagonismo.
O Tinnerbäcksbadet, um centro de lazer inaugurado em 1965 às margens de um lago em Linköping, na Suécia, já dava sinais de desgaste. Para revitalizar a área e atender a demandas em constante evolução, a cidade lançou um concurso internacional de arquitetura para uma nova instalação. O projeto vencedor, assinado pelo escritório dinamarquês 3XN, combina modernidade e funcionalidade. Essa integração com a paisagem urbana circundante, com a nova estrutura servindo como ponto focal em uma praça de bairro recém-reconfigurada, foi fundamental para o sucesso do projeto.
No entanto, é nos detalhes materiais e nas sutis ondulações do seu traçado que se revela a genialidade do projeto, conduzindo quem o visita e frequenta às áreas internas e às extensões verdejantes que cercam o lago de banho. O projeto emana acolhimento e sofisicação com sua paleta de cores naturais e terrosas, por meio do uso abundante de madeira aparente, concreto e revestimentos cerâmicos. Fabricadas pela Agrob Buchtal a partir de matérias-primas naturais, essas peças cerâmicas contribuem para a elegância do espaço, ao mesmo tempo que prometem longevidade — uma marca registrada de uma arquitetura verdadeiramente sustentável. Cobrindo 18.000 m², as superfícies cerâmicas desempenham um papel fundamental ao promover o conforto visual e unificar toda a estrutura.
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O Phoenix será construído com cerca de metade do custo, do tempo e da pegada de carbono de um edifício multifamiliar típico na região da Baía de São Francisco. Imagem cortesia de Autodesk
Na virada do século, os/as arquitetos/as adotaram a modelagem paramétrica 3D por meio da modelagem de informações da construção (BIM) e, nos últimos 10 anos, conectaram o BIM à nuvem para melhorar a coordenação e a produtividade. No entanto, o BIM ainda enfrenta dificuldades para unificar dados e fluxos de trabalho ao longo de todo o ciclo de vida de planejamento, projeto, construção e operação. A integração da IA — juntamente com dados granulares e automação — capacitará a próxima geração de arquitetos/as com uma abordagem de projeto mais conectada e baseada em resultados, permitindo que se concentrem em aspectos como o desempenho do edifício ou a sustentabilidade desde o início de um projeto.
Derivado do trabalho final integrador da Especialização em Arquitetura para a Educação, esta análise aborda o instigante potencial de espaços ociosos no âmbito educativo. Sob o título "Lugares Ociosos para a Educação sem Lugar", o estudo investiga como o patrimônio arquitetônico em desuso pode se transformar na solução para a demanda de infraestrutura própria por parte de instituições de ensino.
Desenvolvido na FADU - UNL, este artigo oferece um olhar sobre a revitalização do patrimônio para atender às necessidades contemporâneas da educação.
O crescimento populacional e a alta vertiginosa nos preços dos imóveis impõem desafios significativos à habitação urbana. Em uma busca urgente por opções de moradia acessíveis, os espaços de co-living surgiram como uma solução criativa, oferecendo condições de vida de qualidade por meio de estratégias inteligentes de otimização do espaço. Ao implementar técnicas de design inovadoras, essas comunidades residenciais compartilhadas maximizam cada metro quadrado para criar espaços funcionais dentro de áreas compactas.
À medida que cresce a expectativa para os XXXIII Jogos Olímpicos de Paris, a cidade se prepara para sediar um evento esportivo global e embarcar em uma jornada de renovação urbana. Distanciando-se do tradicional modelo centrado em grandes estádios, Paris 2024 adota uma nova abordagem para a experiência olímpica. A arquitetura esportiva tem a capacidade de transcender a funcionalidade e se tornar um espaço de experiência coletiva e celebração compartilhada. Nesse sentido, ela convida pessoas de diferentes origens a criar conexões enquanto celebram o esporte. A seleção curatorial deste mês foca em diversas formas de arquitetura esportiva, estádios, arenas e projetos de paisagismo, analisando quais elementos se unem para moldar diferentes experiências no âmbito da arquitetura esportiva.
Para a Copa do Mundo do Qatar em 2022, o escritório Foster + Partners projetou o icônico e mais tradicional Estádio de Lusail. Na Índia, o M:OFA Studios concebeu o Instituto Nacional de Esportes Aquáticos, rompendo com as normas pragmáticas das instituições governamentais. Em Hangzhou, na China, os Jogos Asiáticos de 2022 apresentaram um novo Campo de Críquete projetado pelo AZUT, que se destaca pela integração da infraestrutura esportiva com a paisagem natural. Enquanto isso, em Ordos, na China, o escritório PLAT ASIA transformou uma praça urbana existente em um Parque Esportivo Inteligente, promovendo o bem-estar e a interação comunitária. Por fim, a Arena da Universidade de Idaho, projetada pela Opsis Architecture, funciona como o principal portal de entrada para o campus universitário, celebrando o espírito do esporte e da comunidade.
O Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões aprofundadas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, conversam com o arquiteto e acadêmico Alejandro Zaera-Polo, fundador do escritório Alejandro Zaera-Polo & Maider Llaguno Architecture, para discutir sua trajetória; a formação em arquitetura; o período de trabalho no OMA; a fundação de seu próprio escritório; a vitória no concurso do Terminal de Passageiros de Yokohama; a docência; sua passagem pela Universidade de Princeton; a academia contemporânea; e muito mais. Aproveite!
https://www.archdaily.com.br/pt/1140488/the-second-studio-podcast-uma-entrevista-com-alejandra-zaera-poloThe Second Studio Podcast
O Powerhouse, a maior instituição museológica da Austrália dedicada ao design de artes aplicadas e tecnologia, revelou os planos para uma restauração abrangente de suas três sedes localizadas em Sydney, na Austrália, além da abertura de uma nova unidade em Parramatta, na região oeste de Sydney, em 2025. O complexo do Powerhouse Ultimo abriga dois edifícios tombados pelo patrimônio histórico: o Ultimo Powerhouse e o Ultimo Post Office. O projeto de renovação deste patrimônio histórico é liderado por uma equipe de arquitetura formada pelo escritório Durbach Block Jaggers, trabalhando em parceria com Architectus, Youssofzay + Hart e pela equipe de paisagismo do Tyrell Studio.
Os EUA têm uma longa tradição de republicanismo e capitalismo de laissez-faire que historicamente não favoreceu uma política habitacional federal robusta ou a intervenção estatal no mercado de moradia. Os/as formuladores/as de políticas acreditavam que a iniciativa privada seria mais capaz de fornecer habitação suficiente e que, assim como na saúde e na educação,[1] o envolvimento do governo traria o “socialismo” e um controle indesejável do livre mercado. Há duas grandes exceções a essa tradição: a Lei Nacional de Habitação de 1937 (National Housing Act), decorrente da devastação da Grande Depressão, e a “guerra contra a pobreza”, iniciada pelo governo Johnson em meados da década de 1960.[2] Apesar do sucesso desses programas, as políticas habitacionais federais subsequentes visaram, em grande parte, enfraquecê-los, fosse por má-fé ou por negligência. Em vez disso, a política federal buscou principalmente promover a casa própria — o sonho americano —, mas essa abordagem foi desmantelada pelo colapso financeiro decorrente da crise dos empréstimos subprime e seus desdobramentos. O resultado é que hoje praticamente não existe uma política habitacional federal coerente. Trinta e cinco milhões de estadunidenses vivem em moradias precárias, e uma parcela significativamente maior compromete metade de sua renda para manter um teto sobre a cabeça. A construção residencial está em níveis historicamente baixos, e os custos de construção subiram tanto que se tornaram inacessíveis para o cidadão ou cidadã comum.
Durante a Semana de Design de Milão 2024, a Lasvit apresentou sua maestria na manufatura do vidro e sua abordagem criativa ao design e à arquitetura com sua mais recente instalação, "Re/Creation". Sediada no Palazzo Isimbardi, a marca especialista em vidro artesanal exibiu diversas criações exclusivas, tendo como peça central a instalação "Porta", concebida pelo diretor artístico da Lasvit, Maxim Velcovsky. A obra monumental destacou a experiência da empresa no uso de fornos de vitrofusão e sua trajetória na redefinição da relação entre o vidro e a arquitetura.
"Re/Creation" despontou como uma das principais atrações para os visitantes, oferecendo um espaço para relaxamento. Inspirado na fluidez do vidro derretido, o próprio título faz referência a uma técnica inerente à produção de vidro fundido, na qual o material flui organicamente em direção a uma forma predeterminada sob a ação da gravidade. Nesse cenário de tranquilidade, profissionais da criação foram incentivados/as a desacelerar, promovendo um ambiente propício à revitalização e à exploração criativa.
O arquiteto e designer italiano Antonio Citterio é reconhecido por criar espaços que transportam as pessoas tanto para um estado de espírito quanto para um lugar físico. Ele atua como designer de cenários e contador de histórias, além de ser um criador de objetos. Como ele mesmo afirma: “Sempre imagino o produto em um set de filmagem, uma atmosfera onde as pessoas interagem com o objeto e com o espaço.” Sua mais recente colaboração com a AXOR — uma coleção de metais sanitários com design singular — é um exemplo perfeito de seu ofício, expandindo a ideia dos objetos para espaços domésticos idealizados como "caixas de luz" nos quais eles se destacam. Um desses espaços é o conceito de sua casa de veraneio "Nature Bound Vacation Home".
https://www.archdaily.com.br/pt/1140386/uma-banheira-e-lavatorio-em-um-unico-elemento-escultorico-a-visao-de-antonio-citterio-para-um-refugio-na-naturezaMark C. O'Flaherty
Reconhecido por sua abordagem avançada no ensino de arquitetura, o programa Master of Architecture 2 (M.Arch 2) do SCI-Arc se destaca como uma experiência transformadora para futuros/as arquitetos/as. Voltado para estudantes com formação prévia em arquitetura, o currículo do M.Arch 2 é um programa intensivo de dois anos projetado para estimular a criatividade, a competência técnica e o pensamento crítico, preparando seus/suas diplomados/as para um cenário profissional dinâmico e em constante evolução. Estudantes do programa M.Arch 2 do SCI-Arc constroem uma rede profissional global de colegas, docentes e profissionais de mercado, abrindo portas para colaborações, mentorias, oportunidades de carreira e contribuições significativas em escala global. Ex-alunos/as do M.Arch 2 do SCI-Arc têm conquistado algumas das maiores honrarias e reconhecimentos possíveis no campo da arquitetura e do design.
Entre no reino onde o minimalismo do movimento Light and Space dos anos 1960 se entrelaça com algoritmos e sensores contemporâneos de alta tecnologia. Naquela época, artistas da luz como James Turrell, Dan Flavin e Robert Irwin cativavam o público com o essencial, utilizando precisamente a luz do dia ou lâmpadas para aguçar a percepção visual. Avançando para o presente, o Chromasonic adota essa sinergia de luz e cor, mas a amplia com som e algoritmos. Concebida como uma rede global para vivenciar a harmonia entre corpo e mente, a equipe de Johannes Girardoni inaugurou o primeiro satélite de percepção no coração de Venice Beach, Califórnia. Por meio de uma colaboração com o Google, a Milan Design Week demonstrou como a interação de luz e cor pode viajar em turnê como uma instalação imersiva em grande escala.
Seja por entusiasmo ou cautela, não há como escapar do debate em torno da IA na arquitetura. Ela oferece a arquitetos/as e designers o poder de inovar, otimizar processos e criar um ambiente construído que é tão funcional quanto visualmente atraente.
No entanto, diante de uma tecnologia tão revolucionária, não surpreende que surjam preocupações. A perda de criatividade, a substituição de postos de trabalho e dilemas éticos são apenas alguns exemplos de inquietações sobre a adoção da IA na arquitetura.
Para compreender o que o setor de fato pensa sobre a IA, mais de 1.200 profissionais de arquitetura foram consultados/as sobre como a utilizam em seu cotidiano de trabalho. Investigamos de que maneira a tecnologia influencia os processos de projeto e fluxos de trabalho, e o que seu impacto representa para o futuro da profissão.
No projeto de piscinas, um grande desafio é garantir que ela se integre harmoniosamente ao restante da arquitetura. Se o projeto estiver sendo desenvolvido do zero, os materiais devem atender aos critérios projetuais necessários, bem como aos requisitos técnicos de áreas expostas às intempéries e em contato direto com a água.
Essas foram as premissas que o escritório Sebastián Arquitectos levou em consideração no projeto desta residência — a Casa EA! —, utilizando uma única coleção de pisos cerâmicos da Gres Aragón. Localizada em meio à reserva natural de Litago, aos pés do Monte Moncayo, em Zaragoza (Espanha), a casa se integra perfeitamente ao seu entorno natural.
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Tecnologia de descarga otimizada: TwistFlush[e³] foi desenvolvida especialmente para uso em projetos residenciais, bem como em instalações sanitárias públicas e comerciais. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
Há três anos, a Villeroy & Boch vem implementando a tecnologia de descarga ciclônica TwistFlush em vasos sanitários selecionados. Essa tecnologia inovadora de descarga aproveita a força física do turbilhão para otimizar o desempenho do fluxo e a higiene do vaso sanitário. Dois bicos injetores geram um poderoso vórtice de água que limpa quase toda a superfície interna do vaso, arrastando todos os resíduos para o ralo com sua forte sucção. Aliado à geometria cônica e às paredes extremamente lisas da bacia, esse sistema torna as descargas repetidas e o uso de escovas sanitárias praticamente desnecessários. Em comparação com as descargas convencionais, essa inovação também economiza muita água, contribuindo significativamente para a preservação dos recursos naturais.
Em 1956, quando a posse de carros e o desenvolvimento suburbano que ela viabilizava começavam a ser adotados como ideais culturais americanos, a urbanista pioneira Jane Jacobs escreveu que os EUA estavam se tornando “uma nação sem precedentes de centauros. … Nossa população de automóveis está crescendo quase tão rápido quanto a nossa população humana e promete continuar assim por mais uma geração.” Ela continuou: “o carro não é apenas um devorador de terras monstruoso por si só: ele fomenta aquele outro devorador insaciável de terras—a suburbanização interminável e dispersa.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1140844/jane-jacobs-ciclistaPeter L. Laurence
Longe de ser apenas um material pré-fabricado produzido atualmente em larga escala, a aplicação dos blocos de concreto na arquitetura continua evoluindo para atender às demandas e necessidades das sociedades contemporâneas, em constante transformação. Seja em espaços interiores ou exteriores, seu uso se alinha a conceitos de economia circular, eficiência de recursos, sustentabilidade, entre outros, com o objetivo de criar espaços habitáveis e, ao mesmo tempo, explorar suas vantagens e desvantagens construtivas, além de suas qualidades expressivas e estéticas.
À medida que a demanda por habitação acessível cresce e a disponibilidade de imóveis de baixo custo diminui, os agentes do setor habitacional devem buscar abordagens mais inovadoras para o desenvolvimento de habitação social. Uma das oportunidades reside na restauração e na readequação de edifícios abandonados. Embora a construção de novas moradias continue sendo a principal estratégia das autoridades e associações de habitação, a reabilitação de edifícios degradados pode se consolidar como uma opção mais econômica. Essa abordagem não apenas maximiza o aproveitamento de infraestruturas deterioradas, mas também oferece uma oportunidade econômica para expandir a oferta de moradia acessível nas cidades. Se a reabilitação de edifícios residenciais abandonados parece uma solução óbvia, a estratégia se torna ainda mais crucial quando se considera a conversão de prédios comerciais, institucionais ou históricos em habitação de interesse social.