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Architecture: O mais recente de arquitetura e notícia

Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo

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A arquitetura é frequentemente representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências do entorno. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem categoricamente a esse modo de representação. Eles não são projetados para serem lidos instantaneamente, tampouco revelam sua lógica apenas através da forma. Sua inteligência espacial emerge gradualmente, por meio da repetição, da ocupação e da duração.

O bazar insere-se perfeitamente nessa categoria. Ele não pode ser compreendido por meio de um único desenho ou de uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, mas ensaiada. O que o sustenta não é puramente a composição arquitetônica, mas a sincronia compartilhada, a memória coletiva e os padrões de uso consolidados ao longo do tempo. O senso de coletividade no bazar não decorre de decisões formais de projeto; ele é produzido através de encontros repetidos, proximidades negociadas e uma familiaridade social acumulada ao longo do tempo.

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A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário

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Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.

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Projetando o Mercado Público: Arquitetura para Encontro, Trocas e Pertencimento

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A criação de um lugar não é, em princípio, algo difícil; basta que as pessoas se reúnam em um local fixo e regular para um propósito ou atividade, e um espaço passa a existir. Isso não desconsidera o fato de que um elemento físico precisa acompanhar esse encontro para que o espaço se torne acolhedor, receptivo e atraente. Essa ideia de um espaço que surge a partir de uma intenção pode ser vista claramente em uma das funções mais antigas da humanidade: os mercados de alimentos e produtos locais.

Para que um mercado exista, o elemento arquitetônico pode ser tão simples quanto uma cobertura leve, que abrigue os/as comerciantes e ofereça um limite implícito ao lugar, ou pode ser tão engenhoso quanto a reutilização adaptativa de um edifício ou terreno existente para atender a novas necessidades. Por fim, pode ser uma estrutura temporária e leve, montada para determinados eventos ou necessidades e depois desmontada para ser utilizada em outro lugar ou para outros fins.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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As 100 melhores casas latino-americanas de 2025

A cada ano, a equipe curatorial do ArchDaily analisa os projetos mais populares entre os nossos leitores, identificando as tendências arquitetônicas e abordagens projetuais que mais despertaram o interesse da nossa audiência ao longo do ano. Em nossos sites locais – ArchDaily Brasil e ArchDaily en Español – a arquitetura residencial continua a ser a categoria mais popular, com projetos construídos na América Latina se destacando ano após ano.

A seleção deste ano das melhores casas latino-americanas reúne tanto renovações quanto projetos construídos do zero, abarcando reinterpretações de técnicas construtivas locais e respostas arquitetônicas inovadoras. As obras estão situadas em uma ampla variedade de contextos, desde ambientes urbanos densos até paisagens rurais e litorâneas isoladas.

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Os melhores projetos de arquitetura de 2025

À medida que o ano se aproxima do fim, é novamente hora da equipe de curadoria do ArchDaily refletir sobre os projetos mais bem-sucedidos de 2025 e considerar quais foram os mais interessantes para os leitores. Através desta visão diversificada, avaliamos as semelhanças e diferenças em tendências e soluções construtivas. Nesse ano, tivemos muitos espaços culturais e públicos de grande escala por Lina Ghotmeh, BIG, Zaha Hadid Architects, DnA e Serie Architects, que marcaram presença em eventos como a Expo Osaka e a Bienal de Veneza, além de um número surpreendente de museus e obras públicas ou de paisagismo na China e em todo o restante do continente asiático. No entanto, ao mesmo tempo em que esses foram projetos muito procurados, as obras mais populares permaneceram, sem surpresa, sendo os projetos residenciais.

Mais especificamente, as casas mais vistas no ArchDaily global possuem estrutura de concreto com considerável presença de vegetação e foco no paisagismo. Elas propõem layouts que destacam vazios e pés-direitos duplos, bem como pátios internos ou grandes aberturas para o exterior. Embora algumas referências tenham sugerido elementos tradicionais ou vernaculares, as reinterpretações modernistas ainda foram predominantes. As tendências de materiais são muito mais contidas, com uma recorrência do uso de concreto aparente, enquanto a madeira e a pedra foram elementos de destaque comuns. Ainda assim, o mais interessante sobre as obras deste ano são os esforços dos arquitetos em situar e inserir os projetos em seus entornos, dando atenção especial à paisagem e como os projetos se fundem com a natureza.

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Tendências de design de interiores de 2025

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.

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Resultados da COP30 para o ambiente construído: do resfriamento sustentável aos compromissos de adaptação climática

No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Kéré Architecture apresenta projeto de biblioteca pública no Rio de Janeiro em homenagem à herança afro-brasileira

Kéré Architecture apresentou sua proposta para a Biblioteca dos Saberes, um complexo cultural de 40.000 metros quadrados no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Projetado por Francis Kéré, Mariona Maeso Deitg e Juan Carlos Zapata, o conjunto foi encomendado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e está previsto para um terreno próximo ao Cais do Valongo e à região da Pequena África. O projeto foi apresentado à comunidade em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Entre seus elementos principais, estão uma fachada perfurada para proteção solar, jardins na cobertura, terraços ajardinados, pátios sombreados, áreas ao ar livre, um anfiteatro coberto e uma passarela para pedestres que conecta o edifício ao monumento a Zumbi dos Palmares.

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Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida?

Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.

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Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck

Aldo van Eyck e Lina Bo Bardi foram duas figuras subversivas. Suas visões de coletividade e ludicidade, mesmo aplicadas em estruturas muito distintas, tinham como principal ponto em comum uma ideia de arquitetura que vai além do desenho. Um espaço que se faz vivo pela apropriação, pelo movimento e pela troca. Dos playgrounds holandeses ao museu paulistano, os ideais dos arquitetos se entrelaçam, fortalecendo a ideia de uma arquitetura onde qualquer um se torna criança.

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Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças?

Nas comunidades indígenas da América do Sul, o lugar da criança é onde ela desejar estar. Os bebês engatinham pelo chão de terra, se aproximam das fogueiras, investigam formigueiros, experimentam o mundo com o corpo inteiro. Eles aprendem sentindo: descobrem limites, reconhecem perigos e colhem lições que nenhum manual poderia ensinar. No cenário urbano, por outro lado, as crianças costumam ser contidas em espaços pensados para adultos, repletos de regras que, embora bem-intencionadas, muitas vezes as afastam de experiências vitais. Diante dessas diferenças culturais, não nos caberia julgar qual modelo é melhor, mas sim, perceber que, quando culturas diferentes se observam, sempre há espaço para aprender.

No âmbito arquitetônico, essa infância vivida com rara liberdade de tempo e espaço, convida a repensar a forma como moldamos nosso cotidiano: por que limitar a exploração espontânea das crianças em ambientes controlados? Por que criar barreiras físicas e simbólicas entre elas e o mundo natural? E, sobretudo, como a arquitetura contemporânea poderia romper esse paradigma e, inspirada pela criança indígena, criar espaços que devolvam à infância sua dimensão mais selvagem, curiosa e plena?

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Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global

Na contemporaneidade, o fazer arquitetônico vai muito além da criação de edifícios ou da materialização de ideias, ele se afirma como um campo multidimensional assumindo papéis mais amplos e complexos. Em contextos marcados por desigualdade, crises ambientais e disputas territoriais, ele se transforma em uma ferramenta de negociação, capaz de mediar interesses entre diferentes atores. Nesse cenário, o arquiteto assume também a função de tradutor cultural, articulador social e, muitas vezes, defensor de direitos coletivos.

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Como ensinar empatia? Novas abordagens para o ensino de arquitetura na América Latina

Historicamente, as primeiras universidades do modelo contemporâneo foram implantadas na Europa como instituições voltadas à formação de elites para servir ao Estado e à Igreja, e não para promover a emancipação social. Com o avanço do capitalismo, consolidaram-se como espaços privilegiados de produção e reprodução da cultura ocidental moderna. Contudo, a partir da década de 1960 — especialmente após as revoltas estudantis de maio de 1968 —, a ênfase acadêmica se voltou para valores relacionados ao mercado, substituindo os ideais humanistas e críticos. As ciências humanas perderam espaço, enquanto as áreas técnicas, passaram a ocupar lugar central, muitas vezes afastando-se da reflexão crítica sobre o impacto social de suas práticas.

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Yasmeen Lari vence o Prémio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp

A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou Yasmeen Lari como vencedora do Prêmio Carreira Millennium bcp 2025. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas, a arquiteta paquistanesa tem demonstrado, ao longo de sua carreira, como a arquitetura pode ser uma ferramenta para a justiça social, a resiliência ambiental e o desenvolvimento inclusivo.

Da Tailândia ao México: conheça os 5 finalistas do Prêmio Début da Trienal de Lisboa 2025

A Trienal de Arquitetura de Lisboa revelou os cinco finalistas do Prêmio Début Millennium bcp 2025, que celebra práticas emergentes que estão redefinindo o papel da arquitetura em diferentes geografias e realidades. Distribuídos por três continentes, os escritórios finalistas apresentarão seus trabalhos durante os dias de abertura da Trienal (2 a 4 de outubro de 2025), em um evento público no qual será anunciado o vencedor.

Santuários urbanos: como criar lares tranquilos em meio ao caos da cidade

"Sentir-se em casa" é uma expressão que representa as sensações de acolhimento e conforto as quais transformam um espaço em um verdadeiro refúgio. Para alcançar essa experiência, diversos elementos — como cores, texturas, iluminação e materiais — desempenham um papel essencial, construindo um ambiente que promove relaxamento e bem-estar. Apoiado por estudos no campo da psicologia ambiental e neurociência, esse vínculo entre o ambiente físico e o comportamento humano evidencia como a arquitetura influencia diretamente a criação de atmosferas podendo, inclusive, transformar o caos em tranquilidade.

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