A 24ª Exposição Internacional da Triennale Milano foi aberta ao público em 13 de maio de 2025, no histórico Palazzo dell'Arte. Em cartaz até 9 de novembro, esta edição explora o tema "Desigualdades", dando continuidade à tradição da Triennale Milano de abordar questões globais urgentes sob as perspectivas da arte, da arquitetura e do design. A exposição é composta por duas seções principais: uma que apresenta uma seleção curatorial de exposições e instalações de artistas individuais e equipes, e outra que destaca as participações internacionais, incluindo pavilhões nacionais e suas contribuições. Na cerimônia de abertura, em 12 de maio, foram entregues os Bee Awards em reconhecimento a contribuições selecionadas de toda a exposição. Tanto nas exposições quanto nas participações internacionais, o júri concedeu um prêmio principal e uma menção honrosa para cada categoria.
O Fenix é um novo museu no porto de Roterdã, dedicado a uma coleção de objetos históricos e contemporâneos que exploram a migração por meio da arte. O museu está localizado na península de Katendrecht, na margem sul do rio Maas, em um antigo galpão centenário recentemente renovado pelo escritório MAD Architects e pelo Bureau Polderman. Este projeto marca a primeira comissão do MAD Architects para um edifício cultural público na Europa. Recém-concluído, o edifício tem sua inauguração marcada para esta sexta-feira, 16 de maio, apresentando três exposições: All Directions, com mais de 150 obras de arte e objetos das coleções do Fenix; The Family of Migrants, uma mostra fotográfica de Edward Steichen; e The Suitcase Labyrinth, uma instalação interativa composta por 2.000 malas doadas.
A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou Yasmeen Lari como vencedora do Prêmio Carreira Millennium bcp 2025. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas, a arquiteta paquistanesa tem demonstrado, ao longo de sua carreira, como a arquitetura pode ser uma ferramenta para a justiça social, a resiliência ambiental e o desenvolvimento inclusivo.
Perspectivas internacionais são representadas através de destaques em países como o Brasil (acima) ou a Itália (abaixo). Fotos: Cortesia de Bell'Arte (acima) e Gaspare Asaro SRL (abaixo)
A ICFF retorna ao Javits Center de Nova York de 18 a 20 de maio deste ano com um senso de propósito renovado e uma perspectiva global. Sob o tema de 2025, 'Designing in Harmony' (Projetando em Harmonia), a feira se propõe a explorar como o design pode construir pontes — entre materiais e métodos, culturas e climas, passado e futuro.
Em uma época na qual o equilíbrio parece difícil de alcançar, a ICFF busca criá-lo por meio de uma curadoria de mobiliário, iluminação, objetos e debates sobre regeneração, resiliência e colaboração, apresentados como diretrizes práticas. A Architonic conversou com as diretoras de marca da ICFF, Odile Hainaut e Claire Pijoulat, antes da feira, para detalhar essa linha condutora e antecipar o que mais esperar do evento.
Oystra, Al Marjan, Render por MIR. Imagem cortesia de ZHA
Oystra, projetado por Zaha Hadid Architects, é um empreendimento à beira-mar de 128.000 metros quadrados localizado na Ilha Al Marjan, em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. O complexo inclui 950 unidades residenciais e uma ampla variedade de opções de compras, gastronomia e lazer. Ras Al Khaimah, um dos emirados que mais crescem nos EAU, tem projeção de um aumento de 55% em sua população até 2030, o que gera a demanda por mais 45.000 moradias. O setor de turismo do emirado também apresenta forte crescimento, com expectativa de que o número de visitantes anuais salte de 100 mil em 2013 para 3,5 milhões até 2030.
O arquiteto Andrea Faraguna é o curador do pavilhão nacional do Reino do Bahrein na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A exposição, intitulada Heatwave, consiste em uma instalação site-specific que explora estratégias de resfriamento passivo para espaços públicos, inspirada na arquitetura tradicional do Bahrein e reimaginada por meio de abordagens contemporâneas. Sua resposta técnica ao desafio global do aumento das temperaturas urbanas foi reconhecida pelo júri internacional da Bienal, que concedeu à mostra o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional deste ano. Durante a cobertura em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador Andrea Faraguna sobre o contexto que deu origem ao pavilhão, os mecanismos implementados e sua perspectiva a respeito de eventos como a Bienal de Arquitetura de Veneza.
A Fondation Cartier pour l'art contemporain anunciou planos de se mudar para um edifício histórico na Place du Palais-Royal, em Paris. Construído originalmente em 1855, o edifício haussmaniano está sendo reimaginado pelo arquiteto Jean Nouvel, com abertura prevista para 25 de outubro de 2025. A colaboração entre a Fondation Cartier e Jean Nouvel remonta a 1994, quando o arquiteto projetou o "Monumento Parisiense", um edifício de vidro e aço no Boulevard Raspail que serve atualmente como sede da instituição.
Porcelanatos inspiradas en piedra. Image Cortesía de GILSA
Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143307/entre-a-pedra-e-o-design-4-texturas-e-tons-que-se-conectam-com-o-entorno-naturalEnrique Tovar
TEN. Image by Maxime Delvaux and Adrien de Hemptinne
A Trienal de Arquitetura de Lisboa revelou os cinco finalistas do Prêmio Début Millennium bcp 2025, que celebra práticas emergentes que estão redefinindo o papel da arquitetura em diferentes geografias e realidades. Distribuídos por três continentes, os escritórios finalistas apresentarão seus trabalhos durante os dias de abertura da Trienal (2 a 4 de outubro de 2025), em um evento público no qual será anunciado o vencedor.
A cada uma das mais de 23.000 respirações diárias que realizamos, o ar viaja pelo sistema respiratório até os pulmões, onde ocorre uma troca gasosa vital: o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é expelido. Esse ato involuntário e essencial também desencadeia outro processo, menos visível, mas profundamente impactante: a nossa percepção do olfato. À medida que o ar passa pela cavidade nasal, as moléculas de odor entram em contato com receptores olfativos localizados no epitélio olfativo. Esses receptores enviam sinais diretamente para o bulbo olfativo, que faz parte do sistema límbico — a área do cérebro associada à memória e às emoções. Longe de ser um sentido secundário, o olfato atua como uma ponte direta entre o ambiente e as nossas respostas emocionais mais profundas. Os aromas carregam o poder singular de evocar memórias vívidas, provocar conforto ou aversão imediata e influenciar nosso estado emocional de forma quase instantânea.
No sentido horário, a partir do canto superior esquerdo: Foster + Partners com Yinka Shonibare e Michel Desvigne Paysagiste; WilkinsonEyre com Lisa Vandy e Fiona Clark, Andy Sturgeon Design, Atelier One e Hilson Moran; J&L Gibbons com Michael Levine RDI, William Matthews Associates, Structure Workshop e Arup; Heatherwick Studio com Halima Cassell, MRG Studio, Webb Yates e Arup; Tom Stuart-Smith com Jamie Fobert Architects, Adam Lowe (Factum Arte) e Structure Workshop. Imagem cortesia das equipes e de Malcolm Reading Consultants
O governo do Reino Unido revelou cinco conceitos de projeto selecionados para o Memorial da Rainha Elizabeth II, que será localizado na paisagem de grande importância histórica do St James's Park, em Londres. As propostas, agora acessíveis em uma recém-lançada galeria online, marcam uma etapa fundamental no desenvolvimento de uma homenagem nacional à falecida monarca. As opiniões do público sobre os projetos expostos serão coletadas até 19 de maio de 2025 e subsidiarão a decisão do Comitê sobre a equipe de projeto vencedora, cujo anúncio está previsto para o início do verão de 2025 no hemisfério norte. A revelação do desenho final está prevista para 2026, coincidindo com o centenário de nascimento da Rainha Elizabeth II.
O escritório BIG–Bjarke Ingels Group foi contratado pela A.R.M. Holding para projetar a transformação do Hipódromo de Jebel Ali, em Dubai, em um novo distrito urbano de 5 quilômetros quadrados. A proposta está alinhada ao Plano Diretor Urbano de Dubai 2040, focado em melhorar a mobilidade de pedestres como um pilar para promover o desenvolvimento urbano sustentável. O plano diretor é estruturado em torno de um parque central, que reconecta a área do antigo hipódromo à cidade.
A arquitetura é, por excelência, uma prática vinculada ao lugar. A quantidade de conhecimento local necessária para projetar um edifício faz com que os/as profissionais da arquitetura, mesmo com obras amplamente distribuídas, concentrem seus projetos construídos em cidades específicas. Giovanni "Gio" Ponti, nascido e criado na cidade italiana de Milão, é um desses profissionais. Seus projetos fora de Milão incluem o Denver Art Museum, nos EUA, e a Villa Planchart em Caracas, Venezuela, além de edifícios universitários em Pádua e Roma, e a Catedral de Taranto. No entanto, suas obras em sua cidade natal, como a Torre Pirelli, são as que melhor registram a evolução de sua arquitetura e sua contribuição para o design de produto e o mercado editorial.
O Qatar anunciou que a arquiteta Lina Ghotmeh, fundadora e diretora do escritório parisiense Lina Ghotmeh — Architecture, foi selecionada para projetar seu pavilhão nacional permanente no Giardini della Biennale, a sede histórica da Bienal de Veneza desde 1895. O novo edifício será construído em um terreno adjacente ao Pavilhão do Livro e foi encomendado por Sua Excelência Sheikha Al Mayassa em nome do Estado do Qatar. Com esta adição, o Qatar torna-se um dos apenas 31 países com um pavilhão permanente no Giardini, unindo-se a um grupo seleto de nações com espaços de exposição dedicados. Apenas dois novos pavilhões nacionais foram inaugurados ali nos últimos 50 anos: a Austrália em 1988 e a República da Coreia em 1996. O novo Pavilhão do Qatar, projetado por Lina Ghotmeh, servirá como uma plataforma permanente para expor as contribuições artísticas e arquitetônicas do país, com exposições rotativas apresentadas a cada edição da Bienal.
Nos dias 23 e 24 de abril de 2025, no Campus ACCIONA, a segunda edição do NEXT IN Summit, organizada pela ACCIONA Living & Culture, reuniu líderes globais em museologia, arquitetura e arte. Inaugurado com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez Almeida, o evento destacou as melhores práticas em projeto, gestão e inovação de espaços culturais. Figuras de destaque, como o arquiteto David Chipperfield, Glenn D. Lowry, diretor do MoMA, o artista digital Rafael Lozano-Hemmer e Mariët Westermann, diretora e CEO do Solomon R. Guggenheim Museum, lideraram as discussões sobre o futuro das instituições culturais.
Há um interesse renovado em como o alimento é produzido e em como sua criação afeta o bem-estar tanto da terra quanto das comunidades que ela sustenta. Uma mudança semelhante está ocorrendo na arquitetura, onde a cultura material surge como a espinha dorsal da inovação em design. A LEVER Architecture exemplifica esse movimento com seu modelo pioneiro "forest-to-frame" (da floresta à estrutura), uma abordagem que reimagina a arquitetura não como um processo extrativista, mas como uma força regenerativa com impactos positivos que se estendem muito além dos limites de qualquer canteiro de obras individual.
No dia 19 de junho de 2025, a exposição será ampliada para incluir maquetes das três propostas vencedoras, que serão anunciadas durante o EUmies Awards Day 2025 no Palazzo Michiel, em Veneza. O evento também revelará as propostas vencedoras do Young Talent Open, iniciativa que expande o alcance da premiação para além dos países participantes do Europa Criativa, englobando candidaturas dos Estados-membros do Conselho da Europa e da região da Ásia-Pacífico. Todos os trabalhos selecionados serão documentados em uma publicação e incorporados ao Arquivo do EUmies Awards, contribuindo para um repositório crescente de experimentação e discurso arquitetônico.
Sob o título Paraíso, hoje., a exposição que representa Portugal na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia aborda a arquitetura como uma construção cultural da paisagem. Com curadoria da equipe de arquitetura composta por Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, em conjunto com a arquiteta paisagista Catarina Raposo e o videoartista Nuno Cera, a mostra apresenta uma instalação imersiva com vídeos criados a partir de novas tecnologias digitais e inteligência artificial, além de um Atlas de imagens. Em conjunto, esses elementos constroem uma exploração crítica sobre o tema proposto, a alegoria de um "Paraíso". Este ano, a representação portuguesa mudou de localização, transferindo-se do Palazzo Franchetti para o edifício Fondaco Marcello, junto ao Grande Canal de Veneza. A mostra permanecerá aberta ao público e acolherá um ciclo de debates até 23 de novembro de 2025.
Quando se fala de inteligência na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a exposição principal a categoriza amplamente em três domínios: natural, artificial e coletiva. Embora as atenções se voltem principalmente para as performances robóticas e para experimentos materiais de vanguarda—como os tijolos de esterco de elefante de Boonserm Premthada ou a fascinante exibição de picoplâncton do Canadá—, uma forma de inteligência coletiva frequentemente negligenciada, porém fundamental, reside no ato de arquivar.
Diversos pavilhões nacionais expõem essa inteligência coletiva por meio de mostras belamente curadas—o Pavilhão da Espanha, por exemplo, com seu jogo perspicaz de escalas, apresenta maquetes meticulosamente elaboradas que convidam a uma leitura atenta e ao encantamento. Essas coleções curadas oferecem um retrato do presente e, em alguns casos, acenam para o futuro. No entanto, sem um envolvimento crítico com o passado, sem documentar e dar sentido ao nosso conhecimento espacial e arquitetônico compartilhado, o potencial da inteligência coletiva permanece incompleto. O arquivamento não é um mero ato de preservação; trata-se de uma ferramenta generativa para projetar novos futuros.
Quando se fala sobre a inteligência futura da arquitetura, grande parte do esforço histórico tem se concentrado em expandir limites — desafiando normas, explorando alternativas e projetando visões ousadas do que a arquitetura pode vir a ser. O advento do modernismo exemplificou essa abordagem: novos materiais e métodos construtivos radicais deram origem a um futuro arquitetônico amplamente reimaginado. Esse impulso continua hoje, com instituições de pesquisa e escritórios de destaque explorando constantemente técnicas inovadoras, materiais e sistemas de manufatura.
No entanto, um método de imaginação dos futuros da arquitetura costuma ser negligenciado: o ato de revisitar o passado de forma crítica. Aprender com, revelar e documentar práticas espaciais e comunitárias menos conhecidas é igualmente essencial. Essas formas mais sutis de conhecimento — como os espaços foram usados, adaptados e habitados — podem revelar percepções duradouras que moldam futuros mais fundamentados e culturalmente ressonantes. Em vez de buscar a novidade pela novidade, talvez um caminho igualmente significativo consista em construir um arquivo arquitetônico coeso que conecte o passado e o futuro.
O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.
Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.
Paradoxalmente, o banheiro costuma ser, ao mesmo tempo, o cômodo mais compacto de uma residência e o de maior complexidade técnica: é ali que se cruzam as redes de eletricidade, água fria e quente, esgoto, ventilação e, frequentemente, gás. Por essa razão, seu projeto deve ser otimizado para acomodar tubulações, válvulas, ralos e conexões sem comprometer a estética ou a funcionalidade. A disposição estratégica de pontos hidráulicos, acessórios, armários e iluminação deve buscar a eficiência e a funcionalidade do espaço, idealmente transformando essas áreas tipicamente compactas em santuários confortáveis e visualmente atraentes. Cada decisão é fundamental — desde a seleção do produto até a altura de instalação de uma base de chuveiro.