O que as nossas edificações existentes podem nos ensinar sobre como construir para o futuro? Em uma época de recursos escassos, cresce a demanda para que profissionais de arquitetura dialoguem—com o local, com sua história e com o potencial inexplorado do que já está de pé. Em vez de optar imediatamente pela demolição e por uma nova construção, o futuro da arquitetura pode residir na descoberta de possibilidades de inovação em edifícios que já resistiram ao teste do tempo.
A proposta de torre de uso misto na 175 Third Street é o quinto edifício planejado em quatro lotes dentro do empreendimento Gowanus Wharf, no Brooklyn, em Nova York. Com vistas para Manhattan e para a Estátua da Liberdade, o projeto de aproximadamente 100.000 m² (1.080.000 sq ft) inclui habitação de interesse social, espaços comerciais e para artistas, áreas de ginástica, espaços sociais e de lazer, culminando em uma cobertura com áreas de convivência e piscina externa. O projeto também prevê uma esplanada pública à beira-mar de cerca de 2.600 m² (28.000 sq ft) projetada pelo escritório Field Operations, destinada a contribuir para a recuperação ecológica do Canal de Gowanus, dando continuidade à transformação mais ampla deste bairro industrial. Outros colaboradores do projeto incluem os escritórios dencityworks | architecture, AKRF, bucharest.studio, DeSimone, Ettinger Engineering Associates, Fried Frank, Hatfield Group, Impact Environmental e Jenkins and Huntington.
À medida que os bairros urbanos continuam a evoluir, o design desempenha um papel fundamental em moldar como os edifícios respondem à urbanização, às demandas funcionais e ao caráter de seu entorno. Interligados, esses elementos orientam a transformação da vida urbana e influenciam como os novos empreendimentos se relacionam com seu contexto — uma dinâmica claramente visível no Central District de Seattle. Considerado há muito tempo um polo histórico da comunidade afro-americana da cidade, o projeto Africatown Plaza propõe uma abordagem abrangente que integra o desempenho arquitetônico com a ressonância comunitária, utilizando o envelope do edifício como principal meio de expressão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143076/sistemas-de-fachadas-metalicas-com-ressonancia-comunitaria-o-caso-do-africatown-plazaEnrique Tovar
Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.
As inscrições para o Built by Nature Prize 2025 já estão abertas. A premiação reconhece projetos concluídos — novas construções, reformas e ampliações — que demonstrem liderança no uso de madeira sustentável e construção com materiais de base biológica. Com o objetivo de destacar as melhores práticas globais, o Prêmio oferece a profissionais de arquitetura e equipes de projeto a oportunidade de obter visibilidade internacional e contribuir para o debate em constante evolução sobre a construção regenerativa. O prazo para envio de propostas vai até as 23h59 (CET) do dia 8 de junho de 2025. As inscrições podem ser feitas pelo site builtbn.org/prize.
A Expo 2025 abriu oficialmente suas portas em 13 de abril de 2025, em Yumeshima, uma ilha artificial na Baía de Osaka. Realizado sob o tema "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", o evento reúne mais de 150 países e organizações internacionais para abordar desafios globais urgentes por meio da arquitetura, tecnologia e design. No centro do parque da Expo ergue-se o Grand Ring, uma monumental estrutura circular projetada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto. Com cerca de 2 quilômetros de circunferência e 20 metros de altura, a estrutura de madeira circunda a área de exposição principal e foi reconhecida pelo Guinness World Records como "A maior estrutura arquitetônica de madeira".
Intitulada "The People of the Ring", esta série de fotos de Stéphane Aboudaram documenta o Grand Ring na Expo 2025 Osaka sob a perspectiva do usuário, capturando tanto a estrutura quanto os visitantes que interagem com ela.
A Terra se Lembra: Pavilhão do Líbano. Imagem Cortesia de CAL
Na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza de 2025, o Pavilhão Libanês, com curadoria do Collective for Architecture Lebanon (CAL), apresenta "The Land Remembers" [A terra se lembra], uma investigação sobre o ecocídio e a regeneração ambiental. Selecionado pelo Ministério da Cultura do Líbano e pela Federação Libanesa de Engenheiros, o CAL é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2019 por Shereen Doummar, Edouard Souhaid, Elias Tamer e Lynn Chamoun. Sua proposta curatorial busca transformar o pavilhão em uma instituição fictícia, o Ministério da Inteligência da Terra (Ministry of Land Intelligens), dedicada a enfrentar a devastação ambiental e propor estratégias de restauração ecológica.
O Pavilhão do Canadá na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentou Picoplanktonics. Uma pesquisa que surgiu como um repensar radical de como a arquitetura pode se tornar uma plataforma que une biologia, computação e fabricação para propor um futuro alternativo — no qual os edifícios não apenas minimizam danos, mas participam ativamente da reparação do planeta. Em seu cerne está um organismo simples: a cianobactéria marinha, capaz tanto de capturar carbono quanto de contribuir para o crescimento material da estrutura que habita. O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos por uma equipe de pesquisa na ETH Zurich, liderada por Andrea Shin Ling e um grupo multidisciplinar de colaboradores e colaboradoras. Juntos, formaram o Living Room Collective, fundado há um ano para dar continuidade a esse trabalho e apresentá-lo na Bienal de Veneza. A equipe principal inclui Nicholas Hoban, Vincent Hui e Clayton Lee. Esta entrevista com a equipe por trás do projeto compartilha a filosofia, os desafios técnicos e os horizontes especulativos que impulsionaram seu trabalho — desde a impressão de treliças de areia viva até a manutenção da vida microbiana em uma exposição pública. O objetivo do grupo é inspirar as pessoas a reconsiderarem a arquitetura não como um objeto estático, mas como um processo vivo e em evolução; um processo que exige cuidado, paciência e uma mudança radical de mentalidade.
Centro Aquático Les Bains des Docks. Imagem cortesia de VELUX Commercial
Condensação, manutenção e umidade são três desafios corriqueiros que continuam a testar os edifícios que projetamos e construímos. Sejam decorrentes de condições climáticas, de uma ventilação limitada ou de especificidades no detalhamento construtivo, esses fatores afetam não apenas a durabilidade dos materiais, mas também o conforto cotidiano e o desempenho dos espaços ocupados. Tratando-se de um centro aquático ou de uma piscina coberta, as exigências são ainda maiores. A presença constante de vapor, o acúmulo de umidade e o risco de mofo podem comprometer tanto a eficiência energética quanto a experiência dos/as usuários/as. Em ambientes como esses, a ventilação e o acesso à luz natural, para além de seu valor estético, tornam-se ferramentas essenciais para manter o equilíbrio, aumentar o conforto interno e, em última análise, otimizar a forma como o espaço é percebido e usufruído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142620/deixando-o-ceu-entrar-4-estudos-de-caso-sobre-solucoes-de-iluminacao-natural-na-arquitetura-aquaticaEnrique Tovar
Desi Training Center / Studio Anna Heringer. Image Courtesy of Studio Anna Heringer
“The times they are a-changin’” (os tempos estão mudando), cantava um jovem Bob Dylan em 1964, capturando um país tomado por protestos por direitos civis e pelas tensões da Guerra Fria. Quase uma década depois, David Bowie voltou o olhar para dentro de si com “Ch-ch-ch-ch-changes” (mudanças, mudanças, mudanças), uma abordagem pessoal sobre identidade e reinvenção, em meio ao colapso das promessas da contracultura e à aceleração da globalização. Já nos anos 1990, Tupac Shakur trouxe a conversa de volta para as ruas, escancarando as realidades da injustiça racial e da violência sistêmica com um lembrete direto: “That’s just the way it is, things are never gonna change” (é assim que as coisas são, elas nunca vão mudar).
Três vozes, três décadas, três maneiras de confrontar a mudança. Se a arte — aqui, por meio da música — tem historicamente funcionado tanto como espelho quanto como grito em tempos de turbulência, é legítimo perguntar: como a indústria da construção tem respondido a um mundo em constante transformação, um mundo que clama, com urgência, por novas direções? A arquitetura tem, de fato, se engajado com as necessidades da sociedade ou apenas reforçado a lógica dos sistemas econômicos vigentes? Hoje, enfrentamos uma confluência entre crise planetária e fragmentação social: o planeta aquece, as desigualdades persistem e se aprofundam, os dados se multiplicam, as identidades se fraturam. Nesse contexto, a arquitetura já não pode se dar ao luxo de se limitar à experimentação formal ou aos imperativos do mercado. É chamada a repensar — com clareza, responsabilidade e imaginação — o que construímos, com o quê construímos, como construímos e, sobretudo, para quem.
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A mais recente família de cabines da Mute apresenta 30 modelos em 11 tamanhos, projetados para acomodar de 1 a 8 pessoas.
A Mute, pioneira em arquitetura corporativa adaptável, apresenta as Modular Pods—a maior e primeira coleção de cabines acústicas de escritório verdadeiramente adaptáveis do mercado. Ao oferecer uma variedade inigualável de tamanhos, opções ilimitadas de personalização e soluções pioneiras de acessibilidade, as Modular Pods da Mute estabelecem novos parâmetros para toda a categoria de produtos.
Calçada do campus. Render. Imagem cortesia de stantec
Stantec, empresa de consultoria em arquitetura, engenharia e meio ambiente, foi selecionada como vencedora de um concurso internacional organizado pela State Tax University (STU) para redesenhar o edifício de seu campus principal. A estrutura foi parcialmente destruída em 2022, durante as fases iniciais da guerra. A chamada internacional de projetos foi lançada em novembro de 2024, gratuita e "aberta a todos os escritórios de design, empresas de arquitetura e arquitetos/as autônomos/as de todas as partes do mundo". O objetivo do concurso era desenvolver um edifício educacional do século XXI, descrito como um "espaço progressivo e confortável para o aprendizado, a pesquisa e o lazer dos/as estudantes, baseado em padrões educacionais inovadores", conforme consta no anúncio da competição.
Boise, Estados Unidos. Imagem via usuário do Wikipedia: Fæ. Licença sob CC0 1.0. Autor da imagem: Alden Skeie
Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.
Fundado em 1870, o Metropolitan Museum of Art — carinhosamente conhecido como The Met — é um dos museus mais importantes e visitados do mundo, abrigando mais de dois milhões de obras que abrangem cinco milênios da história humana. Localizado no coração de Nova York, junto ao Central Park, o museu é celebrado por suas coleções vastas e diversas, que vão da arte do Antigo Egito a mestres europeus e obras contemporâneas. Pinturas, esculturas, documentos, artefatos históricos e peças multimídia compõem um acervo que exige soluções de exposição meticulosamente planejadas para garantir tanto a preservação quanto a comunicação eficaz de seu valor histórico e artístico.
Em 2021, o The Met lançou um de seus projetos mais ambiciosos: a renovação da Ala Michael C. Rockefeller, dedicada às Artes da África, das Américas Antigas e da Oceania. Com um investimento de 70 milhões de dólares, a iniciativa engloba uma reorganização curatorial, orientada por uma abordagem mais regional e histórica, além de intervenções arquitetônicas. A modernização das galerias inclui melhorias na iluminação natural, aprimoramentos de acessibilidade e a incorporação de sistemas museográficos contemporâneos, projetados para otimizar a conservação e a experiência interpretativa do público visitante.
Nos Estados Unidos, quase 1 em cada 10 crianças é afetada pela asma, uma condição com taxas significativamente mais altas nas áreas urbanas do país. No entanto, em uma comunidade nos arredores de Atlanta com uma população de mais de 300 crianças, não foi registrado um único caso da doença. Isso é intencional. A maioria das cidades e bairros do país não é projetada levando em consideração a biologia humana — uma negligência que contribui para a prevalência crescente de doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental. Estaríamos tratando condições crônicas como questões puramente médicas quando, na verdade, elas podem ser sintomas de um planejamento urbano deficiente?
Na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão da China apresenta Coexist, uma exposição com curadoria de Ma Yansong, fundador do escritório MAD Architects. O pavilhão reúne dez equipes interdisciplinares — formadas por arquitetos/as, acadêmicos/as, estudantes, cientistas e até mesmo participantes de redes sociais — para investigar de forma coletiva o potencial da arquitetura de conciliar contradições entre tradição e futuro, artificial e natureza, tecnologia e emoção. Em vez de impor uma visão única, Coexist busca abrir espaço para respostas às diversas realidades que moldam a arquitetura contemporânea. Durante a cobertura presencial em Veneza, a equipe editorial do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador sobre as ideias que moldaram o Pavilhão da China.
Fundada em 2022 pelo consultor de arte Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma de exposições que celebra a convergência de arte, design e arquitetura no Brasil e no exterior. Ao realizar mostras em espaços modernistas públicos e privados, suas edições anteriores destacaram as conexões globais estabelecidas por brasileiros/as a partir do século XX. Após três exposições em São Paulo, a "ABERTO 4 – Brazil After Le Corbusier" marca sua primeira edição internacional, realizada na Maison La Roche de Le Corbusier, em Paris, de 14 de maio a 8 de junho de 2025. A exposição apresenta cerca de 35 peças de design e arte de artistas brasileiros/as, destacando a conexão seminal de Le Corbusier com a arquitetura modernista brasileira e explorando sua influência sobre mentes criativas da cena contemporânea nacional. Edições anteriores da ABERTO contaram com a participação de mais de 100 artistas do Brasil e do exterior, em residências projetadas por Oscar Niemeyer (2022), Vilanova Artigas (2023), e Ruy Ohtake e Chu Ming Silveira (2024).
Construir uma cúpula monumental sem o uso de correntes de ferro externas ou de cimbres tradicionais foi o enorme desafio enfrentado por Filippo Brunelleschi na Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. Para demonstrar a viabilidade de sua proposta e orientar a obra, ele recorreu a uma maquete de madeira em grande escala que desempenhou um papel fundamental no estudo das proporções, no encaixe das nervuras e na disposição inovadora dos tijolos em escama de peixe (sistema a spina di pesce). Como ferramenta técnica essencial, esse modelo — que ainda está em exibição no Museo dell'Opera del Duomo em Florença — orientou os mestres de obras ao longo de toda a construção, consolidando-se como um exemplo seminal do valor das maquetes no planejamento arquitetônico, na comunicação construtiva e na experimentação.
Ao examinar fotos de casas japonesas, frequentemente se nota um espaço recorrente com esteiras de tatame, muitas vezes ligeiramente elevado e integrado às áreas sociais da casa. Trata-se do washitsu, ou quarto de estilo japonês: um espaço tradicional e multifuncional ainda comumente encontrado na arquitetura residencial moderna. Utilizado para atividades que variam da leitura e do sono à acomodação de um altar familiar, sua versatilidade é fundamental para sua relevância contínua. Este artigo explora o layout e o significado do *washitsu*, partindo de suas origens históricas para compreender melhor seu papel e sua interpretação nas residências japonesas contemporâneas.
Rota do Pérola - Muharraq. Imagem via Shutterstock - Kirk Fisher
O Reino do Bahrein tem ganhado grande destaque recentemente por suas contribuições arquitetônicas globais na Expo 2025 em Osaka, com o pavilhão Anatomy of a Dhow, de Lina Ghotmeh; e na Bienal de Veneza, onde a exposição Heatwave recebeu o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional. Contudo, nos últimos anos, cidades do Bahrein como Muharraq têm servido de palco para que arquitetos e arquitetas regionais e internacionais explorem a arquitetura típica do Golfo Pérsico e deixem suas próprias marcas nos sítios locais. É por meio de projetos de Leopold Banchini, Anne Holtrop ou Valerio Olgiati que o passado ganha nova vida, em consonância com os esforços das autoridades locais e de figuras do meio cultural.
O Lincoln Center for the Performing Arts, Inc. revelou o projeto para o lado da Amsterdam Avenue de seu campus, desenvolvido pelo escritório Hood Design Studio, pela Weiss/Manfredi Architecture/Landscape/Urbanism e pela Moody Nolan. Imagens de divulgação recentes ilustram uma transformação que inclui um novo espaço de apresentações ao ar livre, áreas de parque comunitárias ampliadas e a remoção do muro existente ao longo da Amsterdam Avenue. Em resposta a antigas demandas tanto do Lincoln Center quanto das comunidades locais, a expectativa é que a construção comece na primavera de 2026 e seja concluída até a primavera de 2028.
Søren Pihlmann é o curador do Pavilhão Dinamarquês na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. A exposição, encomendada pelo Danish Architecture Center, é intitulada Build of Site e foca na exploração de práticas arquitetônicas sustentáveis sob a ótica do reuso e do aproveitamento de recursos. A proposta de Pihlmann transforma o Pavilhão Dinamarquês existente, localizado em um complexo de edifícios históricos nos Giardini da Bienal, em um espaço de exposição ativo para experimentação de materiais. A instalação destaca técnicas que incorporam elementos reciclados e de base biológica. O pavilhão oferece a visitantes a oportunidade de observar processos experimentais em andamento, testemunhando como os recursos construtivos são criativamente reimaginados para novos usos. Nesta entrevista realizada no local, a equipe de redação do ArchDaily conversou com o curador sobre as ideias por trás do projeto e os desafios que sua execução representa.