Projeto do centro esportivo e de natação pública Centralbadet na Suécia. Renderização da entrada. Imagem cortesia de Plankton Group
Henning Larsen foi selecionado para projetar o novo Centralbadet de Gotemburgo, um complexo público de natação e esportes destinado a fortalecer a rede de espaços comunitários e voltados para a saúde na cidade. A equipe vencedora inclui os escritórios Winell & Jern Architects e Ramboll, além de John Dohlsten, professor de Ciências do Esporte na Universidade de Gotemburgo. Organizado pela Prefeitura de Gotemburgo, o concurso contou com a participação de equipes como BIG e Wingårdh Arkitektkontor. O novo centro está planejado como uma instalação pública multifuncional que atende tanto ao lazer diário quanto à prática esportiva organizada para moradores de todas as idades.
A lista de finalistas do prestigiado BRICK AWARD 26 foi anunciada, revelando 50 edifícios excepcionais em tijolo ao redor do mundo. Organizado pela wienerberger, o prêmio bienal celebra a inovação arquitetônica e o trabalho artesanal no design cerâmico e de tijolos, reconhecendo projetos que desafiam os limites do material, da forma e do contexto. A seleção deste ano abrange cinco continentes e 21 países, destacando a relevância duradoura do tijolo na arquitetura contemporânea — desde residências intimistas e instituições culturais até instalações industriais e espaços públicos. Os projetos vencedores serão anunciados em Viena, em junho de 2026, e todas as obras selecionadas constarão no livro BRICK 26.
Na cidade holandesa de Hilversum, um edifício municipal concluído em 1931 redefiniu a própria ideia do que um paço municipal poderia ser. Mais do que uma sede para a administração local, a Prefeitura de Hilversum tornou-se a expressão arquitetônica de uma comunidade em transformação. Com sua torre erguendo-se sobre espelhos d'água, seus volumes de tijolos articulados em torno de pátios e seus interiores detalhados minuciosamente, o edifício provou que a arquitetura cívica poderia unir função e simbolismo, eficiência e solenidade.
O/A arquiteto/a por trás dessa visão, Willem Marinus Dudok, não foi responsável apenas por edifícios isolados, mas pela própria configuração urbana de Hilversum. Atuando no planejamento e na arquitetura da cidade, projetou escolas, bairros residenciais e parques, desenvolvendo uma linguagem que fundia o artesanato holandês com a clareza modernista. A prefeitura representou o ápice dessa trajetória: uma peça central cívica onde a ambição urbana, o refinamento material e a escala humana convergiam em uma forma única e coerente.
O We Design Beirut retorna em sua segunda edição, de 22 a 26 de outubro de 2025, reafirmando o papel da cidade como um nó vital no debate global sobre design. Tendo como cenário alguns dos locais de maior relevância histórica do Líbano, o evento de cinco dias entrelaça arquitetura, artesanato e cultura para refletir sobre temas como legado, renascimento e continuidade.
Pautado pelo empoderamento, pela preservação e pela sustentabilidade, o We Design Beirut fomenta a colaboração entre designers, artesãos/ãs, estudantes e arquitetos/as — criando uma plataforma vibrante para trocas, conexões e expressão criativa. Trata-se de um espaço voltado à cura, à inovação e à projeção dos crescentes talentos do design regional em um cenário internacional.
A arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmehfoi incluída na lista TIME100 Next 2025, uma seleção anual de líderes e inovadores emergentes de diversas áreas. Conhecida por sua abordagem sensível ao contexto e à materialidade, Ghotmeh construiu um portfólio internacional que une tradição e modernidade. Em seu perfil na TIME, escrito pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, Ghotmeh é elogiada por combinar consciência histórica com uma experimentação voltada para o futuro. O reconhecimento a posiciona como a única arquiteta na lista deste ano, destacando a presença contínua do design em uma seleção que costuma abranger entretenimento, política, ciência e negócios.
Em toda a China, um legado de imensas estruturas industriais encontra-se desativado, como resultado direto da transição econômica do país para novas formas de indústria. Esses edifícios caracterizam-se por sua altura colossal e robusta capacidade estrutural. Atualmente, representam um desafio arquitetônico para a renovação urbana contemporânea e um novo campo de debate para a preservação do patrimônio. À medida que são absorvidos pelo crescimento das cidades, arquitetos e arquitetas têm o desafio de transformá-los em ativos funcionais de uso público. Diante disso, intervenções recentes vêm tirando proveito de elementos marcantes, como fornos e chaminés, para reposicionar esses complexos monumentais como marcos urbanos fundamentais.
Por séculos, a arquitetura tem sido moldada pela aspiração de criar uma transição suave entre o interior e o exterior. Hoje, sistemas de janelas e fachadas tecnologicamente sofisticados permitem que arquitetos/as projetem conceitos de ambientes abertos e inundados de luz sem perder calor. A janela de correr cero maximum da Solarlux pode eliminar as fronteiras entre os espaços, o que se demonstra de forma ainda mais impressionante quando elementos de grande formato substituem os cantos dos edifícios. Trata-se de uma conquista técnica realizada inteiramente sem suportes que obstruam a vista. O sistema cero cria uma conexão direta e imediata com a natureza que vai muito além do que as soluções convencionais podem oferecer.
Uma explosão destruiu 40% da cidade de Beirute em 4 de agosto de 2020. Cinco anos após as explosões no porto, a direção-geral da UNESCO visitou o Líbano para avaliar o trabalho da instituição na capital. As ações da UNESCO basearam-se no reconhecimento de que a explosão destruiu inúmeros edifícios e bairros históricos que abrigavam uma comunidade de profissionais da cultura, deixando um vazio no cenário cultural e na economia da cidade. A organização mobilizou esforços internacionais para restaurar, reativar e salvaguardar os edifícios patrimoniais de Beirute, além de escolas, museus e instituições culturais, buscando oferecer uma resposta abrangente para proteger o tecido cultural da cidade. Durante a visita em setembro, novos programas de restauração e reconstrução foram anunciados, incluindo a reabilitação da estação ferroviária de Mar Mikhael e do Grand Theatre de Beirute, além de apoio às indústrias culturais em Tiro e Baalbek.
A cultura é o conjunto de saberes e práticas que as pessoas utilizam para se expressar e, de forma coletiva, dar sentido ao mundo. Como lembra a filósofa brasileira Marilena Chauí, a palavra deriva do latim colere, que significa "cuidar de". Nesse sentido, a agricultura significa o cuidado com o solo, enquanto os cultos religiosos representam o cuidado com os deuses. Em sua essência, a cultura é a criação de universos simbólicos, expressos por meio de diferentes linguagens — incluindo a arquitetura — que tecem conexões através do tempo. Ela salvaguarda as memórias do passado ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o futuro.
Este mês, o ArchDaily explora A Arquitetura da Cultura Hoje, propondo uma pergunta central: de que maneira a arquitetura molda a forma como a cultura é produzida, consumida e vivenciada? Este tema examina como a arquitetura ao mesmo tempo molda e responde à vida cultural — desde a permanência de museus, teatros e bibliotecas até a efemeridade de pavilhões, instalações e plataformas virtuais. O foco abrange o papel do/a arquiteto/a na curadoria, cenografia e design de exposições, bem como a representação de espaços culturais no cinema e em meios digitais.
O Delta do Nilo, em azul a subida do nível médio do mar com um aumento de 2°C acima dos níveis pré-industriais, dados do Sentinel. Territorial Agency: Oceans in Transformation, 2020
Quanto pesa uma cidade, e o que esse peso significa para o nosso futuro coletivo? Essa questão provocativa norteia a 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, que propõe uma investigação sobre as transformações da vida urbana e as consequências materiais, sociais e ambientais de habitar o planeta hoje. De 2 de outubro a 8 de dezembro, Lisboa voltará a sediar um dos eventos de arquitetura mais importantes da Europa.
Com curadoria de Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores do escritório Territorial Agency, a Trienal investiga a magnitude das cidades contemporâneas e seu impacto planetário. Compostas por quase 30 trilhões de toneladas de materiais, as cidades globais formam uma rede densa e intrincada de estruturas em constante evolução. Para destrinchar essas complexidades, a Trienal se apresenta como um espaço de aprendizado, curiosidade, imaginação e debate — um ponto de encontro para arquitetos/as, pesquisadores/as, artistas e o público em geral.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143055/quao-pesada-e-uma-cidade-explorando-a-trienal-de-arquitetura-de-lisboa-2025ArchDaily Team
A famosa atriz Mae West certa vez descreveu a curva como "a distância mais encantadora entre dois pontos". Embora ela estivesse se referindo ao corpo humano, essa observação vai além da aparência física e toca no cerne daquilo que conforta e acalma a psique humana no design da natureza.
Colinas ondulantes, o arco de uma onda no oceano, o brilho intenso do amanhecer no horizonte—essas formas naturais evocam paz e serenidade a quem as observa. Ao projetar ambientes de trabalho e espaços comuns, é importante que os/as profissionais de design se lembrem de que existem pouquíssimas linhas retas na natureza. Quando bordas suaves, tetos em arco e paredes curvas são aplicados ao interior de um edifício, o design da natureza é trazido para dentro.
Quando exposto ao calor, o corpo ativa diversos mecanismos fisiológicos para manter a homeostase térmica. No entanto, essas defesas naturais costumam ser sobrecarregadas em nossas cidades modernas.Em um ambiente urbano marcado por asfalto e concreto que absorvem calor, somados à escassez de áreas verdes, tais mecanismos tornam-se ineficazes. Se o entorno for excessivamente quente, úmido ou mal ventilado — condições amplificadas pelo efeito de ilha de calor urbana —, a temperatura interna do corpo começa a subir, aumentando o risco de complicações graves, que vão de cãibras e exaustão a quadros de insolação potencialmente fatais.
Farrells, o escritório de arquitetura e desenho urbano com sede em Londres, anunciou hoje o falecimento de seu fundador, o arquiteto Sir Terry Farrell. A empresa destacou o compromisso de Farrell em questionar as convenções arquitetônicas e sua defesa de abordagens mais responsáveis, contextuais e voltadas para a comunidade no desenvolvimento urbano, buscando alternativas criativas à demolição e reconstrução em massa. Sua morte ocorre após o falecimento de seu antigo colaborador, Nicholas Grimshaw, com quem fundou a Farrell/Grimshaw Partnership em 1965. Juntos, eles produziram edifícios funcionalistas e modernos definidos por sua clareza estrutural, antes de Farrell consolidar sua voz independente como uma das principais figuras do pós-modernismo britânico, projetando algumas das obras mais reconhecidas do movimento, incluindo o Edifício do MI6, em Londres, e os estúdios da TV-am, em Camden.
"A praça pública e a infraestrutura cívica são a linha de frente contra esse tipo de ataque", proclamou o/a então presidente do American Institute of Architects, Thomas Vonier. As décadas decorridas desde o 11 de setembro e a violência em massa pressionaram as cidades, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente, a reconsiderar o significado de "segurança". Trata-se de barreiras, balizadores e vigilância? Ou de confiança, visibilidade, evidências e resiliência? Diversos projetos enfrentam essas questões em diferentes escalas para demonstrar como a arquitetura e o pensamento forense podem, coletivamente, proteger as comunidades e a vida cívica.
Com "The Rock", a fabricante de metais Dornbracht apresenta sua primeira Atelier Edition. As linhas claras do clássico MEM encontram manípulos expressivos em formato de rocha, feitos de metal maciço e com acabamento em Brushed Dark Platinum. Imagem cortesia de Dornbracht
Em uma era de precisão digital, automação por IA e reprodutibilidade em massa, o valor do fazer artesanal humano está sendo ressignificado, e não perdido. É justamente nessa interseção entre a lógica da máquina e a intuição da matéria que a Dornbracht, fabricante alemã consagrada por seus metais esculturais, lança The Rock, a peça de estreia de sua nova linha Atelier Editions.
Inspirado na força primordial da pedra natural, The Rock é um manípulo que se apresenta como um objeto tátil e expressivo, devolvendo individualidade e sensualidade ao cenário contemporâneo de banheiros e cozinhas. Revisitando a icônica série MEM, o design introduz um manípulo ousado de formas orgânicas, usinado a partir de metal maciço com acabamento manual artesanal. Cada peça torna-se uma criação singular, onde a precisão industrial se encontra com a intimidade do feito à mão.
A primeira fase do Centro Nacional de Artes Cênicas de Barbados, projetado pelo escritório Adjaye Associates, foi oficialmente inaugurada em Bridgetown, marcando o início de uma importante iniciativa cultural. Originalmente concebida como uma estrutura temporária em formato de pavilhão para o Carifesta XV, a construção de madeira funciona tanto como um espaço funcional para apresentações quanto como a base para o futuro complexo permanente de 7.900 metros quadrados (85.000 pés quadrados), com conclusão prevista para 2026. Desenvolvido em colaboração com a empresa de engenharia estrutural StructureCraft, o projeto apresenta construção em madeira engenheirada, estratégias de projeto de baixo carbono e o reuso adaptativo de componentes. Essa abordagem proporciona à população de Barbados um espaço de "uso temporário", ao mesmo tempo em que lança as bases para um futuro polo nacional dentro do Barbados Heritage District.
O Pavilhão do Brasil na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, aberta desde 10 de maio de 2025, tem curadoria do Plano Coletivo, grupo formado por profissionais da arquitetura Luciana Saboia, Eder Alencar e Matheus Seco. Sob o título "(RE)INVENÇÃO", a exposição representa o Brasil por meio de uma abordagem multidisciplinar que conecta arquitetura, natureza e infraestrutura social. Apresentado no pavilhão do Giardini, o projeto é organizado pela Fundação Bienal de São Paulo em colaboração com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A exposição reflete sobre a recente descoberta arqueológica de infraestrutura ancestral na Amazônia para examinar as contradições socioambientais das cidades contemporâneas, convidando o público visitante a aprender com o conhecimento ancestral e a explorar a interdependência entre seres humanos, terra e natureza como base para futuros mais sustentáveis.
O som, quando emitido por uma fonte — seja uma pessoa ou um equipamento —, propaga-se em todas as direções pelo espaço, sendo refletido, absorvido, transmitido ou difratado ao encontrar superfícies e objetos. Como resultado, cada ambiente possui sua própria qualidade acústica, muitas vezes difícil de perceber sem um ouvido ou olhar treinado. No entanto, o som molda a arquitetura de maneiras sutis, porém profundas, influenciando diretamente como nos concentramos em um escritório, como estudantes se engajam em uma sala de aula, como pacientes se recuperam em um hospital ou como o público se conecta em uma sala de espetáculos. Apesar de seu papel decisivo, a acústica costuma ficar em segundo plano nas discussões de projeto, ofuscada por considerações visuais e estruturais.
O processo de projeto na arquitetura sempre foi moldado pelas ferramentas disponíveis. No passado, desenhava-se com caneta e nanquim sobre folhas frágeis, reproduzidas por cópia heliográfica e protegidas contra borrões e rasgos; então surgiu o Mylar, facilitando revisões e a preservação, e direcionando os desenhos para uma economia de linhas mais enxuta e deliberada. O desenho auxiliado por computador veio em seguida, acelerando a coordenação e transformando nossa percepção de escala e precisão. Hoje, a IA adiciona mais uma camada—reunindo informações em segundos e gerando imagens sob comando—prometendo novas eficiências ao mesmo tempo em que levanta novas questões sobre autoria e ofício. O que criamos, e como criamos, evoluiu com cada ferramenta; a história de nossos métodos é a história de nossas ideias.
A partir do pós-guerra, o Mylar (desenvolvido na década de 1950) facilitou a reprodução de desenhos e acelerou a transição das cópias heliográficas para os processos de cópia diazográfica. Antes do Mylar, a simples preservação dos desenhos—manter uma ideia intacta, legível e sem danos—era uma tarefa monumental. As prioridades de projeto no pós-guerra frequentemente se voltavam para a eficiência, a simplicidade e um minimalismo industrial alinhado às necessidades de reconstrução. As ferramentas reforçavam isso: o trabalho de arquitetura permanecia predominantemente desenhado à mão, onde cada linha levava tempo para ser traçada e ainda mais tempo para ser apagada. Esse esforço aguçava a economia do desenho; cada traço precisava justificar sua existência.
Pedreiras podem ser vistas como cicatrizes indeléveis e abandonadas da extração de recursos promovida pelo ser humano. Espaços artificiais, percebidos como vazios, e a busca pelo ganho material moldaram de forma fundamental o ritmo acelerado do nosso ambiente construído. Enquanto isso, a Terra permanece imóvel como uma testemunha silenciosa. Por décadas, essas minas a céu aberto foram vistas como uma consequência inevitável do consumismo e do crescimento urbano, com suas formas brutas e imponentes testemunhando a extração de materiais em larga escala essenciais para a construção das nossas cidades. No entanto, um movimento arquitetônico global começa a emergir para dialogar com essas formas preexistentes, transformando esses espaços de subtração em locais de inovação, colaboração e novos propósitos.