Em diferentes geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem um foco contínuo em como as cidades e os edifícios estão sendo recalibrados em resposta à evolução dos padrões de movimento, trabalho e vida coletiva. Em múltiplos contextos, o espaço público e a mobilidade continuam sendo preocupações centrais, com ruas, centros urbanos e empreendimentos de grande escala servindo como campos de teste para novas abordagens de acessibilidade, resiliência e uso cotidiano. Iniciativas de pedestrianização e visões lideradas por comunidades apontam para modelos de governança em evolução e estratégias urbanas de longo prazo, ao mesmo tempo em que plataformas culturais e voltadas para a pesquisa continuam a enquadrar essas transformações em um debate público mais amplo. Paralelamente, o avanço de grandes projetos de uso misto e corporativos destaca a crescente integração de sistemas digitais, infraestrutura, desempenho ambiental e estruturas espaciais flexíveis na arquitetura contemporânea.
Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com o escritório Betaplan Architects (Atenas) e o/a paisagista Camille Muller (Paris), deu início às obras de um novo centro cultural em Pireu, o porto de Atenas. Comissionado pela Fundação Dinos e Lia Martinos (DLMF), o projeto busca estabelecer um polo internacional conectado a centros de arte semelhantes no exterior, aberto à comunidade local, a estudantes e a visitantes, além de contribuir para o tecido urbano e cultural da região metropolitana de Atenas. O complexo, chamado KYKLOS, abrigará coleções de arte contemporânea e uma programação cultural de projeção internacional. Iniciado em 2023, o projeto está atualmente em desenvolvimento, com a conclusão das obras prevista para o último trimestre de 2028.
Detalhe da Rede de Quiosques Garifuna. Imagem cortesia de 24 Grados Arquitectura
Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.
MVRDV e Universidade de Tecnologia de Delft publicam _Le Grand Puzzle_, um estudo urbano de Marselha no sul da França. Imagem cortesia de HÇläne Bossy, Manifesta
Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.
A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?
Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.
Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.
Sister Plot C, Manchester. Imagem cortesia de Allies and Morrison
O Lote C do campus Sister, em Manchester, um par de edifícios comerciais interligados localizados no canto nordeste do campus, recebeu aprovação urbanística do Conselho Municipal de Manchester. Projetado por Allies and Morrison e SLA para o cliente Sister, uma joint venture entre a Universidade de Manchester e a Bruntwood SciTech, o projeto representa a primeira grande fase de novas construções do plano diretor para o emergente distrito de inovação de Manchester. Com uma área bruta externa total de aproximadamente 81.000 metros quadrados, o empreendimento posiciona-se como um dos maiores novos projetos corporativos da cidade, marcando um momento fundamental na transformação em etapas do local.
A exposição Coming Together: Reimagining America's Downtowns, realizada no National Building Museum, em Washington, D.C., explora as transformações em curso nos centros urbanos dos Estados Unidos e as maneiras como as comunidades têm se organizado para moldar cenários urbanos alternativos. Com curadoria de Uwe S. Brandes, docente na Universidade de Georgetown, e projeto expográfico de Reddymade e MGMT., esta é a primeira de três grandes exposições da iniciativa Future Cities do museu, um projeto interdisciplinar que examina a cidade como polo, catalisadora, elemento fundamental e reflexo da sociedade. Coming Together apresenta exemplos de mais de 60 cidades estadunidenses, de grande e pequeno porte, destacando lições aprendidas e oportunidades aproveitadas em decorrência da pandemia de COVID-19, à medida que as comunidades se adaptam a mudanças duradouras no trabalho, na moradia, na mobilidade, no entretenimento e no lazer. A exposição está aberta ao público e permanecerá em cartaz até o outono de 2026.
Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
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Segundo Lugar: Branch. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Howard Waterfall Retreat, um desafio internacional de projeto desenvolvido em estreita colaboração com o Howard Family Trust. O concurso convidou arquitetos/as e designers a proporem um refúgio familiar multigeracional inserido em uma paisagem florestal de propriedade privada no noroeste da Pensilvânia, centrado na presença marcante das quedas d'água Howard Falls e do desfiladeiro circundante.
Em vez de prescrever uma solução arquitetônica única, o programa enfatizou um diálogo cuidadoso entre arquitetura e natureza. Solicitou-se aos/às participantes que considerassem como um refúgio poderia equilibrar a vida compartilhada e a privada, responder à topografia íngreme e aos sistemas hídricos, e integrar-se de forma sustentável em um ambiente ecológico sensível. O projeto também pedia uma interpretação do legado familiar, incentivando os/as designers a reconhecer a história do local e do chalé de verão original, ao mesmo tempo em que imaginavam um refúgio capaz de evoluir ao longo das gerações.
Situado no bairro de El Raval, em Barcelona, o Edifício de Escritórios Futurista desenvolvido pelo escritório SNOB Architects introduz um programa de escritórioscontemporâneo em um ambiente urbano consolidado e historicamente estratificado. Projetado pela equipe com sede em Lisboa e com conclusão prevista para 2026, o projeto compreende aproximadamente 12.000 metros quadrados de área bruta construída. A altura, a volumetria e as proporções do edifício são calibradas em resposta à malha urbana circundante, refletindo a escala das estruturas adjacentes ao mesmo tempo em que estabelecem uma linguagem arquitetônica contemporânea. Em vez de se apresentar como um objeto isolado, o projeto é concebido como parte integrante da cidade existente, contribuindo para a transformação gradual de El Raval por meio de uma abordagem arquitetônica controlada e atenta ao contexto.
As obras da nova sede global da NTT, uma importante empresa de tecnologia japonesa, foram oficialmente iniciadas em Tóquio. O projeto é um componente essencial do plano diretor Tokyo Cross Park da PLP Architecture, um empreendimento de revitalização urbana em grande escala na região metropolitana de Tóquio, anunciado pela primeira vez em 2022. Em 5 de dezembro de 2025, teve início a construção da primeira etapa do projeto, uma das quatro torres previstas no plano diretor. A NTT Hibiya Tower, projetada pela PLP Architecture e desenvolvida pela NTT Urban Development em parceria com a Tokyo Electric Power Company, é um edifício de uso misto com 230 metros de altura e 361.000 metros quadrados, constituindo o elemento central do Tokyo Cross Park Vision, que soma 1,1 milhão de metros quadrados. A PLP Architecture assina o projeto arquitetônico da torre, atuando também como autora do plano diretor e estrategista de placemaking do empreendimento.
O restauro do patrimônio histórico sempre foi um processo complexo que exige um equilíbrio delicado entre a preservação da integridade dos materiais históricos e a integração de técnicas contemporâneas que possam aumentar a precisão, a eficiência e a resiliência. Com o processo de restauração da Parliament Hill em Ottawa, capital do Canadá, essa interseção entre tradição e tecnologia está agora em plena evidência. O East Block (Bloco Leste), construído em 1865, oferece um exemplo contundente de como as ferramentas digitais podem apoiar os esforços de preservação patrimonial e contribuir para um ofício secular como o entalhe em pedra.
O ambiente construído da Índia tem, nos últimos anos, ganhado visibilidade por meio de um número crescente de projetos transformadores de arquitetura e infraestrutura. Cidades e povoados crescem em escala mais rapidamente a cada ano, apesar das crescentes preocupações com a volatilidade climática e econômica. O país tem demonstrado resiliência ao equilibrar a rápida urbanização com a escassez de recursos; um feito nada desprezível. As práticas arquitetônicas da Índia raramente se apoiam apenas na novidade; elas se estruturam sobre sistemas que existem há séculos. Por meio do especial Building for Billions, do ArchDaily, histórias recorrentes têm destacado a inteligência social e a capacidade adaptativa incorporadas a essas práticas, revelando uma arquitetura que opera menos como forma isolada e mais como infraestrutura.
No início de 2025, o fotógrafo Paul Clemence documentou o Kö-Bogen II, um complexo comercial e de escritórios projetado pelo escritório ingenhoven architects em Düsseldorf, na Alemanha. A série de fotos destaca a característica principal do edifício: sua vasta fachada verde, considerada uma das maiores da Europa. Conhecido como um "coração verde" e uma "montanha urbana", o edifício tornou-se um marco na cidade por conta de suas superfícies inclinadas cobertas por mais de 30.000 carpinos. Para Clemence, deparar-se com o edifício foi uma surpresa durante sua primeira visita a Düsseldorf, descrevendo a experiência como um encontro inesperado com uma "impressionante pirâmide verde".
"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no MOCAUP Shenzhen. Dezembro de 2025 - Abril de 2026. Imagem cortesia de MOCAUP
"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano (MOCAUP) em Shenzhen, na China, apresenta um panorama abrangente da evolução do trabalho do escritório Zaha Hadid Architects nas últimas décadas. Em cartaz até 10 de abril de 2026, a exposição é estruturada por meio de narrativas cronológicas e temáticas que destacam as metodologias de projeto e a pesquisa multidisciplinar do estúdio. A mostra, agora aberta ao público, apresenta o trabalho do escritório na região de Shenzhen e seu envolvimento com novas tecnologias de Inteligência Artificial. Destaque especial é dado à integração da inteligência artificial (IA), ferramentas de design imersivas e interativas e ambientes virtuais, que juntos formam um ecossistema de design digital em expansão.
A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.
Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.
Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?
O novo livro da Taschen, publicado em outubro de 2025, Tadao Ando. Sketches, Drawings, and Architectureapresenta uma exploração aprofundada do processo criativo do arquiteto japonêsTadao Ando, reunindo mais de 750 esboços, desenhos, maquetes e desenhos técnicos desenvolvidos ao longo de quase cinco décadas. Criado em estreita colaboração com o próprio Ando, o livro oferece uma visão rara de como suas ideias tomam forma, desde a imediatez dos primeiros traços a lápis até a precisão dos desenhos arquitetônicos que definem suas obras construídas. Por meio desses materiais, a publicação destaca o foco contínuo de Ando na relação entre a mão, o pensamento e o espaço.
O resumo desta semana foca em respostas concretas a desafios urbanos compartilhados, incluindo acessibilidade à habitação, resiliência de longo prazo e o papel da inovação cultural e material na formação das cidades. A seleção abrange medidas regulatórias que afetam os mercados habitacionais em cidades europeias, propostas residenciais de alta densidade e de renda mista em Nova York e grandes esforços de renovação e planejamento em Londres, Barcelona, Ulaanbaatar e Drammen. O compilado também destaca projetos construídos e baseados em pesquisas em Chicago, Buenos Aires, Las Vegas e Riade que exploram a construção circular, a reutilização adaptativa e novos modelos de infraestrutura cultural e pública. Juntos, esses projetos globais oferecem um panorama de como a arquitetura e o planejamento urbano enfrentam pressões imediatas ao mesmo tempo que estabelecem as bases para futuros urbanos mais resilientes e inclusivos em diversos contextos geográficos e culturais.
No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.
Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?
A City of London Corporation aprovou formalmente o plano de execução para a renovação do Barbican Centre, confirmando um investimento de £191 milhões para apoiar a primeira fase de cinco anos de um programa de transformação de longo prazo. Aprovada em dezembro de 2025, a decisão garante financiamento para grandes reparos, atualizações de infraestrutura e melhorias nos espaços públicos de todo o complexo, tombado como patrimônio de Grau II (Grade II-listed). Sujeitas à aprovação das licenças de planejamento, as grandes obras de construção estão programadas para começar em 2027, com a conclusão desta fase prevista para 2030, antes do 50º aniversário do Barbican. Para facilitar os trabalhos, a maior parte da programação interna do Centro será interrompida por cerca de um ano entre junho de 2028 e junho de 2029, enquanto as atualizações preparatórias, incluindo obras essenciais no Barbican Theatre, devem começar no início de 2026.
O escritório de arquitetura, desenho urbano e pesquisa sediado em Moscou, Meganom está próximo de concluir seu arranha-céu residencial na 262 Fifth Avenue, em Manhattan, na cidade de Nova York. Projetado para a incorporadora Five Points Development, o projeto remonta a 2015 e reúne uma equipe internacional que conta com o escritório Norm Architects no design de interiores, a SLCE Architects como escritório técnico responsável e a untitled architecture na supervisão arquitetônica e gerenciamento do projeto. Com 262 metros de altura (860 pés) distribuídos em 52 pavimentos, a torre abriga 26 unidades residenciais em uma área de aproximadamente 13.000 metros quadrados (140.000 pés quadrados) e busca inspiração conceitual na aeronáutica, concebendo os apartamentos como "prateleiras" elevadas que emolduram vistas panorâmicas da cidade.