De 21 a 26 de abril, a 64ª edição do Salone del Mobile.Milano retorna à Rho Fiera Milano, reunindo mais de 1.900 expositores em uma área de exposição totalmente esgotada de mais de 169.000 metros quadrados. Para além de sua escala, a edição de 2026 sinaliza uma mudança mais estrutural: por meio de colaborações com nomes como Rem Koolhaas e David Gianotten (OMA) e o estúdio Formafantasma, o Salone continua a se reposicionar como uma infraestrutura cultural em evolução, em vez de uma feira de negócios convencional. Este ano introduz novas camadas curatoriais e estratégicas, com destaque para a fase de prévia do Salone Contract e a estreia do Salone Raritas, além de instalações e exposições imersivas, ao mesmo tempo que a presença do Salone por toda Milão se expande ainda mais por meio de intervenções urbanas durante a Milan Design Week.
Exposição At the Table with Nature, ambiente 2026. Crédito da foto: Jürgen Baumhauer
A célebre frase "o homem é o que come" (Der Mensch ist, was er isst), de Ludwig Feuerbach, afirma que a constituição física, mental e até mesmo moral dos seres humanos está diretamente ligada ao que consomem. Hoje, essa ideia está amplamente internalizada, acompanhada de uma crescente conscientização sobre alimentação, nutrição e o impacto do que ingerimos em nosso organismo. No entanto, essa mesma consciência não se estende aos ambientes que habitamos, onde os materiais continuam sendo tratados como decisões técnicas em vez de agentes ativos na relação entre corpo e espaço. Tendo em vista que grande parte da população global passa cerca de 90% do seu tempo em espaços fechados, raramente se discute o que realmente compõe esses espaços em seu nível mais fundamental: os materiais. Paredes, pisos e acabamentos são frequentemente abordados como escolhas técnicas ou estéticas quando, na realidade, podem funcionar como fontes contínuas de exposição a substâncias potencialmente nocivas.
Anan Alsama, projetado por Fatimah Alabid, Masud Alzunaifer e Maha Alesawi. Imagem cortesia de Mujassam Watan
Na cidade, a estética não se mede pela altura das torres ou pela largura das vias, mas por sua capacidade de evocar significados no espaço. Sob essa perspectiva, a iniciativa Mujassam Watan surge como algo que vai muito além de um mero esforço artístico. Ela envolve uma tentativa deliberada de redefinir a relação entre as pessoas e o lugar, entre a memória material e a identidade imaginada. Na cidade de Khobar, no Reino da Arábia Saudita — onde a modernidade urbana se cruza com uma rápida transformação social —, essa iniciativa levanta a seguinte questão: como uma escultura pode se tornar um texto aberto, lido visualmente e sentido pela experiência?
Após duas semanas empolgantes de indicações, o público do ArchDaily avaliou 455 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a arquitetura rumo ao futuro. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também o rumo ascendente da arquitetura chinesa.
Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026, observa-se um deslocamento gradual de foco: de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de pequena escala. Há uma atenção cada vez maior voltada às necessidades individuais e às experiências de vivência, bem como aos espaços circundantes. Também podemos notar como diferentes escritórios respondem às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias durante este período de transição no mercado imobiliário.
Antes de apresentarmos a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam este prêmio. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade perante a profissão e o avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do futuro — inspirando e educando as pessoas que desenharão o tecido urbano do amanhã —, a confiança que nosso público deposita em nós para traduzir as tendências arquitetônicas de todas as partes do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. O prêmio Building of the Year, com sua votação democrática e processo centrado nas pessoas, constitui um dos pilares fundamentais da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de romper hierarquias consagradas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026. O período de votação acontece de 8 a 15 de abril de 2026, encerrando-se às 23h59 (horário de Pequim). Os projetos vencedores serão anunciados em 16 de abril de 2026. Clique aqui para ver todos os detalhes e saber como votar.
Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno e Prêmio Nacional de Arquitetura 2022, Fernando Pérez Oyarzún, sobre o terceiro volume deArquitectura en el Chile del siglo XX, no auditório do Campus Lo Contador da Pontifícia Universidade Católica do Chile.
O período abrange de 1950 a 1980, época em que o Chile desenvolve uma arquitetura que reflete o que foram os anos de reconstrução europeia e o surgimento de uma nova ordem mundial, marcada pelo domínio internacional dos Estados Unidos e pela Guerra Fria.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093810/fernando-perez-oyarzun-a-historia-da-arquitetura-moderna-esta-repleta-de-interrupcoes-e-releiturasArchDaily Team
A construção offsite reduz drasticamente os resíduos de construção e garante uma montagem precisa, mas a sustentabilidade a longo prazo depende da durabilidade do envelope do edifício aplicado em fábrica. Imagem cortesia de Terraco
Celebrado anualmente em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde chama a atenção para as prioridades de saúde global, ao mesmo tempo em que as situa em contextos ambientais e sociais mais amplos. Instituída após a primeira Assembleia Mundial da Saúde em 1948 e celebrada desde 1950, a data tornou-se uma plataforma para abordar as constantes transformações nas condições que moldam a saúde, desde os sistemas locais de atendimento até desafios em escala planetária. A edição de 2026, sob o tema "Juntos pela saúde. Apoie a ciência", convoca a um engajamento renovado com o conhecimento científico como base para a ação coletiva. A campanha, que se estende ao longo do ano, enfatiza a colaboração na proteção da saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, destacando a abordagem de Saúde Única como uma estrutura para compreender sua interdependência.
O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.
Nos últimos anos, a Albânia passou por uma rápida e visível transformação, despontando como um dos ambientes urbanos mais dinâmicos do Sudeste Europeu. Esse crescimento se reflete não apenas na expansão de seu tecido construído, mas também na escala e na ambição de novas intervenções arquitetônicas que buscam redefinir a imagem do país. Ao longo de seu território, uma série de grandes empreendimentos, instituições culturais e projetos de infraestrutura vêm sendo implantados como parte de um esforço mais amplo para reposicionar a Albânia e sua capital, Tirana, em redes regionais e internacionais.
Um número significativo dessas intervenções está sendo projetado por escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional, cuja presença se tornou uma característica definidora da atual fase de desenvolvimento da cidade. Em vez de se apoiar primordialmente em processos incrementais ou de base local, a transformação de Tirana é cada vez mais moldada por visões de autoria externa que introduzem novas linguagens formais, tipologias e estratégias urbanas. Esses projetos frequentemente operam como objetos singulares ou fragmentos em grande escala, contribuindo para uma paisagem na qual a cidade é montada a partir de gestos distintos e altamente visíveis.
Videos
Metais Dornbracht Madison para o Brenners Park-Hotel & Spa em Baden-Baden. Imagem cortesia de Dornbracht
Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.
A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários.
A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.
Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.
Para o DB Studios, a arquitetura não consiste apenas em construir, mas em pertencer. Trata-se de criar uma prática situada, que responda ao seu contexto, ao seu povo e à sua identidade local, expressa por meio de materiais, cores e decisões espaciais. Nesse sentido, o design torna-se uma forma de articular uma linguagem enraizada em seu contexto e moldada pelas pessoas a quem serve.
Essa postura torna-se especialmente evidente no Vision Pakistan, projeto do DB Studios recentemente reconhecido com o Prêmio Aga Khan de Arquitetura 2025. Para além do reconhecimento das qualidades arquitetônicas da proposta, a premiação destaca um compromisso mais amplo: a criação de um ambiente de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade, no qual a educação, a capacitação profissional e o projeto espacial atuam em sinergia para fomentar a independência e a mobilidade social. Por meio de sua forma, fachada e organização interna, o edifício responde de maneira direta ao seu contexto, reforçando o sentimento de apropriação por parte de quem o frequenta, ao mesmo tempo em que desperta orgulho na comunidade do entorno e entre profissionais locais emergentes.
Fallingwater, a icônica residência projetada por Frank Lloyd Wright, foi reaberta ao público após a conclusão de um projeto de preservação de três anos. A reabertura coincide com o 90º aniversário do edifício e o início de sua 63ª temporada de visitas, marcando um momento fundamental na conservação contínua de uma das obras mais reconhecidas da arquitetura moderna. A intervenção, liderada pela Western Pennsylvania Conservancy, concentrou-se em resolver desafios estruturais e ambientais, mantendo a integridade do projeto original de Wright.
Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.
Centros culturais continuam a ser um campo fértil para explorações de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas vêm repensando o papel das instituições públicas em relação à paisagem, à experiência e à hibridez programática. Nesta seleção de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem abordagens que expandem a definição de centro cultural para além de um edifício isolado. Estas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura espacial que faz a mediação entre pesquisa, exposição, refúgio e vida pública, muitas vezes inseridas ou distribuídas em contextos naturais e urbanos.
Em diferentes geografias, do norte da Noruega e Oslo a Łódź, Viena, Marrakech e Nova Tashkent, os projetos demonstram respostas diversas à infraestrutura cultural. Eles incluem complexos integrados à paisagem moldados pela topografia e pelo clima, pontes que combinam galeria de arte e circulação pública, pavilhões zoológicos estruturados como sequências imersivas, o reuso adaptativo de edifícios militares em espaços de performance, ambientes articulados em torno de pátios enraizados nas tradições locais e instituições responsivas ao clima a partir de análises ambientais. Juntas, essas propostas exploram como os programas culturais podem ser organizados por meio do movimento, da estratificação espacial e das relações entre as condições internas e externas.
O arquiteto japonêsKengo Kuma e seu escritório Kengo Kuma & Associates (KKAA) apresentaram Earth | Tree, uma instalação site-specific no Copenhagen Contemporary, desenvolvida em colaboração com a fabricante dinamarquesa de madeira Dinesen. Inaugurado em 28 de março de 2026 como parte do programa CCreate da instituição, o projeto ocupa um antigo galpão industrial, apresentando uma intervenção espacial definida por madeira, tijolo e luz. Liderada pelo/a sócio/a Yuki Ikeguchi, juntamente com os/as integrantes da equipe Asger T. Taarnberg, Nicolas Guichard e Yasemin Shiner, a instalação marca a primeira exposição do KKAA na Escandinávia e insere a prática do estúdio, voltada à materialidade, em um formato expositivo.
Concurso para o Masterplan de Budapeste por Coldefy. Imagem cortesia de ZOA Studio
Uma equipe liderada pelo escritório de arquitetura francês Coldefy, composta por CITYFÖRSTER, Sporaarchitects, TREIBHAUS.LAND e Marko & Placemakers, venceu o concurso para projetar o plano diretor de Rákosrendező, em Budapeste, com visualizações desenvolvidas pelo ZOA Studio. O projeto foi encomendado pelo Centro de Gestão de Ativos de Budapeste, atuando em nome da Prefeitura de Budapeste. A proposta apresenta um plano de 15 anos para transformar uma área industrial desativada (brownfield), há muito considerada o "cinturão de ferrugem" da cidade, localizada na porção leste da capital húngara. O plano de regeneração urbana prevê mais de 10.000 apartamentos, novas conexões de transporte e espaços comerciais e cívicos, consolidando uma estratégia abrangente de redesenho urbano alinhada aos princípios da cidade de 15 minutos.
Convidamos você a participar do ArchDaily China's 2026 Building of the Year Awards. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, em sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído e que foram publicados em nosso banco de dados no ArchDaily China em 2025. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado continuamente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos/as de todas as trajetórias. Nas próximas semanas, seus votos farão com que uma lista de 455 projetos seja reduzida a apenas 15 finalistas. Os 15 projetos mais indicados seguirão para a etapa de votação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093917/ultimos-dias-para-indicacoes-ao-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-china韩爽 - HAN Shuang
A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093791/ultima-oportunidade-para-escolher-os-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2026ArchDaily Team
Estabelecer o conforto térmico já exigiu uma inteligência arquitetônica muito mais deliberada e calibrada—uma interação entre orientação, volumetria, comportamento dos materiais, potencial de ventilação, sombreamento e a maneira como a luz e as superfícies absorvem e liberam calor. Isso não era apenas uma questão de preferência, mas de necessidade. Quando muitos dos edifícios modernistas do pós-guerra de Hong Kong foram construídos, no final dos anos 1960 e 1970, formando uma parcela substancial da habitação social e do parque residencial da cidade, o ar-condicionado ainda não era um serviço onipresente e padrão. O resfriamento, quando existia, era limitado e distribuído de forma desigual; o conforto precisava ser negociado por meios passivos, através do corte, da profundidade da fachada, de aberturas operáveis e de detalhamentos climáticos. Foi apenas mais tarde, sobretudo ao longo das décadas de 1970 e 1980, à medida que o ar-condicionado se padronizava na região, que o resfriamento mecânico começou a substituir essa matriz anterior de tomada de decisões arquitetônicas.
O ar-condicionado afetou negativamente o espaço arquitetônico, especialmente em Hong Kong e na região vizinha? A afirmação mais precisa é que a dependência generalizada do ar-condicionado reorganizou profundamente a estrutura de incentivos do projeto de edifícios.
Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade ArchDaily ao longo dessas duas semanas de nomeações. Ao nomear projetos, cada leitor passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados, dando visibilidade ao que há de melhor na arquitetura dos países de língua portuguesa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1040264/ultimos-dias-para-escolher-os-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-brasilArchDaily Team
À medida que o discurso arquitetônico continua a se expandir pelos domínios cultural, educacional e cívico, os acontecimentos de esta semana destacam como a disciplina opera simultaneamente por meio do legado, da produção de conhecimento e do engajamento público em grande escala. De reflexões sobre figuras influentes e seu impacto duradouro a cenários acadêmicos em evolução e novas formas de infraestrutura cultural, a arquitetura se posiciona tanto como um repositório de ideias quanto como um agente ativo na formação de identidades contemporâneas. Ao mesmo tempo, projetos que abrangem áreas como entretenimento, museus e desenvolvimento de orlas apontam para uma crescente ênfase em programas híbridos e ambientes experienciais, nos quais a arquitetura atua como mediadora entre a cultura, a vida pública e o público global.