Museu Asaan, Renderização por Specto-Digital. Imagem Cortesia de ZHA
Com projeto do escritório Zaha Hadid Architects, as obras de construção do Museu Asaan foram iniciadas recentemente. Localizado no distrito histórico de At-Turaif em Diriyah, na Arábia Saudita, o Museu Asaan pretende ser uma nova instituição cultural concebida para preservar e celebrar o patrimônio do país. Com o nome derivado da palavra árabe que significa "herança transmitida através de gerações", o Asaan reforça seu papel de conectar o passado e o presente. Situado em um local renomado por sua arquitetura de adobe e sua malha urbana secular, o museu se inspira nas técnicas construtivas tradicionais najdi. Planejado para ser construído com tijolos de argila obtidos localmente, o Museu Asaan marcará o primeiro projeto do escritório Zaha Hadid Architects a utilizar a construção em adobe.
Fundada em 1997, a gad é uma empresa de design integrado que reúne projeto de arquitetura, consultoria e serviços técnicos de engenharia. Seu portfólio abrange diversas tipologias, incluindo edifícios residenciais, corporativos, hotéis, centros de pesquisa, universidades, espaços comerciais e complexos multiuso, com filiais estabelecidas em Hangzhou, Xangai, Qingdao, Xiamen e Chongqing. Como uma das referências do design nacional com mais de 20 anos de trajetória, a gad busca constantemente a excelência e a inovação em suas práticas, pautando-se por uma filosofia de projeto de caráter humanista. A empresa dedica-se a alcançar o equilíbrio ideal entre impacto social, demandas comerciais e o espírito arquitetônico, indo além do valor iminente do design para influenciar ativamente a renovação e o desenvolvimento urbano e rural.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130626/vagas-em-hangzhou-gad-lider-de-projeto-arquiteto-a-lider-arquiteto-a-juniorMilly Mo
Após ler e compilar todas as mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, chegou a hora de apresentar os principais posicionamentos. Agradecemos imensamente por suas opiniões!
Segundo os planos do executivo, este ano serão construídas mais de 500 escolas no Peru para suprir o déficit de infraestrutura enfrentado pelo setor. São 30 bilhões de soles em investimentos que representam, além disso, um incentivo para a indústria da construção nas diversas regiões do país.
Como uma homenagem à riqueza e diversidade cromática do México, o Museu do Objeto do Objeto (MODO) apresenta sua nova exposição temporária: “México a COLOR”, com curadoria de Ana Elena Mallet e Mariano Marroquín. Esta exposição é uma revisão cultural da percepção da cor no México e de seus desdobramentos nas artes e no design. Uma das primeiras abordagens que cada visitante irá vivenciar é a conceituação da cor nas artes populares para a criação de identidade. Em seguida, este elemento é retomado como um traço distintivo nas artes e, por fim, como um agente de modernização do país.
De 30 de setembro a 7 de outubro, Madri será a capital protagonista da XVI Semana da Arquitetura 2019, organizada pelo Colegio Oficial de Arquitectos de Madrid (COAM) por meio da Fundación Arquitectura COAM.
Escola de Design e Meio Ambiente da NUS / Serie Architects + Multiply Architects + Surbana Jurong. Imagem cortesia de Serie Architects + Multiply Architects + Surbana Jurong
Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo de atuação.
Antes de se tornarem autores e autoras do espaço, estudantes de arquitetura são primeiramente submetidos a ele. Durante anos, trabalham dentro de um edifício que ensina sem se anunciar como um educador. Ele organiza seu esgotamento, sua ambição, sua visibilidade, sua solidão, suas amizades, sua noção de escala e sua relação com o julgamento alheio. Muito antes de um/a estudante conseguir articular uma posição teórica sobre a arquitetura, a escola já lhe ofereceu uma em seu ambiente construído implícito.
Isso não significa sugerir que os edifícios determinem a atuação de arquitetos e arquitetas. A influência é mais lenta e menos direta que isso. O edifício de uma escola de arquitetura opera mais como um currículo oculto: uma disciplina espacial que atua em conjunto com o corpo docente, as ementas, a cultura institucional e a vida estudantil. Ensina por meio do acesso e da obstrução, das adjacências programáticas, da exposição à luz natural e da escala. Produz hábitos de atenção antes mesmo de gerar crenças explícitas.
Historicamente, a arquitetura é uma disciplina que durante muitos anos foi território masculino, até que, em 1939, María Luisa Dehesa se tornou a primeira arquiteta mexicana. No entanto, apesar de termos a percepção de termos alcançado a paridade de gênero na formação de arquitetas e arquitetos no México, o conceito de masculinidade (que pode ser exercido tanto por homens quanto por mulheres) continua permeando a arquitetura. Isso se reflete nos processos de projeto, na figura do “arquiteto inalcançável”, no senso de competição, na ordem hierárquica e, nos casos mais lamentáveis, na ideia de que as mulheres projetam interiores, enquanto os homens projetam arquitetura de verdade.
Quando se vive em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, um cemitério nunca está longe. Se eu caminhar por uma hora pelas ruas locais, passarei facilmente por dois ou três, ou mesmo por dentro deles. Há muito tempo esses locais servem de refúgio para o consolo, a paz, a tranquilidade — e até para uma irônica soberba.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127139/elogio-aos-cemiteriosMichael J. Crosbie
Zhuhai, conectada aos centros internacionais de finanças e turismo de Hong Kong e Macau pela maior ponte marítima do mundo, recebeu recentemente o título de cidade mais habitável da China. Com o objetivo de desenvolver ainda mais esse crescente polo tecnológico, o escritório Skidmore, Owings & Merrill (SOM) transformará a orla da cidade, criando um modelo para o desenvolvimento futuro.
A pandemia de COVID-19 transformou a nossa maneira de trabalhar. Enquanto profissionais de design repensam rapidamente os fluxos de trabalho tradicionais para manter a conectividade, em São Francisco, o Studio BBA adapta sua rotina de trabalho para garantir o atendimento às necessidades de seus clientes. Defendendo uma arquitetura que inspira a conexão humana, o escritório cria espaços e lugares a partir da alquimia entre inspiração, local, materiais, visão e forma.
Como parte de uma nova colaboração entre os escritórios mexicanos Dellekamp Arquitectos e Rojkind Arquitectos, é apresentada a Casa Roca, em Puerto Los Cabos, San José del Cabo, México. Um projeto inspirado nas formações rochosas no topo do terreno, que faz parte de um desenho radial cuidadosamente organizado em relação à sua topografia. A casa, implantada em um lote de 5.000 m², organiza suas funções ao longo da paisagem natural dentro de uma área construída de 1.200 m², minimizando o impacto de sua projeção e criando uma inter-relação com a natureza como a principal experiência de vida.
De 25 de abril a 1 de maio de 2024, Logroño sedia a décima edição do Concéntrico, uma celebração da inovação e da transformação urbana. Este ano, o festival explora o futuro das cidades ao incorporar novos formatos, engajar públicos diversos e enfrentar desafios urbanos sob a perspectiva do tempo como um catalisador de mudança no design. Com 20 intervenções e atividades que envolvem mais de 100 profissionais de 17 países, a programação abrange processos como a renaturalização de espaços públicos, a reinvenção de estruturas urbanas e a integração de materiais reciclados de edições anteriores.
Além disso, parcerias com centros educacionais garantem um impacto duradouro para além do festival, fomentando novas práticas coletivas nos espaços públicos. Projetos especiais, como "A rua em 10 anos", ou iniciativas que envolvem estudantes de escolas e centros de ensino locais enriquecem ainda mais o engajamento do festival com as comunidades em toda a Espanha.
Um vendedor ambulante vendendo balões ao longo da La Séptima na Plaza de Bolívar. "Bogota, Colombia" por szeke está licenciado sob CC BY-SA 2.0
É época de chuvas, mas o temporal desta manhã pouco afeta o ritmo ao longo da La Carrera Séptima. Ciclistas e pedestres desviam de comerciantes ambulantes com seus carrinhos de abacates, doces de gengibre e capinhas de celular. Carrinhos de brinquedo, lâmpadas e joias de miçangas feitas à mão brilham com as gotas de chuva, organizados meticulosamente sobre lonas que demarcam os territórios dos/as vendedores/as. Policiais se aproximam de um/a catador/a que recolhe garrafas; um/a turista pechincha o preço de uma jaqueta; duas mulheres se encontram no meio da rua, abraçando-se enquanto seus casacos ficam pesados sob a chuva.
La Séptima, ou a Sétima Avenida de Bogotá, é a via mais emblemática de Bogotá, percorrida por mais de dois milhões de pessoas todos os dias. Ao longo desta única via — que é em parte mercado, rota de protesto e polo de transportes — a história de Bogotá se desenrola. Por quase um ano, acompanhei seus ritmos como pedestre, usuário/a do transporte, habitante e pesquisador/a. Em todos esses momentos e em suas encarnações históricas, uma imagem persistiu: a rua é um corpo vivo. Ela é imaginada como a espinha dorsal de Bogotá, sua artéria vital, seu coração. Sangra, carrega cicatrizes e exige cuidados.
A maior parte das futuras habitações da Europa já existe; no entanto, a renovação continua ocorrendo de forma muito lenta para responder aos desafios climáticos, habitacionais, de saúde e de recursos na escala necessária. O Re:Living explora como a renovação pode deixar de ser uma série de projetos isolados para se tornar uma abordagem escalável de transformação de edifícios existentes. No cerne da iniciativa está um novo projeto de pesquisa, The Housing We Need for the Future We Want, que examina como o melhor aproveitamento do parque imobiliário existente pode abrir novas oportunidades para profissionais de arquitetura, cidades e comunidades.
O projeto desenvolvido por CRA-Carlo Ratti Associati, Park Associati, Politecnica Building for Humans, Openfabric, DOTDOTDOT, Studio Mattioli e Eckersley O'Callaghan foi selecionado para projetar o novo Hospital Geral e o Hospital Infantil em Brescia, na Itália. O mandato do concurso internacional previa a requalificação de um hospital existente, preservando e ampliando a planta radial concebida pelo engenheiro Angelo Bordoni no início do século XX. O complexo de saúde existente, Spedali Civili di Brescia, segue um plano diretor hexagonal e uma disposição radial que orientam o novo desenho das instalações. A geometria é reinterpretada para atualizar o campus voltado a futuros modelos de assistência à saúde, desenhando em seu entorno um novo anel de serviços (CareRing) que conecta pessoas, natureza e saúde por meio dos princípios da "One Health" (Saúde Única) — a ideia de que a saúde humana, a saúde ambiental e o bem-estar social são indissociáveis.
Uma rebelião experiencial ganha destaque no quarto episódio do podcast Room For Dreams, tocando diretamente no cerne da cultura de design contemporânea, obcecada por imagens e pela superficialidade das telas. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a apresentadora Claire Broadka conversa com quatro profissionais da arquitetura indiana — Indrajit Kembhavi, Manish Gulati, Sanjay Singh e Sidhartha Talwar — para discutir uma questão crucial: teríamos sacrificado a alma da arquitetura em prol de um post perfeito no Instagram?
Acontecimentos recentes destacaram as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde às transformações nas condições ambientais, sociais e culturais. Grandes terremotos na Venezuela, no Japão e no norte da Califórnia renovaram a atenção para o papel do planejamento, da infraestrutura e das práticas construtivas na promoção da resiliência a desastres naturais. Enquanto essas questões seguem moldando o ambiente construído, a abertura do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026, em Barcelona, reuniu profissionais e pesquisadores/as para debater clima, habitação, espaço público e o futuro da profissão. Anúncios recentes de projetos, iniciativas de preservação, obras concluídas e novas ferramentas de projeto também refletiram a diversidade de abordagens que moldam a prática arquitetônica atual, desde a conservação do patrimônio e o reuso adaptativo até o desempenho ambiental e o planejamento de longo prazo.
A 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (BIAsp), programada para ocorrer em setembro e outubro de 2027, anunciou a dupla de profissionais da arquitetura Gabriela de Matos e Pedro Rossi na curadoria-geral do evento. Dando continuidade à edição anterior, sob o tema Extremos: Arquiteturas para um mundo quente, espera-se que a dupla traga perspectivas críticas sobre arquitetura, cultura e cidade para o tema Arquitetura, Cultura e Soberania. O papel de ambos/as será coordenar o desenvolvimento conceitual da Bienal, definir a equipe de curadoria e realizar uma chamada pública para co-curadores/as.
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Render aéreo con IA de paisajismo detallado: vegetación y equipamiento con complejidad geométrica, visual y material. Diseño por Fundación Kennedy | RenderAI.app. Image Cortesía de Render AI
A inteligência artificial passou de uma tecnologia emergente a uma ferramenta de uso cotidiano. Arquitetos, arquitetas e designers de interiores a integram em seus fluxos de trabalho, reduzindo os tempos entre a ideia inicial e a sua concretização. No campo da visualização, a IA se incorporou de forma natural a instrumentos e processos existentes, colaborando com ferramentas como Revit, AutoCAD, SketchUp, Lumion, Enscape ou Twinmotion.
Nesse contexto, o Render AI nasceu há mais de três anos com um objetivo: integrar-se ao processo de forma rápida e intuitiva. Trata-se de uma ferramenta de renderização baseada em inteligência artificial e projetada para escritórios de design, arquitetura e design de interiores, capaz de transformar esboços, modelos 3D, capturas do Revit, plantas ou fotografias em imagens para apresentar aos clientes.
Um monumento costuma ser a edificação mais conservadora encomendada por um Estado. Espera-se que ele estabilize a memória, torne a história legível e dê forma pública a uma narrativa compartilhada. O século XX no Leste Europeu produziu, do Báltico aos Bálcãs, um corpo de obras inteiro que resistiu justamente a essas expectativas, desafiando a relação convencional entre monumento, memória e representação. Comumente agrupados sob a denominação de spomeniks, esses exercícios arquitetônicos são talvez os exemplos mais conhecidos de uma paisagem muito mais ampla de arquitetura memorial que emergiu na região. Tratava-se de sociedades que emergiam de ocupações, conflitos civis ou revoluções, e nenhuma delas possuía uma linguagem simbólica única capaz de abarcar a complexidade de suas histórias. Em vez de buscar novos heróis ou novos ícones, muitos/as arquitetos/as e artistas voltaram-se para o próprio espaço como o meio através do qual a lembrança poderia ser construída.
Esses monumentos ocupam uma posição incomum entre escultura e arquitetura. Em certa escala, são lidos como composições abstratas deliberadas, dispostas com a clareza de um desenho de Kandinsky. Em outra, parecem menos resolvidos, como se testassem os limites de uma linguagem espacial ainda em formação. Suas formas muitas vezes parecem suspensas entre a certeza e a experimentação: o mesmo monumento pode ser interpretado tanto como um objeto geométrico controlado quanto como uma busca em aberto sobre como a memória coletiva poderia habitar o espaço. Contudo, essas leituras coexistem e conferem a muitas dessas obras sua duradoura ambiguidade.
Uma das qualidades definidoras dos interiores contemporâneos é a flexibilidade. Escritórios, instituições de ensino, hotéis e espaços culturais precisam ser adaptáveis. Eles exigem espaços que possam se expandir, dividir, abrir e fechar de acordo com diferentes atividades, sem sacrificar o conforto ou a acústica. A forma como um espaço é subdividido, portanto, não é mais uma decisão secundária, mas sim um componente central do desempenho arquitetônico.