
"Arquitetura que abriga multidões." Essa é a frase que o Studio NEiDA usa para se apresentar, deixando clara sua postura diante do mundo: escutar e respeitar a pluralidade de existências que transitam por cada contexto. Mais do que uma declaração de princípios, a frase parece funcionar como um método. O que significa, afinal, projetar espaços capazes de acolher não apenas pessoas, mas também memórias, saberes e conflitos?
Não se pode negar que a abordagem plural do Studio NEiDA está, em parte, enraizada em sua própria localização geográfica. Trabalhando entre o Togo e a Alemanha, o escritório opera em dois contextos aparentemente distintos, mas historicamente conectados. Em uma entrevista recente, Jeanne Autran-Edorh, arquiteta franco-togolesa e cofundadora do estúdio, ao lado da curadora e escritora Fabiola Büchele, relembra a história entre os dois países, apontando que, como poucos sabem, antes de se tornar uma república independente, o Togo foi uma colônia alemã que mais tarde passou para o domínio francês.












