Esta semana foi marcada por reconhecimentos e grandes anúncios para o setor cultural. Em meio a relatórios internacionais de destruição tanto deliberada quanto natural, a UNESCO incluiu 25 novos locais de Valor Universal Excepcional em sua Lista do Patrimônio Mundial, protegendo uma gama diversificada de locais que abrange desde paisagens funerárias a obras emblemáticas da arquitetura moderna. Além do patrimônio, a prática arquitetônica contemporânea também recebeu novo reconhecimento por meio de Alejandro Aravena e Smiljan Radić, enquanto novos desenvolvimentos foram anunciados para projetos culturais nos Emirados Árabes Unidos, Equador, China, Índia e Estados Unidos. As atualizações recentes incluem a restauração de um cinema histórico em Los Angeles, um novo museu dedicado à inovação e ao empreendedorismo em Bengaluru e a conclusão da estrutura de uma torre de madeira híbrida de 39 andares em Sydney.
Projetado pelo consórcio formado pelos escritórios 3XN, B+H Architects e Zhubo Design, o Museu de História Natural de Shenzhen foi inaugurado e aberto ao público em Shenzhen, na China. Com mais de 100 mil metros quadrados, a instituição é o maior museu de história natural do sul da China e está entre os maiores museus do gênero concluídos recentemente em todo o mundo. Desenvolvido como parte da expansão da infraestrutura cultural de Shenzhen, o projeto reúne áreas de exposição, pesquisa, educação e espaço público em um único destino cívico. O escritório 3XN liderou o projeto de arquitetura, a B+H Architects atuou como consultoria principal, arquitetura executiva e paisagismo, e a Zhubo Design forneceu suporte técnico local e coordenação regulatória ao longo de todo o desenvolvimento do projeto.
O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCOanunciou 25 novas inclusões na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão, expandindo o registro internacional com sítios que refletem uma ampla gama de patrimônio arquitetônico, cultural e natural. As adições de 2026 incluem 19 bens culturais, cinco sítios naturais e um bem misto, além da aprovação de duas modificações significativas de limites e uma revisão nos critérios de uma inscrição existente. Abrangendo todos os continentes habitados, os locais recém-reconhecidos vão de paisagens arqueológicas e centros urbanos históricos a arquitetura modernista e patrimônio industrial, destacando a diversidade do ambiente construído e a evolução do escopo da preservação do patrimônio.
Na segunda-feira, 27 de julho, a lista de finalistas do Prêmio Nacional de Arquitetura de 2026 foi apresentada em uma sessão extraordinária da Diretoria Nacional do Colegio de Arquitectos de Chile. Representando a instituição, os cinco membros da diretoria concederam o prêmio conjuntamente aos arquitetos Alejandro Aravena Mori e Smiljan Radić Clarke, em reconhecimento às suas contribuições para o posicionamento da arquitetura chilena no cenário internacional. Ambos foram laureados com o Prêmio Pritzker de Arquitetura: Aravena em 2016 por seu trabalho com o ELEMENTAL, e Smiljan Radić Clarke este ano. A instituição também destacou a qualidade de suas obras e a contribuição de ambos os profissionais para o desenvolvimento local da disciplina, consolidando-os como duas das principais figuras da arquitetura a partir do contexto de um pequeno país no extremo sul do mundo.
O Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi anunciou que o Guggenheim Abu Dhabi será aberto ao público em 11 de dezembro de 2026, na Ilha Saadiyat. O museu, projetado pelo falecido Frank Gehry, torna-se a quarta instituição na rede global do Guggenheim, juntando-se às filiais de Nova York, Veneza e Bilbao.
O projeto foi anunciado pela primeira vez em 2006. As obras começaram em 2011, foram suspensas por vários anos devido a dificuldades econômicas e alterações contratuais, e acabaram retomadas em 2019. A data de conclusão prevista para 2025, estabelecida em 2021, acabou sendo adiada para dezembro de 2026.
O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCOincluiu o conjunto Aalto Works — uma coleção de treze edifícios e complexos arquitetônicos na Finlândia projetados por Aino Marsio-Aalto, Elissa Aalto e Alvar Aalto — na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A nomeação reconhece a relevância internacional de um conjunto de obras que ajudou a redefinir a arquitetura moderna por meio de uma abordagem centrada no ser humano, enfatizando a relação entre as edificações, a vida cotidiana, a natureza e o bem-estar social. Abrangendo projetos concluídos entre o final dos anos 1920 e a década de 1980, a série representa a contribuição da Finlândia para o Movimento Moderno, ao mesmo tempo em que reconhece a prática colaborativa da equipe de arquitetura Aalto e de seu escritório.
O Centro Cultural Europeu Itália anunciou os/as finalistas do ECC Awards, apresentados como parte da Personal Structures – Confluences, a oitava edição de sua exposição contemporânea internacional, que acontece paralelamente à Bienal de Arte de Veneza. Em cartaz em Veneza de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins da Marinaressa, a exposição serve de cenário para a premiação, que celebra práticas artísticas que dialogam com o tema da mostra, Confluences, por meio de pesquisa, interdisciplinaridade e diálogo com o lugar. Os/as vencedores/as serão anunciados/as em 22 de novembro de 2026, durante o evento de encerramento da exposição.
Museu Nacional do Equador (MuNA) por SANAA, Estudio A0, Caá Porá Arquitectura, Jerome Haferd Studio, Taller Capital Landscape. Imagem cortesia de Jerome Haferd Studio
Uma equipe internacional liderada pelo escritório SANAA, em colaboração com Estudio A0, Caá Porá Arquitectura, Jerome Haferd Studio e Taller Capital Landscape, foi selecionada para projetar o novo Museo Nacional del Ecuador (MuNA) em Quito. Intitulada "Living Strata", a proposta foi escolhida após a fase de avaliação final revisada do concurso, que combinou a deliberação do júri com uma votação pública, e concebe o museu como uma paisagem cívica que integra espaços de exposição, programas públicos e áreas verdes abertas. O anúncio conclui o concurso internacional lançado para projetar o futuro museu nacional do Equador.
Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.
O escritório MVRDV venceu o concurso internacional de projeto organizado pela empresa social Shift para projetar a Shift Embassy, um novo destino cultural planejado para o distrito em desenvolvimento de Waterkant, em Roterdã. Concebida como um híbrido entre arquitetura e paisagem, a proposta, intitulada "Rotterdam ROCKS!", combina espaços expositivos, hotelaria, educação, equipamentos públicos e infraestrutura ecológica em um edifício de acesso público, cujo objetivo é apoiar a missão da Shift de engajar visitantes em desafios ambientais e sociais. O projeto fará parte do Waterkant, um desenvolvimento urbano de grande escala na margem sul do rio Mosa, planejado para incluir 3.750 moradias, além de escolas, locais de trabalho, espaços culturais e áreas públicas.
A lei 21st Century ROAD to Housing Act, um projeto de lei bipartidário sobre habitação do Senado dos Estados Unidos, tornou-se lei de forma automática em 11 de julho de 2026. Oficialmente denominada "Renewing Opportunity in the American Dream (ROAD) to Housing Act", a medida tem sido descrita como a iniciativa habitacional mais significativa no país desde a Lei Nacional de Habitação de Interesse Social (National Affordable Housing Act) de 1990, e "a legislação de habitação mais abrangente em décadas". Diante de uma crise global de moradia, o texto revisa programas habitacionais federais, expande as opções de financiamento disponíveis, oferece subsídios para comunidades, foca em exigências regulatórias para a construção civil e enfrenta a concentração da propriedade imobiliária. Essa legislação soma-se a iniciativas globais por moradias dignas, tais como limites para aluguéis de curta temporada, a tributação de unidades residenciais desocupadas e o reaproveitamento e adaptação de estruturas existentes, com o duplo objetivo de aumentar o número de unidades residenciais e disponibilizar os imóveis já existentes.
Grand Stade Hassan II no Marrocos por Populous e Oualalou + Choi. Imagem cortesia de Oualalou + Choi
O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.
O Clark Art Institute, uma importante instituição de arte localizada na região de Berkshires, no oeste de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou imagens do projeto de ampliação de suas instalações atuais. Inaugurada em 1955, a instituição funciona tanto como museu de arte quanto como centro de pesquisa, debate crítico e ensino superior em artes visuais. A nova ala, encomendada ao escritório Selldorf Architects em outubro de 2024, expandirá o espaço atual de galeria e armazenamento de arte, conectando o Edifício do Museu ao Manton Research Center, ambos reformados anteriormente pela mesma firma. O novo edifício será complementado pelo projeto paisagístico desenvolvido por Reed Hilderbrand, reforçando a experiência que integra arquitetura, arte e a paisagem circundante de Berkshires.
Desde agosto de 2025, intensificou-se o debate em Dallas, nos Estados Unidos, sobre o futuro de um de seus marcos modernos: a Prefeitura de Dallas, projetada por I.M. Pei & Partners. Este mês, o Conselho Municipal de Dallas continuará avaliando se deve reformar, vender ou demolir o edifício de 47 anos, após crescentes preocupações com a manutenção postergada por anos e com a necessidade de grandes investimentos. No final de outubro, membros do conselho iniciaram audiências públicas e reuniões de comissões para colher a opinião de moradores/as. Preservacionistas e alguns/as integrantes do conselho defenderam um estudo completo sobre as opções de reparo e o tombamento histórico do edifício, ao passo que outros/as enfatizaram preocupações fiscais e operacionais.
Defensores/as da preservação destacam a relevância cívica e arquitetônica do edifício, ao passo que os/as defensores/as da demolição apontam os altos custos de manutenção e o potencial de redesenvolvimento do terreno central. Uma petição para "Salvar a Prefeitura de Dallas", que pede aos/às membros do conselho para interromper os planos de demolição e encomendar um estudo de renovação transparente, continua aberta para assinaturas. Enquanto isso, o prefeito declarou que deseja analisar todos os fatos antes de se posicionar sobre a transferência da sede municipal ou o investimento em reformas. O caso se soma à crescente lista de ícones modernistas em todo o mundo que enfrentam futuros incertos, desencadeando debates culturais mais amplos sobre patrimônio cívico e infraestrutura pública.
Faz vinte anos desde a demolição da Cidade Murada de Kowloon. Para marcar a data, o South China Morning Post criou um infográfico que detalha os fatos e números de como era a vida dentro dessa excentricidade arquitetônica.
Leia mais sobre a loucura que era a Cidade Murada de Kowloon a seguir...
O Royal Institute of British Architects (RIBA)anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.
No dia 13 de julho de 2026, a Prefeitura de Tbilisi emitiu uma licença para desmantelar o Teatro de Música e Sala de Exposições em formato de tubo do Parque Rike. O complexo, projetado pelo escritório italiano Studio Fuksas, nunca foi inaugurado oficialmente desde sua conclusão em 2012, aproximadamente na mesma época que o Centro de Serviços Públicos de Tbilisi, do mesmo escritório. O projeto tem sido fonte de controvérsia entre as autoridades e a população desde sua encomenda em 2011. Construído durante o governo do Movimento Nacional Unido (UNM), o projeto teve suas obras suspensas após a mudança de governo em 2012. As duas estruturas, frequentemente chamadas de "Tubos de Rike", foram originalmente projetadas para abrigar um teatro musical e um espaço de exposições, mas permanecem até hoje sem qualquer uso oficial.
O Bullitt Center, um edifício de escritórios de seis pavimentos e cerca de 4.650 metros quadrados (50.000 pés quadrados) em Seattle que aspira a ser o edifício comercial mais sustentável do mundo, abre suas portas ao público hoje, no Dia da Terra. Esse "laboratório vivo" de 30 milhões de dólares, projetado pelo escritório Miller Hull Partnership, diferencia-se de outros projetos sustentáveis por seus banheiros com compostagem, pela exclusão de 350 substâncias químicas tóxicas comuns — incluindo PVC, chumbo, mercúrio, ftalatos, bisfenol A (BPA) e formaldeído —, além de um rigoroso orçamento de energia e água que visa à autossuficiência sob as diretrizes do Living Building Challenge. A Bullitt Foundation, focada na preservação ambiental, espera que o novo centro demonstre que espaços de escritório com pegada de carbono neutra podem ser "comercialmente viáveis e esteticamente impressionantes", consistindo em uma série de sistemas facilmente replicáveis em outros locais sem demandar manutenção excessiva.
Quando as estruturas construídas caem em desuso ou são abandonadas, o reuso adaptativo pode ser a maneira perfeita de dar nova vida a um edifício antigo, conservando recursos e o valor histórico. Seja por questões ambientais, disponibilidade de terreno ou pelo desejo de preservar um patrimônio histórico, inúmeros escritórios de arquitetura em todo o mundo estão recorrendo ao reuso adaptativo como uma solução para alguns dos problemas modernos do ambiente construído.
Pensando nisso, compilamos uma lista de 20 projetos criativos de reuso adaptativo; cada um deles utiliza uma estrutura antiga para criar uma forma revitalizada de maneira singular.
Veja, a seguir, como uma antiga capela, uma torre de água e um matadouro do século XIX foram transformados e ganharam nova vida.
A formação do/a arquiteto/a exige uma ampla variedade de conhecimentos. Diversas disciplinas, como arte, matemática, história e sociologia, nutrem seu acervo cultural de modo a fornecer as ferramentas e o conhecimento necessários para tornar o mundo ao nosso redor um lugar melhor. Para obter esse aprendizado, os livros são um recurso indispensável e, graças à internet, hoje não há desculpas para deixar de ampliar nossa base de conhecimento.
Navegamos pela web para fazer uma seleção inédita de livros de arquitetura em espanhol para ler no computador ou baixar diretamente no tablet. A lista inclui clássicos da arquitetura vitruviana, manuais de desenho e de design para acessibilidade universal, além de referências à obra de arquitetos/as cujo trabalho serve de inspiração.
Esperamos que você aproveite a leitura destes livros!
https://www.archdaily.com.br/pt/1182945/28-livros-de-arquitetura-em-espanhol-para-baixar-e-ler-onlinePola Mora
A palavra “quincho” vem do quechua e define um espaço coberto anexo à casa, nem sempre fechado nos quatro lados e que frequentemente tinha cobertura de palha. Por ser um espaço semiaberto, torna-se um local predileto, ideal para o lazer nos dias de primavera e verão.
Hoje em dia, especialmente na América do Sul, este espaço tornou-se o local de encontro social, onde a família e os amigos se reúnem em torno do fogo para compartilhar um bom churrasco. Por esse motivo, muitos/as arquitetos/as incluem em seus projetos este ambiente como um dos fundamentais no funcionamento da casa.
A seguir, apresentamos alguns dos melhores quinchos publicados no ArchDaily para inspirar — e instigar — o público leitor.
https://www.archdaily.com.br/pt/1182943/selecao-das-18-melhores-churrasqueiras-para-fazer-churrasco-em-setembroPola Mora
O Royal Architectural Institute of Canada (RAIC) anunciou o jardim de infância Fuji Kindergarten, em Tóquio, projetado pelo escritório Tezuka Architects, como o vencedor do Prêmio Internacional Moriyama RAIC de 2017. Criado em 2014 pelo arquiteto canadense Raymond Moriyama e pelo RAIC, o prêmio de US$ 100.000 é concedido a cada dois anos para reconhecer uma única obra de arquitetura de qualquer parte do mundo “que seja considerada transformadora em seu contexto social e promova os valores de justiça social, igualdade e inclusão”.
"Sinto que agora há alguém que compreende bem este projeto. Acho que é um prêmio bastante singular por focar na contribuição para a sociedade", comentou Takaharu Tezuka. "Parece uma estrutura simples, mas é, na verdade, uma sobreposição de muitas ideias combinadas."
A arquitetura esta semana olhou tanto para o passado quanto para o futuro. Entre museus, marcos restaurados e redesenvolvimentos urbanos em grande escala, as histórias em destaque exploraram como a arquitetura é continuamente reinterpretada sob novas lentes culturais, políticas e urbanas. Da reconsideração do legado arquitetônico da África Ocidental pós-independência à transformação de antigas prisões em bairros energeticamente neutros e à restauração de marcos culturais do século XX, os projetos demonstram como edifícios e histórias existentes continuam sendo participantes ativos no discurso contemporâneo. Paralelamente a essas intervenções, o anúncio dos finalistas do World Architecture Festival e a atenção renovada ao crescimento urbano global traçam um panorama mais amplo de uma profissão que articula patrimônio, responsabilidade ambiental e cidades em rápida transformação.
Durante o mês de julho e até 19 de agosto, a galeria Aedes – Architecture and Space em Berlim apresentará a exposição "A Structure of Feeling: On a New Generation of Architects in China". Fundada em 1980, a Aedes é uma instituição cultural sem fins lucrativos. Com foco nas interseções entre arquitetura, cidade e sociedade, sua programação pública contínua já apresentou cerca de 600 exposições ao longo de mais de quatro décadas de atuação. Em 2001, o espaço apresentou TUMU, uma exposição que chamou a atenção internacional para uma geração de jovens arquitetos/as chineses/as independentes. Vinte e cinco anos depois, "A Structure of Feeling" exibe o trabalho de uma nova geração que atua sob condições distintas. Nove escritórios estão representados por meio de doze projetos que transformam a malha urbana existente, o desenvolvimento rural e as formas contemporâneas de produção espacial.