Palácio do Congresso Nacional, Brasília. Imagem via Wikimedia Commons (Domínio Público)
Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.
Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.
O Ammodo Architecture lançará a primeira edição do Ammodo Architecture Days em Amsterdã, nos dias 9 e 10 de novembro de 2026. Organizado pelo Ammodo Architecture, um programa da Ammodo Foundation, o evento reunirá profissionais de arquitetura, paisagismo, planejamento urbano, artistas, comunidades, coletivos e equipes multidisciplinares de design, ao lado dos/as premiados/as do 2024 e 2025 Ammodo Architecture Award. Realizado no Westergas, um antigo complexo industrial hoje utilizado como espaço cultural e público, a programação de dois dias combinará um simpósio, uma exposição, o lançamento de uma publicação e a cerimônia de premiação, criando um ambiente de intercâmbio entre práticas atuantes em diferentes contextos geográficos, culturais e disciplinares.
Obra Blanca, exposição de acabamentos e produtos de design para a arquitetura, realizará sua sétima edição de 13 a 15 de outubro de 2026 na Expo Santa Fe, Cidade do México. Uma proposta concebida para a comunidade de arquitetura e design de interiores que, juntamente com uma exposição de inovação e uma programação de palestras internacionais, dá forma à Experiência Obra Blanca: três dias de encontro, conhecimento e imersão no setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura.
Em novembro de 2019, o escritório londrino Carmody Groarke e a firma de Gante TRANS architectuur | stedenbouw, agora conhecida como ATAMA, venceram o concurso internacional Baumeister para projetar a ampliação do Design Museum Gent, o maior museu de design da Bélgica, localizado no centro histórico de Gante. Na época, o museu era composto por três edifícios: o Hotel de Coninck, do século XVIII, a Casa Leten, com um núcleo do século XVI, e uma ala de 1992. Após quatro anos de reforma e expansão, o museu reabriu em 3 de outubro de 2026, no centro histórico da cidade, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. O projeto combina a restauração desses edifícios históricos com uma nova ala projetada por Carmody Groarke e ATAMA, em conjunto com as obras de restauração lideradas pela associação de arquitetura RE-ST architectenvennootschap. O acervo do museu abrange objetos de design desde o século XIV até o presente, e o edifício renovado soma espaços para palestras, oficinas, exposições e eventos, apresentando o design como algo com o qual as pessoas que o visitam podem interagir e utilizar diretamente, em vez de apenas contemplar.
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Interior da Assembleia Nacional de Burkina Faso. Imagem cortesia de Kéré Architecture.
"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.
No folclore, no cinema e na arte, o mesmo movimento se repete: a arquitetura traduz um "outro lugar" — seja ele ancestral, espiritual ou especulativo — em uma forma que pode ser vista ou adentrada. As seções a seguir acompanham essa tradução, dos Túmulos de Kasubi a Kizazi Moto, mostrando que esse "outro lugar" é uma forma de ler o presente.
Em 1948, Robert Moses estabeleceu o Aterro de Fresh Kills na costa oeste de Staten Island. O local, escolhido por sua área pantanosa remota e pelo baixo valor da terra, deveria ser temporário; no entanto, em 1955, já era o maior aterro do mundo, chegando a receber até 29 mil toneladas de resíduos por dia em seu pico, em 1991. Em 2001, após mais de cinquenta anos de operação contínua, Fresh Kills cobria 2.200 acres (cerca de três vezes a área do Central Park) e era, de modo nada espetacular, visível do espaço. No início, Moses não pretendia projetar um lixão, mas sim — sem usar essa palavra — uma nova topografia com quatro colinas artificiais que se elevavam a até sessenta metros acima do nível do mar, construídas inteiramente a partir dos resíduos acumulados do cotidiano de oito milhões de pessoas.
Essa topografia está agora, lentamente, se transformando em um parque. O escritório James Corner Field Operations venceu o concurso internacional de projetos lançado pela prefeitura em 2001, desenvolvendo um plano diretor chamado Lifescape, que levará trinta anos para ser concluído. As quatro colinas do aterro estão sendo seladas, cobertas de vegetação e gradualmente abertas ao público. O metano proveniente da decomposição dos resíduos é capturado e direcionado para uma rede de energia, ao mesmo tempo em que as áreas úmidas são restauradas ao redor das colinas artificiais. Um vestígio do consumo de Nova York transformado em uma façanha da engenharia ecológica e em um ato de gestão da memória institucional — uma maneira de fazer com que a paisagem mais constrangedora da cidade pareça, aos poucos, com algo que ela sempre deveria ter sido.
Limbo Engawa, 2026. Aço, lona de outdoor reaproveitada. Cocomissionado por Art Omi e Limbo Museum. Imagem cortesia de Art Omi. Foto: Nadia Boyea
Art Omi e o Limbo Museum apresentaram a Limbo Engawa, uma instalação site-specific em duas partes concebida pela TAELON7, sob a liderança do/a arquiteto/a Juergen Benson-Strohmayer. Apresentado pela primeira vez no Limbo Museum em Acra, Gana, em 12 de março de 2026, o projeto foi reconfigurado para o Sculpture & Architecture Park do Art Omi em Ghent, Nova York, onde foi inaugurado em 19 de setembro de 2026. Desenvolvido como uma comissão conjunta entre as duas instituições, o projeto utiliza um sistema arquitetônico modular para explorar como os espaços de encontro e troca podem responder a diferentes paisagens, climas e contextos culturais.
Transformação de 530 habitações / Lacaton & Vassal + Frédéric Druot + Christophe Hutin architecture. Imagem cortesia de Philippe Ruault
A União Internacional de Arquitetos (UIA) designa a primeira segunda-feira de outubro de cada ano como o Dia Mundial da Arquitetura, alinhando a data ao Dia Mundial do Habitat das Nações Unidas. Este ano, ambas as ocasiões chamam a atenção para a crise global de habitação como um elemento fundamental da dignidade humana, inclusão e bem-estar. O lema da UIA é: "Moradia é um Direito Humano. Construa-a." A organização convoca arquitetos e arquitetas a contribuir para o avanço do acesso equitativo à moradia por meio do projeto, da pesquisa e da defesa de direitos. Sob uma perspectiva holística, a crise consiste não apenas na escassez de edifícios residenciais, mas em múltiplas barreiras interconectadas no acesso a um lugar adequado para se viver. O desafio evoca a natureza dupla do trabalho de arquitetos e arquitetas: a capacidade de pensamento abstrato projetual e o conhecimento prático para transformar a realidade material. Para que a arquitetura torne realidade o direito à moradia, ambas as capacidades devem ser postas em prática: a construção de novas estruturas de governança, diferentes modelos de propriedade compartilhada, projetos de formas alternativas de coabitação e novos sistemas de construção ambientalmente sustentáveis.
Cortesía de La Feria De Diseño Medellín powered by idd cologne
A 13ª edição de La Feria De Diseño Medellín powered by idd cologne evidenciou uma evolução que vai além da escala: durante três dias, o Plaza Mayor reuniu design, arquitetura, design de interiores, negócios e conhecimento em uma plataforma cada vez mais internacional. Com mais de 18.500 visitantes e mais de 22.000 participantes no ecossistema ampliado da cidade, a feira conectou profissionais, marcas e compradores/as em torno de novas formas de projetar, especificar e habitar os espaços.
"Olhemos friamente para os fatos." Com essa frase direta e nada reconfortante, a direção do Office of Civil and Defense Mobilization abria The Family Fallout Shelter, um manual de 32 páginas publicado pelo governo dos EUA em 1959, em meio às tensões da Guerra Fria. O documento ensinava as famílias a construir abrigos capazes de protegê-las de resíduos radioativos (fallout) após um eventual ataque nuclear e, por meio de desenhos técnicos e croquis, esboçava soluções com blocos de concreto, paredes preenchidas com terra ou areia, estruturas subterrâneas e sistemas de ventilação. Tratava-se de um manual de sobrevivência que, em muitos aspectos, funcionava também como um manual de construção.
Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.
Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.
A água é vida. Animais, plantas, fungos e bactérias dependem dela: a água estrutura suas células, transporta seus nutrientes e abriga as reações químicas que os mantêm vivos. Mesmo as raras exceções confirmam a regra. Algumas sementes e esporos podem perder quase toda a sua água e entrar em uma dormência tão profunda que seu metabolismo quase para, mas é a água que os traz de volta. No sentido mais literal, a água nos conecta.
Mas ela também nos divide. A cada ano, milhares de pessoas deixam o Norte da África em barcos superlotados rumo a Lampedusa, buscando melhores condições de vida na Europa; mais de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014. A água desenha fronteiras e controla fluxos. Antes do início da guerra no Irã, em fevereiro de 2026, o Estreito de Ormuz transportava cerca de 25% do petróleo bruto transportado por via marítima no mundo, com efeitos sentidos nos preços dos combustíveis bem longe do Golfo. A água também está no centro do debate ambiental, onde seu excesso pode ser tão letal quanto sua ausência. Inundações severas atingem cada vez mais os países que menos contribuíram para as emissões globais, enquanto os maiores poluidores continuam mais bem equipados para resistir. Se a água é vida, ela também pode significar a morte. Em última análise, a água é política.
Após sua última edição em 2019, a Amman Design Week retorna de 2 a 17 de outubro de 2026, reunindo mais de 220 designers e participantes em exposições, instalações, projetos em espaços públicos, palestras, oficinas e performances na Jordânia. A quarta edição acontece em Ras El Ain, Jabal Al Lweibdeh, Jabal Amman, Iraq Al Amir e, pela primeira vez, em Aqaba. Fundado por Sua Majestade a Rainha Rania Al Abdullah em 2016, o evento retorna sob o tema "Acúmulos" (Accumulations), analisando como materiais, memórias, conhecimento, trabalho e práticas cotidianas se acumulam ao longo do tempo e se tornam parte dos lugares que as pessoas habitam. O tema também confere à edição de 2026 uma relação clara com a própria cidade.
Xu Tiantian é a arquiteta fundadora do DnA_Design and Architecture, um escritório interdisciplinar que aborda tanto as dimensões físicas quanto as sociais do ambiente habitado contemporâneo, em diferentes escalas. Nascida em 1975 em Fujian, na China, ela obteve o título de mestra em Arquitetura em Design Urbano pela Harvard Graduate School of Design e o diploma de bacharel em arquitetura pela Universidade Tsinghua, em Pequim. Seu trabalho recente foca na revitalização rural por meio de uma estratégia que ela descreve como "acupuntura arquitetônica", compreendida como intervenções de pequena escala e específicas para cada local, projetadas para ativar a cultura, a agricultura e o turismo locais. Essas intervenções, concentradas principalmente nas regiões rurais da China, foram reconhecidas pelo ONU-Habitat como um modelo global de integração urbano-rural. Nesta entrevista ao Louisiana Channel, ela reflete sobre o papel do/a arquiteto/a, questiona a própria arquitetura e o conceito de beleza, explica sua metodologia de trabalho e enfatiza a dimensão espacial da natureza.
Os projetos de design mais inovadores e impactantes surgem da interseção de diferentes áreas. A comunidade da arquitetura sempre se apropriou de outras formas de produção cultural — ou se inspirou nelas —, tais como o cinema, a fotografia, a literatura e o teatro. Na teatralidade das igrejas barrocas e nas sequências cinematográficas dos museus contemporâneos, profissionais da arquitetura olham para além do edifício em si para compreender como o espaço pode moldar uma história e construir uma experiência.
A construção de mundos (ou worldbuilding) dá um passo além. Em vez de projetar apenas a arquitetura de um lugar, essa prática exige que profissionais de arquitetura estabeleçam as regras sociais, narrativas, tecnologias, economias, atmosferas, comportamentos e relações que tornam esse lugar verossímil. Em vez de partir da pergunta "Como deve ser a aparência deste edifício?", a construção de mundos sugere começar por: "Em que tipo de mundo este edifício faria sentido?"
O que torna um edifício digno de preservação? A idade é a resposta mais comum, mas nem sempre a melhor. Um edifício das décadas de 1950 ou 1970 pode ter tanta relevância histórica quanto uma catedral medieval; a questão exige apenas uma abordagem diferente, que pondere o contexto político, o significado cultural e a inovação arquitetônica em vez da mera passagem do tempo. Isso se aplica sobretudo à arquitetura modernista no chamado Sul Global, onde o movimento assumiu formas de expressão singulares.
É justamente esse debate que o ArchDaily e o World Monuments Fund (WMF) estão abrindo juntos. O WMF traz sua expertise prática em conservação ao redor do mundo, enquanto o ArchDaily entra com a capacidade editorial para contextualizar esse trabalho e conectá-lo a um público global. O objetivo é atuar em duas frentes simultâneas: preservar lugares e contar suas histórias, moldando a compreensão do patrimônio modernista para muito além do próprio campo da preservação.
A arquitetura nesta semana reflete sobre como os edifícios e as cidades se adaptam a condições culturais, sociais e ambientais em constante mudança. Da expansão de instituições consolidadas e da preservação de arquivos de arquitetura a novas abordagens para a habitação e o uso do espaço doméstico, diversas histórias analisam como a arquitetura negocia entre contextos existentes e necessidades futuras. Essas questões vão além de edifícios individuais, abordando o papel do espaço público, da infraestrutura, da energia e da memória coletiva na configuração do ambiente construído. Paralelamente, novos projetos e programas culturais em diferentes contextos demonstram como a arquitetura pode responder a histórias locais, transformações urbanas e restrições de recursos, ao mesmo tempo em que estabelece novas relações entre edifícios, paisagens e as comunidades que os utilizam.
As origens da Bienal de Arquitetura de Copenhague remontam à criação do festival anual CAFx em 2014, rebatizado como Copenhagen Architecture Forum em 2024 para liderar novos projetos voltados à arquitetura e ao urbanismo, como a transição de festival para bienal, com sua primeira edição em 2025. Hoje, foram anunciados os detalhes da segunda edição: o evento ocorrerá de 9 de setembro a 15 de outubro de 2027, sob o tema "Elementos". Após o chamado inaugural da Bienal para Desacelerar, o evento volta sua atenção para as forças elementares planetárias que a arquitetura buscou dominar e se preparar para habitar, questionando uma das promessas mais persistentes da modernidade: o controle sobre o meio ambiente. As atividades serão dedicadas e organizadas em torno de cada um dos quatro elementos — fogo, terra, ar e água —, incluindo uma chamada aberta para pavilhões, exposições e um simpósio.
A ornamentação arquitetônica tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra artesanal qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?
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Cadeira Ergonômica Inteligente HBADA X7. Imagem cortesia de HBADA
A cadeira de escritório evoluiu ao longo do tempo acompanhando as transformações nos espaços de trabalho. Em cada era do ambiente de trabalho, a cadeira refletiu a forma como as pessoas trabalham. Os primeiros assentos de escritório eram voltados para o trabalho administrativo clássico: cadeiras de madeira fixas dispostas em fileiras em grandes escritórios, onde o processamento de papéis seguia rotinas padronizadas. Na década de 1980, os computadores começaram a transformar a maneira como as pessoas ocupavam as mesas, e o mobiliário corporativo acompanhou essa mudança. Designers passaram a abordar os assentos sob a ótica da ergonomia e da biomecânica, aprimorando o ajuste de altura, o suporte lombar, a inclinação sincronizada e a relação entre o corpo e a estação de trabalho. Posteriormente, profissionais do design combinaram pesquisas ergonômicas com novos materials, como telas tensionadas respiráveis em substituição ao estofamento tradicional de espuma.
A arquitetura na América Latina neste mês reflete um diálogo contínuo sobre o habitar, o patrimônio cultural e as maneiras pelas quais a arquitetura pode conectar a vida contemporânea com lugares e saberes existentes. Da Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires e iniciativas voltadas a práticas construtivas tradicionais e ao patrimônio arqueológico, passando por novas infraestruturas culturais e projetos habitacionais na Argentina, no Equador e no Peru, os desdobramentos recentes destacam diferentes abordagens para trabalhar com os contextos locais. Em toda a região, questões de memória, comunidade, paisagem e prática material continuam a moldar tanto projetos arquitetônicos quanto discussões mais amplas sobre como as cidades e os territórios são habitados.
Um júri de profissionais das artes e da arquitetura anunciou recentemente a proposta curatorial selecionada para o Pavilhão de Luxemburgo na Biennale Architettura 2027. A exposição terá curadoria da especialista em habitação Céline Zimmer e dos/as arquitetos/as Bùi Quý Sơn e Paul-Antoine Lucas, cofundadores/as do escritório de prática espacial crítica Exutoire, um dos premiados no ArchDaily 2026 Next Practices Awards. A proposta é intitulada "Excess! On the Overconsumption of Living Space" e aborda a distribuição desigual do espaço habitacional como um reflexo de "hábitos mais amplos de excesso que contribuem para as atuais crises ecológica e de moradia". O tema será ilustrado por meio de um diálogo entre as realidades de Luxemburgo e do Vietnã para refletir sobre o consumo espacial. O Pavilhão de Luxemburgo está localizado no primeiro andar da Sale d'Armi, no Arsenale, que será aberto ao público para a Bienal em 8 de maio de 2027.