O Foco no Brasil deste mês analisa como a arquitetura e o desenvolvimento urbano se cruzam com questões de habitação, educação, espaço público e mobilidade em todo o país. A seleção deste mês inclui uma aldeia indígena em Maricá reconhecida pelo ONU-Habitat por sua abordagem de habitação adequada, editoriais que examinam campi universitários e cidades planejadas como estruturas para a vida coletiva, e projetos que vão desde a expansão de um aeroporto com estrutura de madeira até um edifício comercial que dialoga com o espaço público de São Paulo e uma residência moldada por sua paisagem. Também estão em destaque a proposta vencedora para a nova sede do Itaú Cultural na Avenida Paulista, o reconhecimento internacional de dois projetos de paisagismo brasileiros e um diagnóstico nacional que aponta lacunas persistentes na infraestrutura para pedestres e na segurança viária.
A ONU-Habitat anunciou os cinco premiados do Scroll of Honour Award de 2026, reconhecendo contribuições para a habitação adequada e o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, Myanmar, Paquistão, Tunísia e Reino Unido. Os vencedores deste ano incluem uma organização de habitação que trabalha com comunidades afetadas por conflitos e deslocamentos forçados, um/a pesquisador/a que desenvolve materiais de construção a partir de resíduos locais e de mineração, uma aldeia indígena no Brasil, uma agência de habitação pública no Paquistão e o prefeito de Londres, Sadiq Khan. Selecionados entre 101 candidaturas enviadas de toda a África, Ásia, Europa e Américas, os premiados representam uma variedade de abordagens para enfrentar os desafios de habitação e desenvolvimento urbano.
Quais são as principais soluções aplicadas nas cidades para enfrentar os desafios urbanos e construir comunidades mais sustentáveis? É com essa motivação que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lança, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o Circuito Urbano 2025. Com apoio institucional do Ministério das Cidades, a iniciativa tem como objetivo apoiar e dar visibilidade a eventos que debatam os temas relacionados ao Outubro Urbano — mês dedicado ao debate sobre como tornar as cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis. A chamada para submissão de propostas de eventos está aberta até o dia 18 de julho e contempla atividades a serem realizadas entre os dias 1º e 31 de outubro de 2025.
Neste ano, o Circuito Urbano terá como tema "Enfrentando desafios urbanos: caminhos para cidades justas e sustentáveis". A proposta é eventos que apresentem experiências e boas práticas de enfrentamento às principais crises urbanas, como as mudanças climáticas, o déficit habitacional e os impactos da desigualdade. O objetivo é fortalecer iniciativas que coloquem as pessoas no centro das decisões urbanas, em alinhamento com os compromissos da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana.
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Em 2024, a celebração oficial do Dia Mundial do Habitat e a entrega do prêmio Pergaminho de Honra é em Querétaro, no México. Foto: Shutterstock
À medida que o mundo se urbaniza rapidamente, as cidades se tornam o lar de uma nova geração de líderes e agentes de transformação. As juventudes estão no centro dessa transformação, especialmente em regiões como a África, a Ásia e a América. Nesta segunda-feira, 7 de outubro, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) convida todas as pessoas interessadas no desenvolvimento urbano sustentável a celebrar o Dia Mundial do Habitat, que neste ano tem como tema "Engajando a juventude para criar um futuro urbano mais inclusivo".
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Com economia baseada na mineração, a população de Congonhas (MG), a 70km da capital Belo Horizonte, prepara-se para discutir seu futuro. Foto: Daniel Silva /Assessoria de Comunicação - Prefeitura de Congonhas
A população da histórica cidade de Congonhas (MG) está convidada a planejar o seu futuro e fazer parte da construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano por meio da Conferência Municipal das Cidades, programada para acontecer no dia 29 de junho, sábado, na Câmara de Vereadores.
Formulada para acolher participações de diferentes setores da sociedade congonhense, a Conferência Municipal vai abordar soluções para que Congonhas torne-se ainda mais inclusiva, democrática, sustentável e com justiça social.
Cairo, no Egito, será a sede da 12ª sessão do Fórum Urbano Mundial. Crédito: ONU-Habitat
Com o tema “Tudo Começa em Casa: Ações Locais para Cidades e Comunidades Sustentáveis”, a 12ª Sessão do Fórum Urbano Mundial (WUF, na sigla em inglês) será realizada no Cairo, Egito, entre os dias 4 e 8 de novembro de 2024. A conferência retorna ao continente africano depois de mais de 20 anos após sua primeira edição em Nairóbi, Quênia, em 2002.
O evento é convocado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e coorganizado pelo Governo da República Árabe do Egito, e representa a maior conferência global sobre o futuro das cidades. As sessões serão realizadas no Centro de Conferências Internacional do Egito, e terão transmissão online gratuita.
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O Laboratório Urbano UN-Habitat publicou "My Neighborhood", uma publicação que oferece uma lista de princípios de projeto urbano com o objetivo de criar cidades mais sustentáveis e resilientes. Contendo ações aplicáveis à escala do bairro, o guia se dedica a apresentar uma abordagem integrada que responde a setores-chave, como transporte, iniciativas urbanas locais, moradia, espaços públicos, serviços públicos e outros.
Energiesprong, um sistema inovador que utiliza painéis pré-fabricados isolados nas paredes e no telhado. Imagem cortesia de World Habitat
A organização internacional sem fins lucrativos World Habitat, em parceria com a UN-Habitat, anunciou os Prêmios World Habitat 2024. Eles visam destacar projetos que demonstram abordagens inovadoras e transformadoras para as moradias, incorporando princípios de adaptação às mudanças climáticas e soluções orientadas para a comunidade. Neste ano, foram selecionados oito projetos, dos quais dois foram reconhecidos com o Prêmio Gold World Habitat.
A ONU-Habitat, Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, é encarregada de questões relativas à habitação e ao desenvolvimento urbano de maneira mais adequada em todo o mundo. Desempenha um papel fundamental ao abordar questões urbanas globais, trabalhando para melhorar a qualidade de vida, enfrentar desafios como a rápida urbanização e a falta de moradia, e promover práticas de planejamento urbano que sejam socialmente mais inclusivas e ecologicamente responsáveis. Em 2022, lançou o projeto "Conexões Urbanas - Planejamento de Espaços Públicos para Comunidades Inclusivas", iniciativa importante da organização, que pretende promover o fortalecimento dos governos locais através do planejamento e desenho urbano participativo de espaços públicos.
A iniciativa Viva o Verde SP, parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Prefeitura de São Paulo, iniciou oficialmente as atividades de avaliação dos mais de cem parques da capital paulista.
A ação consiste na aplicação da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade (City-Wide Public Space Assessment), uma ferramenta do Programa Global de Espaços Públicos do ONU-Habitat. De outubro a dezembro, agentes de pesquisa vão visitar mais de cem parques urbanos, lineares, de orla e naturais para realizar a observação detalhada da estrutura de cada um.
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Ao longo de outubro, mais de 230 eventos vão discutir a construção da resiliência urbana no Sul Global. Com representantes de mais de 20 países da América Latina e da África lusófona, o Circuito Urbano 2023 será realizado entre 02 e 31 de outubro. A programação já está disponível no site do evento.
Uma chamada internacional de trabalhos foi divulgada em 2022 e 296 das mais de 750 inscrições de 77 países foram convidadas a participar do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas como preparação para a abertura do Congresso.
Neste terceiro artigo, nos reunimos com os co-presidentes do painel arquitetura para Comunidades Resilientes,Anna Rubbo, Pesquisadora Sênior, Centro de Desenvolvimento Urbano Sustentável (CSUD), The Climate School, Columbia University, e Juan Du, Professor e Reitor da John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design Universidade de Toronto.
No início deste mês, foi lançado o projeto Viva o Verde SP. Fruto de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o ONU-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos), a iniciativa deve guiar novas políticas públicas municipais para aprimorar a qualidade dos espaços públicos verdes.
A priori, serão propostas melhorias em 111 parques da cidade de São Paulo. A ideia é alcançar a igualdade na distribuição espacial e na acessibilidade das áreas verdes públicas. “Será uma ação contínua não só para podermos ampliar o número de parques. Eles vão fazendo os diagnósticos com dez parques principais e depois um lote de 80 parques até chegar a todos os 111 parques com todo o trabalho de indicação das melhorias que devem ser feitas”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes.
Em um esforço para ampliar o debate em torno das questões e oportunidades enfrentadas pelas cidades em todo o mundo, a ONU-Habitat designou o dia 31 de outubro como “Dia Mundial das Cidades”, evento celebrado anualmente desde 2014. Este ano os eventos estão centrados ao redor do tema “Act Local to Go Global”, que reconhece ações locais de impacto global, com o objetivo de compartilhar experiências e abordagens sobre iniciativas que foram bem-sucedidas ou não e entender como os governos locais e regionais podem ajudar a criar cidades mais verdes, mais equitativas e sustentáveis.
O tema foi escolhido com base no entendimento de que as ações locais são de fundamental importância para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas para 2030. A Agenda 2030 estabelece a ambição da ONU de contribuir para a criação de cidades e assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. As maiores cidades do mundo são muitas vezes as mais desiguais. O tema deste ano sugere que há um caminho a seguir por meio de mudanças incrementais e ações localizadas. Adaptando-se às condições específicas do local, essas ações podem responder melhor às necessidades individuais das comunidades e às condições naturais de clima e topografia, além de ajudar a fortalecer a identidade cultural dos ambientes urbanos.
A primeira segunda-feira de outubro de cada ano marca o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat. Celebrados simultaneamente, buscam lançar luz sobre o ambiente construído e seus desafios, assumindo um tema diferente a cada nova edição. Este ano, através do Dia Mundial da Arquitetura, a UIA aposta na “Arquitetura para o bem-estar”, alinhada com a designação de 2022 como o Ano UIA do Design para a Saúde em edifícios e cidades. Paralelamente, o Dia Mundial do Habitat da ONU está centrado em “não deixar ninguém para trás”, e visa abordar para o problema da desigualdade e desafios nas cidades e assentamentos humanos em decorrência da pandemia de Covid-19, das mudanças climáticas e de conflitos de todo tipo.
Apresentando o Outubro Urbano, 31 dias para promover um futuro urbano melhor, o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat impulsionam os debates sobre sustentabilidade urbana. Posicionando-se no debate, o ArchDaily participa promovendo conteúdos que abordam os principais tópicos dessas datas, conscientizando, apresentando soluções, engajando a comunidade internacional e empoderando aqueles que fazem arquitetura para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Quais os principais desafios urbanos das cidades africanas? Quais suas semelhanças com a realidade brasileira? Qual o papel da ONU-Habitat na resolução desses problemas?
Para responder a essas e outras perguntas, e compartilhar suas experiências com o urbanismo africano, o podcast do Caos Planejado recebe Jeiza Barbosa, Oficial Nacional da ONU-Habitat para Cabo Verde, e Evandro Holz, assessor técnico internacional da ONU-Habitat.
Render de casas acessíveis criadas com resíduos de plástico. Imagem cortesia de Othalo
Muitas pessoas pelo mundo concordam que estamos passando por uma emergência climática. O relatório do IPCC, divulgado no ano passado, dificulta a leitura. Os profissionais do ambiente construído passaram a direcionar as ações climáticas, com organizações como ACAN e Architects Declare promovendo o ensino sobre o carbono e pedindo aos designers que reavaliassem sua prática.
Housing Upcycle Program, Barrio Mugica of Buenos Aires. Image Courtesy of Special Project Unit Barrio Padre Carlos Mugica, Buenos Aires City Government
Na décima primeira sessão do Fórum Urbano Mundial em Katowice, Polônia, a União Internacional de Arquitetos (UIA), juntamente com a UN-HABITAT, anunciou os vencedores do Prêmio UIA 2030. Buscando reconhecer contribuições da arquitetura para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Nova Agenda Urbana, esta edição premiou obras da Alemanha, Hong Kong, Argentina, Bangladesh e China dentre um total de 125 projetos de 40 países. As obras premiadas demonstram qualidade de projeto e alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Organizado em seis categorias — Categoria Aberta; Melhorando a Eficiência Energética; Habitação Adequada, Segura e Acessível; Planejamento Territorial Participativo, Eficiente e Inclusivo; Acesso a Espaços Verdes e Públicos; e Utilizando Materiais Locais —, os jurados escolheram um vencedor por seção, mas não conseguiram identificar um vencedor geral na categoria aberta e optaram por reconhecer seis projetos como Altamente Recomendados, homenageando no total 5 premiados e 15 recomendações.