O Reino dos Países Baixos, na Expo 2025 Osaka, em Kansai, no Japão, apresenta o pavilhão sob o tema "Common Ground: Creating a New Dawn Together" (Terreno Comum: Criando um Novo Amanhecer Juntos), destacando a dedicação do país em promover a compreensão mútua para enfrentar desafios globais. Projetado pelo escritório RAU Architects, o design circular do pavilhão traz uma proeminente esfera iluminada no centro, simbolizando uma nova era de energia limpa e ilimitada, semelhante a um "sol artificial" que aponta para um futuro movido a recursos sustentáveis.
A continuidade do trabalho remoto transformou o dinamismo do centro das cidades e a paisagem tradicional dos escritórios, deixando para trás muitos espaços vazios cujo destino ainda é motivo de especulação. Quatro anos após o início das políticas de trabalho híbrido, as taxas de ocupação de escritórios nos centros urbanos continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando uma mudança de longo prazo no ambiente corporativo. Algumas incorporadoras buscaram reposicionar esses edifícios, enquanto outras buscam usos alternativos para prédios desocupados em áreas centrais. Embora ambas as abordagens tragam benefícios à sua maneira, o potencial de reconversão de edifícios de escritórios é vasto e promissor. Da habitação residencial a instalações de pesquisa de ponta, profissionais de arquitetura e incorporação exploram as diversas possibilidades e os desafios de transformar essas estruturas subutilizadas em novos espaços vibrantes.
Mais do que um mero registro visual, a fotografia de arquitetura é um meio poderoso capaz de revelar e explorar os espaços arquitetônicos sob perspectivas únicas. Pelas lentes de um/a fotógrafo/a talentoso/a, a arquitetura manifesta seu jogo de luzes e sombras, a tectônica de seus elementos estruturais, o detalhamento meticuloso dos encontros de materiais e as narrativas mais amplas do patrimônio cultural. No Dia Mundial da Fotografia de 2024, celebramos essa forma de arte singular destacando o trabalho de 25 fotógrafos/as de destaque que capturaram a arquitetura em suas formas mais evocativas.
Entre as séries fotográficas apresentadas, Paul Clemence explora a precisão minimalista dos museus suíços, Iwan Baan oferece uma narrativa visual de Praga, enquanto Simone Bossi destaca o contraste entre as estruturas construídas pelo ser humano e o seu entorno natural. Além disso, Marc Goodwin dá continuidade à sua série sobre escritórios de arquitetura ao redor do mundo, oferecendo um vislumbre dos espaços criativos da profissão. O trabalho de Erieta Attali transporta o público a ruínas antigas para explorar justaposições históricas e paisagens culturais.
O espaço doméstico é um reflexo das atividades, condutas e comportamentos dos indivíduos, onde convive uma série de dinâmicas e processos que fazem parte do cotidiano. Embora cada residência conte com suas próprias lógicas de distribuição de acordo com o momento de sua concepção, as demandas de seus habitantes, as tecnologias da época, entre outros fatores, as reformas de interiores residenciais muitas vezes expressam o interesse em recuperar estruturas e fachadas antigas, reciclar mobiliário em desuso, restaurar elementos de qualidade em revestimentos e pisos, ou diretamente integrar novas soluções que permitam alcançar maior fluidez espacial, iluminação e otimização de suas superfícies.
O Prêmio King Salman Charter for Architecture and Urbanism acaba de anunciar os vencedores de 2024. Com o objetivo de reconhecer realizações de destaque em arquitetura e urbanismo na Arábia Saudita, a premiação é uma iniciativa criada para celebrar projetos alinhados aos valores da Carta King Salman. Nesta edição, os projetos foram homenageados com o prêmio em três categorias: obras construídas, projetos não construídos e projetos de estudantes.
Naturalmente, uma densidade populacional mais elevada evita a formação de cidades-fantasma e comércios abandonados, que podem se tornar focos de criminalidade. No entanto, essas visões positivas sobre ambientes residenciais densos costumam basear-se em premissas otimistas sobre o urbanismo, como o atrito mínimo entre indivíduos, facilidade de manutenção da higiene e a geração espontânea de diversidade.
Selecionado pelo ArchDaily como uma das Melhores Novas Práticas de 2024, o IDK está trazendo uma abordagem nova e dinâmica na construção de comunidades com arquitetura de qualidade. Mike Lim, James Pockson e Roddy Bow se conheceram enquanto cursavam o mestrado em Arquitetura no Royal College of Art (RCA) e fundaram seu escritório de arquitetura, o IDK, em Londres, em 2019. O trio, movido por uma forte missão — *ajudar comunidades e instituições, organizações e culturas progressistas a prosperarem* —, vem pesquisando e entregando projetos voltados para a comunidade que incorporam a construção experimental com uma abordagem holística. Seu trabalho se concentra em fomentar o desenvolvimento social, com ênfase na consciência ecológica, uso de materiais locais, gestão inteligente de recursos e orçamentos, reformas respeitosas e no projeto apenas do que é necessário, sem construir em excesso.
A cidade de 15 minutos tornou-se um conceito reconhecido internacionalmente que defende um modelo urbano centrado nas pessoas, no qual se busca que as pessoas possam atender à maioria de suas necessidades diárias a uma caminhada ou pedalada de 15 minutos de suas casas. O conceito foi apresentado pelo professor Carlos Moreno em 2015, após a conferência COP21 em Paris, que culminou com a assinatura do Acordo de Paris. A proposta oferece uma estrutura prática e adaptável para introduzir a mobilidade de baixo carbono e criar uma economia local dinâmica, promovendo maior interação social e ambientes urbanos mais sustentáveis. Desde então, o conceito foi reconhecido com o Prêmio Obel de 2021 e recebeu uma recomendação de destaque no Relatório Mundial das Cidades da ONU-Habitat. Agora, o professor Moreno lança o livro intitulado “The 15-Minute City: A Solution to Saving Our Time and Our Planet” para apresentar exemplos concretos e estratégias para a construção de cidades melhores. O ArchDaily conversou com o professor Carlos Moreno sobre essas ideias, explorando seu pensamento urbanístico e o impacto desse modelo.
O Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) acaba de anunciar as quatro propostas finalistas para o prêmio de 2024. Na etapa mais recente de seu quinto ciclo, este prêmio voltado a práticas emergentes selecionou os projetos a partir de um grupo de mais de cinquenta obras indicadas, desenvolvidas por profissionais de arquitetura em sua primeira década de atuação. A premiação reconhece as melhores obras construídas de arquitetura nas Américas concluídas entre 2020 e 2023.
Temos o prazer de anunciar nossos próximos workshops de setembro em colaboração com nossa parceira do ArchDaily Plus, a Parametric Architecture. Esses workshops foram cuidadosamente selecionados para capacitar arquitetos/as, designers e entusiastas, fornecendo as mais recentes perspectivas e habilidades no dinâmico campo do design paramétrico. Guiadas por especialistas e mentes visionárias do setor, essas sessões imersivas explorarão técnicas de ponta, ferramentas inovadoras e aplicações práticas, criando um ambiente de aprendizado dinâmico e inspirador onde os/as participantes poderão elevar seus conhecimentos de design a patamares sem precedentes.
Como forma de agradecimento, os/as assinantes do ArchDaily Plus terão direito a benefícios exclusivos, incluindo descontos especiais em qualquer um dos workshops oferecidos pela Parametric Architecture e um workshop mensal gratuito. Seu compromisso em promover a inovação arquitetônica alinha-se perfeitamente às experiências enriquecedoras que esses workshops prometem proporcionar. Fique atento/a para mais informações sobre como liberar totalmente seu potencial criativo e embarcar em uma emocionante jornada de exploração de design em setembro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1139992/workshops-de-arquitetura-parametrica-de-setembroArchDaily Team
Parque Público de Karantina 2020-2023. Imagem cortesia de CatalyticAction
Os espaços públicos nem sempre são moldados pelo planejamento urbano, mas pelas práticas que acolhem. Sua existência decorre de nossa necessidade inerente de conexão com o outro. Como espaços de encontro, essas áreas urbanas, abertas e acessíveis refletem a maneira como interagimos com nosso entorno e uns com os outros, ao mesmo tempo em que oferecem locais para a prática de exercícios, o brincar, a socialização e o lazer.
Reconhecendo que os espaços públicos são mais do que meros ambientes físicos, a CatalyticAction dedica-se a promover um senso de comunidade, segurança e pertencimento, especialmente para as crianças, que estão entre as pessoas mais vulneráveis da sociedade. Sua missão não consiste apenas em criar espaços onde as crianças possam brincar e crescer, mas também em empoderá-las, garantindo que tenham voz ativa na definição de seu entorno. Para saber mais sobre esse trabalho, Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, conversou com Joana Dabaj, cofundadora e diretora de programas da CatalyticAction.
NA Structures com AZD Architects e Hemphill Builders. Orchard Lake, Michigan. Imagem de Way Up Media
Na indústria da construção civil, a construção offsite em light wood-frame desponta como uma abordagem transformadora, que promete prazos de execução mais curtos, maior qualidade e menor impacto ambiental. Empresas associadas ao Quebec Wood Export Bureau (QWEB) lançaram uma ferramenta digital que potencializa os benefícios e a versatilidade dos componentes pré-fabricados de light wood-frame em projetos.
Para criar esta coleção, Marc Goodwin colaborou com o arquiteto, editor, professor e curador italiano Alessandro Martinelli, radicado em Taipé. Martinelli selecionou os participantes com a colaboração de Chung-Hsiung Wang, curador do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018. A série continuará a ser desenvolvida com a criação de maquetes para cada estúdio, que serão expostas ao lado das fotografias no Pavilhão de Taiwan na Bienal de Veneza.
A tipologia dos edifícios de escritórios surgiu da necessidade de reunir milhares de pessoas em um ambiente de trabalho relativamente rígido. Nas grandes cidades, essas estruturas se concentraram em Distritos Centrais de Negócios (CBDs), que se tornaram bairros dedicados a abrigar o comércio e as empresas. No entanto, a pandemia de COVID-19 interrompeu esse modelo, impulsionando a ascensão do trabalho remoto e híbrido. Hoje, quase quatro anos depois, as taxas de ocupação nesses centros urbanos continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando uma mudança de longo prazo no ambiente de trabalho. Para enfrentar esse desafio, incorporadores/as têm buscado cada vez mais o "reposicionamento" de seus projetos, procurando redefinir sua imagem ao adaptá-los às demandas contemporâneas. Essa tipologia considera a malha urbana circundante, visando expandir o uso do edifício para além de seu propósito original e atrair as pessoas de volta aos CBDs.
Novos empreendimentos, empresas e startups do setor imobiliário estão transformando as percepções e necessidades em torno da casa própria e das experiências de locação. Em uma sociedade na qual a propriedade imobiliária é associada ao sucesso pessoal, as inovações no mercado de aluguel residencial buscam aumentar a atratividade da locação. As mudanças nas demandas dos consumidores estão impulsionando uma tendência de modelos de moradia exclusivos e focados na comunidade. Essa transição está redefinindo a forma como as pessoas enxergam seus espaços de convivência, interagem com suas comunidades e percebem o valor de seus lares.
Crédito da foto: Alamy. Imagem cortesia de Zaha Hadid Architects
O Ethiopian Airlines Group iniciou um novo projeto para construir o maior aeroporto da África em Abusera, ao sul de Adis Abeba, com o objetivo de apoiar a rápida expansão da companhia aérea. Este projeto, desenvolvido por um consórcio liderado pela Dar Al-Handasah Consultants, Zaha Hadid Architects (ZHA), e Pascall+Watson, funcionará como um hub fundamental para conectar a África, a Ásia e o Oriente Médio, regiões que registram o crescimento mais rápido nas viagens aéreas globais.
Diseño Tulum y Copal de Arauco Melamina. Image Cortesía de Arauco
O que o amianto, as tintas com chumbo e os produtos plásticos têm em comum? Todos eles estão na lista de materiais que provavelmente desaparecerão no futuro. Essa mudança não ocorre por acaso; pelo contrário, reflete uma crescente preocupação com os impactos negativos das substâncias que os compõem. À medida que nossa consciência sobre a sustentabilidade ambiental e o bem-estar pessoal aumenta, começamos a analisar com mais atenção a escolha e a composição dos materiais que utilizamos para construir o nosso entorno, o que impulsiona a adoção de alternativas mais saudáveis.
Hoje em dia, ao buscar opções saudáveis na arquitetura de interiores, uma das melhores estratégias é optar por materiais que minimizem ou eliminem substâncias tóxicas e melhorem a qualidade do ar. Nesse contexto, os ambientes internos, especialmente em residências, enfrentam um desafio significativo devido às altas concentrações de formaldeído nas resinas de MDF e nos painéis de partículas de madeira utilizados em móveis e revestimentos. Essa preocupação tem levado a uma visão mais responsável na escolha dos materiais, como os painéis de melamina da Arauco, que evoluíram para abordagens mais seguras, beneficiando tanto fabricantes quanto as pessoas usuárias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140636/arquitetura-responsavel-com-melamina-como-escolher-o-material-adequado-para-evitar-a-exposicao-a-substancias-toxicasEnrique Tovar
Ao longo da história, a pedra tem sido um material de construção fundamental devido à sua resistência, beleza e apelo intrínseco. O material é utilizado há séculos para erguer construções duradouras, de monumentos históricos a residências contemporâneas. Sua resiliência a torna adequada tanto para projetos de design de interiores quanto de exteriores, proporcionando uma ampla variedade de aparências. Existem inúmeras variedades de pedras, cada uma com textura e coloração distintas, incluindo o mármore, o granito e o calcário. Graças a essa diversidade, o material pode ser usado de forma criativa por arquitetos/as e construtores/as para criar detalhes de destaque ou edifícios inteiros. Esta seleção de projetos não construídos,enviada pela comunidade do ArchDaily, mostra como a pedra continua sendo um material de construção confiável e adaptável, capaz de aliar o artesanato tradicional ao estilo contemporâneo.
Oct Art Center, Foto por Xia Zhi. Imagem cortesia de Zhu Pei Studio
“Isso vai ser incrível! Estou muito entusiasmado,” diz Zhu Pei sobre o Museu e Observatório das Ruínas de Majiayao, atualmente em construção em Lintao, na província de Gansu. O arquiteto, baseado em Pequim, projetou o edifício como um espaço cavernoso profundamente inserido no solo, que evoca um fragmento gigante de cerâmica antiga, assemelhando-se a um sítio arqueológico do Período Neolítico descoberto no local há um século. A edificação é tão incomum que não pode ser descrita em termos arquitetônicos convencionais. Por exemplo, uma vasta casca hiperbólica de concreto moldado in loco repousa sobre o solo, bloqueando o vento frio do noroeste no inverno. O arquiteto utilizou areia e cascalho do rio Tao local para produzir um concreto bruto especial com ranhuras horizontais na superfície, simbolizando os vestígios de milhares de anos de erosão. Todos os edifícios de Zhu são notáveis. Ainda assim, apesar de suas inovações, estão enraizados na cultura, na natureza e no clima. São projetados com base em sua filosofia arquitetônica, a "Arquitetura da Natureza", articulada em cinco pontos fundamentais: integridade incompleta, arquitetura esponja, caverna e ninho, postura de assentamento, e estrutura e forma.
A primeira vila olímpica da história foi construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris. Antes disso, os atletas se hospedavam em hotéis, albergues, escolas, quartéis e até mesmo nos barcos em que viajavam para as cidades-sede. Pierre de Coubertin, co-fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi o idealizador da vila inaugural ao perceber que seria economicamente mais viável abrigar atletas em estruturas novas e temporárias do que em hotéis, enquanto as vilas poderiam incutir também um senso de comunidade entre os competidores internacionais.
A partir de 30 de junho de 2024, Edmund Sumner apresenta a exposição “Traces”, uma mostra individual na Rodic Davidson Architects, em Londres, que reúne fotografias de arquitetura para explorar a identidade cultural e o significado histórico em diferentes paisagens. A exposição propõe uma investigação profunda sobre a arquitetura e o design em diversos territórios, incluindo Europa, Índia e México, apresentando uma intersecção instigante entre a fotografia e o ambiente construído. Além disso, o fotógrafo deve lançar seu quinto livro pela editora Thames & Hudson em 2025.
Cortesia de Luxigon | Render da + POOL no Pier 35. Projetado por Family New York & Playlab, Inc.
A governadora Kathy Hochul e o prefeito Eric Adams acabam de anunciar a instalação da + POOL, uma piscina flutuante equipada com um sistema inovador de filtragem de água, no Pier 35, no East River de Nova York, neste verão. Com o objetivo de oferecer à população de Nova York oportunidades seguras de nado nos cursos d'água da cidade, a organização Friends of + POOL foi fundada em 2010 por Dong-Ping Wong, recebendo posteriormente a colaboração dos/as designers Archie Lee Coates IV, Jeffrey Franklin e Oana Stanescu. Além disso, o projeto busca ampliar o acesso a piscinas públicas para comunidades vulneráveis.