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Em colaboração: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura da água: metais que desaparecem no bem-estar contemporâneo

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E se os elementos mais avançados de um banheiro fossem aqueles que mal podemos ver? Em espaços onde paredes, tetos e pisos formam superfícies contínuas, os metais e louças recuam, e a própria água passa a ser a matéria-prima que molda a experiência. O posicionamento cuidadoso de componentes em banheiros — como cubas, torneiras, chuveiros e ralos — costuma afirmar sua presença tanto como objeto quanto como função. Mas o que acontece quando esses elementos começam a desaparecer?

Em vez de adicionar elementos sobrepostos ao desenho do banheiro, algumas abordagens operam por subtração. O banheiro deixa de ser composto por objetos visíveis e passa a ser compreendido como uma superfície contínua. Metais e louças embutem-se em paredes e tetos, permitindo que a água, a luz e a atmosfera assumam o protagonismo. O que se delineia é uma forma de minimalismo que vai além: uma arquitetura que absorve inteiramente seus sistemas técnicos, fazendo com que os dispositivos desapareçam e restem apenas seus efeitos. A experiência em si torna-se protagonista, não mais mediada por objetos visíveis, mas moldada diretamente pela água, pela luz e pelo espaço.

Como a cerâmica espanhola conecta cultura, memória e identidade na Semana de Design de Milão 2026

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Como uma instalação arquitetônica expressa a identidade de uma região? Como um material de construção pode se conectar com a essência de uma nação? Ao longo de sua história, a Espanha foi moldada por uma ampla gama de culturas e civilizações, incluindo influências muçulmanas, fenícias, romanas, gregas, cartaginesas e visigóticas. Do flamenco aos azulejos cerâmicos que adornam fachadas e monumentos históricos, cada região da Espanha abraça seus próprios costumes e tradições, refletidos em sua arquitetura, história, arte e design. Durante a Milan Design Week 2026, a Tile of Spain apresenta Spanish Design as a Souvenir no Fuorisalone—uma instalação que transforma o revestimento cerâmico em um meio narrativo por meio de uma série de objetos escultóricos que reinterpretam ícones cotidianos da vida espanhola.

Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Transformando uma casca de concreto em um interior de madeira moldado pelo mar

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Situada no quebra-mar externo do Port de Cap-d'Ail, ao lado de Mônaco, a Beach House ocupa um limiar entre a terra e o mar. Cercada por água e barcos ancorados, a edificação estabelece um diálogo próximo com o porto, exposta às mudanças de luz, aos reflexos e à atmosfera do Mediterrâneo. Diante desse cenário, a casa se apresenta quase como mais uma embarcação atracada ao longo da muralha do porto.

No entanto, quando Dave Rowles assumiu o projeto de arquitetura, a residência apresentava pouco desse caráter em seu interior. A antiga casa unifamiliar havia sido completamente desmantelada, restando apenas uma casca de concreto aparente. A reforma, portanto, partiu de uma questão fundamental: como um espaço interno pode capturar as qualidades de seu entorno? Em vez de competir com o forte contexto marítimo, a proposta se concentrou em criar um interior sereno e focado na materialidade, que emoldura e amplifica a beleza e a experiência da paisagem circundante, utilizando detalhes em carvalho, cedro, mármore e aço inoxidável. Em colaboração com a barth, empresa especializada em execução de interiores sob medida, Rowles transformou a estrutura de concreto em um espaço coeso, no qual materiais naturais, luz e detalhes refinados definem tanto os ambientes internos quanto os externos.

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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“As pessoas usuárias são especialistas em si mesmas”: Como as pessoas moldam os espaços que utilizam

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O design orienta o uso ou o uso orienta o design? Estudantes lutam para manter o foco, profissionais se esquivam sob iluminação artificial agressiva e ocupantes se afastam de espaços rígidos, muitas vezes em resposta a condições ambientais que só se tornam visíveis quando o espaço passa a ser habitado. A luz que atravessa um ambiente, a reverberação do som, a textura das superfícies ou o ritmo da circulação podem favorecer a concentração, trazer calma ou inspirar a criatividade, mas cada um desses elementos também pode, inadvertidamente, intensificar o estresse e a distração. Arquitetos/as e designers estão investigando e questionando: como as decisões de projeto são fundamentadas e de quem é o conhecimento considerado essencial na hora de moldar o espaço?

Um laboratório de estudo preliminar para a exploração arquitetônica

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Architects can shape detailed buildings in minutes with Forma Building Design to easily test how different options work on their site.

Para muitos/as arquitetos/as, o estudo preliminar é definido por uma tensão bastante familiar. Trata-se da fase de exploração aberta — onde múltiplas ideias são testadas, questionadas e refinadas para que os clientes definam a direção do projeto. Em essência, é onde a mágica da concepção acontece. O desafio raramente é a falta de ideias, mas sim o esforço necessário para testar e avaliar essas propostas de maneira adequada sob restrições de tempo, recursos e orçamento. Trata-se de um desafio especialmente complexo para os/as profissionais, já que o trabalho inicial de projeto deve equilibrar criatividade com as necessidades do cliente e a viabilidade comercial.

Projetar com o que existe: Expansão da sede da Rieder transforma materiais residuais em design de fachada

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E se as sobras industriais não fossem resíduos, mas o ponto de partida do projeto de arquitetura? Na sede da Rieder em Maishofen, na Áustria, mais de 1.300 metros cúbicos de madeira, 180 elementos de teto e centenas de fragmentos reciclados de concreto reforçado com fibra de vidro se unem em um edifício moldado tanto pelo reúso quanto pelo planejamento. O novo pavilhão de produção, projetado pelo escritório Kessler² Architecture, trata as sobras de materiais como recurso de projeto. Desenvolvido como parte de um investimento de longo prazo em manufatura sustentável, o edifício híbrido de madeira e concreto introduz uma técnica de fachada que inverte os fluxos de trabalho convencionais da arquitetura: em vez de projetar primeiro para depois produzir os componentes, o envelope do edifício é gerado a partir dos resquícios de materiais já disponíveis no local, estabelecendo uma nova linguagem para a arquitetura industrial.

Semeando o futuro e redefinindo o impacto da arquitetura

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O que importa mais: olhar para o passado ou para o futuro? Reconhecer trajetórias consolidadas ou fomentar caminhos ainda em construção? Talvez esta não seja uma pergunta com resposta única. Tradicionalmente, os prêmios de arquitetura funcionam como dispositivos de consagração, reconhecendo obras concluídas, carreiras consolidadas e soluções já testadas, na maioria das vezes sob uma perspectiva retrospectiva. Mas o que aconteceria se o reconhecimento deixasse de ser um fim em si mesmo e passasse a funcionar como um agente catalisador, investindo menos no que já foi feito e mais no que está por vir?